Olá Pessoal,
Muitos leitores me perguntam como complementar sua formação acadêmica superior de forma a maximizar suas chances de crescimento profissional. Meu conselho se resume nos seguintes pontos:
1) No início de sua carreira profissional, dê prioridade aos cursos de curta duração, mais focados em questões técnicas diretamente relacionadas com o seu trabalho. Essa abordagem irá ajudá-lo a desempenhar melhor suas funções do dia a dia e aumentará suas chances de conquistar novos desafios na organização em que trabalha.
2) Após alguns anos de formado, quando já tiver alguma experiência em sua área profissional, você estará pronto para cursar um MBA, cujo foco é prepará-lo para assumir funções mais executivas ou para dominar melhor o ambiente no caso de já ter assumido esse tipo de função. Esse é um curso que deve preferencialmente ser feito por quem já possui um cargo de supervisão ou gerência, caso contrário a maior parte dos conceitos nele aprendidos ficarão sem uso por um bom tempo, reduzindo seu valor para a carreira.
3) Não faça cursos para acumular diplomas. Sou responsável pela contratação de profissionais há mais de 20 anos e posso garantir que o valor que dou a um diploma é muito menor do que a experiência comprovada pelo candidato. O maior objetivo de um curso é o aprendizado, portanto, busque bons cursos em boas instituições e procure aproveitar o seu conteúdo da melhor maneira possível. O diploma é só um pedaço de papel que vai se amarelando em alguma pasta de documentos de sua casa. O valor real dos cursos que você fizer estará no conhecimento adquirido e, de preferência, utilizado no dia a dia de seu trabalho.
4) Se você deseja dar aulas ou investir na área científica ou acadêmica, pense na opção de um mestrado. Para dar aulas em cursos reconhecidos de nível superior é preciso ter no mínimo um mestrado. Por outro lado, avalie bem esse tipo de opção caso você não tenha objetivos acadêmicos pois tratam-se de cursos bastante longos (+ de 2 anos) e cujo foco está na produção científica em áreas bem específicas do conhecimento. Tenho visto muita gente investir em mestrado e depois se arrepender pois notam que não era exatamente o que esperavam.
5) Em qualquer curso ou treinamento em que participe, lembre-se que seu principal objetivo é aprender. Mantenha a mente aberta e procure absorver novos conhecimentos em vez de ficar duelando com os professores na tentativa de mostrar sua sabedoria. Os verdadeiros sábios são os que reconhecem que sempre há algo de nova para aprender.
6) Os cursos e treinamentos são ótimas oportunidades de treinamento e de crescimento profissional, mas não existe substituto para um coisa chamada experiência profissional. Fico triste quando vejo jovens engatando cursos e cursos em seguida na tentativa de mudar de área profissional, enquanto continuam trabalhando em empresas e cargos que nada têm a ver com suas ambições e sonhos. Muitas vezes deixam de mudar de área por que essa escolha significaria ter uma redução de salário e a necessidade de iniciar do zero novamente. Se iludem com a fantasia de que acumulando cursos irão pular para um cargo maior na tão sonhada área de atuação e sem querer vão tornando a mudança cada vez mais inviável.
Se você tem menos de 30 anos e quer assumir uma nova profissão, comece buscando uma oportunidade de trabalho nessa nova área, seja qual for a oportunidade. É melhor dar um passo ou dois para trás e recomeçar do que fantasiar que um dia irá mudar de profissão por conta de cursos ou treinamentos.
Se você tem comentários sobre esse ou outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder seu e-mail.
Abraços,
Paulo Pinho
Mostrando postagens com marcador Carreira. Mostrar todas as postagens
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domingo, 30 de janeiro de 2011
domingo, 23 de maio de 2010
O Sucesso e a Capacidade de Aprender
Olá,
Que a vida é um processo de aprendizado contínuo, ninguém duvida. Afinal, quando nascemos não somos capazes de fazer absolutamente nada a não ser chorar, mamar e eliminar os dejetos de nossa alimentação. Dependemos totalmente de nossas mães e com elas iniciamos um processo longo e complexo de aprendizado.
Em poucos anos passamos de seres totalmente dependentes a criaturinhas ativas e cheias de mobilidade e curiosidade. No curto espaço de tempo de 2 a 3 anos aprendemos a nos alimentar, a andar, a falar e e até a identificar as primeiras palavras escritas. Um exemplo maravilhoso da capacidade de aprendizado do ser humano.
A vida continua e entramos na fase escolar. O processo de aprendizado continua acelerado e passamos a dominar conceitos complexos como as estruturas do idioma escrito e a linguagem matemática. Nossa habilidade motora se aprimora a cada dia e é nessa fase que costumam ser formar os grandes atletas do futuro.
Se por um lado temos uma evolução fantástica de aprendizado durante a fase escolar, também é nessa etapa que surgem os primeiros sintomas de um grande mal que vai solapar o sucesso de muita gente no futuro. É mais ou menos nessa época que começamos a acreditar que já sabemos o suficiente e de que todo o novo aprendizado que nos é fornecido não passa de uma tortura cruel a qual nossos pais e professores nos submetem.
Uma característica da vida escolar neutraliza em parte comportamento inadequado de se achar sabedor de tudo. Ao final de cada mês ou bimestre o processo de avaliação de resultados coloca em cheque aqueles que negligenciam a necessidade de buscar o aprendizado, fazendo-os vez por outra enfrentar a realidade de ser necessário estudar e aprender coisas novas.
De qualquer forma, muitos jovens se limitam ao esforço mínimo para passarem de ano e esse comportamento vai aos poucos se tornando a maneira padrão de funcionarem frente a oportunidades novas de aprendizado.
O descaso com o aprendizado escolar é um péssimo sinal para o futuro sucesso de um profissional mas ainda pode ser revertido caso esse jovem desperte o real interesse por alguma área do conhecimento fora do ambiente escolar. Pode ser a música, um hobby ou mesmo algum esporte. Algo que o faça recuperar a vontade de aprender e de se aprimorar.
Infelizmente nos dias atuais vemos muitos jovens passando por suas adolescências e início da vida adulta sem qualquer área de interesse maior. Em vez disso, vivem uma vida consumista, sem ideais e sem significado, onde a importância do aprendizado é quase que totalmente esquecida e os que desejam aprender são taxados de CDFs, NERDS ou outros esteriótipos piores.
Como o acesso ao nível superior e cada vez menos seletivo, esses jovens continuam a se enganar. Eles continuam acreditando que a lei do menor esforço compensa e que o importante é obter o diploma, pouco se importando com o verdadeiro aprendizado.
O resultado desse processo é desastroso. Aos poucos o jovem vai matando sua capacidade de aprender e definindo para si mesmo um futuro medíocre e sem chances de sucesso. O pior de tudo é que ele não nota que perdeu a capacidade de aprendizado e tende a acusar o sistema por suas mazelas e dificuldades de crescimento profissional. Em vez de recuperar o tempo perdido, ele prefere criticar o modo como as coisas funcionam e assumir a arrogante posição de estar sempre certo.
O sucesso duradouro está intimamente ligado a capacidade de aprendizado do indivíduo. Não existe outro caminho e isso precisa ser entendido por todos.
Durante nossas vidas profissionais novos desafios aparecerão a cada dia, exigindo que nos reciclemos e que dominemos novos conhecimentos e metodologias. A cada falha nossa, e elas serão muitas, teremos que entender seus motivos e aprender maneiras de evitar suas repetições. Nosso conhecimento será testado a todo momento e se mostrará insuficiente na maioria das novas situações. A única saída para manter o sucesso será aprender mais de tudo e sobre tudo.
Se você quer realmente ter sucesso abra sua mente para a necessidade de aprender sempre. Posso lhe garantir que é a única maneira de chegar onde você deseja.
Abraços,
Paulo Pinho
Que a vida é um processo de aprendizado contínuo, ninguém duvida. Afinal, quando nascemos não somos capazes de fazer absolutamente nada a não ser chorar, mamar e eliminar os dejetos de nossa alimentação. Dependemos totalmente de nossas mães e com elas iniciamos um processo longo e complexo de aprendizado.
Em poucos anos passamos de seres totalmente dependentes a criaturinhas ativas e cheias de mobilidade e curiosidade. No curto espaço de tempo de 2 a 3 anos aprendemos a nos alimentar, a andar, a falar e e até a identificar as primeiras palavras escritas. Um exemplo maravilhoso da capacidade de aprendizado do ser humano.
A vida continua e entramos na fase escolar. O processo de aprendizado continua acelerado e passamos a dominar conceitos complexos como as estruturas do idioma escrito e a linguagem matemática. Nossa habilidade motora se aprimora a cada dia e é nessa fase que costumam ser formar os grandes atletas do futuro.
Se por um lado temos uma evolução fantástica de aprendizado durante a fase escolar, também é nessa etapa que surgem os primeiros sintomas de um grande mal que vai solapar o sucesso de muita gente no futuro. É mais ou menos nessa época que começamos a acreditar que já sabemos o suficiente e de que todo o novo aprendizado que nos é fornecido não passa de uma tortura cruel a qual nossos pais e professores nos submetem.
Uma característica da vida escolar neutraliza em parte comportamento inadequado de se achar sabedor de tudo. Ao final de cada mês ou bimestre o processo de avaliação de resultados coloca em cheque aqueles que negligenciam a necessidade de buscar o aprendizado, fazendo-os vez por outra enfrentar a realidade de ser necessário estudar e aprender coisas novas.
De qualquer forma, muitos jovens se limitam ao esforço mínimo para passarem de ano e esse comportamento vai aos poucos se tornando a maneira padrão de funcionarem frente a oportunidades novas de aprendizado.
O descaso com o aprendizado escolar é um péssimo sinal para o futuro sucesso de um profissional mas ainda pode ser revertido caso esse jovem desperte o real interesse por alguma área do conhecimento fora do ambiente escolar. Pode ser a música, um hobby ou mesmo algum esporte. Algo que o faça recuperar a vontade de aprender e de se aprimorar.
Infelizmente nos dias atuais vemos muitos jovens passando por suas adolescências e início da vida adulta sem qualquer área de interesse maior. Em vez disso, vivem uma vida consumista, sem ideais e sem significado, onde a importância do aprendizado é quase que totalmente esquecida e os que desejam aprender são taxados de CDFs, NERDS ou outros esteriótipos piores.
Como o acesso ao nível superior e cada vez menos seletivo, esses jovens continuam a se enganar. Eles continuam acreditando que a lei do menor esforço compensa e que o importante é obter o diploma, pouco se importando com o verdadeiro aprendizado.
O resultado desse processo é desastroso. Aos poucos o jovem vai matando sua capacidade de aprender e definindo para si mesmo um futuro medíocre e sem chances de sucesso. O pior de tudo é que ele não nota que perdeu a capacidade de aprendizado e tende a acusar o sistema por suas mazelas e dificuldades de crescimento profissional. Em vez de recuperar o tempo perdido, ele prefere criticar o modo como as coisas funcionam e assumir a arrogante posição de estar sempre certo.
O sucesso duradouro está intimamente ligado a capacidade de aprendizado do indivíduo. Não existe outro caminho e isso precisa ser entendido por todos.
Durante nossas vidas profissionais novos desafios aparecerão a cada dia, exigindo que nos reciclemos e que dominemos novos conhecimentos e metodologias. A cada falha nossa, e elas serão muitas, teremos que entender seus motivos e aprender maneiras de evitar suas repetições. Nosso conhecimento será testado a todo momento e se mostrará insuficiente na maioria das novas situações. A única saída para manter o sucesso será aprender mais de tudo e sobre tudo.
Se você quer realmente ter sucesso abra sua mente para a necessidade de aprender sempre. Posso lhe garantir que é a única maneira de chegar onde você deseja.
Abraços,
Paulo Pinho
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Há Males que vêm para o Bem
Olá,
Com certeza você já passou por situações desagradáveis que preferia ter evitado. A perda de um emprego, a decepção com um amigo, a derrota para um concorrente importante são exemplos de situações que dificilmente podem ser vistas como positivas, pelo menos imediatamente após sua ocorrência.
Agora pare e pense um pouco sobre cada uma das situações listadas. Será que elas são realmente tão ruins assim ou podem representar algo de bom, se vistas sob diferente ponto de vista?
Vamos tomar o exemplo de alguém que perde seu emprego numa empresa onde trabalhou por vários anos, que lhe permitiu adquirir boa experiência e acumular significativa quantia em dinheiro. Se essa pessoa aproveita o momento para abrir seu próprio negócio em uma área que tenha relacionamento com a experiência adquirida ao longo dos anos pode ser que venha a ter muito mais sucesso e realização nos anos que se seguem. Nesse caso, aquilo que se inicia como um grande problema pode se transformar apenas em um empurrãozinho necessário para que a pessoa se mova em direção a um futuro mais promissor.
E quanto a perder para um concorrente? Qual o possível valor desse tipo de situação?
Ora... Quando perdemos temos a oportunidade de rever nossas estrratégias e de avaliar a maneira como fazemos as coisas, o que raramente fazemos quando estamos sempre ganhando. Perder um negócio pode representar a oportunidade de buscar novas maneiras de competir no mercado e de reagir às mudanças que ainda não tinham sido notadas ou recebido o valor devido.
Mas e o caso da decepção com um amigo, o que dizer dessa situação?
A decepção com uma pessoa está sempre associada à descoberta de uma característica ou comportamento que não acreditávamos ser possível nesta pessoa. É uma questão de revisão de expectativas, normalmente causada por um evento que desvenda essa característica ou comportamento. Assim sendo, a decepção é apenas uma reação ao descobrimento de algo que não era sabido, o que em si não é bom nem mal. Na verdade, conhecer melhor os comportamentos e características de uma pessoa nos traz a oportunidade de termos um relacionamento mais produtivo e seguro com a mesma.
Pois é... Você deve estar se perguntando se as coisas funcionam realmente da maneira como apresentei nos parágrafos anteriores. Posso lhe garantir que sempre há uma maneira positiva de encarar as adversidades que você enfrenta em sua vida profissional e pessoal, assim como existem diversas maneiras negativas de avaliar os mesmos eventos. A escolha de qual visão adotar depende somente de você mesmo e será fundamental para definir suas ações perante os fatos.
Se você pensar que as coisas "ruins" que acontecem são uma injustiça para com a sua pessoa provavelmente irá seguir um caminho de lamentação e vitimização. Dificilmente terá uma atitude positiva e que explore as oportunidades e o resultado será provavelmente o recebimento de mais notícias ruins.
Se você pensar que há Males que vem para o Bem, irá iniciar um processo de exploração das oportunidades que surgem de cada evento, mesmo que ao princípio ele pareça "ruim". Ao explorar as oportunidades, suas ações serão na busca de soluções em torno do ocorrido e, provavelmente, essa atitude o levará a ter notícias boas em breve.
Mesmo que as notícas boas não venham rapidamente, o que às vezes acontece, uma atitude positiva perante adversidades nos faz diminiur o foco nos problemas e nos concentrarmos mais naquilo que deve ser feito para atingir nossos objetivos. Ficamos mais protegidos contra as mazelas da vida e mais preparados para aproveitar as oportunidades que surjam.
Sempre que você se encontrar em uma situação que pareça ruim, pense na frase que entitula esse artido. Se preferir, dê um passo adiante e reforme a frase para "Todos os males vêm para o bem.". Você vai perceber que as coisas vão parecer melhores e evoluir de forma muito mais agradável.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para o e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Com certeza você já passou por situações desagradáveis que preferia ter evitado. A perda de um emprego, a decepção com um amigo, a derrota para um concorrente importante são exemplos de situações que dificilmente podem ser vistas como positivas, pelo menos imediatamente após sua ocorrência.
Agora pare e pense um pouco sobre cada uma das situações listadas. Será que elas são realmente tão ruins assim ou podem representar algo de bom, se vistas sob diferente ponto de vista?
Vamos tomar o exemplo de alguém que perde seu emprego numa empresa onde trabalhou por vários anos, que lhe permitiu adquirir boa experiência e acumular significativa quantia em dinheiro. Se essa pessoa aproveita o momento para abrir seu próprio negócio em uma área que tenha relacionamento com a experiência adquirida ao longo dos anos pode ser que venha a ter muito mais sucesso e realização nos anos que se seguem. Nesse caso, aquilo que se inicia como um grande problema pode se transformar apenas em um empurrãozinho necessário para que a pessoa se mova em direção a um futuro mais promissor.
E quanto a perder para um concorrente? Qual o possível valor desse tipo de situação?
Ora... Quando perdemos temos a oportunidade de rever nossas estrratégias e de avaliar a maneira como fazemos as coisas, o que raramente fazemos quando estamos sempre ganhando. Perder um negócio pode representar a oportunidade de buscar novas maneiras de competir no mercado e de reagir às mudanças que ainda não tinham sido notadas ou recebido o valor devido.
