Olá,
Hoje gostaria de falar sobre uma prática muito comum entre os profissionais que não estão totalmente satisfeitos com a empresa em que trabalham e buscam oportunidades de crescimento no mercado. Trata-se da estratégia de encontrar uma alternativa de emprego segura e, a partir dessa opção nas mãos, negociar condições melhores na empresa atual.
Com quase trinta anos de experiência no mercado já passei inúmeras vezes pela situação em que fui abordado por candidatos a emprego que se demonstravam insatisfeitos em suas empresas e que pediam uma oportunidade de mudar suas vidas profissionais. Em várias ocasiões decidi dar uma chance a estes profissionais e ofereci uma vaga com melhores condições financeiras e de trabalho. O mais estranho, no entanto, foi detectar que na maioria dos casos onde a iniciativa de mudança vinha do candidato, a conclusão do caso acabava em uma renegociação do profissional com sua empresa atual e a decisão de se manter nela.
Em tese não existe nada de errado nesta forma de negociar. É lícito buscar melhores condições de trabalho, assim como é lícito dar oportunidade a empresa atual a propor uma contra-oferta. Afinal estamos falando de uma relação de compra e venda de serviços, certo?
Não é bem assim...
A relação de trabalho entre uma empresa e seus funcionários é muito mais complexa do que a simples transação de compra e venda de um serviço qualquer. Trata-se de uma relação de longo prazo, onde a confiança e a transparência são fatores importantes e que podem ser abalados neste tipo de negociação.
Por outro lado, "vender-se" a uma empresa e depois desistir da "venda" cria um sentimento bastante negativo no potencial "comprador", que pensava ter fechado negócio e, de repente, se vê na situação de ter perdido seu tempo.
Voltar atrás em uma decisão nunca deixará de ser notado. É uma demonstração de insegurança, de falta de palavra, que ficará marcada tanto na empresa que decide manter o profissional, quanto na empresa que fez a oferta e recebeu a recusa. Esta marca pode ser extremamente prejudicial a sua carreira se você estiver em um mercado relativamente pequeno, onde os vários concorrentes se conhecem e trocam experiências.
Por fim, sempre fica uma dúvida. A empresa que aceitou renegociar as condições o fez por que assumiu ter errado sua avaliação de valor anterior e decidiu corrigir uma distorção ou simplesmente resolveu evitar uma saída abrupta de um profissional importante antes de conseguir um substituto a altura com custos mais atrativos?
Respeito as pessoas que optam por negociar desta maneira, elas têm esse direito. No entanto, considero este tipo de negociação muito perigosa e com maior potencial de dano do que de benefício. Creio que com pequenos ajustes é possível obter muito melhor resultado.
Minhas recomendações para os profissionais são as seguintes:
1) Se você não está satisfeito no seu trabalho, compartilhe suas preocupações com seus superiores.
2) Se nada mudar, procure o mercado e busque as alternativas disponíveis, mas não se comprometa com ninguém antes de ter certeza de qual será sua decisão.
3) Após sua avaliação do mercado e antes de se comprometer com alguma empresa em especial, volte a conversar com seus superiores e avalie se algo mudou.
4) Caso mude, fique em sua empresa e continue investindo nela.
5) Caso não mude, monte seu plano de saída, escolha a melhor opção disponível e firme seu compromisso.
6) Comunique a empresa de sua decisão e não caia na tentação de voltar atrás em sua decisão. Esse tipo de negociação é extremamente perigosa.
Minhas recomendações para os empregadores são as seguintes:
1) Procurem se antecipar aos desconfortos de seus funcionários importantes. Muitas vezes a transparência e a visão de futuro são suficientes para deixar o funcionário mais confortável.
2) Procurem manter a justiça na classificação salarial de seus funcionários. É melhor perder um funcionário para o mercado e manter a equipe do que perder a equipe por um movimento salarial injusto.
3) Só negociem com o profissional se for possível manter a coerência da grade salarial interna da empresa. Caso contrário, os problemas futuros serão muito maiores.
