sábado, 27 de abril de 2013

Reflexão sobre os Cinquenta Anos

Olá,

Hoje me dei conta que passei dos cinquenta anos e até hoje não havia escrito sobre este tema. Acho que é hora de pagar essa dívida comigo mesmo.

Interessante como ultrapassar os cinquenta anos simboliza muitas coisas na vida da gente.

Aos cinquenta passamos de Meio Século, por si só um marco importante.

Cinquenta faz lembrar metade quando pensamos em porcentagem. Nos faz lembrar que, muito provavelmente, já passamos da metade de nosso período de vida.

Cinquenta é a dezena anterior aos sessenta, associada aos termos aposentadoria e terceira idade.

Cinquenta significa que já vivemos muitos anos, que vimos muitas coisas, que acertamos e erramos várias vezes.

Para a maioria das pessoas cinquenta significa que se você ainda não chegou lá, não chegará mais.

Aos cinquenta você pode parecer velho demais para alguns mas sua energia e vontade de trabalhar continua praticamente a mesma que aos trinta.

Para a maioria, aos cinquenta seu corpo já apresenta os primeiros sinais de envelhecimento. Os olhos já não são os mesmos, os cabelos estão mais brancos, o fôlego já não é o mesmo.

Aos cinquenta nos damos conta de que a contagem é regressiva e de que devemos aproveitar cada momento como se fosse o último.

Não importa se ainda viveremos mais cinquenta anos ou cinquenta minutos, o que importa é a qualidade deste tempo.

Se você, como eu, já passou dos cinquenta, aproveite a vida. Você merece ser recompensado pelos mais de cinquenta anos de vida !!!!!!!!!

Abraços,

Paulo Pinho

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ambiente Político das Organizações

Olá,

Recentemente recebi um e-mail de um leitor pedindo para escrever sobre o ambiente político nas organizações. Hoje resolvi tecer alguns comentários sobre este tema e espero que seja útil a alguns de vocês.

A política é inerente ao convívio em sociedade. Se temos mais de uma pessoa interagindo entre si elas estarão praticando política, pode acreditar.

Nas corporações não é diferente. Como organizações formadas de pessoas, as corporações são caldeirões de política onde são discutidos os mais variados temas, desde as melhores estratégias a serem seguidas até questões menores como em que lugar deveria estar a mesinha do café.

Cada pessoa tem um conjunto de interesses e prioridades e tem como objetivo principal vê-los atendidos. Se todos compartilhassem exatamente o mesmo conjunto de interesses, seria razoavelmente fácil definir as prioridades das organizações e a maneira de atingir seus objetivos.

Mas não é bem assim que as coisas acontecem... Longe disso, o normal é vermos pessoas de uma mesma organização pensando de maneira diametralmente oposta sobre diversos temas.

Pronto. Está instaurado o processo de disputa política por ideias, reconhecimento, definição de objetivos e maneiras de alcançá-los.

É muito comum que as pessoas vejam a política nas empresas como uma coisa ruim. Talvez pela associação que façam com a política tradicional no governo, tão impregnada de comportamentos inadequados. No entanto, a política em si não é ruim. Ela é essencial para que os conflitos sejam trabalhados de maneira produtiva, para que os consensos sejam obtidos ou, quanto não é possível o consenso, que as decisões sejam tomadas segundo algum critério.

Disputas sadias de ideias, recursos, estratégias e cargos são muito bem vindas nas corporações. Sem elas, criamos ambientes de trabalho sem poder de renovação, fadados a fracasso. Não é ruim que as pessoas disputem espaço nas organizações. Tampouco que existam conflitos e que a política seja utilizada como meio de superar estes conflitos.

Os movimentos políticos começam a ser um problema quando as intenções das pessoas envolvidas não estão alinhadas com os objetivos e valores da organização ou quando o foco das disputas está em questões puramente pessoais, muitas vezes carregadas de rancor e um espírito de revanchismo.

Ainda pior são os movimentos políticos feitos por pessoas sem escrúpulos, cujos objetivos pessoais possuem uma agenda totalmente desconectada dos objetivos da empresa e do código de conduta tácito da organização.

