sexta-feira, 15 de maio de 2009

As Oportunidades da Perda de um Emprego

Olá,

Faz alguns anos que não víamos uma onda de demissões na economia como a que está assolando o mercado desde meados do ano passado. São milhões de trabalhadores em todo o mundo enfrentando a insegurança e o medo de não ter como sustentar suas famílias. Muitos deles, experimentando essa sensação pela primeira vez na vida.

Mas o que fazer quando perdemos o emprego de forma súbita?

Antes de mais nada, dê uma pausa para pensar sobre o passado e o futuro. Sair correndo nesse momento não é a melhor maneira de encarar o desafio. Ao contrário, procure dar uma pausa de alguns dias a você mesmo. Pode ser uma pausa curta (um final de semana) ou mais longa (uma a duas semanas), mas não deixe de reservar um tempo para pensar.

Durante esse período de reflexão, leve em consideração os seguintes pontos:

1) Mantenha a cabeça erguida. A perda de um emprego não o fim do mundo e da mesma maneira que traz desconforto pode representar uma ótima oportunidade de mudar de rumo para melhor.

2) Reflita um pouco sobre as perdas e os ganhos de seu último emprego. Avalie as coisas das quais vai sentir falta e que você gostaria de buscar em sua nova jornada. Não deixe de pensar também nas mazelas de sua última empreitada e procure mantê-las em mente quando estiver decidindo seu próximo destino.

3) Avalie de forma criteriosa seus comportamentos e atitudes no último emprego. Quais foram as atitudes e comportamentos que o ajudaram a ter sucesso e quais as que prejudicaram sua vida profissional e o seu relacionamento com colegas, subordinados e superiores. Guarde essa informação com carinho e aproveite a oportunidade de mudar alguns comportamentos e atitudes quando estiver iniciando em seu novo projeto.

4) Recupere seus planos iniciais, aqueles que você tinha quando iniciou sua carreira, e responda as seguintes perguntas: Eles continuam sendo importantes para você? Se não, que planos parecem importantes nesse momento? Seu último emprego o ajudaram a se aproximar ou a se afastar desses planos? Que tipo de emprego/iniciativa mais se alinha com os planos que você pretende seguir?

5) Pronto. Com todas essas informações em sua cabeça é hora de começar a prepara um plano de trabalho para se recolocar no mercado.

O resultado dos passos anteriores pode levá-lo a vários caminhos possíveis, mas os mais prováveis são os seguintes:

1) Recolocação no mercado de trabalho;

2) Empreender seu próprio negócio.

Nesse artigo me concentrarei no primeiro caminho. Prometo escrever algo sobre o segundo em um artigo futuro.

Se sua opção foi por se recolocar, aí vão algumas dicas:

1) Atualize seu currículo com as últimas informações sobre sua carreira. Lembre-se de ser sucinto e de dar destaque nas coisas mais importantes de sua carreira. De preferência, coloque no início de seu currículo um resumo de suas maiores habilidades e de suas maiores realizações. Em seguida apresente sua experiência profissional em ordem inversa a cronológica e deixe a parte acadêmica para o final.

Evite um currículo muito grande e repleto de nomes de cursos de pequena importância ou de atividades periféricas. Lembre-se que os executivos possuem uma vida muito atribulada e dificilmente irão dedicar mais de um minuto na leitura de seu currículo.

2) Recupere sua rede de contatos e utilize a mesma para divulgar sua disponibilidade no mercado. Telefone para as pessoas mais próximas e peça a ajuda deles para divulgar seu currículo. Tenha a certeza de que alguns deles irão ajudar com prazer.

Para as pessoas mais distantes, prefira um e-mail informando sua disponibilidade, solicitando a gentileza de divulgar seu currículo se for conveniente e agradecendo antecipadamente a ajuda. O e-mail é um instrumento de comunicação menos invasivo e deixa a critério do destinatário a decisão de dar ou não atenção ao mesmo.

3) Navegue um pouco na internet e busque as empresas onde gostaria de trabalhar. A maioria deles possui um e-mail para contato dedicado ao processo de recrutamento. Eles estão lá para serem utilizados. Se estiver disponível o e-mail de algum executivo da empresa, não se acanhe. Prepare um e-mail educado e objetivo e envie para ele com seu currículo anexo, você pode se surpreender com o resultado.

4) Não fique esperando os contatos. Eles podem demorar algum tempo e a espera pode se transformar em desânimo. Em vez disso, mantenha uma agenda de contatos constante com as pessoas que você possui maior acesso. Convide-as para almoçar e não tenha vergonha de ir a lugares mais baratos e de dividir a conta, ninguém vai reparar um pouco de controle de despesas por parte de quem acaba de perder o emprego. Se preferir, faça uma visite seus contatos em
suas próprias empresas. Como regra, procure manter uma agenda com pelo menos 4 contatos por semana. Isso vai ajudá-lo a se manter conectado e ocupado, dando a importante sensação de estar próximo do mercado e das oportunidades.

