quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Uma Homenagem a Steve Jobs

Olá,

Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.

Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.

Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.

Com vocês, o discurso de Steve Jobs:


“Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer.Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior.
Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usadas para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.
No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir as matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir.
Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira.
Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.
Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro.
Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.
Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.
Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs”

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coragem para Mudar ...

Olá,

Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.

Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.

Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.

É preciso ter coragem para mudar,  para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.

A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.

Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.

Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.

Todos podemos mudar, é só querer.

Abraços,

Paulo Pinho


domingo, 11 de setembro de 2011

Mobilização contra a Corrupção

Olá,

Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.

Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.

Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.

A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.

A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.

Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.

Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.

Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!

Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.

Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.

Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.

A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.

Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!

Abraços,

Paulo Pinho




sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dicas para Lidar com o Estresse

Olá,

O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.

A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.

Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.

Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.

Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.

Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.

É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.

Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.

Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.

Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:

1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.

2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.

3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.

4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos,  seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.

5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.

Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!

Abraços,

Paulo Pinho

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crescer ou Não Crescer, Eis a Questão...

Olá,

Hoje gostaria de me dirigir aos empreendedores que possuem negócios pequenos e saudáveis e que sentem o legítimo receio de crescer seu negócio e perder o controle da situação.

É aparentemente confortável ter um negócio lucrativo e pequeno, com todas as virtudes que a escala reduzida trás para uma organização. Fica mais fácil saber tudo o que se passa na empresa, agir quando se nota algum desvio, manter a qualidade dos serviços/ produtos e gerenciar os altos e baixos do negócio. 

Sem dúvida o pequeno negócio tem uma série de vantagens que podem e devem ser usufruídas pelo empreendedor, pelo menos por um tempo.

Mas o pequeno negócio possui um calcanhar de Aquiles que é suficiente para destruir anos de dedicação e investimento: a falta de escala.

Todo mundo lembra das farmácias e dos mercadinhos do bairro, certo? Pois é, em alguns lugares eles desapareceram totalmente. E os armarinhos? Será que você ainda conhece algum que esteja funcionando perto de sua casa? Isso sem falar nos alfaiates, nos sapateiros, nas oficinas de eletrodomésticos, entre outros.

Certos negócios estão simplesmente desaparecendo e dando lugar a formatos totalmente diferentes, que privilegiam a escala e que acabam tirando do mapa os que não tiveram coragem de crescer ou o desprendimento de repassar seu negócio para um concorrente maior.

É claro que toda regra tem exceção e neste caso também vamos encontrar exceções à regra. Existem pequenos negócios que se sustentam por dezenas de anos e mantém o sucesso e a rentabilidade. Esses empresários merecem nosso respeito e admiração e devem servir de referência aos que desejarem manter seus negócios pequenos e atraentes.

Para ser pequeno e lucrativo é preciso ser diferente e raro. É preciso ter algo que os grandes não possuem e não pretendem possuir, mas que alguns clientes desejam muito.

Ser pequeno é ser especial e diferente. É ter uma clientela seleta e fidelizada. É ter um relacionamento íntimo e personalizado com os seus clientes.

Você quer alguns exemplos de pequenos negócios de sucesso? Pense no seu médico de confiança para certas especialidades ou, em alguns casos, no advogado com quem se aconselha quando tem problemas. Eles são bons exemplos de pequenos negócios lucrativos e duradouros.

Mas para a grande maioria manter-se pequeno é bastante perigoso. A menor escala reduz sua capacidade de competir no preço em um mundo onde os volumes das grandes empresas só fazem crescer. Como competir fabricando sapatos artesanalmente quando o concorrente produz milhões de unidades por mês em um País como a China? Como manter a farmácia do bairro competindo com cadeias de drogarias com centenas ou milhares de lojas espalhadas pelo País.

A resposta poderia ser o produto diferenciado ou a qualidade de atendimento, mas sejamos práticos. Até que ponto esses diferenciais são reais e quanto nossos clientes estão dispostos a pagar por eles?