Mas e o caso da decepção com um amigo, o que dizer dessa situação?
A decepção com uma pessoa está sempre associada à descoberta de uma característica ou comportamento que não acreditávamos ser possível nesta pessoa. É uma questão de revisão de expectativas, normalmente causada por um evento que desvenda essa característica ou comportamento. Assim sendo, a decepção é apenas uma reação ao descobrimento de algo que não era sabido, o que em si não é bom nem mal. Na verdade, conhecer melhor os comportamentos e características de uma pessoa nos traz a oportunidade de termos um relacionamento mais produtivo e seguro com a mesma.
Pois é... Você deve estar se perguntando se as coisas funcionam realmente da maneira como apresentei nos parágrafos anteriores. Posso lhe garantir que sempre há uma maneira positiva de encarar as adversidades que você enfrenta em sua vida profissional e pessoal, assim como existem diversas maneiras negativas de avaliar os mesmos eventos. A escolha de qual visão adotar depende somente de você mesmo e será fundamental para definir suas ações perante os fatos.
Se você pensar que as coisas "ruins" que acontecem são uma injustiça para com a sua pessoa provavelmente irá seguir um caminho de lamentação e vitimização. Dificilmente terá uma atitude positiva e que explore as oportunidades e o resultado será provavelmente o recebimento de mais notícias ruins.
Se você pensar que há Males que vem para o Bem, irá iniciar um processo de exploração das oportunidades que surgem de cada evento, mesmo que ao princípio ele pareça "ruim". Ao explorar as oportunidades, suas ações serão na busca de soluções em torno do ocorrido e, provavelmente, essa atitude o levará a ter notícias boas em breve.
Mesmo que as notícas boas não venham rapidamente, o que às vezes acontece, uma atitude positiva perante adversidades nos faz diminiur o foco nos problemas e nos concentrarmos mais naquilo que deve ser feito para atingir nossos objetivos. Ficamos mais protegidos contra as mazelas da vida e mais preparados para aproveitar as oportunidades que surjam.
Sempre que você se encontrar em uma situação que pareça ruim, pense na frase que entitula esse artido. Se preferir, dê um passo adiante e reforme a frase para "Todos os males vêm para o bem.". Você vai perceber que as coisas vão parecer melhores e evoluir de forma muito mais agradável.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para o e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 27 de dezembro de 2009
A Importância de Persistir
Olá,
Já faz mais de um mês que não escrevo e isso me fez pensar nos projetos que abandonamos durante a vida simplesmente por desviarmos nossa atenção para outras coisas.
No meu caso, passei por um período um pouco mais agitado (bastante trabalho), seguido de uma viagem de mais de 20 dias ao exterior. Sinceramente, nada que impedisse minha dedicação de alguns minutos para escrever sobre algo que me parecesse interessante, mas o suficiente para fazer com que meu blog ficasse mais de um mês sem atualização.
Hoje decidi retomar o processo de construção do blog e espero manter o foco nos próximos meses, mas a verdade é que abandonar um projeto é mais fácil do que se imagina, tenha ele a importância que tiver.
Todos temos exemplos de projetos que julgávamos importantes em algum momento e que abandonamos sem ao menos notarmos, de forma silenciosa e displicente. Acontece com todo mundo e nem sempre representa um problema em si.
Muitas vezes a mudança de foco é mais ou menos consciente, fruto do amadurecimento e do processo de acumulação de experiências. É o caso do menino que sonhava em ser jornaleiro por adorar ler gibis e se transforma em um escritor ou advogado ou o caso da menina que sonhava em ser médica como a mãe mas ao longo do tempo descobre sua vocação para marketing. Esses são exemplos de abandonos mais ou menos naturais, que não representam exemplos de displicência ou falta de perseverância.
Mas o que dizer de planos mais importantes como fazer um curso de pós-graduação em sua área de atuação, visitar os pais pelo menos uma vez ao ano, dedicar pelo menos algumas horas de atenção aos filhos, ou perder aqueles quilinhos que acumulou ao longo dos vinte últimos anos? Qual será o motivo para abandonarmos planos tão essenciais?
A maioria dos planos importantes exigem manutenção contínua ou um esforço maior concentrado por um período de tempo relativamente longo. Um curso de pós-graduação exige um período de sacrifício, onde temos que dividir nosso tempo já escasso com mais uma atividade pesada. Visitar os pais ao menos uma vez ao ano exige planejamento e disciplina e, algumas vezes, abrir mão de outros prazeres ou planos menos importantes. Dedicar ao menos algumas horas de atenção aos filhos exige disciplina e dedicação.
Em todos os casos citados, persistir é ponto chave para manter o rumo. Sem persistência, o risco de nos desviarmos de nossos objetivos e, em última análise, de nossos projetos mais importantes é muito grande. Aos poucos nossos verdadeiros sonhos são substituídos por pequenos projetos improvisados e nossos objetivos maiores dão lugar aos desejos mais imediatos, que nos trazem prazer no curto-prazo mas que nos afastam de nossas reais necessidades.
Manter o foco e persistir em seus objetivos é essencial. Refletir sobre nossas reais necessidades, priorizar nossas ações e ajustar nossos planos conforme as coisas mudam é uma das formas mais eficientes de manter o foco e persistir.
Se queremos algo realmente é preciso pensar sobre como chegar lá, planejar os próximos passos e analisar cada passo dado. Ações que nos afastam de nossos objetivos devem ser reavaliadas e, sempre que possível, eliminadas. Ações que nos aproximam de nossos objetivos devem ser reforçadas e repetidas.
Não espere que tudo aconteça conforme seus planos. Esteja preparado para errar mais do que acertar e para muitas vezes ver seus sonhos se afastarem em vez de se aproximarem. Não temos controle sobre a maioria das variáveis que agem sobre nosso destino e, por isso, temos que aceitar que nossas jornadas não serão fáceis.
Acreditar que é possível chegar lá apesar das dificuldades e persistir em seus objetivos é fundamental para ter sucesso. Sem persistência ficamos sem rumo, buscando sempre o caminho mais curto e menos doloroso. O resultado, a não ser por uma obra do acaso, é desviar-se do caminho traçado e ser levado para qualquer parte.
Se você deseja defnir seu caminho e ser dono de seu destino, aprenda a persistir.
Abraços,
Paulo Pinho
Já faz mais de um mês que não escrevo e isso me fez pensar nos projetos que abandonamos durante a vida simplesmente por desviarmos nossa atenção para outras coisas.
No meu caso, passei por um período um pouco mais agitado (bastante trabalho), seguido de uma viagem de mais de 20 dias ao exterior. Sinceramente, nada que impedisse minha dedicação de alguns minutos para escrever sobre algo que me parecesse interessante, mas o suficiente para fazer com que meu blog ficasse mais de um mês sem atualização.
Hoje decidi retomar o processo de construção do blog e espero manter o foco nos próximos meses, mas a verdade é que abandonar um projeto é mais fácil do que se imagina, tenha ele a importância que tiver.
Todos temos exemplos de projetos que julgávamos importantes em algum momento e que abandonamos sem ao menos notarmos, de forma silenciosa e displicente. Acontece com todo mundo e nem sempre representa um problema em si.
Muitas vezes a mudança de foco é mais ou menos consciente, fruto do amadurecimento e do processo de acumulação de experiências. É o caso do menino que sonhava em ser jornaleiro por adorar ler gibis e se transforma em um escritor ou advogado ou o caso da menina que sonhava em ser médica como a mãe mas ao longo do tempo descobre sua vocação para marketing. Esses são exemplos de abandonos mais ou menos naturais, que não representam exemplos de displicência ou falta de perseverância.
Mas o que dizer de planos mais importantes como fazer um curso de pós-graduação em sua área de atuação, visitar os pais pelo menos uma vez ao ano, dedicar pelo menos algumas horas de atenção aos filhos, ou perder aqueles quilinhos que acumulou ao longo dos vinte últimos anos? Qual será o motivo para abandonarmos planos tão essenciais?
A maioria dos planos importantes exigem manutenção contínua ou um esforço maior concentrado por um período de tempo relativamente longo. Um curso de pós-graduação exige um período de sacrifício, onde temos que dividir nosso tempo já escasso com mais uma atividade pesada. Visitar os pais ao menos uma vez ao ano exige planejamento e disciplina e, algumas vezes, abrir mão de outros prazeres ou planos menos importantes. Dedicar ao menos algumas horas de atenção aos filhos exige disciplina e dedicação.
Em todos os casos citados, persistir é ponto chave para manter o rumo. Sem persistência, o risco de nos desviarmos de nossos objetivos e, em última análise, de nossos projetos mais importantes é muito grande. Aos poucos nossos verdadeiros sonhos são substituídos por pequenos projetos improvisados e nossos objetivos maiores dão lugar aos desejos mais imediatos, que nos trazem prazer no curto-prazo mas que nos afastam de nossas reais necessidades.
Manter o foco e persistir em seus objetivos é essencial. Refletir sobre nossas reais necessidades, priorizar nossas ações e ajustar nossos planos conforme as coisas mudam é uma das formas mais eficientes de manter o foco e persistir.
Se queremos algo realmente é preciso pensar sobre como chegar lá, planejar os próximos passos e analisar cada passo dado. Ações que nos afastam de nossos objetivos devem ser reavaliadas e, sempre que possível, eliminadas. Ações que nos aproximam de nossos objetivos devem ser reforçadas e repetidas.
Não espere que tudo aconteça conforme seus planos. Esteja preparado para errar mais do que acertar e para muitas vezes ver seus sonhos se afastarem em vez de se aproximarem. Não temos controle sobre a maioria das variáveis que agem sobre nosso destino e, por isso, temos que aceitar que nossas jornadas não serão fáceis.
Acreditar que é possível chegar lá apesar das dificuldades e persistir em seus objetivos é fundamental para ter sucesso. Sem persistência ficamos sem rumo, buscando sempre o caminho mais curto e menos doloroso. O resultado, a não ser por uma obra do acaso, é desviar-se do caminho traçado e ser levado para qualquer parte.
Se você deseja defnir seu caminho e ser dono de seu destino, aprenda a persistir.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 1 de novembro de 2009
A Carreira de Executivo
Olá,
Tenho recebido vários e-mails pedindo orientação sobre como seguir a carreira de executivo e resolvi esclarecer alguns pontos sobre esse tema.
Ser executivo não trata-se propriamente de uma carreira, mas sim de uma etapa da vida profissional que se caracteriza pela responsabilidade por funções gerenciais. Existem executivos em todas as carreiras e não é preciso fazer um determinado curso superior para ser um executivo.
Para mim, a melhor maneira de ser um executivo de sucesso é ser um profssional dedicado e eficiente em sua área de atuação. Além disso, é importante se interessar pelo funcionamento como um todo da organização e desenvolver habilidades pessoais e interpessoais que facilitem seu relacionamento.
As atividades típicas de um executivo se aproximam muito das formações acadêmicas do tipo Administração de Empresas, mas esse não é o único caminho para ser um executivo. Ao contrário, a maioria dos executivos de sucesso possuem formações mais técnicas relacionadas com o mercado onde atuam. Em grandes Hospitais vemos vários executivos com formação de médico; em empresas de tecnologia é comum enocntrar importantes executivos com formação em engenharia; em instituições financeiras encontramos advogados, engenheiros, médicos e outras formações nada comuns.
Pessoalmente acredito que uma formação técnica em alguma área do conhecimento é muito importante para um grande executivo. Ela pode ser adquirida durante o curso superior (desejável) mas também pode ser adquirida durante o exercício de suas funções profissionais. É isso que explica econtrarmos engenheiros dirigindo instituições financeiras, médicos dirigindo empresas de varejo, advogados dirigindo empresas de tecnologia.
De qualquer forma, o conhecimento mais profundo do negócio é fundamental. Se você pretende ser diretor de sucesso de um grande Hospital é fundamental que saiba como o hospital funciona; quais são as maiores dificuldades e desafios dos médicos, enfermeiros e outras posições da organização; quais são as questões mais importantes que caracterizam um bom atendimento aos pacientes; entre outras particularidades. É muito mais fácil encontrar um(a) médico(a) ou enfermeira(o) que tenha essa visão do que um administrador de empresas.
Mas conhecer a parte técnica do negócio não é suficiente. Para ser um grande executivo é preciso gostar de liderar pessoas e de tomar decisões difíceis. Além disso, é importante adquirir conhecimentos sobre o processo de gestão de empresas, tanto do ponto de vista da estratégia, quanto do ponto de vista administrativo/financeiro. Um excelente médico pode ser um péssimo diretor de hospital se não dominar esses assuntos de forma satisfatória.
Para complementar a formação de profissionais de área técnicas, existem cursos de pós-graduação na área administrativa. Eles podem ser mais ou menos especializados e é importante saber o que realmente se deseja aprender. Existem cursos mais orientados aos processos de gestão da empresa, outros mais relacionados com a gestão de pessoas, outros ainda mais focados nas questões de administração financeira.
Um boa opção de curso são os conhecidos como MBA (Master Business Administration). Eles costumam ser cursos de 2 anos de duração, que possuem programa mais abrangente, abordando praticamente todos os temas relacionados com a gestão estratégica, administrativa e financeira das organizações.
Não recomendo fazer um curso de pós-graduação logo depois da conclusão do nível superior. Acho mais importante gastar um tempo se dedicando somente ao trabalho, aprendendo o máximo possível sobre aquele segmento de mercado. Acho que essa abordagem leva a um crescimento mais acelerado da carreira e permite confirmar o caminho que se pretende seguir na carreira.
Minha recomendação é de que um curso de MBA ou equivalente deve ser feito de dois a cinco anos depois de formado. Isso vai permitir melhor escolha do curso a ser feito, maior absorção da informação que será fornecida durante o curso; e utilização mais imediata dos conhecimentos adquiridos.
Espero que essas dicas possam ajudar alguns de vocês. Se tiverem dúvidas, por favor enviem um e-mail diretamente para paulo.pinho@uol.com.br . Terei muito prazer em respondê-los.
Abraços,
PP
Tenho recebido vários e-mails pedindo orientação sobre como seguir a carreira de executivo e resolvi esclarecer alguns pontos sobre esse tema.
Ser executivo não trata-se propriamente de uma carreira, mas sim de uma etapa da vida profissional que se caracteriza pela responsabilidade por funções gerenciais. Existem executivos em todas as carreiras e não é preciso fazer um determinado curso superior para ser um executivo.
Para mim, a melhor maneira de ser um executivo de sucesso é ser um profssional dedicado e eficiente em sua área de atuação. Além disso, é importante se interessar pelo funcionamento como um todo da organização e desenvolver habilidades pessoais e interpessoais que facilitem seu relacionamento.
As atividades típicas de um executivo se aproximam muito das formações acadêmicas do tipo Administração de Empresas, mas esse não é o único caminho para ser um executivo. Ao contrário, a maioria dos executivos de sucesso possuem formações mais técnicas relacionadas com o mercado onde atuam. Em grandes Hospitais vemos vários executivos com formação de médico; em empresas de tecnologia é comum enocntrar importantes executivos com formação em engenharia; em instituições financeiras encontramos advogados, engenheiros, médicos e outras formações nada comuns.
Pessoalmente acredito que uma formação técnica em alguma área do conhecimento é muito importante para um grande executivo. Ela pode ser adquirida durante o curso superior (desejável) mas também pode ser adquirida durante o exercício de suas funções profissionais. É isso que explica econtrarmos engenheiros dirigindo instituições financeiras, médicos dirigindo empresas de varejo, advogados dirigindo empresas de tecnologia.
De qualquer forma, o conhecimento mais profundo do negócio é fundamental. Se você pretende ser diretor de sucesso de um grande Hospital é fundamental que saiba como o hospital funciona; quais são as maiores dificuldades e desafios dos médicos, enfermeiros e outras posições da organização; quais são as questões mais importantes que caracterizam um bom atendimento aos pacientes; entre outras particularidades. É muito mais fácil encontrar um(a) médico(a) ou enfermeira(o) que tenha essa visão do que um administrador de empresas.
Mas conhecer a parte técnica do negócio não é suficiente. Para ser um grande executivo é preciso gostar de liderar pessoas e de tomar decisões difíceis. Além disso, é importante adquirir conhecimentos sobre o processo de gestão de empresas, tanto do ponto de vista da estratégia, quanto do ponto de vista administrativo/financeiro. Um excelente médico pode ser um péssimo diretor de hospital se não dominar esses assuntos de forma satisfatória.
Para complementar a formação de profissionais de área técnicas, existem cursos de pós-graduação na área administrativa. Eles podem ser mais ou menos especializados e é importante saber o que realmente se deseja aprender. Existem cursos mais orientados aos processos de gestão da empresa, outros mais relacionados com a gestão de pessoas, outros ainda mais focados nas questões de administração financeira.