Quando este tipo de "política nociva" acontece é preciso que pessoas com alto poder político na organização detectem a anomalia e tomem as ações devidas. Dizendo de outra maneira, a "política nociva"só pode ser enfrentada com política.

Nem sempre as pessoas de maior escalão são as mais preparadas para detectar e atuar sobre práticas nocivas de política. É muito comum que o tratamento deste tipo de mal tenha que ser feito por pessoas de nível equivalente ou até mesmo inferior aos "infratores". O que define o ator que deverá atuar nestes casos é mais a habilidade e perspicácia política do que o cargo.

A política está aí para ser utilizada como ferramenta de trabalho de qualquer profissional, esteja ele ou não em um cargo executivo. Ela não deve ser tratada como um mal em si, ao contrário, ela é parte inerente do convívio em sociedade e é fundamental para que as organizações funcionem adequadamente.

Não fuja da política de sua organização. Em vez disso, prepare-se para participar dela de forma ativa e intensa. Lembre-se apenas que os princípios e valores devem ser soberanos em todos os seus movimentos políticos.

Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em respondê-lo.

Abraços,

Paulo Pinho

sábado, 12 de janeiro de 2013

Oração da Serenidade...

Olá,

Neste blog costumo comentar sobre os desafios do mundo corporativo e compartilhar minha reflexões sobre como se comportar nestes casos. Quase sempre meu foco está no enfrentamento das adversidades e na direção de resolver os problemas e corrigir os desvios, mas existem momentos em que a atitude mais sábia é a de reconhecer que mesmo o mais competente dos profissionais possui seus limites e que algumas coisas simplesmente não podem ser mudadas.

Nestes momentos, costumo apelar para a oração abaixo. Sua simplicidade e sabedoria são tão profundas que ela mereceria ser lida por todos antes de cada dia de trabalho.

Abraços,

Paulo Pinho


Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra – vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade.

Olho nos manipuladores...

Olá,

Hoje gostaria de refletir um pouco sobre uma categoria de profissional que se encontra frequentemente nas organizações e que são capazes de destruir carreiras, reputações e até empresas pela maneira ardilosa com que atuam. A eles me referirei como os Manipuladores.

Os Manipuladores agem como se fossem parasitas, drenando a energia de seus hospedeiros em benefício próprio, causando estragos muitas vezes irreparáveis, destruindo pessoas e organizações.

Apesar de serem extremamente danosos às organizações, os Manipuladores são difíceis de serem eliminados. Eles possuem um arsenal de estratégias para se manterem invisíveis, a principal delas sendo a técnica de fazer os outros se desgastarem em nome de suas ideias e intenções. São seres muito ardilosos e inescrupulosos, em geral muito inteligentes e organizados, e por esse motivo frequentemente confundidos com profissionais de extrema competência.

Os Manipuladores utilizam o conhecimento e as ideias dos outros para conseguir seus objetivos. Eles literalmente roubam o trabalho de outras pessoas, atribuindo a eles os louros das vitórias.

Os Manipuladores colocam nos outros a responsabilidade sobre suas falhas. Fazendo com muita habilidade com que outros profissionais pagem o preço de seus erros mais grosseiros.

Um único Manipulador pode prejudicar dezenas de profissionais sérios em uma organização antes de ser notado como tal. Ele pode destruir carreiras, projetos e até organizações inteiras sem mesmo ser notado.

Mas por que é tão difícil detectar um Manipulador?

Primeiro por que não tendo escrúpulos ele é capaz de mentir mesmo tendo a ciência de que irá prejudicar outras pessoas. Seu único objetivo é atingir seus objetivos, custe o que custar.

Segundo por que ele dificilmente atua diretamente. Sua estratégia, ao contrário, é a de fazer com que os outros atuem para atender seus objetivos. Eles só se apresentam como participantes da ideia depois que ela deu certo e não possuem qualquer receio de negarem sua participação quando o resultado não é o esperado.