O dilema entre crescer ou não é complexo e não possui resposta definitiva. Existem formas de se manter pequeno e ainda assim ter sucesso e rentabilidade, mas é preciso ter muita criatividade e excelência de execução. Por outro lado, é relativamente fácil crescer em uma economia dinamizada como a que vivemos hoje no Brasil, mas é preciso ter disciplina e ousadia.

O importante é que a estratégia de crescer ou não seja ponto focal das reflexões dos empreendedores e que seja qual for o caminho escolhido ele seja fruto de uma decisão pensada, de uma estratégia de longo prazo.

Se você possui comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em responder sua mensagem.

Abraços,

Paulo Pinho

 


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Minhas Experiências com Coaching

Olá,

Há mais ou menos dois anos iniciei minhas atividades como Coach de executivos e gostaria de compartilhar com vocês algumas percepções obtidas durante esse período.

1 - Por menos intuitivo que seja, as pessoas realmente podem transformar seus comportamentos em curtíssimo espaço de tempo. As mudanças que presenciei em alguns casos são impressionantes e me fazem acreditar cada dia mais nessa metodologia.

2 - O ser humano é o que ele pensa ser, consciente ou inconscientemente. Em outras palavras, a transformação do comportamento é sempre fruto de mudanças na forma de pensar.

3 - O primeiro passo para o sucesso no trabalho de coaching é querer reamente descobrir o que precisa ser mudado. Esse costuma ser o maior desafio do trabalho, pois as pessoas em geral possuem avaliações de si próprias e daqueles com quem se relacionam muito impregnadas de mágoas e preconceitos cristalizados ao longo de anos.

4 - Um grande desafio para o coachee é convencer a todos de que as mudanças são verdadeiras e duradouras. Como as pessoas não acreditam na possibilidade de mudanças profundas na fase adulta, elas tendem a achar que os comportamentos irão voltar ao padrão antigo em pouco tempo. Vencer o período de descrença é um dos grandes desafios de quem se propõe a mudar.

5 - Confiança, Compreensão e Acolhimento são características fundamentais em um profissional de Coaching. Saber fazer as perguntas certas, aquelas que irão mudar o foco de análise do Coachee e transformar sua maneira de encarar os fatos do dia a dia, é o segredo do sucesso.

6 - Mudar é sempre possível, desde que a pessoa realmente deseje isso. É trabalho do Coach, incentivar o Coachee a querer mudar verdadeiramente pois na maioria das vezes não é exatamente o desejo inicial do mesmo. O que mais encontrei até aqui foram pessoas desejosas que as coisas mudassem para melhor mas cujo diagnóstico dos problemas estava fora do seu próprio ser.

7 - Trabalhar como Coach é uma delícia. Oportunidade única de se desenvolver ajudando os outros a fazer o mesmo.

Se você possui comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em responder sua mensagem.

Abraços,

Paulo Pinho

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Recordar Para Viver Melhor

Olá Pessoal,

Estava pensando agora há pouco sobre o tempo e as marcas que ele deixa e apaga.

Tenho um filho que acaba de ser aprovado no vestibular e que está vivendo a euforia de se sentir conquistando seu próprio espaço pela primeira vez. É gratificante ver o brilho dos seus olhos e a maneira como ele está encantado e motivado com a oportunidade de cursar uma das melhores universidades do Brasil.

Admirando sua empolgação, acabei recordando alguns momentos de minha história na universidade. Os grande amigos, que apesar de quase não ter contato, guardo com carinho no coração. Os bons e maus professores com os quais pude conviver. A sensação de poder mudar o mundo. A vontade de ser o melhor e de conquistar os maiores desafios.

São sentimentos que deixaram marcas ao longo de minha vida. Marcas que o tempo tratou de esculpir e que me fazem ser o que sou, mas ao mesmo tempo marcas que o próprio tempo fez ficarem mais amenas, como se fossem erodidas pelo vento de vários anos.

O passar do tempo nos disponibiliza a oportunidade de experimentar a vida e todas as possibilidades que ela traz. Muitas dessas experiências são absorvidas de maneira diferenciada e nos fazem ser o que somos. A lembrança de cada uma dessas experiências vai moldando nossa personalidade e definindo nosso comportamento. O tempo nos constrói a cada dia.