4) Não prometam o que não será possível cumprir. Você estará prejudicando sua empresa e o profissional envolvido.
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, entre em contato no e-mail Paulo.Pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 16 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Baixando a Guarda....
Olá,
Durante minhas experiências como Coach tive a oportunidade de encontrar vários comportamentos negativos diferentes, cada um com seus efeitos nocivos ao desempenho profissional. Mas de todos os comportamentos encontrados um dos mais comuns é sem dúvida a atitude reativa.
Profissionais com atitude reativa possuem o "dom" de se desmotivarem, ao mesmo tempo que cansam a todos que estão ao seu redor. Em um paralelo grosseiro estes indivíduos funcionam como crianças pirracentas, que ficam na frente da televisão para atrapalhar quem está assistindo, falam alto perto de quem está falando ao telefone, recusam qualquer tipo de oferta, e assim por diante.
Todos nós temos momentos de atitude reativa. Por vezes, quando nossas expectativas são frustradas e não estamos em um bom dia podemos nos comportar de maneira um pouco mais reativa. Não é bom que ocorra, mas é aceitável.
O problema surge quando ficamos a maior parte do tempo na modalidade reativa. Se há uma reunião, achamos que se trata de perda de tempo. Se alguém sugere um programa de incentivo, achamos que vai desencadear comportamentos competitivos indesejáveis. Se a empresa pretende descontinuar um produto, dizemos que será o maior desastre de todos os tempos.
O profissional que assume uma posição reativa muito frequentemente tem a impressão de que todos estão errados e somente ele vê a verdade e entende o que realmente está acontecendo. A cada divergência entre a opinião dos outros e sua própria, torna-se mais incomodado com a situação, realimentando sua atitude reativa. Por outro lado, os que estão a sua volta perdem a vontade de compartilhar ideias, se retraem no momento de dar sugestões ou simplesmente decidem ir em frente sem envolver a pessoa mais reativa.
Quanto mais reativo você for, mas reativas parecerão as pessoas ao seu redor. Essa é uma dica importante para avaliar o quanto suas divergências com outras pessoas estão associadas a um comportamento excessivamente reativo.
Repare nas pessoas ao seu redor. Elas concordam com você de maneira entusiasmada ou o fazem de maneira tímida, quase que por falta de opção. Em geral, suas conversas com as pessoas são fluídas e agradáveis ou desgastantes e cheias de discordâncias que parecem insolúveis? Você costuma elaborar ideias em conjunto com as outras pessoas ou normalmente se vê na situação em que suas ideias são questionadas pela maioria?
Assumir uma atitude reativa frequentemente pode destruir sua carreira dentro de uma organização. Esse comportamento leva inicialmente ao confronto direto com pessoas que deveriam estar colaborando com você. Com o tempo leva ao isolamento e à sensação de que todos estão contra você. Mais cedo ou mais tarde, uma das partes (profissional ou empresa) toma a decisão de terminar o relacionamento.
Ser reativo é diferente de discordar. É possível discordar sem ser reativo, compartilhando suas opiniões de maneira positiva e com o objetivo de buscar alternativas em conjunto. O fato das pessoas discordarem entre si demonstra que existe diversidade de opiniões e é fundamental para que as organizações se renovem. Mesmo discussões acaloradas podem ser altamente produtivas quando não se perde o objetivo maior de buscar soluções e caminhos alternativos. O problema surge quando o comportamento reativo se instala e as pessoas começam a dizer não somente para demonstrar sua insatisfação.
Se você deseja ter sucesso em sua organização, evite comportamentos reativos a qualquer custo. Eles representam a maneira mais eficiente de fracassar em seus objetivos.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 21 de abril de 2012
Reflexões sobre a Família
Olá,
Você tem muitas críticas a seus familiares? Acha seu pai chato ou teimoso? Sua mãe é meticulosa ou sensível demais? E seus irmãos, são cheios de defeitos?
É hora de refletir um pouco, pois lembre-se que uma boa porção da carga genética e muitas vezes da influência do meio é comum a todos vocês.