Um boa opção de curso são os conhecidos como MBA (Master Business Administration). Eles costumam ser cursos de 2 anos de duração, que possuem programa mais abrangente, abordando praticamente todos os temas relacionados com a gestão estratégica, administrativa e financeira das organizações.
Não recomendo fazer um curso de pós-graduação logo depois da conclusão do nível superior. Acho mais importante gastar um tempo se dedicando somente ao trabalho, aprendendo o máximo possível sobre aquele segmento de mercado. Acho que essa abordagem leva a um crescimento mais acelerado da carreira e permite confirmar o caminho que se pretende seguir na carreira.
Minha recomendação é de que um curso de MBA ou equivalente deve ser feito de dois a cinco anos depois de formado. Isso vai permitir melhor escolha do curso a ser feito, maior absorção da informação que será fornecida durante o curso; e utilização mais imediata dos conhecimentos adquiridos.
Espero que essas dicas possam ajudar alguns de vocês. Se tiverem dúvidas, por favor enviem um e-mail diretamente para paulo.pinho@uol.com.br . Terei muito prazer em respondê-los.
Abraços,
PP
terça-feira, 9 de junho de 2009
Que Caminho Escolher
Olá,
Hoje gostaria de escrever para os futuros executivos do país. Aqueles que estão prestes a tomar uma das decisões mais importantes de sua vida, a escolha de uma formação universitária.
Antes de mais nada gostaria de dizer que não há nada de errado sentir-se inseguro e indeciso nesse momento, afinal são raros os casos em que a escolha de uma profissão é feita com total certeza e segurança.
A indecisão e a insegurança são sentimentos até certo ponto positivos no processo de escolha de uma profissão, pois nos ajudam a pensar de maneira mais cautelosa e avaliar todas as possibilidades antes de dar um passo tão importante para as nossas vidas.
Outro ponto importante é reconhecer que a escolha de um curso universitário é somente o primeiro passo de uma profissão que irá se desenvolver por décadas. Ele não determina a direção final da jornada, mas apenas a direção de seus primeiros anos.
Um médico pode tornar-se um grande político. Um engenheiro pode ser um grande empresário do setor de alimentos. Um arquiteto pode se tornar um administrador de empresas de sucesso. Um jornalista pode destacar-se como um importante analista financeiro.
A verdade é que nossa história de vida vai sendo construída ao longo dos anos, a cada decisão que tomamos. E acredite, daqui para frente o número de decisões a tomar vai aumentar a cada dia, levando-o a caminhos que você nem imaginou um dia trilhar.
O mais importante no processo de escolha de uma profissão é ter certeza de que a decisão está sendo sua. Por mais que nossos pais, tios, irmãos e amigos possam ajudar no entendimento das opções, eles não devem ser os responsáveis pela decisão final. Ela é sua e tem que ser assim.
Não estou defendendo que você se isole do mundo e deixe de ouvir aqueles em quem confia. Ao contrário, minha sugestão é de que você ouça a todos e pergunte tudo o que possa perguntar. Utilize as fontes que puder para entender o que são as profissões e o que fazem os respectivos profissionais. Apenas tenha certeza de que sua decisão seja pessoal, livre da interferência de terceiros.
Tenha cuidado com o excesso de preocupação com o sucesso financeiro. Belas carreiras de sucesso já foram abortadas pelo medo de escolher uma profissão que não dá dinheiro e isso é uma verdadeira lástima.
Lembre-se que o sucesso e o fracasso estão presentes em todas as profissões e que existem exemplos de profissionais bem e mal remunerados em todas as áreas do conhecimento. A escolha de uma profissão não representa o ingresso automático a um emprego bem remunerado, muito menos a maldição de ser mal remunerado para sempre.
Não se preocupe demais com a popularidade da profissão que vai escolher. Há vinte anos atrás, quando me formei em engenharia elétrica, as oportunidades de emprego eram limitadas para esse tipo de profissional. Hoje em dia, um engenheiro elétrico competente é disputadíssimo no mercado. Da mesma forma, existem profissões que foram grande sucesso no passado que hoje estão saturadas ou em declínio.
Em vez de se preocupar com a popularidade ou com o potencial financeiro da profissão, procure dar foco às suas preferências e áreas de interesse. Afinal, se você quiser ser um profissional de sucesso, terá que dedicar milhares de horas de estudo no campo de conhecimento escolhido. Algo que só será capaz de fazer se tiver algum prazer nesse processo.
Dentre as opções que mais o atraem, investigue mais a fundo as possibilidades de trabalho e o tipo de trabalho que os profissionais dessas áreas realizam. Navegue na internet e leia tudo a respeito das áreas de conhecimento que mais o atraem. Se possível converse com pessoas que já estejam trabalhando e pergunte a elas tudo o que desejar. Se puder visitar os locais de trabalho e vê-las em ação um pouco, melhor ainda.
Depois de um tempo refletindo sobre o assunto, você notará que as opções irão se reduzindo e que algumas vão parecer mais interessantes do que outras. Continue o refinamento até que você esteja razoavelmente certo do caminho a escolher.
Provavelmente a insegurança e a indecisão continuarão a martelar em sua cabeça mesmo depois da escolha feita. Não se preocupe, é assim mesmo.
Continue em frente. Leve a insegurança e a incerteza contigo nessa jornada, mas não deixe de ir em frente. Você verá que aos poucos a vida irá conduzi-lo para o caminho certo, que poderá ou não ser próximo ao inicialmente idealizado, mas que com certeza será o seu caminho, aquele que você escolheu.
Um grande Abraço,
PP
Hoje gostaria de escrever para os futuros executivos do país. Aqueles que estão prestes a tomar uma das decisões mais importantes de sua vida, a escolha de uma formação universitária.
Antes de mais nada gostaria de dizer que não há nada de errado sentir-se inseguro e indeciso nesse momento, afinal são raros os casos em que a escolha de uma profissão é feita com total certeza e segurança.
A indecisão e a insegurança são sentimentos até certo ponto positivos no processo de escolha de uma profissão, pois nos ajudam a pensar de maneira mais cautelosa e avaliar todas as possibilidades antes de dar um passo tão importante para as nossas vidas.
Outro ponto importante é reconhecer que a escolha de um curso universitário é somente o primeiro passo de uma profissão que irá se desenvolver por décadas. Ele não determina a direção final da jornada, mas apenas a direção de seus primeiros anos.
Um médico pode tornar-se um grande político. Um engenheiro pode ser um grande empresário do setor de alimentos. Um arquiteto pode se tornar um administrador de empresas de sucesso. Um jornalista pode destacar-se como um importante analista financeiro.
A verdade é que nossa história de vida vai sendo construída ao longo dos anos, a cada decisão que tomamos. E acredite, daqui para frente o número de decisões a tomar vai aumentar a cada dia, levando-o a caminhos que você nem imaginou um dia trilhar.
O mais importante no processo de escolha de uma profissão é ter certeza de que a decisão está sendo sua. Por mais que nossos pais, tios, irmãos e amigos possam ajudar no entendimento das opções, eles não devem ser os responsáveis pela decisão final. Ela é sua e tem que ser assim.
Não estou defendendo que você se isole do mundo e deixe de ouvir aqueles em quem confia. Ao contrário, minha sugestão é de que você ouça a todos e pergunte tudo o que possa perguntar. Utilize as fontes que puder para entender o que são as profissões e o que fazem os respectivos profissionais. Apenas tenha certeza de que sua decisão seja pessoal, livre da interferência de terceiros.
Tenha cuidado com o excesso de preocupação com o sucesso financeiro. Belas carreiras de sucesso já foram abortadas pelo medo de escolher uma profissão que não dá dinheiro e isso é uma verdadeira lástima.
Lembre-se que o sucesso e o fracasso estão presentes em todas as profissões e que existem exemplos de profissionais bem e mal remunerados em todas as áreas do conhecimento. A escolha de uma profissão não representa o ingresso automático a um emprego bem remunerado, muito menos a maldição de ser mal remunerado para sempre.
Não se preocupe demais com a popularidade da profissão que vai escolher. Há vinte anos atrás, quando me formei em engenharia elétrica, as oportunidades de emprego eram limitadas para esse tipo de profissional. Hoje em dia, um engenheiro elétrico competente é disputadíssimo no mercado. Da mesma forma, existem profissões que foram grande sucesso no passado que hoje estão saturadas ou em declínio.
Em vez de se preocupar com a popularidade ou com o potencial financeiro da profissão, procure dar foco às suas preferências e áreas de interesse. Afinal, se você quiser ser um profissional de sucesso, terá que dedicar milhares de horas de estudo no campo de conhecimento escolhido. Algo que só será capaz de fazer se tiver algum prazer nesse processo.
Dentre as opções que mais o atraem, investigue mais a fundo as possibilidades de trabalho e o tipo de trabalho que os profissionais dessas áreas realizam. Navegue na internet e leia tudo a respeito das áreas de conhecimento que mais o atraem. Se possível converse com pessoas que já estejam trabalhando e pergunte a elas tudo o que desejar. Se puder visitar os locais de trabalho e vê-las em ação um pouco, melhor ainda.
Depois de um tempo refletindo sobre o assunto, você notará que as opções irão se reduzindo e que algumas vão parecer mais interessantes do que outras. Continue o refinamento até que você esteja razoavelmente certo do caminho a escolher.
Provavelmente a insegurança e a indecisão continuarão a martelar em sua cabeça mesmo depois da escolha feita. Não se preocupe, é assim mesmo.
Continue em frente. Leve a insegurança e a incerteza contigo nessa jornada, mas não deixe de ir em frente. Você verá que aos poucos a vida irá conduzi-lo para o caminho certo, que poderá ou não ser próximo ao inicialmente idealizado, mas que com certeza será o seu caminho, aquele que você escolheu.
Um grande Abraço,
PP
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Decisões Difíceis
Olá,
Temos que tomar decisões difíceis várias vezes durante nossa vida profissional. Questões como aceitar ou não uma oferta de emprego, demitir ou não um funcionário, optar por uma estratégia de abordagem de mercado, são exemplos de algumas delas.
Mas como saber que estamos tomando a decisão correta?
A resposta é não há como saber. Seja por que muitas vezes a afirmação decisão correta não se aplica; seja por que não podemos prever com garantia os efeitos de nossas decisões.
As maioria das situações de tomada de decisão nos levam a alternativas de caminhos que são apenas relativamente melhores em relação a outras. A escolha por um novo emprego traz a possibilidade de uma série de benefícios, mas por outro lado é provável que também represente alguns riscos e inconvenientes.
Vejamos o exemplo de um executivo casado e com dois filhos adolescentes que recebe a proposta de tomar uma posição de vice-presidente para a América Latina de uma empresa. Se por um lado a proposta de emprego representa maior renda mensal, também significa menos tempo para dedicar a sua família, maior nível de estresse e maiores responsabilidades.
O exemplo acima é uma situação típica de tomada de decisão que não possui uma resposta correta. Aceitar ou não o cargo implicará em benefícios e oportunidades e, ao mesmo tempo, dificuldades e riscos.
Mesmo quando tudo parece ser em favor de uma determinada escolha existe o risco de nossas expectativas não se concretizarem, levando-nos a resultados não desejados.
Tomemos o exemplo de um executivo que aceite um novo emprego com salário maior em uma empresa bem colocada no mercado e cujas responsabilidades sejam equivalentes às de seu emprego atual. Decisão fácil, não?
Pois é. Agora imagine que dois meses depois essa empresa seja comprada por outra de forma repentina e seu cargo seja extinto. A decisão que parecia obviamente melhor de repente se transforma em um grande problema.
A verdade é que não temos como garantir que nossas decisões estejam sempre certas e precisamos conviver com isso.
Mas existe uma forma eficaz de aumentar o grau de acerto de nossas decisões e ela está associada com nossos princípios, valores e objetivos de vida.
Cada um de nós possui um conjunto de valores e princípios pessoais. Regras de comportamento que quando cumpridas nos deixam com a consciência limpa e quando contrariadas nos fazem sentir culpa e mal estar. Quanto mais importante for uma decisão, mais importante será respeitar nossos princípios e valores.
Por outro lado, o conjunto de nossos princípios e valores nos fazem criar uma imagem desejada de nosso futuro, definindo nossos objetivos de vida. Toda decisão importante deve ser confrontada com nossos objetivos de vida antes de ser tomada. Se o caminho escolhido aumenta a possibilidade de atingir nossos objetivos, provavelmente é um bom caminho. Caso contrário, deve ser questionado como um caminho válido.
Parece óbvio que nossas decisões devam ser orientadas segundo a prioridade de nossos valores, princípios e objetivos de vida, mas infelizmente não é bem assim que as coisas acontecem com a maioria das pessoas.
A falta de tempo para refletir e a necessidade de apresentar e obter resultados de curto prazo muitas vezes nos fazem decidir sem consultar a prioridade de nossos valores e princípios. Com isso, vamos nos afastando de alguns deles e superlativando outros, muitas vezes nos afastando de nossos maiores objetivos de vida.
Tomemos o exemplo de um grande executivo de multinacional com problemas cardíacos causados pela vida sedentária e maus hábitos alimentares. Será que esse executivo não tinha como um de seus valores a saúde? Será que ele não considerava ser saudável uma coisa importante em sua vida?
A verdade é que para esse executivo o valor saúde foi perdendo importância ao longo do tempo, dando espaço a valores relacionados ao sucesso e ao poder, criando uma nova lista de valores e princípios, bem diferente da que ele construiria se refletisse um pouco mais.
Para que nossas decisões sejam melhores, precisamos resgatar o hábito de listar nossos valores, princípios e objetivos por ordem de importância. De preferência eles devem ser escritos e consultados com alguma frequência.
A lista de valores e princípios não precisa e não deve ser fixa por toda a vida. Ao contrário, ela deve ser revisitada com relativa frequência e não mal nenhum em mudar a prioridade de seus valores e princípios ao longo do tempo.
O mais importante é que essa lista esteja viva em sua mente todo o tempo e que sirva como um guia para suas decisões do dia a dia. Quanto mais importante for a decisão, mais importante será levá-la em consideração.
O hábito de manter uma lista atualizada e priorizada de valores, princípios e objetivos de vida não é garantia de acertar sempre, mas faz com que os resultados de nossas decisões se aproximem mais de nossos verdadeiros desejos e sonhos. Além disso, esse hábito nos mantém mais conscientes de nossas escolhas e, no longo prazo, nos ajudam no processo de auto-conhecimento e de desenvolvimento humano.
Vamos lá... Reserve algum tempo dessa semana para refletir sobre seus valores e princípios. Coloque-os em uma folha de papel e depois ordene-os por grau de importância. Pense também em quais são seus maiores objetivos de vida e escreva-os em algum lugar.
Guarde essa lista em sua mente e em algum lugar onde possa ser consultada com frequência. Lembre-se de usá-la sempre que tiver que tomar uma decisão mais importante e não deixe de refletir sobre sua validade de vez em quando.
Um abraço,
PP
Temos que tomar decisões difíceis várias vezes durante nossa vida profissional. Questões como aceitar ou não uma oferta de emprego, demitir ou não um funcionário, optar por uma estratégia de abordagem de mercado, são exemplos de algumas delas.
Mas como saber que estamos tomando a decisão correta?
A resposta é não há como saber. Seja por que muitas vezes a afirmação decisão correta não se aplica; seja por que não podemos prever com garantia os efeitos de nossas decisões.
As maioria das situações de tomada de decisão nos levam a alternativas de caminhos que são apenas relativamente melhores em relação a outras. A escolha por um novo emprego traz a possibilidade de uma série de benefícios, mas por outro lado é provável que também represente alguns riscos e inconvenientes.
Vejamos o exemplo de um executivo casado e com dois filhos adolescentes que recebe a proposta de tomar uma posição de vice-presidente para a América Latina de uma empresa. Se por um lado a proposta de emprego representa maior renda mensal, também significa menos tempo para dedicar a sua família, maior nível de estresse e maiores responsabilidades.
O exemplo acima é uma situação típica de tomada de decisão que não possui uma resposta correta. Aceitar ou não o cargo implicará em benefícios e oportunidades e, ao mesmo tempo, dificuldades e riscos.
Mesmo quando tudo parece ser em favor de uma determinada escolha existe o risco de nossas expectativas não se concretizarem, levando-nos a resultados não desejados.
Tomemos o exemplo de um executivo que aceite um novo emprego com salário maior em uma empresa bem colocada no mercado e cujas responsabilidades sejam equivalentes às de seu emprego atual. Decisão fácil, não?
Pois é. Agora imagine que dois meses depois essa empresa seja comprada por outra de forma repentina e seu cargo seja extinto. A decisão que parecia obviamente melhor de repente se transforma em um grande problema.
A verdade é que não temos como garantir que nossas decisões estejam sempre certas e precisamos conviver com isso.