O Manipulador compartilha o sucesso e distribui o fracasso. Suas estratégias fazem com que eles sejam bem vistos pelo vitoriosos (aqueles que seguiram seus conselhos e ganharam), compartilhando seu sucesso. Ao mesmo tempo, o isolam de suas vítimas (aqueles que seguiram seus conselhos e perderam), evitando situações de fracasso.

Mesmo depois que um Manipulador é detectado leva tempo para que ele seja eliminado de uma organização.

Os primeiros a detectarem os Manipuladores são suas próprias vítimas, que percebendo terem sido prejudicadas tendem a evitar o contato e se isolarem. Dificilmente elas vem a público denunciar a manipulação, seja por vergonha de terem sido manipuladas, seja por saberem que como fracassados seus argumentos serão facilmente derrubados.

Somente depois de muitos estragos, quando o conjunto de vítimas da manipulação cria massa crítica é que o Manipulador começa a perder espaço. Neste momento, sendo inteligente e ardiloso, o Manipulador trata de buscar um de seus antigos aliados e vai em busca de um novo hospedeiro.

Como líderes devemos estar sempre atentos a presença de Manipuladores em nossas organizações. Eles são perigosos e devem ser eliminados assim que detectados.

Se você tem algum comentário sobre este ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em receber seu comentário ou dúvida.

Abraços,

Paulo Pinho


quinta-feira, 21 de junho de 2012

Um Tributo à Integridade...

Olá Pessoal,

Hoje gostaria de registrar minha homenagem ao exemplo de integridade dado pela Deputada Luiza Erundina ao desistir de sua participação na chapa do PT depois do anúncio da aliança com o PP de Paulo Maluf.

Com esse gesto, Erundina honrou seus compromissos com milhões de eleitores que depositaram sua confiança em várias eleições, inclusive como prefeita de São Paulo. Demonstrou ainda que seus princípios e valores estão acima de seus interesses e anseios pessoais e que a integridade é possível mesmo quando se trata de política.

Passou da hora de cobrarmos de nossos representantes um pouco mais de dignidade e respeito. Precisamos fazer alguma coisa para mudar a situação atual da política brasileira e espero que a decisão de Erundina sirva de inspiração para outros brasileiros, políticos ou não.

É muito triste ver um ex-presidente que sempre afirmou ser contra a direita elitista posar ao lado de uma figura como o Sr. Paulo Maluf em troca de alguns segundos a mais de televisão durante a campanha eleitoral. Esse comportamento reforça a imagem de que vale qualquer coisa para atingir seus objetivos e de que integridade, ética e transparência são atributos dos perdedores.

Para Erundina deixo minha homenagem que tenho certeza é de milhares / milhões de outros brasileiros.

Para Lula e  Maluf deixo meu desprezo e a torcida de que suas participações na política brasileira sejam abreviadas ao máximo, de preferência pela vontade popular.

Abraços,

Paulo Pinho



sábado, 16 de junho de 2012

Negociações Perigosas...

Olá,

Hoje gostaria de falar sobre uma prática muito comum entre os profissionais que não estão totalmente satisfeitos com a empresa em que trabalham e buscam oportunidades de crescimento no mercado. Trata-se da estratégia de encontrar uma alternativa de emprego segura e, a partir dessa opção nas mãos, negociar condições melhores na empresa atual.

Com quase trinta anos de experiência no mercado já passei inúmeras vezes pela situação em que fui abordado por candidatos a emprego que se demonstravam insatisfeitos em suas empresas e que pediam uma oportunidade de mudar suas vidas profissionais. Em várias ocasiões decidi dar uma chance a estes profissionais e ofereci uma vaga com melhores condições financeiras e de trabalho. O mais estranho, no entanto, foi detectar que na maioria dos casos onde a iniciativa de mudança vinha do candidato, a conclusão do caso acabava em uma renegociação do profissional com sua empresa atual e a decisão de se manter nela.

Em tese não existe nada de errado nesta forma de negociar. É lícito buscar melhores condições de trabalho, assim como é lícito dar oportunidade a empresa atual a propor uma contra-oferta. Afinal estamos falando de uma relação de compra e venda de serviços, certo?