Não dá para negar, filho de peixe, peixinho é. Somos uma mistura de nossos pais e herdamos deles estilos de comportamentos como teimosia, agressividade, passividade, compaixão, proatividade, entre outros. Isto ocorre seja pela genética, seja pela longa convivência que temos com eles.
Nossos irmãos, assim como nós, herdaram a mesma carga genética temperada geralmente de maneira diferente, mas ainda assim a mesma carga genética. Em geral, eles também conviveram bastante nossos pais e, acreditem, possuem vários comportamentos muito similares aos nossos.
Um dos nossos maiores objetivos de vida, queiramos ou não, é construirmos nossa própria identidade. Temos uma necessidade intensa de nos identificarmos como únicos, necessidade que se inicia na adolescência e nos acompanha por quase toda a vida.
Para sermos únicos, nossa primeira missão é nos "separarmos" de nossos pais e irmãos. Precisamos ser diferentes deles e, quase sem querer, nos concentramos em identificar nossas diferenças e pouco ou nenhum esforço fazemos para reconhecer as semelhanças.
É na fase mais madura, quando começamos a ver no espelho do banheiro trejeitos e manias de nossos pais e irmãos, que começamos a nos dar conta de como somos parecidos com eles.
Nem sempre é fácil aceitar essa realidade. Afinal, passamos a vida negando sermos parecidos com esses indivíduos e na maioria das vezes nossas diferenças se concentravam nos defeitos que víamos nos mesmos. Como aceitar agora que muitos desses "defeitos" também são nossos? Que as coisas "feias" que vemos em nossos familiares estão tão presentes em nossas vidas quanto nas deles?
Pois é... Vale a pena refletir sobre esse tema e tentar antecipar algumas conclusões.
Queiramos ou não, a maior probabilidade é de que sejamos mais parecidos com nossos pais e irmãos do que com qualquer outro modelo que desejemos seguir. É certo que no cômputo geral ainda somos diferentes, o suficiente para sermos indivíduos únicos, mas a semelhança de alguns comportamentos é inquestionável.
Reconhecer os comportamentos similares a nossos familiares em nós mesmos, traz uma oportunidade única de crescimento humano. É como se conquistássemos a dádiva de podermos nos observar de maneira distante, como se estivéssemos olhando para nós mesmos em outra pessoa.
Esse exercício nos permite entender um pouco melhor o efeito de alguns de nossos comportamentos nos outros e a forma como esses comportamentos ajudam ou atrapalham em determinadas situações.
Entendendo as similaridades que temos com nossos familiares, somos capazes de entender um pouco melhor nossos próprios defeitos ou, em alguns casos, reconhecer virtudes antes desconhecidas em nossos pais e irmãos.
Abraços,
Paulo Pinho
Você tem muitas críticas a seus familiares? Acha seu pai chato ou teimoso? Sua mãe é meticulosa ou sensível demais? E seus irmãos, são cheios de defeitos?
É hora de refletir um pouco, pois lembre-se que uma boa porção da carga genética e muitas vezes da influência do meio é comum a todos vocês.
Não dá para negar, filho de peixe, peixinho é. Somos uma mistura de nossos pais e herdamos deles estilos de comportamentos como teimosia, agressividade, passividade, compaixão, proatividade, entre outros. Isto ocorre seja pela genética, seja pela longa convivência que temos com eles.
Nossos irmãos, assim como nós, herdaram a mesma carga genética temperada geralmente de maneira diferente, mas ainda assim a mesma carga genética. Em geral, eles também conviveram bastante nossos pais e, acreditem, possuem vários comportamentos muito similares aos nossos.
Um dos nossos maiores objetivos de vida, queiramos ou não, é construirmos nossa própria identidade. Temos uma necessidade intensa de nos identificarmos como únicos, necessidade que se inicia na adolescência e nos acompanha por quase toda a vida.
Para sermos únicos, nossa primeira missão é nos "separarmos" de nossos pais e irmãos. Precisamos ser diferentes deles e, quase sem querer, nos concentramos em identificar nossas diferenças e pouco ou nenhum esforço fazemos para reconhecer as semelhanças.