Mas existe uma forma eficaz de aumentar o grau de acerto de nossas decisões e ela está associada com nossos princípios, valores e objetivos de vida.
Cada um de nós possui um conjunto de valores e princípios pessoais. Regras de comportamento que quando cumpridas nos deixam com a consciência limpa e quando contrariadas nos fazem sentir culpa e mal estar. Quanto mais importante for uma decisão, mais importante será respeitar nossos princípios e valores.
Por outro lado, o conjunto de nossos princípios e valores nos fazem criar uma imagem desejada de nosso futuro, definindo nossos objetivos de vida. Toda decisão importante deve ser confrontada com nossos objetivos de vida antes de ser tomada. Se o caminho escolhido aumenta a possibilidade de atingir nossos objetivos, provavelmente é um bom caminho. Caso contrário, deve ser questionado como um caminho válido.
Parece óbvio que nossas decisões devam ser orientadas segundo a prioridade de nossos valores, princípios e objetivos de vida, mas infelizmente não é bem assim que as coisas acontecem com a maioria das pessoas.
A falta de tempo para refletir e a necessidade de apresentar e obter resultados de curto prazo muitas vezes nos fazem decidir sem consultar a prioridade de nossos valores e princípios. Com isso, vamos nos afastando de alguns deles e superlativando outros, muitas vezes nos afastando de nossos maiores objetivos de vida.
Tomemos o exemplo de um grande executivo de multinacional com problemas cardíacos causados pela vida sedentária e maus hábitos alimentares. Será que esse executivo não tinha como um de seus valores a saúde? Será que ele não considerava ser saudável uma coisa importante em sua vida?
A verdade é que para esse executivo o valor saúde foi perdendo importância ao longo do tempo, dando espaço a valores relacionados ao sucesso e ao poder, criando uma nova lista de valores e princípios, bem diferente da que ele construiria se refletisse um pouco mais.
Para que nossas decisões sejam melhores, precisamos resgatar o hábito de listar nossos valores, princípios e objetivos por ordem de importância. De preferência eles devem ser escritos e consultados com alguma frequência.
A lista de valores e princípios não precisa e não deve ser fixa por toda a vida. Ao contrário, ela deve ser revisitada com relativa frequência e não mal nenhum em mudar a prioridade de seus valores e princípios ao longo do tempo.
O mais importante é que essa lista esteja viva em sua mente todo o tempo e que sirva como um guia para suas decisões do dia a dia. Quanto mais importante for a decisão, mais importante será levá-la em consideração.
O hábito de manter uma lista atualizada e priorizada de valores, princípios e objetivos de vida não é garantia de acertar sempre, mas faz com que os resultados de nossas decisões se aproximem mais de nossos verdadeiros desejos e sonhos. Além disso, esse hábito nos mantém mais conscientes de nossas escolhas e, no longo prazo, nos ajudam no processo de auto-conhecimento e de desenvolvimento humano.
Vamos lá... Reserve algum tempo dessa semana para refletir sobre seus valores e princípios. Coloque-os em uma folha de papel e depois ordene-os por grau de importância. Pense também em quais são seus maiores objetivos de vida e escreva-os em algum lugar.
Guarde essa lista em sua mente e em algum lugar onde possa ser consultada com frequência. Lembre-se de usá-la sempre que tiver que tomar uma decisão mais importante e não deixe de refletir sobre sua validade de vez em quando.
Um abraço,
PP
sexta-feira, 15 de maio de 2009
As Oportunidades da Perda de um Emprego
Olá,
Faz alguns anos que não víamos uma onda de demissões na economia como a que está assolando o mercado desde meados do ano passado. São milhões de trabalhadores em todo o mundo enfrentando a insegurança e o medo de não ter como sustentar suas famílias. Muitos deles, experimentando essa sensação pela primeira vez na vida.
Mas o que fazer quando perdemos o emprego de forma súbita?
Antes de mais nada, dê uma pausa para pensar sobre o passado e o futuro. Sair correndo nesse momento não é a melhor maneira de encarar o desafio. Ao contrário, procure dar uma pausa de alguns dias a você mesmo. Pode ser uma pausa curta (um final de semana) ou mais longa (uma a duas semanas), mas não deixe de reservar um tempo para pensar.
Durante esse período de reflexão, leve em consideração os seguintes pontos:
1) Mantenha a cabeça erguida. A perda de um emprego não o fim do mundo e da mesma maneira que traz desconforto pode representar uma ótima oportunidade de mudar de rumo para melhor.
2) Reflita um pouco sobre as perdas e os ganhos de seu último emprego. Avalie as coisas das quais vai sentir falta e que você gostaria de buscar em sua nova jornada. Não deixe de pensar também nas mazelas de sua última empreitada e procure mantê-las em mente quando estiver decidindo seu próximo destino.
3) Avalie de forma criteriosa seus comportamentos e atitudes no último emprego. Quais foram as atitudes e comportamentos que o ajudaram a ter sucesso e quais as que prejudicaram sua vida profissional e o seu relacionamento com colegas, subordinados e superiores. Guarde essa informação com carinho e aproveite a oportunidade de mudar alguns comportamentos e atitudes quando estiver iniciando em seu novo projeto.
4) Recupere seus planos iniciais, aqueles que você tinha quando iniciou sua carreira, e responda as seguintes perguntas: Eles continuam sendo importantes para você? Se não, que planos parecem importantes nesse momento? Seu último emprego o ajudaram a se aproximar ou a se afastar desses planos? Que tipo de emprego/iniciativa mais se alinha com os planos que você pretende seguir?
5) Pronto. Com todas essas informações em sua cabeça é hora de começar a prepara um plano de trabalho para se recolocar no mercado.
O resultado dos passos anteriores pode levá-lo a vários caminhos possíveis, mas os mais prováveis são os seguintes:
1) Recolocação no mercado de trabalho;
2) Empreender seu próprio negócio.
Nesse artigo me concentrarei no primeiro caminho. Prometo escrever algo sobre o segundo em um artigo futuro.
Se sua opção foi por se recolocar, aí vão algumas dicas:
1) Atualize seu currículo com as últimas informações sobre sua carreira. Lembre-se de ser sucinto e de dar destaque nas coisas mais importantes de sua carreira. De preferência, coloque no início de seu currículo um resumo de suas maiores habilidades e de suas maiores realizações. Em seguida apresente sua experiência profissional em ordem inversa a cronológica e deixe a parte acadêmica para o final.
Evite um currículo muito grande e repleto de nomes de cursos de pequena importância ou de atividades periféricas. Lembre-se que os executivos possuem uma vida muito atribulada e dificilmente irão dedicar mais de um minuto na leitura de seu currículo.
2) Recupere sua rede de contatos e utilize a mesma para divulgar sua disponibilidade no mercado. Telefone para as pessoas mais próximas e peça a ajuda deles para divulgar seu currículo. Tenha a certeza de que alguns deles irão ajudar com prazer.
Para as pessoas mais distantes, prefira um e-mail informando sua disponibilidade, solicitando a gentileza de divulgar seu currículo se for conveniente e agradecendo antecipadamente a ajuda. O e-mail é um instrumento de comunicação menos invasivo e deixa a critério do destinatário a decisão de dar ou não atenção ao mesmo.
3) Navegue um pouco na internet e busque as empresas onde gostaria de trabalhar. A maioria deles possui um e-mail para contato dedicado ao processo de recrutamento. Eles estão lá para serem utilizados. Se estiver disponível o e-mail de algum executivo da empresa, não se acanhe. Prepare um e-mail educado e objetivo e envie para ele com seu currículo anexo, você pode se surpreender com o resultado.
4) Não fique esperando os contatos. Eles podem demorar algum tempo e a espera pode se transformar em desânimo. Em vez disso, mantenha uma agenda de contatos constante com as pessoas que você possui maior acesso. Convide-as para almoçar e não tenha vergonha de ir a lugares mais baratos e de dividir a conta, ninguém vai reparar um pouco de controle de despesas por parte de quem acaba de perder o emprego. Se preferir, faça uma visite seus contatos em
suas próprias empresas. Como regra, procure manter uma agenda com pelo menos 4 contatos por semana. Isso vai ajudá-lo a se manter conectado e ocupado, dando a importante sensação de estar próximo do mercado e das oportunidades.
5) Trate cada oportunidade que venha a surgir como um projeto ou processo de vendas. Se prepare para as entrevistas, visualize-se tendo sucesso e procure conhecer um pouco mais da empresa e do executivo que vai entrevistá-lo. A internet é uma excelente fonte de informação e deve ser utilizada.
Tenho certeza de que seguindo os passos acima você terá sucesso e daqui a alguns meses estará comemorando sua nova fase profissional. Nesse caso, não deixe de me enviar um e-mail contando sua experiência. Vai ser um prazer recebê-lo.
Um Abraço.
PP
Faz alguns anos que não víamos uma onda de demissões na economia como a que está assolando o mercado desde meados do ano passado. São milhões de trabalhadores em todo o mundo enfrentando a insegurança e o medo de não ter como sustentar suas famílias. Muitos deles, experimentando essa sensação pela primeira vez na vida.
Mas o que fazer quando perdemos o emprego de forma súbita?
Antes de mais nada, dê uma pausa para pensar sobre o passado e o futuro. Sair correndo nesse momento não é a melhor maneira de encarar o desafio. Ao contrário, procure dar uma pausa de alguns dias a você mesmo. Pode ser uma pausa curta (um final de semana) ou mais longa (uma a duas semanas), mas não deixe de reservar um tempo para pensar.
Durante esse período de reflexão, leve em consideração os seguintes pontos:
1) Mantenha a cabeça erguida. A perda de um emprego não o fim do mundo e da mesma maneira que traz desconforto pode representar uma ótima oportunidade de mudar de rumo para melhor.
2) Reflita um pouco sobre as perdas e os ganhos de seu último emprego. Avalie as coisas das quais vai sentir falta e que você gostaria de buscar em sua nova jornada. Não deixe de pensar também nas mazelas de sua última empreitada e procure mantê-las em mente quando estiver decidindo seu próximo destino.
3) Avalie de forma criteriosa seus comportamentos e atitudes no último emprego. Quais foram as atitudes e comportamentos que o ajudaram a ter sucesso e quais as que prejudicaram sua vida profissional e o seu relacionamento com colegas, subordinados e superiores. Guarde essa informação com carinho e aproveite a oportunidade de mudar alguns comportamentos e atitudes quando estiver iniciando em seu novo projeto.
4) Recupere seus planos iniciais, aqueles que você tinha quando iniciou sua carreira, e responda as seguintes perguntas: Eles continuam sendo importantes para você? Se não, que planos parecem importantes nesse momento? Seu último emprego o ajudaram a se aproximar ou a se afastar desses planos? Que tipo de emprego/iniciativa mais se alinha com os planos que você pretende seguir?
5) Pronto. Com todas essas informações em sua cabeça é hora de começar a prepara um plano de trabalho para se recolocar no mercado.
O resultado dos passos anteriores pode levá-lo a vários caminhos possíveis, mas os mais prováveis são os seguintes:
1) Recolocação no mercado de trabalho;
2) Empreender seu próprio negócio.
Nesse artigo me concentrarei no primeiro caminho. Prometo escrever algo sobre o segundo em um artigo futuro.
Se sua opção foi por se recolocar, aí vão algumas dicas:
1) Atualize seu currículo com as últimas informações sobre sua carreira. Lembre-se de ser sucinto e de dar destaque nas coisas mais importantes de sua carreira. De preferência, coloque no início de seu currículo um resumo de suas maiores habilidades e de suas maiores realizações. Em seguida apresente sua experiência profissional em ordem inversa a cronológica e deixe a parte acadêmica para o final.
Evite um currículo muito grande e repleto de nomes de cursos de pequena importância ou de atividades periféricas. Lembre-se que os executivos possuem uma vida muito atribulada e dificilmente irão dedicar mais de um minuto na leitura de seu currículo.
2) Recupere sua rede de contatos e utilize a mesma para divulgar sua disponibilidade no mercado. Telefone para as pessoas mais próximas e peça a ajuda deles para divulgar seu currículo. Tenha a certeza de que alguns deles irão ajudar com prazer.
Para as pessoas mais distantes, prefira um e-mail informando sua disponibilidade, solicitando a gentileza de divulgar seu currículo se for conveniente e agradecendo antecipadamente a ajuda. O e-mail é um instrumento de comunicação menos invasivo e deixa a critério do destinatário a decisão de dar ou não atenção ao mesmo.
3) Navegue um pouco na internet e busque as empresas onde gostaria de trabalhar. A maioria deles possui um e-mail para contato dedicado ao processo de recrutamento. Eles estão lá para serem utilizados. Se estiver disponível o e-mail de algum executivo da empresa, não se acanhe. Prepare um e-mail educado e objetivo e envie para ele com seu currículo anexo, você pode se surpreender com o resultado.
4) Não fique esperando os contatos. Eles podem demorar algum tempo e a espera pode se transformar em desânimo. Em vez disso, mantenha uma agenda de contatos constante com as pessoas que você possui maior acesso. Convide-as para almoçar e não tenha vergonha de ir a lugares mais baratos e de dividir a conta, ninguém vai reparar um pouco de controle de despesas por parte de quem acaba de perder o emprego. Se preferir, faça uma visite seus contatos em
suas próprias empresas. Como regra, procure manter uma agenda com pelo menos 4 contatos por semana. Isso vai ajudá-lo a se manter conectado e ocupado, dando a importante sensação de estar próximo do mercado e das oportunidades.
5) Trate cada oportunidade que venha a surgir como um projeto ou processo de vendas. Se prepare para as entrevistas, visualize-se tendo sucesso e procure conhecer um pouco mais da empresa e do executivo que vai entrevistá-lo. A internet é uma excelente fonte de informação e deve ser utilizada.
Tenho certeza de que seguindo os passos acima você terá sucesso e daqui a alguns meses estará comemorando sua nova fase profissional. Nesse caso, não deixe de me enviar um e-mail contando sua experiência. Vai ser um prazer recebê-lo.
Um Abraço.
PP
quinta-feira, 26 de março de 2009
Fazer o que Gosta ou Gostar do que Faz?
Olá,
Outro dia estava conversando com meu dentista sobre a dificuldade de um adolescente na escolha de uma carreira.
Nós dois temos filhos estudando no segundo grau, momento em que precisam escolher que profissão, pelo menos do ponto de vista de formação, irão seguir no futuro. Além disso, meu dentista leciona em um curso de odontologia, sendo testemunha ocular de um número razoável de jovens adultos que se deparam com a descoberta de terem tomado a decisão errada quanto à carreira.
Durante a conversa tivemos alguns momentos de discordância que me ajudaram a reformar alguns conceitos que tinha sobre o processo de escolhas na carreira e que gostaria de compartilhar com vocês.
Sempre acreditei que as pessoas deveriam fazer suas escolhas de profissão usando como base suas preferências pessoais, sem se preocupar demais com questões como dinheiro, oportunidade de emprego, ou outros fatores tão utilizados por várias pessoas. Meu dentista, ao contrário, ressaltava a preocupação com a capacidade de lidar com as diversidades que cada escolha poderia trazer como um dos fatores mais importantes para a escolha da profissão.
Depois de alguns minutos de argumentação das duas partes, ficou claro que minha visão sobre o processo de decisão estava muito baseado em minha própria experiência e na forma como vejo e percebo as coisas. A visão dele, é óbvio, também tinha muito de sua própria experiência, mas continha um elemento a mais que me fez refletir um pouco: a observação de seus alunos na faculdade de odontologia.
Enquando eu falava da importância de se gostar do que se faz, meu dentista me lembrava que para termos sucesso na carreira, somos muitas vezes obrigados a fazer várias coisas das quais não gostamos tanto assim. Sua experiência como professor o colocou diante de situações em que vários alunos se recusavam a dedicar esforço a determinada matéria simplesmente por que não gostavam daquele tipo de assunto, o que com certeza prejudicava suas formações, criando lacunas no seu processo de aprendizado.
Aquele diálogo me fez refletir muito. Se por um lado, baseado em minhas próprias crenças e até mesmo em estudos de neuro ciência, tenho a certeza de que é muito difícil ter sucesso fazendo algo que não gostamos ou não temos prazer em fazer, por outro lado, era visível que a relutância em praticar determinada disciplina ou habilidade somente pelo capricho de não gostar de algo era danoso ao sucesso de qualquer pessoa.
Após algum refinamento em meus pensamentos, cheguei a uma elaboração que me parece mais completa que a anterior.
Devemos sempre buscar fazer aquilo que mais gostamos e que nos dá mais prazer, mas precisamos reconhecer que não existe mundo perfeito e que os obstáculos e as contrariedades virão. Para que tenhamos real sucesso, precisamos aprender a gostar de lidar com os obstáculos e com as contrariedades.