Não é bem assim...

A relação de trabalho entre uma empresa e seus funcionários é muito mais complexa do que a simples transação de compra e venda de um serviço qualquer. Trata-se de uma relação de longo prazo, onde a confiança e a transparência são fatores importantes e que podem ser abalados neste tipo de negociação.

Por outro lado, "vender-se" a uma empresa e depois desistir da "venda" cria um sentimento bastante negativo no potencial "comprador", que pensava ter fechado negócio e, de repente, se vê na situação de ter perdido seu tempo.

Voltar atrás em uma decisão nunca deixará de ser notado. É uma demonstração de insegurança, de falta de palavra, que ficará marcada tanto na empresa que decide manter o profissional, quanto na empresa que fez a oferta e recebeu a recusa. Esta marca pode ser extremamente prejudicial a sua carreira se você estiver em um mercado relativamente pequeno, onde os vários concorrentes se conhecem e trocam experiências.

Por fim, sempre fica uma dúvida. A empresa que aceitou renegociar as condições o fez por que assumiu ter errado sua avaliação de valor anterior e decidiu corrigir uma distorção ou simplesmente resolveu evitar uma saída abrupta de um profissional importante antes de conseguir um substituto a altura com custos mais atrativos?

Respeito as pessoas que optam por negociar desta maneira, elas têm esse direito. No entanto, considero este tipo de negociação muito perigosa e com maior potencial de dano do que de benefício. Creio que com pequenos ajustes é possível obter muito melhor resultado.

Minhas recomendações para os profissionais são as seguintes:

1) Se você não está satisfeito no seu trabalho, compartilhe suas preocupações com seus superiores.

2) Se nada mudar, procure o mercado e busque as alternativas disponíveis, mas não se comprometa com ninguém antes de ter certeza de qual será sua decisão.

3) Após sua avaliação do mercado e antes de se comprometer com alguma empresa em especial, volte a conversar com seus superiores e avalie se algo mudou.

4) Caso mude, fique em sua empresa e continue investindo nela.

5) Caso não mude, monte seu plano de saída, escolha a melhor opção disponível e firme seu compromisso.

6) Comunique a empresa de sua decisão e não caia na tentação de voltar atrás em sua decisão. Esse tipo de negociação é extremamente perigosa.

Minhas recomendações para os empregadores são as seguintes:

1) Procurem se antecipar aos desconfortos de seus funcionários importantes. Muitas vezes a transparência e a visão de futuro são suficientes para deixar o funcionário mais confortável.

2) Procurem manter a justiça na classificação salarial de seus funcionários. É melhor perder um funcionário para o mercado e manter a equipe do que perder a equipe por um movimento salarial injusto.

3) Só negociem com o profissional se for possível manter a coerência da grade salarial interna da empresa. Caso contrário, os problemas futuros serão muito maiores.

4) Não prometam o que não será possível cumprir. Você estará prejudicando sua empresa e o profissional envolvido.

Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, entre em contato no e-mail Paulo.Pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.

Abraços,

Paulo Pinho



quinta-feira, 7 de junho de 2012

Baixando a Guarda....

Olá,

Durante minhas experiências como Coach tive a oportunidade de encontrar vários comportamentos negativos diferentes, cada um com seus efeitos nocivos ao desempenho profissional. Mas de todos os comportamentos encontrados um dos mais comuns é sem dúvida a atitude reativa.

Profissionais com atitude reativa possuem o "dom" de se desmotivarem, ao mesmo tempo que cansam a todos que estão ao seu redor. Em um paralelo grosseiro estes indivíduos funcionam como crianças pirracentas, que ficam na frente da televisão para atrapalhar quem está assistindo, falam alto perto de quem está falando ao telefone, recusam qualquer tipo de oferta, e assim por diante.

Todos nós temos momentos de atitude reativa. Por vezes, quando nossas expectativas são frustradas e não estamos em um bom dia podemos nos comportar de maneira um pouco mais reativa. Não é bom que ocorra, mas é aceitável.