O mesmo tempo que constrói o que somos, tem o poder de ir apagando nossos traços anteriores. Afastando nossas lembranças mais deliciosas e também as mais amargas. De certa forma, o tempo nos ajuda a aprender e a esquecer, desaprendendo muitas das coisas que já havíamos aprendido.

Recordar o passado ajuda a resgatar parte do que aprendemos e aos poucos fomos deixando de lado. Neste sentido, observar nossos filhos e depois nossos netos nos dá uma oportunidade de ouro de resgatar valores e sentimentos que foram abandonados pelo tempo.

Não quero dizer que devamos voltar ao passado e viver de maneira nostálgica o que ainda temos pela frente, longe disso. Meu comentário é mais no sentido de enriquecer nossa vida presente com as experiências do passado que tanto nos foram úteis naquele tempo e que provavelmente poderão nos ajudar em algum grau no presente e no futuro.

O tempo passa e transforma nossas vidas, mas a decisão de abandonar ou não as lembranças do que vivemos é mais nossa do que dele. Recordar vez por outra de nosso passado pode enriquecer em muito nossa maneira de viver de hoje.

Olhar para o passado com carinho e respeito é uma arte que acompanha as pessoas que vivem de maneira mais sábia. Elas aproveitam as experiências vividas várias vezes e a cada revisitação, aprendem coisas novas. Para elas, as experiências vividas têm um poder multiplicador e o aprendizado é maior e mais duradouro.

As pessoas que nunca refletem sobre o passado tendem a esquecer lições importantes aprendidas ao longo da vida. Repetem seus erros sem se dar conta disso e vivem buscando experiências novas que muitas vezes já tiveram a oportunidade de vivenciar.

A própria consciência é uma forma de recordação. Ela nos traz informações sobre coisas que acabaram de acontecer, é verdade, mas que com certeza já estão no passado. Você pode optar por uma consciência de curtíssimo prazo ou por uma consciência mais duradoura e rica. Só depende de você.

Para termos uma consciência com alcance maior precisamos baixar um pouco o ritmo e nos dar um pouco mais de tempo para pensar e refletir sobre o que vivemos. Esse exercício muitas vezes parece ir contra as regras da sociedade moderna, extremamente agitada e veloz, mas é mandatória se queremos nos desenvolver de maneira mais completa.

Alguém cunhou o termo Recordar é Viver. Eu proponho uma revisão para Recordar é Viver Melhor !

Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de responder sua mensagem.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

As Pessoas São Capazes de Mudar?

Olá,

Tenho quase 30 anos de estrada no mundo corporativo e uma das coisas que mais ouço de colegas e amigos é que as pessoas não são capazes de mudar. Uma vez definidas suas personalidades, atitudes e comportamentos se cristalizam e não é mais possível modifica-los.

A simples observação da linha do tempo de um Ser Humano derruba essa teoria. São inúmeros os casos de pessoas que se transformam totalmente quando se casam, ou quando têm filhos, ou quando mudam de emprego.

A verdade é que estamos em transformação o tempo todo. Nosso eu de hoje é ligeiramente diferente de nosso eu de ontem e será distinto do de amanhã. Ele será mais velho sem dúvida nenhuma, mas também poderá ser mais dócil ou agressivo, otimista ou pessimista, empreendedor ou apático, egoísta ou altruísta.

As mudanças em nosso ser são causadas por vários fatores, mas existem dois que mais nos interessam nesse momento: as experiências pelas quais passamos; e a forma como vivemos essas experiências.

Duas pessoas que passam pelas mesmas experiências podem se transformar em Seres Humanos totalmente diferentes, depende apenas da forma como elas pensam e percebem as experiências pelas quais estão passando. O grande agente de transformação de uma pessoa é o seu pensamento. Com ele você pode ir do céu ao inferno e vice-versa.

A pessoa que pensa positivo, encontra o lado bom de qualquer situação que lhe ocorra. Seu foco está sempre na busca de soluções e de oportunidades, o que vai ajuda-la a ser mais otimista, empreendedora e feliz. Por outro lado, a pessoa que está sempre pensando de forma negativa mantém seu foco nos problemas e nas dificuldades, geralmente tornando-se mais depressiva e reativa.

