Olá pessoal,
Quase cinco meses se passaram e não escrevi um só artigo. Peço desculpas pela ausência e espero recuperar o tempo perdido nas próximas semanas.
Nos últimos meses estive envolvido em vários projetos e minha atenção se dividiu entre o crescimento de minha empresa e a doença de meu pai, que ficou mais de um mês internado no Dante Pazzanese e que agora se recupera na casa de meu irmão.
Minha ausência neste blog me faz refletir sobre o tema da disciplina.
Apesar de ter utilizado os dois primeiros parágrafos deste artigo para justificar minha longo ausência, a verdade é que eu poderia ter reservado uns 30 minutos por semana para escrever algo. Não fiz por que de alguma maneira me deixei levar pelos acontecimentos e de maneira consciente ou inconsciente, dei menos prioridade a este projeto do que a outros.
O verdadeiro e duradouro sucesso em qualquer atividade depende mais de disciplina e de empenho do que de qualquer outro atributo. Reconhecer esta realidade faz com que tenhamos consciência de que estamos longe, muito longe, de exercer o potencial de geração de trabalho que temos dentro de nós.
Se fossemos capazes de seguir nossos planos de forma disciplinada, seríamos muito mais do que somos em todos os aspectos da vida, pessoal e profissional.
Mas não se martirize. Nós humanos somos assim mesmo, um poço de boas intenções, impregnado de muita preguiça e desordem mental. Somos uma pequena fração do que nosso potencial permitiria que fôssemos.
Ainda assim, o ser humano é um milagre da vida. Um ser capaz de construir cidades, de desenvolver produtos e serviços sofisticados, de ir a lua em um foguete, de criar e utilizar computadores, de criar e de sonhar.
A mensagem de hoje é simples mas suficiente para deixar qualquer um confuso por semanas.
Desfrute das ondas e dos ventos do oceano da vida, deixe-se levar de vez em quando, sem reagir e sentindo cada momento, mas lembre-se da direção que deseja seguir e mantenha a proa de seu barco sempre na direção correta.
Um Abraço,
Paulo Pinho
quarta-feira, 28 de março de 2012
domingo, 30 de outubro de 2011
Liderança e Motivação
Olá,
A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?
Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.
A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação para se mover em determinada direção.
Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.
1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.
2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.
3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.
4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.
5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.
6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.
Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.
Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.
O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.
O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.
A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.
Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.
Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abs.
Paulo Pinho
A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?
Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.
A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação para se mover em determinada direção.
Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.
1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.
2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.
3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.
4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.
5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.
6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.
Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.
Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.
O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.
O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.
A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.
Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.
Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abs.
Paulo Pinho
sábado, 22 de outubro de 2011
Reflexões de um Blogueiro...
Olá,
Em meados de 2007, escrevi meu primeiro artigo neste blog. Na época, acreditava que o número de leitores seria muito maior e que, talvez, esse pudesse se tornar um hobby lucrativo. Não foi bem assim...
O tempo foi passando e minha energia para escrever foi reduzindo, passando de uma produção quase diária de artigos para algo em torno de um por mês. Pensei que o blog morreria e que o volume de leitores iria cair a zero. Novamente não foi dessa maneira que as coisas se deram ...
Ano após ano, o volume de leitores de meus artigos continuou crescendo, mesmo com a pequena produção que vinha gerando. Comecei a escrever um pouco mais, com a esperança que eles pudessem atrair ainda mais leitores. Uma vez mais, minhas expectativas foram frustradas...
Meus artigos mais lidos são os mais antigos. Esse que escrevo agora pode levar alguns meses para que seja lido pela primeira vez. Apesar disso, me sinto na obrigação de continuar escrevendo. É como se escrevesse para mim mesmo, na esperança de que surjam respostas a algumas perguntas essenciais que carrego comigo. Uma maneira solitária de pensar sobre coisas importantes da vida, de conversar consigo mesmo, de refletir sobre a razão de ser e de viver.