5) Trate cada oportunidade que venha a surgir como um projeto ou processo de vendas. Se prepare para as entrevistas, visualize-se tendo sucesso e procure conhecer um pouco mais da empresa e do executivo que vai entrevistá-lo. A internet é uma excelente fonte de informação e deve ser utilizada.

Tenho certeza de que seguindo os passos acima você terá sucesso e daqui a alguns meses estará comemorando sua nova fase profissional. Nesse caso, não deixe de me enviar um e-mail contando sua experiência. Vai ser um prazer recebê-lo.

Um Abraço.

PP

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Homenagem a um Amigo

Olá,

Essa semana recebi uma notícia triste. Um amigo próximo, Antonio Camacho, faleceu.

Tratava-se de um grande cara. Amigo de todos, honesto, trabalhador e, acima de tudo, extremamente comprometido com o trabalho e com os colegas.

Pois é... Ele já não está mais entre nós.

Sua partida me fez lembrar novamente como é importante manter o contato com os amigos. Me fez sentir tristeza de não ter incluído ele em minhas ligações de final de ano. Me fez pensar em como perdemos tempo com coisas tão pequenas, quando outras tão importantes são deixadas de lado.

No dia de hoje, gostaria de fazer uma homenagem a esse grande cara, que nos deu a oportunidade de conviver com ele por um breve período. Que Deus receba sua alma de braços abertos e que sua próxima etapa seja cheia de luz.

Amém.

PP

quinta-feira, 26 de março de 2009

Fazer o que Gosta ou Gostar do que Faz?

Olá,

Outro dia estava conversando com meu dentista sobre a dificuldade de um adolescente na escolha de uma carreira.

Nós dois temos filhos estudando no segundo grau, momento em que precisam escolher que profissão, pelo menos do ponto de vista de formação, irão seguir no futuro. Além disso, meu dentista leciona em um curso de odontologia, sendo testemunha ocular de um número razoável de jovens adultos que se deparam com a descoberta de terem tomado a decisão errada quanto à carreira.

Durante a conversa tivemos alguns momentos de discordância que me ajudaram a reformar alguns conceitos que tinha sobre o processo de escolhas na carreira e que gostaria de compartilhar com vocês.

Sempre acreditei que as pessoas deveriam fazer suas escolhas de profissão usando como base suas preferências pessoais, sem se preocupar demais com questões como dinheiro, oportunidade de emprego, ou outros fatores tão utilizados por várias pessoas. Meu dentista, ao contrário, ressaltava a preocupação com a capacidade de lidar com as diversidades que cada escolha poderia trazer como um dos fatores mais importantes para a escolha da profissão.

Depois de alguns minutos de argumentação das duas partes, ficou claro que minha visão sobre o processo de decisão estava muito baseado em minha própria experiência e na forma como vejo e percebo as coisas. A visão dele, é óbvio, também tinha muito de sua própria experiência, mas continha um elemento a mais que me fez refletir um pouco: a observação de seus alunos na faculdade de odontologia.

Enquando eu falava da importância de se gostar do que se faz, meu dentista me lembrava que para termos sucesso na carreira, somos muitas vezes obrigados a fazer várias coisas das quais não gostamos tanto assim. Sua experiência como professor o colocou diante de situações em que vários alunos se recusavam a dedicar esforço a determinada matéria simplesmente por que não gostavam daquele tipo de assunto, o que com certeza prejudicava suas formações, criando lacunas no seu processo de aprendizado.

Aquele diálogo me fez refletir muito. Se por um lado, baseado em minhas próprias crenças e até mesmo em estudos de neuro ciência, tenho a certeza de que é muito difícil ter sucesso fazendo algo que não gostamos ou não temos prazer em fazer, por outro lado, era visível que a relutância em praticar determinada disciplina ou habilidade somente pelo capricho de não gostar de algo era danoso ao sucesso de qualquer pessoa.

Após algum refinamento em meus pensamentos, cheguei a uma elaboração que me parece mais completa que a anterior.

Devemos sempre buscar fazer aquilo que mais gostamos e que nos dá mais prazer, mas precisamos reconhecer que não existe mundo perfeito e que os obstáculos e as contrariedades virão. Para que tenhamos real sucesso, precisamos aprender a gostar de lidar com os obstáculos e com as contrariedades.

Assim como o atleta enfrenta a dor e fadiga para fazer o esporte que mais gosta e ter a recompensa de atingir seus objetivos, todos nós precisamos enfrentar nossas dores para que possamos ter sucesso. É preciso "gostar" de sentir dor para seguir em frente, caso contrário iremos parar no primeiro sinal de desconforto.