Assim como o atleta enfrenta a dor e fadiga para fazer o esporte que mais gosta e ter a recompensa de atingir seus objetivos, todos nós precisamos enfrentar nossas dores para que possamos ter sucesso. É preciso "gostar" de sentir dor para seguir em frente, caso contrário iremos parar no primeiro sinal de desconforto.
Para ter sucesso é preciso gostar de desafios e de enfrentar dificuldades. Em outras palavras, é necessário gostar de sentir dor. Sempre que possível é importante optar por fazer o que se gosta, mas esteja sempre preparado para gostar do que faz, independente do que seja.
Se você tem comentários a respeito desse ou de outro artigo, envie seu e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
Abraços,
PP
Outro dia estava conversando com meu dentista sobre a dificuldade de um adolescente na escolha de uma carreira.
Nós dois temos filhos estudando no segundo grau, momento em que precisam escolher que profissão, pelo menos do ponto de vista de formação, irão seguir no futuro. Além disso, meu dentista leciona em um curso de odontologia, sendo testemunha ocular de um número razoável de jovens adultos que se deparam com a descoberta de terem tomado a decisão errada quanto à carreira.
Durante a conversa tivemos alguns momentos de discordância que me ajudaram a reformar alguns conceitos que tinha sobre o processo de escolhas na carreira e que gostaria de compartilhar com vocês.
Sempre acreditei que as pessoas deveriam fazer suas escolhas de profissão usando como base suas preferências pessoais, sem se preocupar demais com questões como dinheiro, oportunidade de emprego, ou outros fatores tão utilizados por várias pessoas. Meu dentista, ao contrário, ressaltava a preocupação com a capacidade de lidar com as diversidades que cada escolha poderia trazer como um dos fatores mais importantes para a escolha da profissão.
Depois de alguns minutos de argumentação das duas partes, ficou claro que minha visão sobre o processo de decisão estava muito baseado em minha própria experiência e na forma como vejo e percebo as coisas. A visão dele, é óbvio, também tinha muito de sua própria experiência, mas continha um elemento a mais que me fez refletir um pouco: a observação de seus alunos na faculdade de odontologia.
Enquando eu falava da importância de se gostar do que se faz, meu dentista me lembrava que para termos sucesso na carreira, somos muitas vezes obrigados a fazer várias coisas das quais não gostamos tanto assim. Sua experiência como professor o colocou diante de situações em que vários alunos se recusavam a dedicar esforço a determinada matéria simplesmente por que não gostavam daquele tipo de assunto, o que com certeza prejudicava suas formações, criando lacunas no seu processo de aprendizado.
Aquele diálogo me fez refletir muito. Se por um lado, baseado em minhas próprias crenças e até mesmo em estudos de neuro ciência, tenho a certeza de que é muito difícil ter sucesso fazendo algo que não gostamos ou não temos prazer em fazer, por outro lado, era visível que a relutância em praticar determinada disciplina ou habilidade somente pelo capricho de não gostar de algo era danoso ao sucesso de qualquer pessoa.
Após algum refinamento em meus pensamentos, cheguei a uma elaboração que me parece mais completa que a anterior.
Devemos sempre buscar fazer aquilo que mais gostamos e que nos dá mais prazer, mas precisamos reconhecer que não existe mundo perfeito e que os obstáculos e as contrariedades virão. Para que tenhamos real sucesso, precisamos aprender a gostar de lidar com os obstáculos e com as contrariedades.
Assim como o atleta enfrenta a dor e fadiga para fazer o esporte que mais gosta e ter a recompensa de atingir seus objetivos, todos nós precisamos enfrentar nossas dores para que possamos ter sucesso. É preciso "gostar" de sentir dor para seguir em frente, caso contrário iremos parar no primeiro sinal de desconforto.
Para ter sucesso é preciso gostar de desafios e de enfrentar dificuldades. Em outras palavras, é necessário gostar de sentir dor. Sempre que possível é importante optar por fazer o que se gosta, mas esteja sempre preparado para gostar do que faz, independente do que seja.
Se você tem comentários a respeito desse ou de outro artigo, envie seu e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
Abraços,
PP
sábado, 14 de fevereiro de 2009
A Importância de Confiar nas Pessoas
Olá,
Pare uns minutos e reflita sobre quantas vezes durante a última semana você desconfiou das pessoas com quem convive diariamente. Vale qualquer desconfiança, desde a incerteza sobre a capacidade de um funcionário de fazer a tarefa solicitada, até a dúvida sobre seu filho ter realmente escovado os dentes depois de jantar.
Refletiu? E aí, qual foi a sua conclusão?
Com um pouco de esforço e sinceridade consigo mesmo, a maioria dos executivos chega a uma conclusão incômoda. Desconfiamos das pessoas com muito mais frequência do que gostaríamos de assumir.
Mas por que é assim?
Desconfiar que algo pode dar errado é uma técnica razoavelmente eficiente de antecipar problemas e buscar alternativas para contorná-los ou evitá-los. Também é uma forma de evitar grandes frustrações. Afinal, se já sabemos que não é possível confiar cem por cento em alguém, ficamos menos frustrados quando constatamos que tínhamos a razão.
A capacidade de antecipar e evitar problemas assim como a de enfrentar as frustrações do dia a dia são altamente valorizadas no mundo corporativo, o que reforça o comportamento da desconfiança sobre a capacidade/intenção das outras pessoas.
Mas existem custos com esse tipo de comportamento que devem ser levados em consideração. Primeiramente, a maioria das pessoas nota quando não confiamos nelas, o que as desmotiva e fragiliza a relação de confiança conosco. Além disso, a desconfiança nos leva para um modo negativo de pensar, que possui foco no problema e não na solução, nos deixando menos criativos e ousados, mais orientados ao gerenciamento de crises do que a construção de sonhos.
Controlar o estímulo quase automático de não confiar nas pessoas é uma tarefa difícil, muitas vezes impossível no dia a dia profissional. No entanto, a experiência prática mostra que os líderes que operam mais tempo no modo de confiança, são mais admirados e entregam resultados de longo prazo melhores para suas organizações.
Confiar nas pessoas não significa se iludir e acreditar que elas são capazes de qualquer coisa, independentemente do ambiente em que se encontram. Ao contrário, significa conhecê-las mais a fundo, entender suas limitações e virtudes, ajudando-as a evidenciar o que possuem de bom e a desenvolver suas habilidades menos evidentes.
Confiar nas pessoas significa acreditar que na essência todos possuem valor e que os comportamentos podem e devem ser separados das pessoas. Não há nenhum problema em criticar um comportamento quando ele prejudica a organização, mas deve-se ter o cuidado de separar a pessoa do comportamento sob o risco de rotular a pessoa.
Rotular pessoas como mentirosas, preguiçosas ou incompetentes é o primeiro passo para a desconfiança. Como posso confiar em algo que uma pessoa mentirosa me diz; como confiar que um preguiçoso se esforce em determinada tarefa; ou que um incompetente seja capaz de executar uma tarefa difícil.
O primeiro passo para confiar nas pessoas é retirar os rótulos que sem querer colocamos nelas. É difícil, mas precisa ser feito.
Comportamentos são muito dependentes de fatores externos e circunstanciais. Uma pessoa tranquila e controlada é capaz de agir de maneira extremamente agressiva para defender sua própria vida ou de um ente querido. Pessoas extremamente agressivas no ambiente familiar podem se comportar de maneira agradável em ambientes profissionais e vice-versa. Um bom gerente em determinada empresa pode ser um grande fracasso em outra organização.
Quando separamos o comportamento das pessoas, somos capazes de pensar nas ações que podem levar a modificar esse comportamento ou a torná-lo menos frequente. Podemos discutir mais abertamente os problemas, sem medo de magoar as pessoas, de forma mais construtiva e objetiva.
Quando confiamos nas pessoas, separando sua essência de seus comportamentos, transformamos impossibilidades em oportunidades. Uma pessoa de mau caráter não merece confiança, mas alguém que roubou por desespero merece uma segunda chance. Um idiota não pode liderar um projeto, mas alguém que falhou por não estar preparado para determinada tarefa pode ser treinado e se tornar um grande líder de projeto.
Confiar nas pessoas é fundamental para a construção de longo prazo de uma organização. Pense nisso e procure treinar seu comportamento perante essa realidade. Sempre que sentir que está rotulando alguém, lembre-se que as pessoas são boas em essência e que comportamentos podem e devem ser mudados. Acredite nas pessoas, sempre, e critique os comportamentos, quando necessário.
Se você tiver comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
Pare uns minutos e reflita sobre quantas vezes durante a última semana você desconfiou das pessoas com quem convive diariamente. Vale qualquer desconfiança, desde a incerteza sobre a capacidade de um funcionário de fazer a tarefa solicitada, até a dúvida sobre seu filho ter realmente escovado os dentes depois de jantar.
Refletiu? E aí, qual foi a sua conclusão?
Com um pouco de esforço e sinceridade consigo mesmo, a maioria dos executivos chega a uma conclusão incômoda. Desconfiamos das pessoas com muito mais frequência do que gostaríamos de assumir.
Mas por que é assim?
Desconfiar que algo pode dar errado é uma técnica razoavelmente eficiente de antecipar problemas e buscar alternativas para contorná-los ou evitá-los. Também é uma forma de evitar grandes frustrações. Afinal, se já sabemos que não é possível confiar cem por cento em alguém, ficamos menos frustrados quando constatamos que tínhamos a razão.
A capacidade de antecipar e evitar problemas assim como a de enfrentar as frustrações do dia a dia são altamente valorizadas no mundo corporativo, o que reforça o comportamento da desconfiança sobre a capacidade/intenção das outras pessoas.
Mas existem custos com esse tipo de comportamento que devem ser levados em consideração. Primeiramente, a maioria das pessoas nota quando não confiamos nelas, o que as desmotiva e fragiliza a relação de confiança conosco. Além disso, a desconfiança nos leva para um modo negativo de pensar, que possui foco no problema e não na solução, nos deixando menos criativos e ousados, mais orientados ao gerenciamento de crises do que a construção de sonhos.
Controlar o estímulo quase automático de não confiar nas pessoas é uma tarefa difícil, muitas vezes impossível no dia a dia profissional. No entanto, a experiência prática mostra que os líderes que operam mais tempo no modo de confiança, são mais admirados e entregam resultados de longo prazo melhores para suas organizações.
Confiar nas pessoas não significa se iludir e acreditar que elas são capazes de qualquer coisa, independentemente do ambiente em que se encontram. Ao contrário, significa conhecê-las mais a fundo, entender suas limitações e virtudes, ajudando-as a evidenciar o que possuem de bom e a desenvolver suas habilidades menos evidentes.
Confiar nas pessoas significa acreditar que na essência todos possuem valor e que os comportamentos podem e devem ser separados das pessoas. Não há nenhum problema em criticar um comportamento quando ele prejudica a organização, mas deve-se ter o cuidado de separar a pessoa do comportamento sob o risco de rotular a pessoa.
Rotular pessoas como mentirosas, preguiçosas ou incompetentes é o primeiro passo para a desconfiança. Como posso confiar em algo que uma pessoa mentirosa me diz; como confiar que um preguiçoso se esforce em determinada tarefa; ou que um incompetente seja capaz de executar uma tarefa difícil.
O primeiro passo para confiar nas pessoas é retirar os rótulos que sem querer colocamos nelas. É difícil, mas precisa ser feito.
Comportamentos são muito dependentes de fatores externos e circunstanciais. Uma pessoa tranquila e controlada é capaz de agir de maneira extremamente agressiva para defender sua própria vida ou de um ente querido. Pessoas extremamente agressivas no ambiente familiar podem se comportar de maneira agradável em ambientes profissionais e vice-versa. Um bom gerente em determinada empresa pode ser um grande fracasso em outra organização.
Quando separamos o comportamento das pessoas, somos capazes de pensar nas ações que podem levar a modificar esse comportamento ou a torná-lo menos frequente. Podemos discutir mais abertamente os problemas, sem medo de magoar as pessoas, de forma mais construtiva e objetiva.
Quando confiamos nas pessoas, separando sua essência de seus comportamentos, transformamos impossibilidades em oportunidades. Uma pessoa de mau caráter não merece confiança, mas alguém que roubou por desespero merece uma segunda chance. Um idiota não pode liderar um projeto, mas alguém que falhou por não estar preparado para determinada tarefa pode ser treinado e se tornar um grande líder de projeto.
Confiar nas pessoas é fundamental para a construção de longo prazo de uma organização. Pense nisso e procure treinar seu comportamento perante essa realidade. Sempre que sentir que está rotulando alguém, lembre-se que as pessoas são boas em essência e que comportamentos podem e devem ser mudados. Acredite nas pessoas, sempre, e critique os comportamentos, quando necessário.
Se você tiver comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Pequenas Empresas, Grandes Oportunidades
Olá,
Não adianta negar. Diante de duas oportunidades de emprego, a primeira em uma grande multinacional e a segunda em uma pequena empresa local, a maioria dos executivos opta pela aparente segurança e poder da organização maior.
Mas será que as maiores oportunidades estão realmente nas grandes empresas? Quais as principais diferenças entre trabalhar para uma organização mundial de grande porte e uma empresa local pequena ou média?
Durante minha vida trabalhei em diversas empresas com tamanhos e origens diferentes. Também tive a oportunidade de conversar com outros executivos de vários setores, cada um com experiências variadas.
Foi a partir dessa coletânea de vivências, que cheguei ao resumo abaixo sobre as principais diferenças entre as grandes multinacionais e as empresas pequenas e médias locais. Não se trata de um estudo científico, nem tem o objetivo de ser 100% preciso, mas pode ajudar a pensar sobre que caminho você pretende dar a sua carreira quando as oportunidades surgirem.
Flexibilidade:
Grandes Empresas - Grandes empresas não são conhecidas por sua flexibilidade. Ao contrário, se sua intenção é trabalhar em uma grande multinacional, prepare-se para enfrentar centenas de processos pré-definidos e regras que mesmo parecendo estranhas devem ser seguidas a risca.
Pequenas Empresas - Em geral pequenas e médias empresas são mais flexíveis. Seus processos são mais recentes e menos detalhados, o que permite maior flexibilidade no dia a dia.
Autonomia:
Grandes Empresas - Você está preparado para pedir autorização a dezenas de pessoas para cada decisão que toma? Pois essa é a realidade da maioria das grandes organizações. O gigantismo exige maior grau de controle e a melhor maneira de evitar desastres é obrigar que várias pessoas se envolvam nas decisões mais importantes. O processo de tomada de decisões em grandes empresas é complexo e exige muita habilidade política. É preciso convencer a seus pares, seus superiores e, em muitos casos, até a seus subordinados, antes de ir em frente com alguma ideia nova.
Pequenas Empresas - Quando administradas por pessoas bem preparadas, pequenas empresas são um convite ao empreendedor. Existe espaço amplo para criar e a autonomia é quase sem limites. Mas aqui vale uma observação. Pequenas empresas administradas por pessoas centralizadoras podem significar menos autonomia do que em grandes organizações. O motivo é simples: É mais fácil convencer dezenas de executivos de uma grande empresa do que um dono cabeça dura e centralizador.
Segurança:
Grandes Empresas - Talvez esse seja o maior o choque para quem não conhece esse tipo de empresa. A segurança de emprego em uma multinacional é equivalente a de uma grande cidade violenta, quase nenhuma, principalmente quando trabalhamos fora do país sede. O executivo de uma grande empresa está sempre em cheque. A cada ano, quando nos aproximamos do quarto trimestre fiscal, a dança das cadeiras começa e sempre tem alguém que sobra.
Pequenas Empresas - A pequena empresa costuma levar a sério a afirmação de que as pessoas são o seu maior patrimônio. Ela sabe que perder alguém pode significar perder clientes e conhecimento e procura manter seu quadro de funcionários mais estável. As pessoas se conhecem mais e existe maior grau de compromisso com o time.
Benefícios Indiretos
Grandes Empresas - A lista de benefícios indiretos oferecida por grandes empresas multinacionais impressiona. Além dos tradicionais, a oportunidade de viajar para outros países e os agressivos planos de bonificação por resultados saltam aos olhos dos executivos mais arrojados. As grandes multinacionais sabem encantar os executivos e suas famílias com o glamour de sua grandeza e o fazem com grandes festas e convenções, prêmios anuais tentadores e viagens inesquecíveis para aqueles que vencem os jogos de competição criados por elas.
Pequenas Empresas - Prepare-se para uma lista bem mais modesta de benefícios. Você pode até ganhar um bom dinheiro, mas será preciso demonstrar de verdade que sua participação trouxe prosperidade para a organização. A não ser em empresas que lidam com o mercado externo, viagens a outros países serão raras e as festas e convenções muito mais comedidas e controladas.