De vez em quando minha solidão é quebrada por um e-mail. É o aviso de que alguém leu um de meus artigos e foi tocado o suficiente para interagir. Me sinto lisonjeado e feliz e corro para ler e responder o comentário.
Não é sempre que recebo comentários, mas cada um deles vale muito. Por isso peço tanto que as pessoas comentem meus artigos e me passem suas críticas e sugestões.
Depois de quatro anos escrevendo, mais de 120 artigos publicados e modestas 23.000 visitas em meu blog não posso dizer que estou realizado, mas continuo acreditando no valor deste tipo de trabalho e prometo que continuarei a compartilhar com vocês meus pensamentos e reflexões.
Sinceramente não tenho muitas esperanças de que minha audiência cresça muito ou mesmo que os comentários passem a vir em profusão, mas quem sabe não serei surpreendido uma vez mais pelo destino. Quem sabe se as coisas novamente não acontecerão como estou imaginando...
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo deste blog envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
Em meados de 2007, escrevi meu primeiro artigo neste blog. Na época, acreditava que o número de leitores seria muito maior e que, talvez, esse pudesse se tornar um hobby lucrativo. Não foi bem assim...
O tempo foi passando e minha energia para escrever foi reduzindo, passando de uma produção quase diária de artigos para algo em torno de um por mês. Pensei que o blog morreria e que o volume de leitores iria cair a zero. Novamente não foi dessa maneira que as coisas se deram ...
Ano após ano, o volume de leitores de meus artigos continuou crescendo, mesmo com a pequena produção que vinha gerando. Comecei a escrever um pouco mais, com a esperança que eles pudessem atrair ainda mais leitores. Uma vez mais, minhas expectativas foram frustradas...
Meus artigos mais lidos são os mais antigos. Esse que escrevo agora pode levar alguns meses para que seja lido pela primeira vez. Apesar disso, me sinto na obrigação de continuar escrevendo. É como se escrevesse para mim mesmo, na esperança de que surjam respostas a algumas perguntas essenciais que carrego comigo. Uma maneira solitária de pensar sobre coisas importantes da vida, de conversar consigo mesmo, de refletir sobre a razão de ser e de viver.
De vez em quando minha solidão é quebrada por um e-mail. É o aviso de que alguém leu um de meus artigos e foi tocado o suficiente para interagir. Me sinto lisonjeado e feliz e corro para ler e responder o comentário.
Não é sempre que recebo comentários, mas cada um deles vale muito. Por isso peço tanto que as pessoas comentem meus artigos e me passem suas críticas e sugestões.
Depois de quatro anos escrevendo, mais de 120 artigos publicados e modestas 23.000 visitas em meu blog não posso dizer que estou realizado, mas continuo acreditando no valor deste tipo de trabalho e prometo que continuarei a compartilhar com vocês meus pensamentos e reflexões.
Sinceramente não tenho muitas esperanças de que minha audiência cresça muito ou mesmo que os comentários passem a vir em profusão, mas quem sabe não serei surpreendido uma vez mais pelo destino. Quem sabe se as coisas novamente não acontecerão como estou imaginando...
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo deste blog envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Uma Homenagem a Steve Jobs
Olá,
Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.
Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.
Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.
Com vocês, o discurso de Steve Jobs:
Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.
Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.
Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.
Com vocês, o discurso de Steve Jobs:
“Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer.Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior.
Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usadas para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.
No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir as matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir.
Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira.
Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.
Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro.
Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.
Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.
Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs”
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Coragem para Mudar ...
Olá,
Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.
Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.
Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.
É preciso ter coragem para mudar, para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.
A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.
Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.
Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.
Todos podemos mudar, é só querer.
Abraços,
Paulo Pinho
Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.
Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.
Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.
É preciso ter coragem para mudar, para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.
A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.
Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.
Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.
Todos podemos mudar, é só querer.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 11 de setembro de 2011
Mobilização contra a Corrupção
Olá,
Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.
Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.
Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.
A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.
A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.
Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.
Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.
Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!
Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.
Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.
Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.
A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.
Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.
Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.
Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.
A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.
A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.
Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.
Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.
Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!
Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.
Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.
Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.
A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.
Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Dicas para Lidar com o Estresse
Olá,
O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.
A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.
Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.
Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.
Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.
Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.
É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.
Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.
Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.
Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:
1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.
2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.
3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.
4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos, seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.
5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.
Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.
A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.
Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.
Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.
Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.
Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.
É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.
Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.
Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.
Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:
1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.
2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.
3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.
4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos, seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.
5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.
Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
terça-feira, 19 de abril de 2011
Crescer ou Não Crescer, Eis a Questão...
Olá,
Hoje gostaria de me dirigir aos empreendedores que possuem negócios pequenos e saudáveis e que sentem o legítimo receio de crescer seu negócio e perder o controle da situação.
É aparentemente confortável ter um negócio lucrativo e pequeno, com todas as virtudes que a escala reduzida trás para uma organização. Fica mais fácil saber tudo o que se passa na empresa, agir quando se nota algum desvio, manter a qualidade dos serviços/ produtos e gerenciar os altos e baixos do negócio.
Sem dúvida o pequeno negócio tem uma série de vantagens que podem e devem ser usufruídas pelo empreendedor, pelo menos por um tempo.
Mas o pequeno negócio possui um calcanhar de Aquiles que é suficiente para destruir anos de dedicação e investimento: a falta de escala.
Todo mundo lembra das farmácias e dos mercadinhos do bairro, certo? Pois é, em alguns lugares eles desapareceram totalmente. E os armarinhos? Será que você ainda conhece algum que esteja funcionando perto de sua casa? Isso sem falar nos alfaiates, nos sapateiros, nas oficinas de eletrodomésticos, entre outros.
Certos negócios estão simplesmente desaparecendo e dando lugar a formatos totalmente diferentes, que privilegiam a escala e que acabam tirando do mapa os que não tiveram coragem de crescer ou o desprendimento de repassar seu negócio para um concorrente maior.
É claro que toda regra tem exceção e neste caso também vamos encontrar exceções à regra. Existem pequenos negócios que se sustentam por dezenas de anos e mantém o sucesso e a rentabilidade. Esses empresários merecem nosso respeito e admiração e devem servir de referência aos que desejarem manter seus negócios pequenos e atraentes.
Para ser pequeno e lucrativo é preciso ser diferente e raro. É preciso ter algo que os grandes não possuem e não pretendem possuir, mas que alguns clientes desejam muito.
Ser pequeno é ser especial e diferente. É ter uma clientela seleta e fidelizada. É ter um relacionamento íntimo e personalizado com os seus clientes.
Você quer alguns exemplos de pequenos negócios de sucesso? Pense no seu médico de confiança para certas especialidades ou, em alguns casos, no advogado com quem se aconselha quando tem problemas. Eles são bons exemplos de pequenos negócios lucrativos e duradouros.
Mas para a grande maioria manter-se pequeno é bastante perigoso. A menor escala reduz sua capacidade de competir no preço em um mundo onde os volumes das grandes empresas só fazem crescer. Como competir fabricando sapatos artesanalmente quando o concorrente produz milhões de unidades por mês em um País como a China? Como manter a farmácia do bairro competindo com cadeias de drogarias com centenas ou milhares de lojas espalhadas pelo País.
A resposta poderia ser o produto diferenciado ou a qualidade de atendimento, mas sejamos práticos. Até que ponto esses diferenciais são reais e quanto nossos clientes estão dispostos a pagar por eles?
O dilema entre crescer ou não é complexo e não possui resposta definitiva. Existem formas de se manter pequeno e ainda assim ter sucesso e rentabilidade, mas é preciso ter muita criatividade e excelência de execução. Por outro lado, é relativamente fácil crescer em uma economia dinamizada como a que vivemos hoje no Brasil, mas é preciso ter disciplina e ousadia.
O importante é que a estratégia de crescer ou não seja ponto focal das reflexões dos empreendedores e que seja qual for o caminho escolhido ele seja fruto de uma decisão pensada, de uma estratégia de longo prazo.