Para ter sucesso é preciso gostar de desafios e de enfrentar dificuldades. Em outras palavras, é necessário gostar de sentir dor. Sempre que possível é importante optar por fazer o que se gosta, mas esteja sempre preparado para gostar do que faz, independente do que seja.

Se você tem comentários a respeito desse ou de outro artigo, envie seu e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.

Abraços,

PP

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Tirania dos Indicadores

Olá,

Antes de iniciar esse artigo é necessário dizer que não sou contra os processos de medição de resultados nas empresas. Ao contrário, sou daqueles que adoram identificar tendências a partir da medição de resultados e reconheço que os indicadores de desempenho são uma ferramenta extremamente útil para o acompanhamento dos resultados das empresas.

Meus problemas com os indicadores surgem quando eles passam a ser mais importantes do que a própria operação, criando grandes distorções na forma como as pessoas se comportam, o que acontece com mais frequência do que se imagina.

Por mais elaborados que sejam os indicadores de performance, não se pode medir o sucesso de uma organização olhando somente para a evolução de seus indicadores ao longo do tempo. É importante entender o que está por trás de cada variação, identificando os motivos que levaram aos resultados obtidos.

Uma empresa pode ter seu faturamento crescente sem que isso represente que seu lucro será igualmente positivo. Mesmo que seu lucro acompanhe o crescimento do faturamento, isso não significa que essa empresa possui uma estratégia sustentável e seu faturamento e lucro podem
cair rapidamente e sem explicação em um par de meses.

Não há exemplo mais atual do que a grande crise financeira que vivemos. Até meados do ano passado os grande bancos de investimento davam as cartas do mercado, definindo o valor das empresas, das commodities e de quase tudo na economia. Seus indicadores eram fantásticos e sempre crescentes, um verdadeiro exemplo de empreendedorismo, e poucos tinham a coragem de dizer que essa aparente fortaleza escondia um grande castelo de cartas.

Durante vários anos os executivos das instituições financeiras ganharam bônus inacreditáveis por fazerem com que os indicadores de performance dessas organizações batessem recordes todos os trimestres. Vários deles foram capas de importantes revistas de negócios, apresentados como os grandes gênios do mercado financeiro.

Hoje, depois que o castelo de cartas veio abaixo, ficamos sabendo como os indicadores eram manipulados de forma amoral, fazendo com que os resultados fossem inflados com negócios podres, sem qualquer chance de trazer resultados verdadeiros para as instituições.

Estavam os indicadores errados? Eram mal elaborados? Foram calculados de forma incorreta?

A verdade é que não existem indicadores perfeitos e eles estão sempre sujeitos a algum tipo de manipulação. Além disso, por mais que sejamos criativos na criação e desenvolvimento dos indicadores, nunca seremos capazer de reduzir a complexidade de uma grande organização a um punhado de indicadores. Isso é impossível, e a crise fez o favor de nos lembrar dessa impossibilidade.

Volto a afirmar que não sou contra o uso de indicadores, afinal eles são indispensáveis na gestão de uma empresa. Apenas não podemos nos esquecer de que os indicadores são gerados a partir de milhares e milhares de eventos, que podem esconder muita informação relevante, desconsiderada durante o processo de cálculo dos indicadores.

Saber analisar o que está por baixo dos indicadores pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso e deveria ser obrigação de todo executivo responsável por uma organização. Ocorre que para isso é necessário conhecer profundamente a operação da empresa e dá bastante trabalho. É preciso questionar as pessoas; ouvir explicações; desafiar as incoerências; e ter coragem de agir.

É muito mais fácil aceitar os indicadores como a única fonte de informação sobre os resultados da empresa. Se eles são ruins, as pessoas estão trabalhando de forma equivocada e mudanças devem ser realizadas. Se são bons, a estratégia está funcionando e as pessoas devem ser recompensadas.

O problema é que os indicadores podem esconder uma realidade bem diferente.

Uma empresa pode estar com seu faturamento crescente mas perdendo seus clientes mais valiosos. Seu lucro pode estar crescendo, mas as custas de uma inadimplência explosiva ou de uma queda na qualidade do serviço que irá cobrar sua conta em breve. Ao mesmo tempo, uma empresa pode ter seu faturamento e lucros reduzidos por conta de um reposicionamento de mercado que garantirá seu futuro pelos próximos dez anos.

Os grandes executivos não se curvam diante da tirania dos indicadores. Eles são críticos tanto com os resultados positivos quanto os negativos. Querem saber mais sobre cada número e entender o que está por trás de cada um dos indicadores.

Se você tiver comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.

PP

quarta-feira, 18 de março de 2009

Pensamento Positivo

Olá,

Outro dia um de meus sócios apresentou um texto que falava sobre um treinamento diferente para quem pretende participar de uma prova de ciclismo. Em vez de propor horas adicionais de pedalada ou algum programa de condicionamento físico, sua proposta era treinar seu cérebro a somente pensar somente em coisas positivas por uma semana.