Ambiente de Trabalho
Grandes Empresas - O ambiente de trabalho em uma grande empresa é variado e depende muito da liderança de cada grupo. É impressionante ver que grupos diferentes possuem humor totalmente diferente em uma mesma empresa. Existe um padrão geral, que também varia muito de empresa para empresa, mas o grupo mais próximo domina o padrão de relacionamento de um time. Se você quer saber como será seu ambiente de trabalho, conheça seu futuro chefe e terá uma boa ideia de como será.
Pequenas Empresas - O ambiente de trabalho de uma empresa pequena é muito dependente do perfil do dono. Sua presença é em geral muito marcante e não há chefe imediato que consiga neutralizar sua influência. Para saber como será o ambiente de trabalho em uma empresa menor, recomendo que você procure saber como é o jeito de trabalhar do dono e qual o seu grau de interferência no dia a dia. Conhecer o estilo de chefe imediato também é importante, mas não suficiente.
Se você tem comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
Não adianta negar. Diante de duas oportunidades de emprego, a primeira em uma grande multinacional e a segunda em uma pequena empresa local, a maioria dos executivos opta pela aparente segurança e poder da organização maior.
Mas será que as maiores oportunidades estão realmente nas grandes empresas? Quais as principais diferenças entre trabalhar para uma organização mundial de grande porte e uma empresa local pequena ou média?
Durante minha vida trabalhei em diversas empresas com tamanhos e origens diferentes. Também tive a oportunidade de conversar com outros executivos de vários setores, cada um com experiências variadas.
Foi a partir dessa coletânea de vivências, que cheguei ao resumo abaixo sobre as principais diferenças entre as grandes multinacionais e as empresas pequenas e médias locais. Não se trata de um estudo científico, nem tem o objetivo de ser 100% preciso, mas pode ajudar a pensar sobre que caminho você pretende dar a sua carreira quando as oportunidades surgirem.
Flexibilidade:
Grandes Empresas - Grandes empresas não são conhecidas por sua flexibilidade. Ao contrário, se sua intenção é trabalhar em uma grande multinacional, prepare-se para enfrentar centenas de processos pré-definidos e regras que mesmo parecendo estranhas devem ser seguidas a risca.
Pequenas Empresas - Em geral pequenas e médias empresas são mais flexíveis. Seus processos são mais recentes e menos detalhados, o que permite maior flexibilidade no dia a dia.
Autonomia:
Grandes Empresas - Você está preparado para pedir autorização a dezenas de pessoas para cada decisão que toma? Pois essa é a realidade da maioria das grandes organizações. O gigantismo exige maior grau de controle e a melhor maneira de evitar desastres é obrigar que várias pessoas se envolvam nas decisões mais importantes. O processo de tomada de decisões em grandes empresas é complexo e exige muita habilidade política. É preciso convencer a seus pares, seus superiores e, em muitos casos, até a seus subordinados, antes de ir em frente com alguma ideia nova.
Pequenas Empresas - Quando administradas por pessoas bem preparadas, pequenas empresas são um convite ao empreendedor. Existe espaço amplo para criar e a autonomia é quase sem limites. Mas aqui vale uma observação. Pequenas empresas administradas por pessoas centralizadoras podem significar menos autonomia do que em grandes organizações. O motivo é simples: É mais fácil convencer dezenas de executivos de uma grande empresa do que um dono cabeça dura e centralizador.
Segurança:
Grandes Empresas - Talvez esse seja o maior o choque para quem não conhece esse tipo de empresa. A segurança de emprego em uma multinacional é equivalente a de uma grande cidade violenta, quase nenhuma, principalmente quando trabalhamos fora do país sede. O executivo de uma grande empresa está sempre em cheque. A cada ano, quando nos aproximamos do quarto trimestre fiscal, a dança das cadeiras começa e sempre tem alguém que sobra.
Pequenas Empresas - A pequena empresa costuma levar a sério a afirmação de que as pessoas são o seu maior patrimônio. Ela sabe que perder alguém pode significar perder clientes e conhecimento e procura manter seu quadro de funcionários mais estável. As pessoas se conhecem mais e existe maior grau de compromisso com o time.
Benefícios Indiretos
Grandes Empresas - A lista de benefícios indiretos oferecida por grandes empresas multinacionais impressiona. Além dos tradicionais, a oportunidade de viajar para outros países e os agressivos planos de bonificação por resultados saltam aos olhos dos executivos mais arrojados. As grandes multinacionais sabem encantar os executivos e suas famílias com o glamour de sua grandeza e o fazem com grandes festas e convenções, prêmios anuais tentadores e viagens inesquecíveis para aqueles que vencem os jogos de competição criados por elas.
Pequenas Empresas - Prepare-se para uma lista bem mais modesta de benefícios. Você pode até ganhar um bom dinheiro, mas será preciso demonstrar de verdade que sua participação trouxe prosperidade para a organização. A não ser em empresas que lidam com o mercado externo, viagens a outros países serão raras e as festas e convenções muito mais comedidas e controladas.
Ambiente de Trabalho
Grandes Empresas - O ambiente de trabalho em uma grande empresa é variado e depende muito da liderança de cada grupo. É impressionante ver que grupos diferentes possuem humor totalmente diferente em uma mesma empresa. Existe um padrão geral, que também varia muito de empresa para empresa, mas o grupo mais próximo domina o padrão de relacionamento de um time. Se você quer saber como será seu ambiente de trabalho, conheça seu futuro chefe e terá uma boa ideia de como será.
Pequenas Empresas - O ambiente de trabalho de uma empresa pequena é muito dependente do perfil do dono. Sua presença é em geral muito marcante e não há chefe imediato que consiga neutralizar sua influência. Para saber como será o ambiente de trabalho em uma empresa menor, recomendo que você procure saber como é o jeito de trabalhar do dono e qual o seu grau de interferência no dia a dia. Conhecer o estilo de chefe imediato também é importante, mas não suficiente.
Se você tem comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Trabalhando em Casa
Olá,
A tecnologia veio para ficar e a cada dia transforma mais a maneira como nos informamos, nos comunicamos e até nos relacionamos. Quem, a não ser por nostalgia, se atreveria a escrever uma carta a um amigo distante nos dias de hoje? Afinal, um e-mail, um telefonema ou a comunicação direta no skype ou no msn são muito mais práticos, rápidos e interativos.
Essa facilidade de comunicação avançou tanto nos últimos anos que quase temos a sensação de estarmos todos em um único escritório ou casa. Se temos uma dúvida e queremos uma resposta em algumas horas, podemos enviar um e-mail e esperar que o mesmo seja respondido. Se precisamos de respostas imediatas, basta verificar se a pessoa com quem queremos falar está disponível em seu msn ou skype e iniciamos uma conversação imediatamente. Ainda podemos optar por apenas trocar mensagens por escrito no caso de simples dúvidas ou iniciar uma conversa com áudio e vídeo, envolvendo uma ou mais pessoas.
A verdade é que a comunicação remota se aproxima cada vez mais da realizada pessoalmente, o que possibilita uma mudança radical na forma como interagimos e colaboramos nas empresas.
Já faz dois anos que trabalho em casa e não mais num escritório tradicional. Levanto por volta das 7:00H e começo o dia verificando os e-mails e preparando a agenda de trabalho. Gosto de responder os e-mails mais complexos logo de manhã, quando estou descansado e com a mente fresca.
Em torno das 8:00H, já tendo produzido mais do que tipicamente produzia em uma manhã inteira, vou até a cozinha para preparar meu café da manhã. Gasto cerca de trinta minutos nesse ritual diário e aproveito para me atualizar com as notícias do dia, assistindo canais como a Globo News e Bloomberg.
Tomado o café, inicio minha agenda diária. Algumas vezes faço uma visita ao escritório de minha empresa para ver fisicamente como andam as coisas e conversar um pouco com as pessoas. Outras vezes, quando tenho tarefas mais elaboradas a fazer, volto para meu escritório residencial e costumo ficar de 2 a 3 horas seguidas concentrado no trabalho a ser feito.
Pode parecer que fico isolado, mas a verdade é que quase me sinto no escritório. Vez por outra o sinal sonoro do skype ou do msn funciona como alguém batendo à porta de meu escritório. Os assuntos são diversos, desde um de meus sócios perguntando com anda determinado projeto, até meu filho enviando mensagens de brincadeira. Apesar de fisicamente isolado, sinto-me muito próximo das pessoas e interajo com elas o tempo todo.
No início da tarde, caso não tenha um compromisso para o almoço, tenho o costume de almoçar em minha própria casa. É mais barato e muito mais saudável. Novamente, aproveito para me atualizar um pouco mais, assistindo a programas sobre negócios ou mesmo atualidades.
Na parte da tarde concentro minhas atividades profissionais até mais ou menos às 17:00. Depois disso, dou uma parada para caminhar ou andar de bicicleta por 60 a 90 minutos.
Ao retornar de meio passeio diário, tomo um banho, janto, assisto um pouco de TV e volto ao computador para fechar o dia. Nesse último contato com o trabalho, gasto entre 30 minutos e 1 hora e procuro me concentrar nas respostas aos e-mails simples e na preparação da lista de tarefas do dia seguinte.
Não sei qual é a percepção de vocês sobre minha agenda diária, mas posso dizer que comparada ao que vivia quando trabalhava em um escritório tradicional ela possui grandes diferenças, a maioria delas para melhor.
Apresento abaixo algumas das vantagens que vejo nesse modelo de trabalho:
1 - Maior integração entre a vida pessoal e a profissional, permitindo melhor aproveitamento dos momentos de baixa produtividade e mais opções de descanso durante o dia.
2 - Maior capacidade de concentração nas atividades individuais.
3 - Menos tempo gasto e menos estresse com o processo de locomoção dentro da cidade. No meu caso, troquei 2 horas diárias de trânsito por um passeio diário de bicicleta ou uma caminhada.
4 - Possibilidade de se alimentar melhor, de se hidratar melhor e de se manter atualizado.
5 - Mais tempo para refletir sobre as coisas importantes da vida. Mais tempo para se dedicar ao que realmente é importante.
6 - Maior convívio com a família.
7 - E a lista continua...
Mas o trabalho em casa, apesar de ter muitos aspectos positivos, também traz alguns desafios. Cito alguns deles abaixo:
1 - Maior necessidade de disciplina pessoal ou você vai acabar assistindo reprises de novelas e a sessão da tarde.
2 - Um certo preconceito da família sobre sua maior presença em casa. De certa forma, eles muitas vezes esquecem que você está trabalhando e tendem a exigir mais de você e até mesmo a criticá-lo em algumas ocasiões.
3 - O risco de não ser lembrado nas grandes decisões da empresa. Existem estudos que mostram que as pessoas que trabalham remotamente são menos promovidas do que as que trabalham nos escritórios físicos.
4 - O risco de trabalhar demais. O fato do seu escritório estar a alguns passos de seu quarto de dormir é um risco potencial para aqueles que adoram trabalhar. Mais uma vez é preciso disciplina para manter um bom equilíbrio entre trabalho e lazer.
Como disse no início, trabalho em casa há cerca de dois anos e a cada dia gosto mais desse modelo. Na maioria das atividades, não há mais motivos para que as pessoas se locomovam todos os dias para um mesmo lugar somente para trabalhar e acho que o trabalho em casa é uma tendência sem retorno. Assim, se você tiver a oportunidade de trabalhar em uma empresa que valorize essa modalidade, aproveite e desfrute dessa nova maneira de produzir. Sua saúde e sua família vão agradecer muito.
Se você tiver comentários sobre esse e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em receber seus comentários.
PP
A tecnologia veio para ficar e a cada dia transforma mais a maneira como nos informamos, nos comunicamos e até nos relacionamos. Quem, a não ser por nostalgia, se atreveria a escrever uma carta a um amigo distante nos dias de hoje? Afinal, um e-mail, um telefonema ou a comunicação direta no skype ou no msn são muito mais práticos, rápidos e interativos.
Essa facilidade de comunicação avançou tanto nos últimos anos que quase temos a sensação de estarmos todos em um único escritório ou casa. Se temos uma dúvida e queremos uma resposta em algumas horas, podemos enviar um e-mail e esperar que o mesmo seja respondido. Se precisamos de respostas imediatas, basta verificar se a pessoa com quem queremos falar está disponível em seu msn ou skype e iniciamos uma conversação imediatamente. Ainda podemos optar por apenas trocar mensagens por escrito no caso de simples dúvidas ou iniciar uma conversa com áudio e vídeo, envolvendo uma ou mais pessoas.
A verdade é que a comunicação remota se aproxima cada vez mais da realizada pessoalmente, o que possibilita uma mudança radical na forma como interagimos e colaboramos nas empresas.
Já faz dois anos que trabalho em casa e não mais num escritório tradicional. Levanto por volta das 7:00H e começo o dia verificando os e-mails e preparando a agenda de trabalho. Gosto de responder os e-mails mais complexos logo de manhã, quando estou descansado e com a mente fresca.
Em torno das 8:00H, já tendo produzido mais do que tipicamente produzia em uma manhã inteira, vou até a cozinha para preparar meu café da manhã. Gasto cerca de trinta minutos nesse ritual diário e aproveito para me atualizar com as notícias do dia, assistindo canais como a Globo News e Bloomberg.
Tomado o café, inicio minha agenda diária. Algumas vezes faço uma visita ao escritório de minha empresa para ver fisicamente como andam as coisas e conversar um pouco com as pessoas. Outras vezes, quando tenho tarefas mais elaboradas a fazer, volto para meu escritório residencial e costumo ficar de 2 a 3 horas seguidas concentrado no trabalho a ser feito.
Pode parecer que fico isolado, mas a verdade é que quase me sinto no escritório. Vez por outra o sinal sonoro do skype ou do msn funciona como alguém batendo à porta de meu escritório. Os assuntos são diversos, desde um de meus sócios perguntando com anda determinado projeto, até meu filho enviando mensagens de brincadeira. Apesar de fisicamente isolado, sinto-me muito próximo das pessoas e interajo com elas o tempo todo.
No início da tarde, caso não tenha um compromisso para o almoço, tenho o costume de almoçar em minha própria casa. É mais barato e muito mais saudável. Novamente, aproveito para me atualizar um pouco mais, assistindo a programas sobre negócios ou mesmo atualidades.
Na parte da tarde concentro minhas atividades profissionais até mais ou menos às 17:00. Depois disso, dou uma parada para caminhar ou andar de bicicleta por 60 a 90 minutos.
Ao retornar de meio passeio diário, tomo um banho, janto, assisto um pouco de TV e volto ao computador para fechar o dia. Nesse último contato com o trabalho, gasto entre 30 minutos e 1 hora e procuro me concentrar nas respostas aos e-mails simples e na preparação da lista de tarefas do dia seguinte.
Não sei qual é a percepção de vocês sobre minha agenda diária, mas posso dizer que comparada ao que vivia quando trabalhava em um escritório tradicional ela possui grandes diferenças, a maioria delas para melhor.
Apresento abaixo algumas das vantagens que vejo nesse modelo de trabalho:
1 - Maior integração entre a vida pessoal e a profissional, permitindo melhor aproveitamento dos momentos de baixa produtividade e mais opções de descanso durante o dia.
2 - Maior capacidade de concentração nas atividades individuais.
3 - Menos tempo gasto e menos estresse com o processo de locomoção dentro da cidade. No meu caso, troquei 2 horas diárias de trânsito por um passeio diário de bicicleta ou uma caminhada.
4 - Possibilidade de se alimentar melhor, de se hidratar melhor e de se manter atualizado.
5 - Mais tempo para refletir sobre as coisas importantes da vida. Mais tempo para se dedicar ao que realmente é importante.
6 - Maior convívio com a família.
7 - E a lista continua...
Mas o trabalho em casa, apesar de ter muitos aspectos positivos, também traz alguns desafios. Cito alguns deles abaixo:
1 - Maior necessidade de disciplina pessoal ou você vai acabar assistindo reprises de novelas e a sessão da tarde.
2 - Um certo preconceito da família sobre sua maior presença em casa. De certa forma, eles muitas vezes esquecem que você está trabalhando e tendem a exigir mais de você e até mesmo a criticá-lo em algumas ocasiões.
3 - O risco de não ser lembrado nas grandes decisões da empresa. Existem estudos que mostram que as pessoas que trabalham remotamente são menos promovidas do que as que trabalham nos escritórios físicos.
4 - O risco de trabalhar demais. O fato do seu escritório estar a alguns passos de seu quarto de dormir é um risco potencial para aqueles que adoram trabalhar. Mais uma vez é preciso disciplina para manter um bom equilíbrio entre trabalho e lazer.
Como disse no início, trabalho em casa há cerca de dois anos e a cada dia gosto mais desse modelo. Na maioria das atividades, não há mais motivos para que as pessoas se locomovam todos os dias para um mesmo lugar somente para trabalhar e acho que o trabalho em casa é uma tendência sem retorno. Assim, se você tiver a oportunidade de trabalhar em uma empresa que valorize essa modalidade, aproveite e desfrute dessa nova maneira de produzir. Sua saúde e sua família vão agradecer muito.