É na fase mais madura, quando começamos a ver no espelho do banheiro trejeitos e manias de nossos pais e irmãos, que começamos a nos dar conta de como somos parecidos com eles.
Nem sempre é fácil aceitar essa realidade. Afinal, passamos a vida negando sermos parecidos com esses indivíduos e na maioria das vezes nossas diferenças se concentravam nos defeitos que víamos nos mesmos. Como aceitar agora que muitos desses "defeitos" também são nossos? Que as coisas "feias" que vemos em nossos familiares estão tão presentes em nossas vidas quanto nas deles?
Pois é... Vale a pena refletir sobre esse tema e tentar antecipar algumas conclusões.
Queiramos ou não, a maior probabilidade é de que sejamos mais parecidos com nossos pais e irmãos do que com qualquer outro modelo que desejemos seguir. É certo que no cômputo geral ainda somos diferentes, o suficiente para sermos indivíduos únicos, mas a semelhança de alguns comportamentos é inquestionável.
Reconhecer os comportamentos similares a nossos familiares em nós mesmos, traz uma oportunidade única de crescimento humano. É como se conquistássemos a dádiva de podermos nos observar de maneira distante, como se estivéssemos olhando para nós mesmos em outra pessoa.
Esse exercício nos permite entender um pouco melhor o efeito de alguns de nossos comportamentos nos outros e a forma como esses comportamentos ajudam ou atrapalham em determinadas situações.
Entendendo as similaridades que temos com nossos familiares, somos capazes de entender um pouco melhor nossos próprios defeitos ou, em alguns casos, reconhecer virtudes antes desconhecidas em nossos pais e irmãos.
Abraços,
Paulo Pinho
quarta-feira, 28 de março de 2012
Retornando....
Olá pessoal,
Quase cinco meses se passaram e não escrevi um só artigo. Peço desculpas pela ausência e espero recuperar o tempo perdido nas próximas semanas.
Nos últimos meses estive envolvido em vários projetos e minha atenção se dividiu entre o crescimento de minha empresa e a doença de meu pai, que ficou mais de um mês internado no Dante Pazzanese e que agora se recupera na casa de meu irmão.
Minha ausência neste blog me faz refletir sobre o tema da disciplina.
Apesar de ter utilizado os dois primeiros parágrafos deste artigo para justificar minha longo ausência, a verdade é que eu poderia ter reservado uns 30 minutos por semana para escrever algo. Não fiz por que de alguma maneira me deixei levar pelos acontecimentos e de maneira consciente ou inconsciente, dei menos prioridade a este projeto do que a outros.
O verdadeiro e duradouro sucesso em qualquer atividade depende mais de disciplina e de empenho do que de qualquer outro atributo. Reconhecer esta realidade faz com que tenhamos consciência de que estamos longe, muito longe, de exercer o potencial de geração de trabalho que temos dentro de nós.
Se fossemos capazes de seguir nossos planos de forma disciplinada, seríamos muito mais do que somos em todos os aspectos da vida, pessoal e profissional.
Mas não se martirize. Nós humanos somos assim mesmo, um poço de boas intenções, impregnado de muita preguiça e desordem mental. Somos uma pequena fração do que nosso potencial permitiria que fôssemos.
Ainda assim, o ser humano é um milagre da vida. Um ser capaz de construir cidades, de desenvolver produtos e serviços sofisticados, de ir a lua em um foguete, de criar e utilizar computadores, de criar e de sonhar.
A mensagem de hoje é simples mas suficiente para deixar qualquer um confuso por semanas.
Desfrute das ondas e dos ventos do oceano da vida, deixe-se levar de vez em quando, sem reagir e sentindo cada momento, mas lembre-se da direção que deseja seguir e mantenha a proa de seu barco sempre na direção correta.
Um Abraço,
Paulo Pinho
Quase cinco meses se passaram e não escrevi um só artigo. Peço desculpas pela ausência e espero recuperar o tempo perdido nas próximas semanas.