Pode parecer uma bobagem achar que o pensamento positivo é capaz de influenciar no desempenho de um atleta ou de um profissional, mas a verdade é que pensar positivo faz toda a diferença e existem inúmeros exemplos que comprovam essa afirmação.

Observe a sua volta e pense em pessoas que você admira por suas realizações. Provavelmente são pessoas orientadas ao pensamento positivo, que acreditam que as coisas boas vão acontecer e que conseguem encontrar aspectos positivos mesmo nas situações mais adversas. O hábito de pensar de maneira positiva faz com que essas pessoas construam imagens de sucesso em suas mentes, que trabalham no sentido de torná-las realidade.

O homem é o reflexo de seus pensamentos. Sua realidade é construída nos porões de
sua mente a partir dos pensamentos que produz diariamente. Se ele tem o hábito de pensar positivamente, coisas positivas tendem a ocorrer com mais frequência. Ao contrário, se sua atitude perante a vida dispara pensamentos negativos, o resultado são inúmeros eventos negativos.

Quando pensamos positivo construímos imagens de sucesso em nossas mentes, que ajudam a buscar caminhos que nos levem aos nossos objetivos. Imaginar o sucesso em detalhes funciona como pavimentar uma estrada do final para o início. A partir da imagem de sucesso criada em nossas mentes, disparamos um processo de desconstrução dos caminhos que nos levariam a ele e as ações que precisam ser feitas para alcançá-lo.

Alguém poderia dizer que pensar não é suficiente. É verdade, não é. Mas é o ato de pensar positivamente que nos abre as portas das possibilidades e da criatividade. É a maneira mais eficaz de identificar as ações que uma vez tomadas irão aproximar-nos de nossos sonhos. O pensamento nos apresenta as possibilidades e nos faz sentir vontade de agir. O resto é consequência.

Um passo após o outro, vamos em direção a nossos sonhos. Se continuamos acreditando em nossa imagem de sucesso, novas ideias surgem e somos impelidos a continuar na direção estabelecida. Se, ao contrário, passamos a duvidar, nosso foco é desviado para os problemas e dificuldades, que passam a dominar o cenário, atrasando nossa jornada.

Pessoas que funcionam mais tempo no modo positivo, se movimentam mais rapidamente em direção a seus sonhos. As que dedicam mais tempo ao modo negativo de pensar, se afastam de seus sonhos e se aproximam de pesadelos. Afinal, como foi dito no início, somos o reflexo de nosso pensamento.

Se você pretende realmente ter sucesso, seja na vida pessoal ou profissional, procure pensar de maneira positiva. Não deixe que as dificuldades o façam criar novas dificuldades. Tente transformá-las em oportunidades e em aprendizado. Acredite na sua capacidade de enfrentar os obstáculos e, acima de tudo, visualize-se em situações de sucesso sempre que possível.

Se você possui comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler seus comentários.

PP

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Semear é uma Opção, mas a Colheita é Obrigatória.

Olá,

Quando fiz meu MBA, tive a oportunidade de receber algumas aulas de Gestão de Saúde que me ajudaram muito ao longo dos anos. O professor, um cara muito simpático e que transpirava saúde, enfrentava aquele grupo de executivos com idades variando entre 25 e 45 anos e nos alertava para as consequências da vida estressada e sedentária da maioria de nós.

O processo iniciava com uma caminhada pela manhã. Nos encontrávamos às 6:30H da manhã, fazíamos 15 minutos de alongamento, 45 minutos de caminhada e mais 15 minutos de alongamento ao final. Durante todo o trajeto, nosso mestre falava sobre a importância do exercício físico para saúde e de como sua prática era capaz de dar mais equilíbrio e produtividade aos executivos.

Ao longo do dia, nos intervalos das aulas tradicionais como finanças e economia, lá vinha ele novamente com suas mensagens de sabedoria e mais técnicas de relaxamento ou exercícios laborais. Essas sessões duravam entre 5 e 10 minutos e a colaboração da turma variava de pessoa para pessoa. Alguns, como eu, seguiam rigorosamente suas orientações, outros caçoavam e faziam pouco daquele trabalho.

Em geral, as pessoas que se encontravam pela manhã para a caminhada eram mais aplicadas do que as que constantemente faltavam a esse compromisso diário. Outra observação interessante era o fato dos mais jovens serem menos interessados nas aulas do que os mais velhos.

Apesar de visivelmente incomodado pelo comportamento inadequado de alguns, o professor mantinha a calma e o foco em sua missão. Não se abalava nenhum minuto e continuava a orientar aos que se dispunham a seguí-lo. Sua única reação aos que se recusavam a praticar os exercícios era a repetição da frase: "Semear é uma opção, mas a colheita é obrigatória."