Se você tiver comentários sobre esse e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em receber seus comentários.
PP
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Dê mais atenção a sua agenda eletrônica
Olá,
Todos concordam que é muito importante manter uma rede de contatos ativa. Seja por razões pessoais ou profissionais, o fato é que as pessoas com quem mantemos contatos mais freqüentes são as mais indicadas para nos ajudarem a suportar e a contornar as maiores dificuldades que a vida nos apresenta.
Mas como fazer para não perder o contato com as pessoas na agitada vida que levamos? Uma maneira que se mostrou muito eficaz para mim e que recomendo utilizar é varrer a agenda telefônica do celular de vez em quando.
É impressionante como o hábito de varrer sua agenda telefônica nos faz lembrar de pessoas extremamente importantes que o dia a dia nos faz colocar em segundo plano na memória. Velhos amigos, colegas de empresas anteriores, ex-funcionários e chefes, estão todos lá, esperando nosso contato.
As primeiras vezes em que repassei minha agenda percebi o quanto havia perdido por não ter feito antes. Velhos e bons amigos já haviam mudado seu telefone celular ou mesmo residencial e cheguei a perder totalmente o contato de alguns deles. Em outros casos, a vergonha de não ter procurado mais por tanto tempo uma pessoa tão importante me fez pensar várias vezes antes de fazer a ligação.
Apesar da insegurança em travar contato novamente com alguns velhos amigos sem saber como seria a reação deles, posso afirmar que a experiência é ótima. A cada ligação me sentia mais feliz e percebia a felicidade e o espanto de meus amigos. A grande maioria agradecia muito pela ligação e vários deles voltaram a ser parte do meu círculo mais próximo de amizade.
Um efeito colateral adicional foi que minha agenda telefônica passou a ficar mais atualizada. Nos casos de mudanças de telefone, acabava sendo informado por e-mail de forma antecipada e mesmo quando o telefone mudava, muitas vezes era possível recuperá-lo com outros amigos ou mesmo escutando as mensagens temporárias de mudança de número.
É claro que alguns nomes não me traziam qualquer lembrança importante. Outros, inclusive, traziam más recordações. Nesses casos, tratava de limpar os registros que não faziam mais sentido manter.
Varrer minha agenda telefônica faz lembrar de pessoas importantes e me obriga a falar com elas de vez em quando. É uma maneira de ajudar a memória a não esquecer dos velhos e bons amigos, assim como daqueles com quem devo manter contato profissional com alguma freqüência.
Faça uma experiência. Pegue seu celular e vá passando sua lista de contatos um a um. Para cada amigo com quem não fala há algum tempo, faça uma ligação de cortesia. Aproveite para saber como ele está, o que está fazendo e como andam as coisas. Conte a eles seus planos e projetos e procure estabelecer próximos encontros que permitam manter o contato. Pode ser um almoço, uma visita, ou mesmo uma atividade comum. Você vai ver sua agenda lotar de que encontros agradáveis e sempre proveitosos e vai se sentir muito mais feliz.
De vez em quando, repita a tarefa de varrer sua lista de contatos. Se preferir, faça a cada período uma parte da lista, mas não deixe de revisitar sua agenda telefônica de vez em quando. Vai valer a pena.
Se você tem comentários a fazer sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Será um prazer ler e responder seu e-mail.
PP
Todos concordam que é muito importante manter uma rede de contatos ativa. Seja por razões pessoais ou profissionais, o fato é que as pessoas com quem mantemos contatos mais freqüentes são as mais indicadas para nos ajudarem a suportar e a contornar as maiores dificuldades que a vida nos apresenta.
Mas como fazer para não perder o contato com as pessoas na agitada vida que levamos? Uma maneira que se mostrou muito eficaz para mim e que recomendo utilizar é varrer a agenda telefônica do celular de vez em quando.
É impressionante como o hábito de varrer sua agenda telefônica nos faz lembrar de pessoas extremamente importantes que o dia a dia nos faz colocar em segundo plano na memória. Velhos amigos, colegas de empresas anteriores, ex-funcionários e chefes, estão todos lá, esperando nosso contato.
As primeiras vezes em que repassei minha agenda percebi o quanto havia perdido por não ter feito antes. Velhos e bons amigos já haviam mudado seu telefone celular ou mesmo residencial e cheguei a perder totalmente o contato de alguns deles. Em outros casos, a vergonha de não ter procurado mais por tanto tempo uma pessoa tão importante me fez pensar várias vezes antes de fazer a ligação.
Apesar da insegurança em travar contato novamente com alguns velhos amigos sem saber como seria a reação deles, posso afirmar que a experiência é ótima. A cada ligação me sentia mais feliz e percebia a felicidade e o espanto de meus amigos. A grande maioria agradecia muito pela ligação e vários deles voltaram a ser parte do meu círculo mais próximo de amizade.
Um efeito colateral adicional foi que minha agenda telefônica passou a ficar mais atualizada. Nos casos de mudanças de telefone, acabava sendo informado por e-mail de forma antecipada e mesmo quando o telefone mudava, muitas vezes era possível recuperá-lo com outros amigos ou mesmo escutando as mensagens temporárias de mudança de número.
É claro que alguns nomes não me traziam qualquer lembrança importante. Outros, inclusive, traziam más recordações. Nesses casos, tratava de limpar os registros que não faziam mais sentido manter.
Varrer minha agenda telefônica faz lembrar de pessoas importantes e me obriga a falar com elas de vez em quando. É uma maneira de ajudar a memória a não esquecer dos velhos e bons amigos, assim como daqueles com quem devo manter contato profissional com alguma freqüência.
Faça uma experiência. Pegue seu celular e vá passando sua lista de contatos um a um. Para cada amigo com quem não fala há algum tempo, faça uma ligação de cortesia. Aproveite para saber como ele está, o que está fazendo e como andam as coisas. Conte a eles seus planos e projetos e procure estabelecer próximos encontros que permitam manter o contato. Pode ser um almoço, uma visita, ou mesmo uma atividade comum. Você vai ver sua agenda lotar de que encontros agradáveis e sempre proveitosos e vai se sentir muito mais feliz.
De vez em quando, repita a tarefa de varrer sua lista de contatos. Se preferir, faça a cada período uma parte da lista, mas não deixe de revisitar sua agenda telefônica de vez em quando. Vai valer a pena.
Se você tem comentários a fazer sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Será um prazer ler e responder seu e-mail.
PP
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Assumindo sua parte da responsabilidade
Olá,
Uma das coisas mais difíceis na vida profissional e pessoal é assumir na medida certa a responsabilidade pelos fatos que ocorrem no dia a dia. Algumas vezes temos a tendência a nos inocentarmos em demasia, jogando para os outros ou mesmo para o destino a responsabilidade pela ocorrência de determinados eventos. Outras vezes assumimos uma responsabilidade maior do que a devida, nos glorificando ou martirizando por atos que pouco ou nada dependeram de nossa atuação.
É claro que assumir a responsabilidade por eventos felizes costuma ser mais fácil para a maioria das pessoas. Afinal, quem não gosta de ser elogiado por ter sido responsável por algo notável. Os eventos desagradáveis, ao contrário, tendem a ser gerados por fatores externos ou por pessoas distantes. É como diz um ditado popular, o sucesso tem paternidade múltipla enquanto o fracasso é órfão de pai e mãe.
Mas nem todo mundo funciona dessa maneira. Algumas pessoas sentem uma necessidade incrível de se criticar e de negar suas virtudes. Diante de um evento positivo, tratam de afirmar que não tiveram qualquer envolvimento com ele. Chegam até a negar de forma enérgica quando alguém insinua sua participação no mesmo. Na outra ponta, são os primeiros a saltar e reconhecer sua culpa quando as coisas vão mal.
Uma boa maneira de procurar o equilíbrio com relação a sua responsabilidade sobre os fatos é pensarmos na física e no funcionamento do universo. Para que nosso planeta suporte a vida é necessário que uma estrela a milhões de quilômetros nos forneça calor. Mas somente isso não é suficiente. Uma combinação complexa de fatores como presença de água, existência da atmosfera, composição química do planeta, entre outros tantos, fazem a diferença entre uma Terra densamente habitada e uma Lua inerte e vazia.
Se o Sol fosse um ser humano, ele poderia ter vários comportamentos sobre o fato de haver vida na Terra e não haver na Lua. Ele poderia dizer que é o responsável pela vida na Terra e que o fato de não haver vida na Lua está relacionado com a inexistência de uma atmosfera adequada. Se fosse um pouco mais deprimido, poderia dizer que foi incapaz de produzir vida na Lua e que a existência da mesma na Terra nada tem a ver com sua capacidade de aquecimento.
A verdade é que o Sol é um dos componentes que definem a existência da vida na Terra e a não existência da mesma na Lua. Ele não é capaz de produzir ou exterminar a vida sozinho, mas é fundamental na fórmula que leva a um estado ou ao outro.
O uso do Sol como elemento nessa análise não é por acaso. Por estar bastante distante da Terra, ele serve para mostrar que podemos influenciar em situações aparentemente fora do alcance de nossas ações. Em algum grau, sempre é possível encontrar alguma correlação entre nossos atos e os fatos que se sucedem.
Pensemos no estado em que se encontra nosso planeta, aquecendo ano a ano e aproximando-se do limite de sua capacidade de prover um ambiente favorável a humanidade. A grandeza desse fenômeno, faz com que nenhum de nós julgue-se totalmente responsável por essa realidade. No entanto, todos somos em algum grau responsáveis pelo que está acontecendo. Cada latinha de refrigerante que consumimos, cada prato de carne que degustamos, cada minuto de televisão que assistimos colaboram para o aquecimento do planeta, gostemos ou não dessa realidade.
Mas qual é a maneira correta de lidar com a responsabilidade sobre os fatos?
Não tenho uma resposta científica para essa pergunta, mas pessoalmente procuro utilizar duas regras básicas e que me ajudam a medir melhor meu envolvimento com os eventos do dia a dia. São elas:
1) Sempre existe algum grau de responsabilidade sua sobre o que acontece;
2) Sempre existe algum grau de isenção de responsabilidade sua sobre o que acontece.
Pode parecer meio forçado dizer que sempre estamos envolvidos e nunca totalmente, mas essas regras nos ajudam a refletir melhor sobre a verdadeira responsabilidade que temos sobre os fatos que acontecem.
Outra técnica que utilizo para avaliar minha responsabilidade sobre os fatos é a de me afastar um pouco da cena e procurar vê-la como um fato neutro, nem bom nem ruim. Isso ajuda a diminuir a culpa por ter sido responsável por algo ruim ou a ansiedade de querer ser responsável por algo bom.
Quando o fato me parece muito positivo, procuro refletir sobre as dificuldades que tal evento podem trazer no futuro. Quando parece uma verdadeira tragédia, penso nas coisas boas que podem surgir a partir desse acontecimento.
Refletir sobre a neutralidade dos fatos nos ajuda a medir melhor nossa responsabilidade sobre os mesmos. Entender que sempre somos de alguma forma responsáveis e nunca totalmente isentos, nos ajuda a identificar melhor a correlação entre nossos atos e os eventos que observamos.
Na próxima vez em que você se sentir totalmente responsável ou isento em relação a determinado fato, procure seguir o raciocínio que apresentei. Se ajudar, me envie um e-mail comentando sobre sua experiência.
Abraços,
PP
Uma das coisas mais difíceis na vida profissional e pessoal é assumir na medida certa a responsabilidade pelos fatos que ocorrem no dia a dia. Algumas vezes temos a tendência a nos inocentarmos em demasia, jogando para os outros ou mesmo para o destino a responsabilidade pela ocorrência de determinados eventos. Outras vezes assumimos uma responsabilidade maior do que a devida, nos glorificando ou martirizando por atos que pouco ou nada dependeram de nossa atuação.
É claro que assumir a responsabilidade por eventos felizes costuma ser mais fácil para a maioria das pessoas. Afinal, quem não gosta de ser elogiado por ter sido responsável por algo notável. Os eventos desagradáveis, ao contrário, tendem a ser gerados por fatores externos ou por pessoas distantes. É como diz um ditado popular, o sucesso tem paternidade múltipla enquanto o fracasso é órfão de pai e mãe.
Mas nem todo mundo funciona dessa maneira. Algumas pessoas sentem uma necessidade incrível de se criticar e de negar suas virtudes. Diante de um evento positivo, tratam de afirmar que não tiveram qualquer envolvimento com ele. Chegam até a negar de forma enérgica quando alguém insinua sua participação no mesmo. Na outra ponta, são os primeiros a saltar e reconhecer sua culpa quando as coisas vão mal.
Uma boa maneira de procurar o equilíbrio com relação a sua responsabilidade sobre os fatos é pensarmos na física e no funcionamento do universo. Para que nosso planeta suporte a vida é necessário que uma estrela a milhões de quilômetros nos forneça calor. Mas somente isso não é suficiente. Uma combinação complexa de fatores como presença de água, existência da atmosfera, composição química do planeta, entre outros tantos, fazem a diferença entre uma Terra densamente habitada e uma Lua inerte e vazia.
Se o Sol fosse um ser humano, ele poderia ter vários comportamentos sobre o fato de haver vida na Terra e não haver na Lua. Ele poderia dizer que é o responsável pela vida na Terra e que o fato de não haver vida na Lua está relacionado com a inexistência de uma atmosfera adequada. Se fosse um pouco mais deprimido, poderia dizer que foi incapaz de produzir vida na Lua e que a existência da mesma na Terra nada tem a ver com sua capacidade de aquecimento.
A verdade é que o Sol é um dos componentes que definem a existência da vida na Terra e a não existência da mesma na Lua. Ele não é capaz de produzir ou exterminar a vida sozinho, mas é fundamental na fórmula que leva a um estado ou ao outro.
O uso do Sol como elemento nessa análise não é por acaso. Por estar bastante distante da Terra, ele serve para mostrar que podemos influenciar em situações aparentemente fora do alcance de nossas ações. Em algum grau, sempre é possível encontrar alguma correlação entre nossos atos e os fatos que se sucedem.
Pensemos no estado em que se encontra nosso planeta, aquecendo ano a ano e aproximando-se do limite de sua capacidade de prover um ambiente favorável a humanidade. A grandeza desse fenômeno, faz com que nenhum de nós julgue-se totalmente responsável por essa realidade. No entanto, todos somos em algum grau responsáveis pelo que está acontecendo. Cada latinha de refrigerante que consumimos, cada prato de carne que degustamos, cada minuto de televisão que assistimos colaboram para o aquecimento do planeta, gostemos ou não dessa realidade.
Mas qual é a maneira correta de lidar com a responsabilidade sobre os fatos?
Não tenho uma resposta científica para essa pergunta, mas pessoalmente procuro utilizar duas regras básicas e que me ajudam a medir melhor meu envolvimento com os eventos do dia a dia. São elas:
1) Sempre existe algum grau de responsabilidade sua sobre o que acontece;
2) Sempre existe algum grau de isenção de responsabilidade sua sobre o que acontece.
Pode parecer meio forçado dizer que sempre estamos envolvidos e nunca totalmente, mas essas regras nos ajudam a refletir melhor sobre a verdadeira responsabilidade que temos sobre os fatos que acontecem.
Outra técnica que utilizo para avaliar minha responsabilidade sobre os fatos é a de me afastar um pouco da cena e procurar vê-la como um fato neutro, nem bom nem ruim. Isso ajuda a diminuir a culpa por ter sido responsável por algo ruim ou a ansiedade de querer ser responsável por algo bom.
Quando o fato me parece muito positivo, procuro refletir sobre as dificuldades que tal evento podem trazer no futuro. Quando parece uma verdadeira tragédia, penso nas coisas boas que podem surgir a partir desse acontecimento.
Refletir sobre a neutralidade dos fatos nos ajuda a medir melhor nossa responsabilidade sobre os mesmos. Entender que sempre somos de alguma forma responsáveis e nunca totalmente isentos, nos ajuda a identificar melhor a correlação entre nossos atos e os eventos que observamos.
Na próxima vez em que você se sentir totalmente responsável ou isento em relação a determinado fato, procure seguir o raciocínio que apresentei. Se ajudar, me envie um e-mail comentando sobre sua experiência.
Abraços,
PP
sábado, 28 de junho de 2008
Desenvolvendo Pessoas
Olá,
Parece estranho falar em desenvolver pessoas no ambiente corporativo. Afinal, a não ser em casos especiais, estamos falando de lidar com pessoas adultas e que já deveriam estar desenvolvidas física e intelectualmente quando chegam ao mercado de trabalho. Mas a realidade está bem distante dessa visão simplificada e sempre haverá espaço para o desenvolvimento humano e profissional, seja qual for a idade dos indivíduos.