Todos nós temos um modo de pensar dominante, que foi programado em nossas mentes ao longo de nossas vidas e é esse domínio que nos dá a impressão de que as pessoas não podem mudar, mas isso não é verdade.

Por vezes, eventos extraordinários são capazes de mudar totalmente a forma de uma pessoa pensar, levando-a a transformações incríveis. É o caso, por exemplo, do sedentário e viciado em trabalho que após um infarto passa a ser um assíduo frequentador de academias e um pai amoroso e dedicado.

O estranho disso tudo é que o mesmo evento pode transformar a vida de uma pessoa totalmente ou passar quase desapercebido para outra pessoa. Afinal, quantas pessoas sedentárias e viciadas em trabalho têm infartos seguidos até acabarem na mesa de um velório, sem nunca chegarem a tentar uma mudança de vida.

O que diferencia um caso do outro é forma como a pessoa percebe suas experiências, a forma como ela PENSA.

Se você quer melhorar de vida, policie seus pensamentos. Dê força aos pensamentos positivos e construtivos, deixando-os fluir livremente. Por outro lado, fuja dos pensamentos negativos e destrutivos sempre que notar que eles estão em ação. Com o tempo, essa forma de atuar vai reforçar a maneira positiva de pensar e enfraquecer o lado negativo.

Pensando positivamente você irá abrir sua mente para as possibilidades e oportunidades, ao mesmo tempo se protegendo do medo paralizante e da apatia da tristeza. O resto, será simplesmente consequência de sua mudança na forma de pensar.

Se você tiver comentários ou testemunhos sobre esse ou qualquer outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.

Abraços,

Paulo Pinho

domingo, 30 de janeiro de 2011

Complementando a Formação Superior

Olá Pessoal,

Muitos leitores me perguntam como complementar sua formação acadêmica superior de forma a maximizar suas chances de crescimento profissional. Meu conselho se resume nos seguintes pontos:

1) No início de sua carreira profissional, dê prioridade aos cursos de curta duração, mais focados em questões técnicas diretamente relacionadas com o seu trabalho. Essa abordagem irá ajudá-lo a desempenhar melhor suas funções do dia a dia e aumentará suas chances de conquistar novos desafios na organização em que trabalha.

2) Após alguns anos de formado, quando já tiver alguma experiência em sua área profissional, você estará pronto para cursar um MBA, cujo foco é prepará-lo para assumir funções mais executivas ou para dominar melhor o ambiente no caso de já ter assumido esse tipo de função. Esse é um curso que deve preferencialmente ser feito por quem já possui um cargo de supervisão ou gerência, caso contrário a maior parte dos conceitos nele aprendidos ficarão sem uso por um bom tempo, reduzindo seu valor para a carreira.

3) Não faça cursos para acumular diplomas. Sou responsável pela contratação de profissionais há mais de 20 anos e posso garantir que o valor que dou a um diploma é muito menor do que a experiência comprovada pelo candidato. O maior objetivo de um curso é o aprendizado, portanto, busque bons cursos em boas instituições e procure aproveitar o seu conteúdo da melhor maneira possível. O diploma é só um pedaço de papel que vai se amarelando em alguma pasta de documentos de sua casa. O valor real dos cursos que você fizer estará no conhecimento adquirido e, de preferência, utilizado no dia a dia de seu trabalho.

4) Se você deseja dar aulas ou investir na área científica ou acadêmica, pense na opção de um mestrado. Para dar aulas em cursos reconhecidos de nível superior é preciso ter no mínimo um mestrado. Por outro lado, avalie bem esse tipo de opção caso você não tenha objetivos acadêmicos pois tratam-se de cursos bastante longos (+ de 2 anos) e cujo foco está na produção científica em áreas bem específicas do conhecimento. Tenho visto muita gente investir em mestrado e depois se arrepender pois notam que não era exatamente o que esperavam.