Ao final do dia, nos encontrávamos novamente para uma sessão de alongamento e relaxamento. Por cerca de 30 minutos tínhamos a oportunidade de refletir um pouco sobre como tinha sido nosso dia de trabalho e de perceber nossos próprios corpos.

A rotina era repetida todos os dias de uma semana completa, período em que ficávamos no campus da fundação, e posso dizer que me ajudaram a reformar a maneira como encarava o trabalho e os compromissos do dia a dia. Foi naquelas sessões que aprendi que cuidar da saúde era obrigação de todo executivo que ocupa posição de liderança e que a maioria dos executivos de sucesso cuidam de sua própria saúde.

Quase 5 anos após o término de meu MBA, ainda lembro com prazer das caminhadas e das sessões de relaxamento que tive a oportunidade de fazer durante aqueles dias. Aos poucos fui incorporando em minha vida mais tempo para cuidar da saúde e para me exercitar e, posso afirmar, as coisas só melhoraram.

Se você estiver sentindo sua saúde deteriorar ao longo dos anos, lembre-se da frase de meu professor e pense que tipo de sementes está plantando para o futuro. Afinal, semear é uma opção mas a colheita é obrigatória.

Abraços,

PP

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A história dos Sapinhos

Olá,

Já faz alguns anos recebi de um amigo uma história que fala sobre os perigos de sermos influenciados com a visão pessimista de algumas pessoas. Nesse momento em que ouvimos de todas as partes notícias sobre a crise econômica e financeira e de como essa pode ser a pior de todas as crises, desde a depressão de 1930, resolvi compartilhar com vocês essa ingênua, mas muito profunda, historinha.

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OS SAPINHOS

Era uma vez, uma corrida de sapinhos.

O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.
Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles.

Começou a competição.
Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:
“Que pena !!! Esses sapinhos não vão conseguir. Não vão conseguir.”

E os sapinhos começaram a desistir.

Mas havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo.

A multidão continuava gritando: “Que pena !!! Vocês não vão conseguir.”

E os sapinhos estavam mesmo desistindo um por um, menos aquele sapinho que continuava tranquilo, embora arfante.

Ao final da competição, todos desistiram, menos ele.

A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido.

E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram que ele era surdo.

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Vale a reflexão sobre o tema. Especialmente nos momentos mais difíceis, é comum que tenhamos nossas convicções e auto-confiança abaladas. Nesse momento, ficamos mais vulneráveis às opiniões das outras pessoas e é aí que mora o perigo.

Se nos deixarmos levar pelas milhares de vozes que anunciam o fim do mundo, entramos em depressão e ficamos paralisados, a espera do pior. Nesses momentos, os "surdos" levam vantagem pois conseguem se manter mais próximos de suas próprias intuições.

Não quero defender aqui a posição de que não devemos ouvir as pessoas que estão a nossa volta. Isso também seria perigoso e um erro a longo prazo. Minha mensagem é mais no sentido de que lutemos para manter nossos ouvidos atentos a nossas convicções e a nossa própria percepção do ambiente. Além disso, independente de quais sejam suas percepções ou as opiniões dos outros, é preciso sempre acreditar que é possível e que podemos vencer os obstáculos que temos pela frente.

Em tempos de crise, está provado, os pessimistas se escondem e se igual à média. Em outras palavras, se tornam medíocres (não se choque, a palavra medíocre quer dizer ficar na média). Já os otimistas, deixam as preocupações de lado e focam nas oportunidades, um grande passo para o sucesso.

Se você tiver histórias como a dos sapinhos e quiser compartilhá-as, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei grande prazer em publicá-las.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Importância de Confiar nas Pessoas

Olá,

Pare uns minutos e reflita sobre quantas vezes durante a última semana você desconfiou das pessoas com quem convive diariamente. Vale qualquer desconfiança, desde a incerteza sobre a capacidade de um funcionário de fazer a tarefa solicitada, até a dúvida sobre seu filho ter realmente escovado os dentes depois de jantar.

Refletiu? E aí, qual foi a sua conclusão?

Com um pouco de esforço e sinceridade consigo mesmo, a maioria dos executivos chega a uma conclusão incômoda. Desconfiamos das pessoas com muito mais frequência do que gostaríamos de assumir.

Mas por que é assim?

Desconfiar que algo pode dar errado é uma técnica razoavelmente eficiente de antecipar problemas e buscar alternativas para contorná-los ou evitá-los. Também é uma forma de evitar grandes frustrações. Afinal, se já sabemos que não é possível confiar cem por cento em alguém, ficamos menos frustrados quando constatamos que tínhamos a razão.