Se você possui comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Minhas Experiências com Coaching
Olá,
Há mais ou menos dois anos iniciei minhas atividades como Coach de executivos e gostaria de compartilhar com vocês algumas percepções obtidas durante esse período.
1 - Por menos intuitivo que seja, as pessoas realmente podem transformar seus comportamentos em curtíssimo espaço de tempo. As mudanças que presenciei em alguns casos são impressionantes e me fazem acreditar cada dia mais nessa metodologia.
2 - O ser humano é o que ele pensa ser, consciente ou inconscientemente. Em outras palavras, a transformação do comportamento é sempre fruto de mudanças na forma de pensar.
3 - O primeiro passo para o sucesso no trabalho de coaching é querer reamente descobrir o que precisa ser mudado. Esse costuma ser o maior desafio do trabalho, pois as pessoas em geral possuem avaliações de si próprias e daqueles com quem se relacionam muito impregnadas de mágoas e preconceitos cristalizados ao longo de anos.
4 - Um grande desafio para o coachee é convencer a todos de que as mudanças são verdadeiras e duradouras. Como as pessoas não acreditam na possibilidade de mudanças profundas na fase adulta, elas tendem a achar que os comportamentos irão voltar ao padrão antigo em pouco tempo. Vencer o período de descrença é um dos grandes desafios de quem se propõe a mudar.
5 - Confiança, Compreensão e Acolhimento são características fundamentais em um profissional de Coaching. Saber fazer as perguntas certas, aquelas que irão mudar o foco de análise do Coachee e transformar sua maneira de encarar os fatos do dia a dia, é o segredo do sucesso.
6 - Mudar é sempre possível, desde que a pessoa realmente deseje isso. É trabalho do Coach, incentivar o Coachee a querer mudar verdadeiramente pois na maioria das vezes não é exatamente o desejo inicial do mesmo. O que mais encontrei até aqui foram pessoas desejosas que as coisas mudassem para melhor mas cujo diagnóstico dos problemas estava fora do seu próprio ser.
7 - Trabalhar como Coach é uma delícia. Oportunidade única de se desenvolver ajudando os outros a fazer o mesmo.
Se você possui comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Há mais ou menos dois anos iniciei minhas atividades como Coach de executivos e gostaria de compartilhar com vocês algumas percepções obtidas durante esse período.
1 - Por menos intuitivo que seja, as pessoas realmente podem transformar seus comportamentos em curtíssimo espaço de tempo. As mudanças que presenciei em alguns casos são impressionantes e me fazem acreditar cada dia mais nessa metodologia.
2 - O ser humano é o que ele pensa ser, consciente ou inconscientemente. Em outras palavras, a transformação do comportamento é sempre fruto de mudanças na forma de pensar.
3 - O primeiro passo para o sucesso no trabalho de coaching é querer reamente descobrir o que precisa ser mudado. Esse costuma ser o maior desafio do trabalho, pois as pessoas em geral possuem avaliações de si próprias e daqueles com quem se relacionam muito impregnadas de mágoas e preconceitos cristalizados ao longo de anos.
4 - Um grande desafio para o coachee é convencer a todos de que as mudanças são verdadeiras e duradouras. Como as pessoas não acreditam na possibilidade de mudanças profundas na fase adulta, elas tendem a achar que os comportamentos irão voltar ao padrão antigo em pouco tempo. Vencer o período de descrença é um dos grandes desafios de quem se propõe a mudar.
5 - Confiança, Compreensão e Acolhimento são características fundamentais em um profissional de Coaching. Saber fazer as perguntas certas, aquelas que irão mudar o foco de análise do Coachee e transformar sua maneira de encarar os fatos do dia a dia, é o segredo do sucesso.
6 - Mudar é sempre possível, desde que a pessoa realmente deseje isso. É trabalho do Coach, incentivar o Coachee a querer mudar verdadeiramente pois na maioria das vezes não é exatamente o desejo inicial do mesmo. O que mais encontrei até aqui foram pessoas desejosas que as coisas mudassem para melhor mas cujo diagnóstico dos problemas estava fora do seu próprio ser.