O problema surge quando ficamos a maior parte do tempo na modalidade reativa. Se há uma reunião, achamos que se trata de perda de tempo. Se alguém sugere um programa de incentivo, achamos que vai desencadear comportamentos competitivos indesejáveis. Se a empresa pretende descontinuar um produto, dizemos que será o maior desastre de todos os tempos.

O profissional que assume uma posição reativa muito frequentemente tem a impressão de que todos estão errados e somente ele vê a verdade e entende o que realmente está acontecendo. A cada divergência entre a opinião dos outros e sua própria, torna-se mais incomodado com a situação, realimentando sua atitude reativa. Por outro lado, os que estão a sua volta perdem a vontade de compartilhar ideias, se retraem no momento de dar sugestões ou simplesmente decidem ir em frente sem envolver a pessoa mais reativa.

Quanto mais reativo você for, mas reativas parecerão as pessoas ao seu redor. Essa é uma dica importante para avaliar o quanto suas divergências com outras pessoas estão associadas a um comportamento excessivamente reativo.

Repare nas pessoas ao seu redor. Elas concordam com você de maneira entusiasmada ou o fazem de maneira tímida, quase que por falta de opção. Em geral, suas conversas com as pessoas são fluídas e agradáveis ou desgastantes e cheias de discordâncias que parecem insolúveis? Você costuma elaborar ideias em conjunto com as outras pessoas ou normalmente se vê na situação em que suas ideias são questionadas pela maioria? 

Assumir uma atitude reativa frequentemente pode destruir sua carreira dentro de uma organização. Esse comportamento leva inicialmente ao confronto direto com pessoas que deveriam estar colaborando com você. Com o tempo leva ao isolamento e à sensação de que todos estão contra você. Mais cedo ou mais tarde, uma das partes (profissional ou empresa) toma a decisão de terminar o relacionamento.

Ser reativo é diferente de discordar. É possível discordar sem ser reativo, compartilhando suas opiniões de maneira positiva e com o objetivo de buscar alternativas em conjunto. O fato das pessoas discordarem entre si demonstra que existe diversidade de opiniões e é fundamental para que as organizações se renovem. Mesmo discussões acaloradas podem ser altamente produtivas quando não se perde o objetivo maior de buscar soluções e caminhos alternativos. O problema surge quando o comportamento reativo se instala e as pessoas começam a dizer não somente para demonstrar sua insatisfação.

Se você deseja ter sucesso em sua organização, evite comportamentos reativos a qualquer custo. Eles representam a maneira mais eficiente de fracassar em seus objetivos.

Abraços,

Paulo Pinho

sábado, 21 de abril de 2012

Reflexões sobre a Família

Olá,

Você tem muitas críticas a seus familiares? Acha seu pai chato ou teimoso? Sua mãe é meticulosa ou sensível demais? E seus irmãos, são cheios de defeitos?

É hora de refletir um pouco, pois lembre-se que uma boa porção da carga genética e muitas vezes da influência do meio é comum a todos vocês.

Não dá para negar,  filho de peixe, peixinho é. Somos uma mistura de nossos pais e herdamos deles estilos de comportamentos como teimosia, agressividade, passividade, compaixão, proatividade, entre outros. Isto ocorre seja pela genética, seja pela longa convivência que temos com eles.

Nossos irmãos, assim como nós, herdaram a mesma carga genética temperada geralmente de maneira diferente, mas ainda assim a mesma carga genética. Em geral, eles também conviveram bastante nossos pais e, acreditem, possuem vários comportamentos muito similares aos nossos.

Um dos nossos maiores objetivos de vida, queiramos ou não, é construirmos nossa própria identidade. Temos uma necessidade intensa de nos identificarmos como únicos, necessidade que se inicia na adolescência e nos acompanha por quase toda a vida.

Para sermos únicos, nossa primeira missão é nos "separarmos" de nossos pais e irmãos. Precisamos ser diferentes deles e, quase sem querer, nos concentramos em identificar nossas diferenças e pouco ou nenhum esforço fazemos para reconhecer as semelhanças.