A capacidade de antecipar e evitar problemas assim como a de enfrentar as frustrações do dia a dia são altamente valorizadas no mundo corporativo, o que reforça o comportamento da desconfiança sobre a capacidade/intenção das outras pessoas.

Mas existem custos com esse tipo de comportamento que devem ser levados em consideração. Primeiramente, a maioria das pessoas nota quando não confiamos nelas, o que as desmotiva e fragiliza a relação de confiança conosco. Além disso, a desconfiança nos leva para um modo negativo de pensar, que possui foco no problema e não na solução, nos deixando menos criativos e ousados, mais orientados ao gerenciamento de crises do que a construção de sonhos.

Controlar o estímulo quase automático de não confiar nas pessoas é uma tarefa difícil, muitas vezes impossível no dia a dia profissional. No entanto, a experiência prática mostra que os líderes que operam mais tempo no modo de confiança, são mais admirados e entregam resultados de longo prazo melhores para suas organizações.

Confiar nas pessoas não significa se iludir e acreditar que elas são capazes de qualquer coisa, independentemente do ambiente em que se encontram. Ao contrário, significa conhecê-las mais a fundo, entender suas limitações e virtudes, ajudando-as a evidenciar o que possuem de bom e a desenvolver suas habilidades menos evidentes.

Confiar nas pessoas significa acreditar que na essência todos possuem valor e que os comportamentos podem e devem ser separados das pessoas. Não há nenhum problema em criticar um comportamento quando ele prejudica a organização, mas deve-se ter o cuidado de separar a pessoa do comportamento sob o risco de rotular a pessoa.

Rotular pessoas como mentirosas, preguiçosas ou incompetentes é o primeiro passo para a desconfiança. Como posso confiar em algo que uma pessoa mentirosa me diz; como confiar que um preguiçoso se esforce em determinada tarefa; ou que um incompetente seja capaz de executar uma tarefa difícil.

O primeiro passo para confiar nas pessoas é retirar os rótulos que sem querer colocamos nelas. É difícil, mas precisa ser feito.

Comportamentos são muito dependentes de fatores externos e circunstanciais. Uma pessoa tranquila e controlada é capaz de agir de maneira extremamente agressiva para defender sua própria vida ou de um ente querido. Pessoas extremamente agressivas no ambiente familiar podem se comportar de maneira agradável em ambientes profissionais e vice-versa. Um bom gerente em determinada empresa pode ser um grande fracasso em outra organização.

Quando separamos o comportamento das pessoas, somos capazes de pensar nas ações que podem levar a modificar esse comportamento ou a torná-lo menos frequente. Podemos discutir mais abertamente os problemas, sem medo de magoar as pessoas, de forma mais construtiva e objetiva.

Quando confiamos nas pessoas, separando sua essência de seus comportamentos, transformamos impossibilidades em oportunidades. Uma pessoa de mau caráter não merece confiança, mas alguém que roubou por desespero merece uma segunda chance. Um idiota não pode liderar um projeto, mas alguém que falhou por não estar preparado para determinada tarefa pode ser treinado e se tornar um grande líder de projeto.

Confiar nas pessoas é fundamental para a construção de longo prazo de uma organização. Pense nisso e procure treinar seu comportamento perante essa realidade. Sempre que sentir que está rotulando alguém, lembre-se que as pessoas são boas em essência e que comportamentos podem e devem ser mudados. Acredite nas pessoas, sempre, e critique os comportamentos, quando necessário.

Se você tiver comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.

PP

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pequenas Empresas, Grandes Oportunidades

Olá,

Não adianta negar. Diante de duas oportunidades de emprego, a primeira em uma grande multinacional e a segunda em uma pequena empresa local, a maioria dos executivos opta pela aparente segurança e poder da organização maior.

Mas será que as maiores oportunidades estão realmente nas grandes empresas? Quais as principais diferenças entre trabalhar para uma organização mundial de grande porte e uma empresa local pequena ou média?

Durante minha vida trabalhei em diversas empresas com tamanhos e origens diferentes. Também tive a oportunidade de conversar com outros executivos de vários setores, cada um com experiências variadas.

Foi a partir dessa coletânea de vivências, que cheguei ao resumo abaixo sobre as principais diferenças entre as grandes multinacionais e as empresas pequenas e médias locais. Não se trata de um estudo científico, nem tem o objetivo de ser 100% preciso, mas pode ajudar a pensar sobre que caminho você pretende dar a sua carreira quando as oportunidades surgirem.

Flexibilidade:

Grandes Empresas - Grandes empresas não são conhecidas por sua flexibilidade. Ao contrário, se sua intenção é trabalhar em uma grande multinacional, prepare-se para enfrentar centenas de processos pré-definidos e regras que mesmo parecendo estranhas devem ser seguidas a risca.