7 - Trabalhar como Coach é uma delícia. Oportunidade única de se desenvolver ajudando os outros a fazer o mesmo.
Se você possui comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Recordar Para Viver Melhor
Olá Pessoal,
Estava pensando agora há pouco sobre o tempo e as marcas que ele deixa e apaga.
Tenho um filho que acaba de ser aprovado no vestibular e que está vivendo a euforia de se sentir conquistando seu próprio espaço pela primeira vez. É gratificante ver o brilho dos seus olhos e a maneira como ele está encantado e motivado com a oportunidade de cursar uma das melhores universidades do Brasil.
Admirando sua empolgação, acabei recordando alguns momentos de minha história na universidade. Os grande amigos, que apesar de quase não ter contato, guardo com carinho no coração. Os bons e maus professores com os quais pude conviver. A sensação de poder mudar o mundo. A vontade de ser o melhor e de conquistar os maiores desafios.
São sentimentos que deixaram marcas ao longo de minha vida. Marcas que o tempo tratou de esculpir e que me fazem ser o que sou, mas ao mesmo tempo marcas que o próprio tempo fez ficarem mais amenas, como se fossem erodidas pelo vento de vários anos.
O passar do tempo nos disponibiliza a oportunidade de experimentar a vida e todas as possibilidades que ela traz. Muitas dessas experiências são absorvidas de maneira diferenciada e nos fazem ser o que somos. A lembrança de cada uma dessas experiências vai moldando nossa personalidade e definindo nosso comportamento. O tempo nos constrói a cada dia.
O mesmo tempo que constrói o que somos, tem o poder de ir apagando nossos traços anteriores. Afastando nossas lembranças mais deliciosas e também as mais amargas. De certa forma, o tempo nos ajuda a aprender e a esquecer, desaprendendo muitas das coisas que já havíamos aprendido.
Recordar o passado ajuda a resgatar parte do que aprendemos e aos poucos fomos deixando de lado. Neste sentido, observar nossos filhos e depois nossos netos nos dá uma oportunidade de ouro de resgatar valores e sentimentos que foram abandonados pelo tempo.
Não quero dizer que devamos voltar ao passado e viver de maneira nostálgica o que ainda temos pela frente, longe disso. Meu comentário é mais no sentido de enriquecer nossa vida presente com as experiências do passado que tanto nos foram úteis naquele tempo e que provavelmente poderão nos ajudar em algum grau no presente e no futuro.
O tempo passa e transforma nossas vidas, mas a decisão de abandonar ou não as lembranças do que vivemos é mais nossa do que dele. Recordar vez por outra de nosso passado pode enriquecer em muito nossa maneira de viver de hoje.
Olhar para o passado com carinho e respeito é uma arte que acompanha as pessoas que vivem de maneira mais sábia. Elas aproveitam as experiências vividas várias vezes e a cada revisitação, aprendem coisas novas. Para elas, as experiências vividas têm um poder multiplicador e o aprendizado é maior e mais duradouro.
As pessoas que nunca refletem sobre o passado tendem a esquecer lições importantes aprendidas ao longo da vida. Repetem seus erros sem se dar conta disso e vivem buscando experiências novas que muitas vezes já tiveram a oportunidade de vivenciar.
A própria consciência é uma forma de recordação. Ela nos traz informações sobre coisas que acabaram de acontecer, é verdade, mas que com certeza já estão no passado. Você pode optar por uma consciência de curtíssimo prazo ou por uma consciência mais duradoura e rica. Só depende de você.
Para termos uma consciência com alcance maior precisamos baixar um pouco o ritmo e nos dar um pouco mais de tempo para pensar e refletir sobre o que vivemos. Esse exercício muitas vezes parece ir contra as regras da sociedade moderna, extremamente agitada e veloz, mas é mandatória se queremos nos desenvolver de maneira mais completa.