Nos últimos meses estive envolvido em vários projetos e minha atenção se dividiu entre o crescimento de minha empresa e a doença de meu pai, que ficou mais de um mês internado no Dante Pazzanese e que agora se recupera na casa de meu irmão.
Minha ausência neste blog me faz refletir sobre o tema da disciplina.
Apesar de ter utilizado os dois primeiros parágrafos deste artigo para justificar minha longo ausência, a verdade é que eu poderia ter reservado uns 30 minutos por semana para escrever algo. Não fiz por que de alguma maneira me deixei levar pelos acontecimentos e de maneira consciente ou inconsciente, dei menos prioridade a este projeto do que a outros.
O verdadeiro e duradouro sucesso em qualquer atividade depende mais de disciplina e de empenho do que de qualquer outro atributo. Reconhecer esta realidade faz com que tenhamos consciência de que estamos longe, muito longe, de exercer o potencial de geração de trabalho que temos dentro de nós.
Se fossemos capazes de seguir nossos planos de forma disciplinada, seríamos muito mais do que somos em todos os aspectos da vida, pessoal e profissional.
Mas não se martirize. Nós humanos somos assim mesmo, um poço de boas intenções, impregnado de muita preguiça e desordem mental. Somos uma pequena fração do que nosso potencial permitiria que fôssemos.
Ainda assim, o ser humano é um milagre da vida. Um ser capaz de construir cidades, de desenvolver produtos e serviços sofisticados, de ir a lua em um foguete, de criar e utilizar computadores, de criar e de sonhar.
A mensagem de hoje é simples mas suficiente para deixar qualquer um confuso por semanas.
Desfrute das ondas e dos ventos do oceano da vida, deixe-se levar de vez em quando, sem reagir e sentindo cada momento, mas lembre-se da direção que deseja seguir e mantenha a proa de seu barco sempre na direção correta.
Um Abraço,
Paulo Pinho
domingo, 30 de outubro de 2011
Liderança e Motivação
Olá,
A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?
Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.
A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação para se mover em determinada direção.
Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.
1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.
2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.
3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.
4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.
5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.
6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.
Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.
Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.
O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.
O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.
A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.
Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.
Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abs.
Paulo Pinho
A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?
Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.
A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação para se mover em determinada direção.
Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.
1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.
2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.
3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.
4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.
5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.
6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.
Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.
Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.
O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.
O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.
A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.
Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.
Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abs.
Paulo Pinho
sábado, 22 de outubro de 2011
Reflexões de um Blogueiro...
Olá,
Em meados de 2007, escrevi meu primeiro artigo neste blog. Na época, acreditava que o número de leitores seria muito maior e que, talvez, esse pudesse se tornar um hobby lucrativo. Não foi bem assim...
O tempo foi passando e minha energia para escrever foi reduzindo, passando de uma produção quase diária de artigos para algo em torno de um por mês. Pensei que o blog morreria e que o volume de leitores iria cair a zero. Novamente não foi dessa maneira que as coisas se deram ...
Ano após ano, o volume de leitores de meus artigos continuou crescendo, mesmo com a pequena produção que vinha gerando. Comecei a escrever um pouco mais, com a esperança que eles pudessem atrair ainda mais leitores. Uma vez mais, minhas expectativas foram frustradas...
Meus artigos mais lidos são os mais antigos. Esse que escrevo agora pode levar alguns meses para que seja lido pela primeira vez. Apesar disso, me sinto na obrigação de continuar escrevendo. É como se escrevesse para mim mesmo, na esperança de que surjam respostas a algumas perguntas essenciais que carrego comigo. Uma maneira solitária de pensar sobre coisas importantes da vida, de conversar consigo mesmo, de refletir sobre a razão de ser e de viver.
De vez em quando minha solidão é quebrada por um e-mail. É o aviso de que alguém leu um de meus artigos e foi tocado o suficiente para interagir. Me sinto lisonjeado e feliz e corro para ler e responder o comentário.
Não é sempre que recebo comentários, mas cada um deles vale muito. Por isso peço tanto que as pessoas comentem meus artigos e me passem suas críticas e sugestões.