É na fase mais madura, quando começamos a ver no espelho do banheiro trejeitos e manias de nossos pais e irmãos, que começamos a nos dar conta de como somos parecidos com eles.

Nem sempre é fácil aceitar essa realidade. Afinal, passamos a vida negando sermos parecidos com esses indivíduos e na maioria das vezes nossas diferenças se concentravam nos defeitos que víamos nos mesmos. Como aceitar agora que muitos desses "defeitos" também são nossos? Que as coisas "feias" que vemos em nossos familiares estão tão presentes em nossas vidas quanto nas deles?

Pois é... Vale a pena refletir sobre esse tema e tentar antecipar algumas conclusões.

Queiramos ou não, a maior probabilidade é de que sejamos mais parecidos com nossos pais e irmãos do que com qualquer outro modelo que desejemos seguir. É certo que no cômputo geral ainda somos diferentes, o suficiente para sermos indivíduos únicos, mas a semelhança de alguns comportamentos é inquestionável.

Reconhecer os comportamentos similares a nossos familiares em nós mesmos, traz uma oportunidade única de crescimento humano. É como se conquistássemos a dádiva de podermos nos observar de maneira distante, como se estivéssemos olhando para nós mesmos em outra pessoa.

Esse exercício nos permite entender um pouco melhor o efeito de alguns de nossos comportamentos nos outros e a forma como esses comportamentos ajudam ou atrapalham em determinadas situações.

Entendendo as similaridades que temos com nossos familiares, somos capazes de entender um pouco melhor nossos próprios defeitos ou, em alguns casos, reconhecer virtudes antes desconhecidas em nossos pais e irmãos.

Abraços,

Paulo Pinho











quarta-feira, 28 de março de 2012

Retornando....

Olá pessoal,

Quase cinco meses se passaram e não escrevi um só artigo. Peço desculpas pela ausência e espero recuperar o tempo perdido nas próximas semanas.

Nos últimos meses estive envolvido em vários projetos e minha atenção se dividiu entre o crescimento de minha empresa e a doença de meu pai, que ficou mais de um mês internado no Dante Pazzanese e que agora se recupera na casa de meu irmão.

Minha ausência neste blog me faz refletir sobre o tema da disciplina.

Apesar de ter utilizado os dois primeiros parágrafos deste artigo para justificar minha longo ausência, a verdade é que eu poderia ter reservado uns 30 minutos por semana para escrever algo. Não fiz por que de alguma maneira me deixei levar pelos acontecimentos e de maneira consciente ou inconsciente, dei menos prioridade a este projeto do que a outros.

O verdadeiro e duradouro sucesso em qualquer atividade depende mais de disciplina e de empenho do que de qualquer outro atributo. Reconhecer esta realidade faz com que tenhamos consciência de que estamos longe, muito longe, de exercer o potencial de geração de trabalho que temos dentro de nós.

Se fossemos capazes de seguir nossos planos de forma disciplinada, seríamos muito mais do que somos em todos os aspectos da vida, pessoal e profissional.

Mas não se martirize. Nós humanos somos assim mesmo, um poço de boas intenções, impregnado de muita preguiça e desordem mental. Somos uma pequena fração do que nosso potencial permitiria que fôssemos.

Ainda assim, o ser humano é um milagre da vida. Um ser capaz de construir cidades, de desenvolver produtos e serviços sofisticados, de ir a lua em um foguete, de criar e utilizar computadores, de criar e de sonhar.

A mensagem de hoje é simples mas suficiente para deixar qualquer um confuso por semanas.

Desfrute das ondas e dos ventos do oceano da vida, deixe-se levar de vez em quando, sem reagir e sentindo cada momento, mas lembre-se da direção que deseja seguir e mantenha a proa de seu barco sempre na direção correta.

Um Abraço,

Paulo Pinho


domingo, 30 de outubro de 2011

Liderança e Motivação

Olá,

A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?

Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.

A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação  para se mover em determinada direção.

Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.

1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.

2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.

3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.

4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.

5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.

6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.

Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.

Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.

O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.

O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.

A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.

Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.

Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.

Abs.

Paulo Pinho