Alguém cunhou o termo Recordar é Viver. Eu proponho uma revisão para Recordar é Viver Melhor !
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de responder sua mensagem.
Estava pensando agora há pouco sobre o tempo e as marcas que ele deixa e apaga.
Tenho um filho que acaba de ser aprovado no vestibular e que está vivendo a euforia de se sentir conquistando seu próprio espaço pela primeira vez. É gratificante ver o brilho dos seus olhos e a maneira como ele está encantado e motivado com a oportunidade de cursar uma das melhores universidades do Brasil.
Admirando sua empolgação, acabei recordando alguns momentos de minha história na universidade. Os grande amigos, que apesar de quase não ter contato, guardo com carinho no coração. Os bons e maus professores com os quais pude conviver. A sensação de poder mudar o mundo. A vontade de ser o melhor e de conquistar os maiores desafios.
São sentimentos que deixaram marcas ao longo de minha vida. Marcas que o tempo tratou de esculpir e que me fazem ser o que sou, mas ao mesmo tempo marcas que o próprio tempo fez ficarem mais amenas, como se fossem erodidas pelo vento de vários anos.
O passar do tempo nos disponibiliza a oportunidade de experimentar a vida e todas as possibilidades que ela traz. Muitas dessas experiências são absorvidas de maneira diferenciada e nos fazem ser o que somos. A lembrança de cada uma dessas experiências vai moldando nossa personalidade e definindo nosso comportamento. O tempo nos constrói a cada dia.
O mesmo tempo que constrói o que somos, tem o poder de ir apagando nossos traços anteriores. Afastando nossas lembranças mais deliciosas e também as mais amargas. De certa forma, o tempo nos ajuda a aprender e a esquecer, desaprendendo muitas das coisas que já havíamos aprendido.
Recordar o passado ajuda a resgatar parte do que aprendemos e aos poucos fomos deixando de lado. Neste sentido, observar nossos filhos e depois nossos netos nos dá uma oportunidade de ouro de resgatar valores e sentimentos que foram abandonados pelo tempo.
Não quero dizer que devamos voltar ao passado e viver de maneira nostálgica o que ainda temos pela frente, longe disso. Meu comentário é mais no sentido de enriquecer nossa vida presente com as experiências do passado que tanto nos foram úteis naquele tempo e que provavelmente poderão nos ajudar em algum grau no presente e no futuro.
O tempo passa e transforma nossas vidas, mas a decisão de abandonar ou não as lembranças do que vivemos é mais nossa do que dele. Recordar vez por outra de nosso passado pode enriquecer em muito nossa maneira de viver de hoje.
Olhar para o passado com carinho e respeito é uma arte que acompanha as pessoas que vivem de maneira mais sábia. Elas aproveitam as experiências vividas várias vezes e a cada revisitação, aprendem coisas novas. Para elas, as experiências vividas têm um poder multiplicador e o aprendizado é maior e mais duradouro.
As pessoas que nunca refletem sobre o passado tendem a esquecer lições importantes aprendidas ao longo da vida. Repetem seus erros sem se dar conta disso e vivem buscando experiências novas que muitas vezes já tiveram a oportunidade de vivenciar.
A própria consciência é uma forma de recordação. Ela nos traz informações sobre coisas que acabaram de acontecer, é verdade, mas que com certeza já estão no passado. Você pode optar por uma consciência de curtíssimo prazo ou por uma consciência mais duradoura e rica. Só depende de você.
Para termos uma consciência com alcance maior precisamos baixar um pouco o ritmo e nos dar um pouco mais de tempo para pensar e refletir sobre o que vivemos. Esse exercício muitas vezes parece ir contra as regras da sociedade moderna, extremamente agitada e veloz, mas é mandatória se queremos nos desenvolver de maneira mais completa.
Alguém cunhou o termo Recordar é Viver. Eu proponho uma revisão para Recordar é Viver Melhor !
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