Pequenas Empresas - Em geral pequenas e médias empresas são mais flexíveis. Seus processos são mais recentes e menos detalhados, o que permite maior flexibilidade no dia a dia.

Autonomia:

Grandes Empresas - Você está preparado para pedir autorização a dezenas de pessoas para cada decisão que toma? Pois essa é a realidade da maioria das grandes organizações. O gigantismo exige maior grau de controle e a melhor maneira de evitar desastres é obrigar que várias pessoas se envolvam nas decisões mais importantes. O processo de tomada de decisões em grandes empresas é complexo e exige muita habilidade política. É preciso convencer a seus pares, seus superiores e, em muitos casos, até a seus subordinados, antes de ir em frente com alguma ideia nova.

Pequenas Empresas - Quando administradas por pessoas bem preparadas, pequenas empresas são um convite ao empreendedor. Existe espaço amplo para criar e a autonomia é quase sem limites. Mas aqui vale uma observação. Pequenas empresas administradas por pessoas centralizadoras podem significar menos autonomia do que em grandes organizações. O motivo é simples: É mais fácil convencer dezenas de executivos de uma grande empresa do que um dono cabeça dura e centralizador.

Segurança:

Grandes Empresas - Talvez esse seja o maior o choque para quem não conhece esse tipo de empresa. A segurança de emprego em uma multinacional é equivalente a de uma grande cidade violenta, quase nenhuma, principalmente quando trabalhamos fora do país sede. O executivo de uma grande empresa está sempre em cheque. A cada ano, quando nos aproximamos do quarto trimestre fiscal, a dança das cadeiras começa e sempre tem alguém que sobra.

Pequenas Empresas - A pequena empresa costuma levar a sério a afirmação de que as pessoas são o seu maior patrimônio. Ela sabe que perder alguém pode significar perder clientes e conhecimento e procura manter seu quadro de funcionários mais estável. As pessoas se conhecem mais e existe maior grau de compromisso com o time.

Benefícios Indiretos

Grandes Empresas - A lista de benefícios indiretos oferecida por grandes empresas multinacionais impressiona. Além dos tradicionais, a oportunidade de viajar para outros países e os agressivos planos de bonificação por resultados saltam aos olhos dos executivos mais arrojados. As grandes multinacionais sabem encantar os executivos e suas famílias com o glamour de sua grandeza e o fazem com grandes festas e convenções, prêmios anuais tentadores e viagens inesquecíveis para aqueles que vencem os jogos de competição criados por elas.

Pequenas Empresas - Prepare-se para uma lista bem mais modesta de benefícios. Você pode até ganhar um bom dinheiro, mas será preciso demonstrar de verdade que sua participação trouxe prosperidade para a organização. A não ser em empresas que lidam com o mercado externo, viagens a outros países serão raras e as festas e convenções muito mais comedidas e controladas.

Ambiente de Trabalho

Grandes Empresas - O ambiente de trabalho em uma grande empresa é variado e depende muito da liderança de cada grupo. É impressionante ver que grupos diferentes possuem humor totalmente diferente em uma mesma empresa. Existe um padrão geral, que também varia muito de empresa para empresa, mas o grupo mais próximo domina o padrão de relacionamento de um time. Se você quer saber como será seu ambiente de trabalho, conheça seu futuro chefe e terá uma boa ideia de como será.

Pequenas Empresas - O ambiente de trabalho de uma empresa pequena é muito dependente do perfil do dono. Sua presença é em geral muito marcante e não há chefe imediato que consiga neutralizar sua influência. Para saber como será o ambiente de trabalho em uma empresa menor, recomendo que você procure saber como é o jeito de trabalhar do dono e qual o seu grau de interferência no dia a dia. Conhecer o estilo de chefe imediato também é importante, mas não suficiente.

Se você tem comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.

PP

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Trabalhando em Casa

Olá,

A tecnologia veio para ficar e a cada dia transforma mais a maneira como nos informamos, nos comunicamos e até nos relacionamos. Quem, a não ser por nostalgia, se atreveria a escrever uma carta a um amigo distante nos dias de hoje? Afinal, um e-mail, um telefonema ou a comunicação direta no skype ou no msn são muito mais práticos, rápidos e interativos.

Essa facilidade de comunicação avançou tanto nos últimos anos que quase temos a sensação de estarmos todos em um único escritório ou casa. Se temos uma dúvida e queremos uma resposta em algumas horas, podemos enviar um e-mail e esperar que o mesmo seja respondido. Se precisamos de respostas imediatas, basta verificar se a pessoa com quem queremos falar está disponível em seu msn ou skype e iniciamos uma conversação imediatamente. Ainda podemos optar por apenas trocar mensagens por escrito no caso de simples dúvidas ou iniciar uma conversa com áudio e vídeo, envolvendo uma ou mais pessoas.