Depois de quatro anos escrevendo, mais de 120 artigos publicados e modestas 23.000 visitas em meu blog não posso dizer que estou realizado, mas continuo acreditando no valor deste tipo de trabalho e prometo que continuarei a compartilhar com vocês meus pensamentos e reflexões.
Sinceramente não tenho muitas esperanças de que minha audiência cresça muito ou mesmo que os comentários passem a vir em profusão, mas quem sabe não serei surpreendido uma vez mais pelo destino. Quem sabe se as coisas novamente não acontecerão como estou imaginando...
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo deste blog envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
Em meados de 2007, escrevi meu primeiro artigo neste blog. Na época, acreditava que o número de leitores seria muito maior e que, talvez, esse pudesse se tornar um hobby lucrativo. Não foi bem assim...
O tempo foi passando e minha energia para escrever foi reduzindo, passando de uma produção quase diária de artigos para algo em torno de um por mês. Pensei que o blog morreria e que o volume de leitores iria cair a zero. Novamente não foi dessa maneira que as coisas se deram ...
Ano após ano, o volume de leitores de meus artigos continuou crescendo, mesmo com a pequena produção que vinha gerando. Comecei a escrever um pouco mais, com a esperança que eles pudessem atrair ainda mais leitores. Uma vez mais, minhas expectativas foram frustradas...
Meus artigos mais lidos são os mais antigos. Esse que escrevo agora pode levar alguns meses para que seja lido pela primeira vez. Apesar disso, me sinto na obrigação de continuar escrevendo. É como se escrevesse para mim mesmo, na esperança de que surjam respostas a algumas perguntas essenciais que carrego comigo. Uma maneira solitária de pensar sobre coisas importantes da vida, de conversar consigo mesmo, de refletir sobre a razão de ser e de viver.
De vez em quando minha solidão é quebrada por um e-mail. É o aviso de que alguém leu um de meus artigos e foi tocado o suficiente para interagir. Me sinto lisonjeado e feliz e corro para ler e responder o comentário.
Não é sempre que recebo comentários, mas cada um deles vale muito. Por isso peço tanto que as pessoas comentem meus artigos e me passem suas críticas e sugestões.
Depois de quatro anos escrevendo, mais de 120 artigos publicados e modestas 23.000 visitas em meu blog não posso dizer que estou realizado, mas continuo acreditando no valor deste tipo de trabalho e prometo que continuarei a compartilhar com vocês meus pensamentos e reflexões.
Sinceramente não tenho muitas esperanças de que minha audiência cresça muito ou mesmo que os comentários passem a vir em profusão, mas quem sabe não serei surpreendido uma vez mais pelo destino. Quem sabe se as coisas novamente não acontecerão como estou imaginando...
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo deste blog envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Uma Homenagem a Steve Jobs
Olá,
Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.
Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.
Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.
Com vocês, o discurso de Steve Jobs:
Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.
Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.
Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.
Com vocês, o discurso de Steve Jobs:
“Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer.Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior.
Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usadas para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.
No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir as matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir.
Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira.
Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.
Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro.
Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.
Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.
Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs”
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Coragem para Mudar ...
Olá,
Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.
Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.
Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.
É preciso ter coragem para mudar, para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.
A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.
Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.
Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.
Todos podemos mudar, é só querer.
Abraços,
Paulo Pinho
Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.
Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.
Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.
É preciso ter coragem para mudar, para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.
A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.
Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.
Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.
Todos podemos mudar, é só querer.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 11 de setembro de 2011
Mobilização contra a Corrupção
Olá,
Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.
Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.
Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.
A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.
A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.
Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.
Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.
Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!
Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.
Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.
Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.
A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.
Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.
Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.
Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.
A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.
A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.
Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.
Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.
Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!
Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.
Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.
Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.
A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.
Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Dicas para Lidar com o Estresse
Olá,
O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.
A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.
Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.
Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.
Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.
Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.
É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.
Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.
Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.
Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:
1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.
2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.
3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.
4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos, seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.
5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.
Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.
A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.
Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.
Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.
Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.
Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.
É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.
Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.
Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.
Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:
1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.
2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.
3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.
4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos, seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.
5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.
Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
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