5) Em qualquer curso ou treinamento em que participe, lembre-se que seu principal objetivo é aprender. Mantenha a mente aberta e procure absorver novos conhecimentos em vez de ficar duelando com os professores na tentativa de mostrar sua sabedoria. Os verdadeiros sábios são os que reconhecem que sempre há algo de nova para aprender.

6) Os cursos e treinamentos são ótimas oportunidades de treinamento e de crescimento profissional, mas não existe substituto para um coisa chamada experiência profissional. Fico triste quando vejo jovens engatando cursos e cursos em seguida na tentativa de mudar de área profissional, enquanto continuam trabalhando em empresas e cargos que nada têm a ver com suas ambições e sonhos. Muitas vezes deixam de mudar de área por que essa escolha significaria ter uma redução de salário e a necessidade de iniciar do zero novamente. Se iludem com a fantasia de que acumulando cursos irão pular para um cargo maior na tão sonhada área de atuação e sem querer vão tornando a mudança cada vez mais inviável.

Se você tem menos de 30 anos e quer assumir uma nova profissão, comece buscando uma oportunidade de trabalho nessa nova área, seja qual for a oportunidade. É melhor dar um passo ou dois para trás e recomeçar do que fantasiar que um dia irá mudar de profissão por conta de cursos ou treinamentos.

Se você tem comentários sobre esse ou outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder seu e-mail.

Abraços,

Paulo Pinho

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Call Center de Serviços - Uma Vergonha Universal

Olá,

Hoje quero desabafar um pouco falando sobre um dos piores serviços que as empresas prestam a sociedade. O maldito atendimento telefônico.

Nos últimos 5 dias tenho lutado contra a incompetência e o descaso de um desses serviços de atendimento, precisamente o da Unimed Paulistana, na tentativa até agora frustrada de conseguir autorização para os exames de meu pai.

Por se tratar de um paciente em trânsito, pois a Unimed de origem de meu pai é a de Araruama, estou no meio de um exemplo ridículo de falta de comunicação entre duas empresas irmãs, que unidas vendem um suposto plano de saúde com atendimento nacional. Ou pelo menos deveria ser....

Quando ligo para a Unimed Paulistana sou informado que eles aguardam autorização da unidade de origem. Por outro lado, sou informado pela Unimed Araruama que todos os exames já foram autorizados e que devo reforçar isso com a Unimed Paulistana.

Já faz 5 dias que estou nessa saga e não sei se ainda terei o desprazer de ficar mais alguns dias. O fato é que qualquer coisa que saia do padrão previsto pelas empresas é simplesmente desconsiderado, como se o cliente que estivesse nessa situação fosse um renegado da sociedade que ousou desafiar os procedimentos padrão.

Aqui vale uma ressalva. Como a Unimed Araruama é menor, pelo menos tenho o conforto de falar com as mesmas pessoas sempre que ligo. Além disso, elas parecem ser mais preparadas para lidar com o problema e pelo menos não me agradecem pela ligação ao final de 30 minutos de uma discussão estressante. É impressionante como os serviços de atendimento telefônico têm o poder de transformar seres humanos, supostamente inteligentes, em máquinas burras de repetir scripts de atendimento.

Mas o problema não é só da Unimed. Já tive problemas com a Telefonica, com a Net e com outras empresas que possuem esse tipo de atendimento.

Outro dia estava no shopping e presenciei um pobre estrangeiro com seu cartão VISA. Pelo que pude entender, ele estava as voltas com o mesmo tipo de problema. Seu cartão internacional bloqueava a cada transação que fazia e o obrigava a ligar para o Call Center da VISA e solicitar a autorização, uma a uma. Quando o encontrei, ele já estava na 12a chamada telefônica de um torturante dia de compras.

Não é a toa que os serviços de atendimento telefônico estão no topo das listas de reclamações. Eles são realmente lamentáveis.

Bom... Já são quase 8:30H e está na hora de tentar novamente a autorização dos exames de meu pai. Dessa vez, peço a vocês que me desejem sorte. Com certeza irei precisar.

Abraços,

Paulo Pinho