A verdade é que a comunicação remota se aproxima cada vez mais da realizada pessoalmente, o que possibilita uma mudança radical na forma como interagimos e colaboramos nas empresas.

Já faz dois anos que trabalho em casa e não mais num escritório tradicional. Levanto por volta das 7:00H e começo o dia verificando os e-mails e preparando a agenda de trabalho. Gosto de responder os e-mails mais complexos logo de manhã, quando estou descansado e com a mente fresca.

Em torno das 8:00H, já tendo produzido mais do que tipicamente produzia em uma manhã inteira, vou até a cozinha para preparar meu café da manhã. Gasto cerca de trinta minutos nesse ritual diário e aproveito para me atualizar com as notícias do dia, assistindo canais como a Globo News e Bloomberg.

Tomado o café, inicio minha agenda diária. Algumas vezes faço uma visita ao escritório de minha empresa para ver fisicamente como andam as coisas e conversar um pouco com as pessoas. Outras vezes, quando tenho tarefas mais elaboradas a fazer, volto para meu escritório residencial e costumo ficar de 2 a 3 horas seguidas concentrado no trabalho a ser feito.

Pode parecer que fico isolado, mas a verdade é que quase me sinto no escritório. Vez por outra o sinal sonoro do skype ou do msn funciona como alguém batendo à porta de meu escritório. Os assuntos são diversos, desde um de meus sócios perguntando com anda determinado projeto, até meu filho enviando mensagens de brincadeira. Apesar de fisicamente isolado, sinto-me muito próximo das pessoas e interajo com elas o tempo todo.

No início da tarde, caso não tenha um compromisso para o almoço, tenho o costume de almoçar em minha própria casa. É mais barato e muito mais saudável. Novamente, aproveito para me atualizar um pouco mais, assistindo a programas sobre negócios ou mesmo atualidades.

Na parte da tarde concentro minhas atividades profissionais até mais ou menos às 17:00. Depois disso, dou uma parada para caminhar ou andar de bicicleta por 60 a 90 minutos.

Ao retornar de meio passeio diário, tomo um banho, janto, assisto um pouco de TV e volto ao computador para fechar o dia. Nesse último contato com o trabalho, gasto entre 30 minutos e 1 hora e procuro me concentrar nas respostas aos e-mails simples e na preparação da lista de tarefas do dia seguinte.

Não sei qual é a percepção de vocês sobre minha agenda diária, mas posso dizer que comparada ao que vivia quando trabalhava em um escritório tradicional ela possui grandes diferenças, a maioria delas para melhor.

Apresento abaixo algumas das vantagens que vejo nesse modelo de trabalho:

1 - Maior integração entre a vida pessoal e a profissional, permitindo melhor aproveitamento dos momentos de baixa produtividade e mais opções de descanso durante o dia.

2 - Maior capacidade de concentração nas atividades individuais.

3 - Menos tempo gasto e menos estresse com o processo de locomoção dentro da cidade. No meu caso, troquei 2 horas diárias de trânsito por um passeio diário de bicicleta ou uma caminhada.

4 - Possibilidade de se alimentar melhor, de se hidratar melhor e de se manter atualizado.

5 - Mais tempo para refletir sobre as coisas importantes da vida. Mais tempo para se dedicar ao que realmente é importante.

6 - Maior convívio com a família.

7 - E a lista continua...

Mas o trabalho em casa, apesar de ter muitos aspectos positivos, também traz alguns desafios. Cito alguns deles abaixo:

1 - Maior necessidade de disciplina pessoal ou você vai acabar assistindo reprises de novelas e a sessão da tarde.

2 - Um certo preconceito da família sobre sua maior presença em casa. De certa forma, eles muitas vezes esquecem que você está trabalhando e tendem a exigir mais de você e até mesmo a criticá-lo em algumas ocasiões.

3 - O risco de não ser lembrado nas grandes decisões da empresa. Existem estudos que mostram que as pessoas que trabalham remotamente são menos promovidas do que as que trabalham nos escritórios físicos.

4 - O risco de trabalhar demais. O fato do seu escritório estar a alguns passos de seu quarto de dormir é um risco potencial para aqueles que adoram trabalhar. Mais uma vez é preciso disciplina para manter um bom equilíbrio entre trabalho e lazer.

Como disse no início, trabalho em casa há cerca de dois anos e a cada dia gosto mais desse modelo. Na maioria das atividades, não há mais motivos para que as pessoas se locomovam todos os dias para um mesmo lugar somente para trabalhar e acho que o trabalho em casa é uma tendência sem retorno. Assim, se você tiver a oportunidade de trabalhar em uma empresa que valorize essa modalidade, aproveite e desfrute dessa nova maneira de produzir. Sua saúde e sua família vão agradecer muito.

Se você tiver comentários sobre esse e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em receber seus comentários.

PP