Desenvolver pessoas não é tarefa fácil e exige perseverança, dedicação e auto-controle. Nem todo executivo está preparado para essa missão e é um grande erro esperar que pessoas sem habilidades específicas sejam capazes de desenvolver pessoas.
Apesar da constatação de que vários executivos não sabem desenvolver pessoas, isso não significa que eles não possam aprender e desenvolver essa habilidade. Os princípios do desenvolvimento humano são relativamente simples de serem aprendidos e, com algum esforço adicional, serem aplicados.
Mas afinal, no que consiste a arte de desenvolver pessoas e o que precisa ser aprendido e praticado para ter sucesso nessa área?
O desenvolvimento humano é reflexo de vários fatores e um dos principais deles é o ambiente em que vivemos e as experiências que ele nos permite vivenciar. Cada experiência nos faz aprender algo novo e confrontar princípios, preferências e valores com a realidade. Com o tempo, aprendemos a reagir de forma diferente aos estímulos do ambiente e nos adaptamos, desenvolvendo comportamentos que aumentem nossas chances de sucesso.
O líder que busca o desenvolvimento de seu time precisa criar um ambiente de trabalho que incentive os comportamentos desejados em geral. Além disso, precisa calibrar os desafios para cada indivíduo de forma diferenciada, considerando as características e o grau de maturidade de cada pessoa. Ele mesmo deve ser um exemplo na maioria dos comportamentos desejados, e quando não é o caso, deve explicitar suas fraquezas e investir em seu próprio desenvolvimento de maneira pública e humilde.
Um líder desenvolvedor não é um amigo compreensivo e complacente. Ao contrário, o bom líder é muitas vezes firme em suas colocações e chega a ser desagradável em alguns momentos. Seu foco não está no conforto de seu time mas no desenvolvimento do mesmo, o que exige esforço e superação. São várias as situações onde o líder precisa ser firme e demonstrar claramente sua insatisfação com os comportamentos indesejáveis.
Ao mesmo tempo em que é firme e exigente quando percebe comportamentos inadequados, o líder é capaz de ser solidário e compreensivo com as dificuldades e com as derrotas de seu time. Para ele o mais importante é o processo, a maneira como as tarefas são feitas e as decisões são tomadas. O resultado é somente o reflexo de todas as ações, combinadas com fatores que ele sabe estarem totalmente fora do controle das pessoas.
Para um verdadeiro líder, resultados positivos são sempre comemorados mas às vezes devem ser acompanhados de discussões fortes sobre falhas a serem corrigidas. Por outro lado, apesar de serem motivo para lamentação, há situações em que resultados negativos precisam ser acompanhados de palavras de incentivo e verdadeiro reconhecimento do esforço aplicado.
Um bom líder busca antes de tudo seu próprio auto-desenvolvimento. Além de procurar ser uma referência para seu time, modelando em si mesmo os comportamentos que deseja desenvolver, o verdadeiro líder reconhece suas fraquezas e trabalha de forma disciplinada e humilde para desenvolver a si mesmo.
Além de ser referência, um bom líder é capaz de desafiar seu time constantemente. Uma de suas habilidades é reconhecer os limites de cada indivíduo e trabalhar no sentido de ampliá-los através de novos desafios. A cada novo desafio, ele é capaz de incentivar, apoiar e criticar sem fazer com que seu time desista. É a arte de manter a chama do aprendizado acesa.
Finalmente, o líder desenvolvedor é capaz de reconhecer o crescimento das pessoas e comemorar sua independência e maturidade. Assim que nota que suas lições de vida não são mais necessárias ou que as habilidades adquiridas por seus liderados podem ser melhor utilizadas em desafios maiores, ele tem a sabedoria de incentivá-los a buscar novos horizontes.
E assim se completa o ciclo de desenvolvimento de pessoas.
Se você deseja fazer comentários sobre esse ou outro artigo, por favor envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
Parece estranho falar em desenvolver pessoas no ambiente corporativo. Afinal, a não ser em casos especiais, estamos falando de lidar com pessoas adultas e que já deveriam estar desenvolvidas física e intelectualmente quando chegam ao mercado de trabalho. Mas a realidade está bem distante dessa visão simplificada e sempre haverá espaço para o desenvolvimento humano e profissional, seja qual for a idade dos indivíduos.
Desenvolver pessoas não é tarefa fácil e exige perseverança, dedicação e auto-controle. Nem todo executivo está preparado para essa missão e é um grande erro esperar que pessoas sem habilidades específicas sejam capazes de desenvolver pessoas.
Apesar da constatação de que vários executivos não sabem desenvolver pessoas, isso não significa que eles não possam aprender e desenvolver essa habilidade. Os princípios do desenvolvimento humano são relativamente simples de serem aprendidos e, com algum esforço adicional, serem aplicados.
Mas afinal, no que consiste a arte de desenvolver pessoas e o que precisa ser aprendido e praticado para ter sucesso nessa área?
O desenvolvimento humano é reflexo de vários fatores e um dos principais deles é o ambiente em que vivemos e as experiências que ele nos permite vivenciar. Cada experiência nos faz aprender algo novo e confrontar princípios, preferências e valores com a realidade. Com o tempo, aprendemos a reagir de forma diferente aos estímulos do ambiente e nos adaptamos, desenvolvendo comportamentos que aumentem nossas chances de sucesso.
O líder que busca o desenvolvimento de seu time precisa criar um ambiente de trabalho que incentive os comportamentos desejados em geral. Além disso, precisa calibrar os desafios para cada indivíduo de forma diferenciada, considerando as características e o grau de maturidade de cada pessoa. Ele mesmo deve ser um exemplo na maioria dos comportamentos desejados, e quando não é o caso, deve explicitar suas fraquezas e investir em seu próprio desenvolvimento de maneira pública e humilde.
Um líder desenvolvedor não é um amigo compreensivo e complacente. Ao contrário, o bom líder é muitas vezes firme em suas colocações e chega a ser desagradável em alguns momentos. Seu foco não está no conforto de seu time mas no desenvolvimento do mesmo, o que exige esforço e superação. São várias as situações onde o líder precisa ser firme e demonstrar claramente sua insatisfação com os comportamentos indesejáveis.
Ao mesmo tempo em que é firme e exigente quando percebe comportamentos inadequados, o líder é capaz de ser solidário e compreensivo com as dificuldades e com as derrotas de seu time. Para ele o mais importante é o processo, a maneira como as tarefas são feitas e as decisões são tomadas. O resultado é somente o reflexo de todas as ações, combinadas com fatores que ele sabe estarem totalmente fora do controle das pessoas.
Para um verdadeiro líder, resultados positivos são sempre comemorados mas às vezes devem ser acompanhados de discussões fortes sobre falhas a serem corrigidas. Por outro lado, apesar de serem motivo para lamentação, há situações em que resultados negativos precisam ser acompanhados de palavras de incentivo e verdadeiro reconhecimento do esforço aplicado.
Um bom líder busca antes de tudo seu próprio auto-desenvolvimento. Além de procurar ser uma referência para seu time, modelando em si mesmo os comportamentos que deseja desenvolver, o verdadeiro líder reconhece suas fraquezas e trabalha de forma disciplinada e humilde para desenvolver a si mesmo.
Além de ser referência, um bom líder é capaz de desafiar seu time constantemente. Uma de suas habilidades é reconhecer os limites de cada indivíduo e trabalhar no sentido de ampliá-los através de novos desafios. A cada novo desafio, ele é capaz de incentivar, apoiar e criticar sem fazer com que seu time desista. É a arte de manter a chama do aprendizado acesa.
Finalmente, o líder desenvolvedor é capaz de reconhecer o crescimento das pessoas e comemorar sua independência e maturidade. Assim que nota que suas lições de vida não são mais necessárias ou que as habilidades adquiridas por seus liderados podem ser melhor utilizadas em desafios maiores, ele tem a sabedoria de incentivá-los a buscar novos horizontes.
E assim se completa o ciclo de desenvolvimento de pessoas.
Se você deseja fazer comentários sobre esse ou outro artigo, por favor envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
sexta-feira, 18 de abril de 2008
A Montanha Russa das Corporações
Olá,
Ser executivo de uma grande multinacional tem algumas semelhanças interessantes com um passeio de montanha russa e a idéia desse artigo e falar sobre algumas delas.
Tudo começa com uma vontade enorme de enfrentar um novo desafio. Acabamos de sair de um emprego emocionante e, já nos vemos na longa e disputada fila de uma posição ainda mais desafiadora. A ansiedade e o medo de não suportar as emoções dessa nova atração nos fazem questionar se deveríamos estar ou não ali. Por um momento pensamos que seria melhor voltar a fila do brinquedo anterior, mas quando olhamos para trás vemos que retornar é impossível e a única opção que resta é continuar em frente.
Chega o momento da verdade. Somos convidados a entrar na montanha russa e nos posicionarmos em nosso lugar de destaque. O ambiente parece seguro, com barras de segurança e construção bastante sólida, mas os alertas para pessoas com problemas de pressão, coração e outras complicações mais nos fazem pensar se teremos saúde para enfrentar o que está por vir.
Barras de proteção travadas e começa o movimento. No início de maneira bem lenta, como que preparando-nos para os momentos seguintes. A subida é lenta e tranqüila mas nos faz pensar em como será a descida. Quanto mais subimos mais nos assusta a idéia de que em algum momento, teremos que descer, e pelo que sabemos de todas as experiências anteriores, a descida será muito mais agitada do que a subida inicial.
Vamos chegando ao topo e nos damos conta de que não haverá mais subida. Aos poucos a velocidade vai se reduzindo e os trilhos desaparecem. Na frente vemos apenas o vazio e temos a impressão de que chegamos ao fim da linha. Mas nossa experiência mostra que o final da linha esta longe e que é hora de enfrentar grandes turbulências. Se inicia a primeira descida.
Em alguns milésimos de segundo nossa viagem se transforma. A lenta e tranqüila viagem de subida se transforma em uma descida enlouquecida, turbulenta e agressiva, que nos faz pensar por que razão decidimos entrar nessa brincadeira. O coração dispara, nos sentimos impotentes, totalmente sem controle. Nossa única reação é de contrair os músculos e esperar que a coisa termine.
Mas uma boa montanha russa, assim como uma posição de destaque em uma grande empresa, reserva mais emoções e surpresas. Durante alguns minutos, que no mundo corporativo são equivalentes a trimestres, somos chacoalhados daqui para lá e de novo para cá. Damos várias piruetas nas três dimensões do espaço e o tempo parece se dilatar e se contrair conforme a avalanche de emoções invade nossas mentes.
Existem momento de pura tranqüilidade, quando estamos subindo e atingindo nossos objetivos. Em outros momentos nos sentimos totalmente perdidos, sacudindo de um lado para outro, ora subindo ora descendo. Finalmente, os momentos mais alucinados ocorrem quando sofremos as quedas mais violentas. Nos sentimos sem apoio, sem chão, e novamente nos perguntamos sobre o que nos levou a aceitar esse tipo de brincadeira.
O tempo passa e o circuito chega ao fim. É hora de descer e de deixar que outros tomem o nosso lugar naquela montanha russa. Nos sentimos aliviados por termos sobrevivido, e trazemos conosco sentimentos mistos trazidos pelos momentos emocionantes que vivemos. Por um lado pensamos em nunca mais participar de um desafio tão intenso, com tanto sofrimento. Por outro, desejamos experimentar novamente e testar nossa capacidade de desafiar o perigo e as dificuldades.
Já em terra firme, alguns irão desejar ir para casa e descansar. Outros correrão para a próxima fila, em busca de uma montanha russa ainda mais violenta. Outros ainda irão esperar um pouco, experimentar brinquedos um pouco mais tranqüilos, para depois retornar aos mais emocionantes.
Mas uma coisa é certa. Os parques de diversões e as corporações continuarão cheios de pessoas e executivos ávidos por sentirem as sensações fortes que os brinquedos e os empregos causam nas pessoas.
Se você tiver algum comentário sobre esse artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
Ser executivo de uma grande multinacional tem algumas semelhanças interessantes com um passeio de montanha russa e a idéia desse artigo e falar sobre algumas delas.
Tudo começa com uma vontade enorme de enfrentar um novo desafio. Acabamos de sair de um emprego emocionante e, já nos vemos na longa e disputada fila de uma posição ainda mais desafiadora. A ansiedade e o medo de não suportar as emoções dessa nova atração nos fazem questionar se deveríamos estar ou não ali. Por um momento pensamos que seria melhor voltar a fila do brinquedo anterior, mas quando olhamos para trás vemos que retornar é impossível e a única opção que resta é continuar em frente.
Chega o momento da verdade. Somos convidados a entrar na montanha russa e nos posicionarmos em nosso lugar de destaque. O ambiente parece seguro, com barras de segurança e construção bastante sólida, mas os alertas para pessoas com problemas de pressão, coração e outras complicações mais nos fazem pensar se teremos saúde para enfrentar o que está por vir.
Barras de proteção travadas e começa o movimento. No início de maneira bem lenta, como que preparando-nos para os momentos seguintes. A subida é lenta e tranqüila mas nos faz pensar em como será a descida. Quanto mais subimos mais nos assusta a idéia de que em algum momento, teremos que descer, e pelo que sabemos de todas as experiências anteriores, a descida será muito mais agitada do que a subida inicial.
Vamos chegando ao topo e nos damos conta de que não haverá mais subida. Aos poucos a velocidade vai se reduzindo e os trilhos desaparecem. Na frente vemos apenas o vazio e temos a impressão de que chegamos ao fim da linha. Mas nossa experiência mostra que o final da linha esta longe e que é hora de enfrentar grandes turbulências. Se inicia a primeira descida.
Em alguns milésimos de segundo nossa viagem se transforma. A lenta e tranqüila viagem de subida se transforma em uma descida enlouquecida, turbulenta e agressiva, que nos faz pensar por que razão decidimos entrar nessa brincadeira. O coração dispara, nos sentimos impotentes, totalmente sem controle. Nossa única reação é de contrair os músculos e esperar que a coisa termine.
Mas uma boa montanha russa, assim como uma posição de destaque em uma grande empresa, reserva mais emoções e surpresas. Durante alguns minutos, que no mundo corporativo são equivalentes a trimestres, somos chacoalhados daqui para lá e de novo para cá. Damos várias piruetas nas três dimensões do espaço e o tempo parece se dilatar e se contrair conforme a avalanche de emoções invade nossas mentes.
Existem momento de pura tranqüilidade, quando estamos subindo e atingindo nossos objetivos. Em outros momentos nos sentimos totalmente perdidos, sacudindo de um lado para outro, ora subindo ora descendo. Finalmente, os momentos mais alucinados ocorrem quando sofremos as quedas mais violentas. Nos sentimos sem apoio, sem chão, e novamente nos perguntamos sobre o que nos levou a aceitar esse tipo de brincadeira.
O tempo passa e o circuito chega ao fim. É hora de descer e de deixar que outros tomem o nosso lugar naquela montanha russa. Nos sentimos aliviados por termos sobrevivido, e trazemos conosco sentimentos mistos trazidos pelos momentos emocionantes que vivemos. Por um lado pensamos em nunca mais participar de um desafio tão intenso, com tanto sofrimento. Por outro, desejamos experimentar novamente e testar nossa capacidade de desafiar o perigo e as dificuldades.
Já em terra firme, alguns irão desejar ir para casa e descansar. Outros correrão para a próxima fila, em busca de uma montanha russa ainda mais violenta. Outros ainda irão esperar um pouco, experimentar brinquedos um pouco mais tranqüilos, para depois retornar aos mais emocionantes.
Mas uma coisa é certa. Os parques de diversões e as corporações continuarão cheios de pessoas e executivos ávidos por sentirem as sensações fortes que os brinquedos e os empregos causam nas pessoas.
Se você tiver algum comentário sobre esse artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
terça-feira, 8 de abril de 2008
Estrelas, Carregadores de Piano e Habitantes
Olá,
A maioria das grandes empresas tem ou já teve um programa de desenvolvimento de novos talentos. A idéia por trás desses programas é identificar o pessoal mais jovem e com grande potencial de desenvolvimento e criar condições para que essas pessoas sejam incentivadas a buscar maiores desafios dentro da própria organização.
Pessoalmente acho que as empresas devem investir no potencial das pessoas, mas tenho um pouco de preocupação com a maneira como esses programas são concebidos e administrados. A idéia de selecionar algumas pessoas e rotulá-las como talentos a serem desenvolvidos não me agrada, primeiro por que questiono o benefício para um jovem profissional de ser precocemente chamado de talento, segundo por que percebo um grande impacto negativo sobre aqueles que não são selecionados.
Essa discussão me leva a uma analogia que o Professor Pedro Mandelli apresentava em suas aulas sobre gestão de pessoas no MBA da Dom Cabral. Ele falava de três categorias de pessoas que coabitavam nas empresas: as estrelas, os carregadores de piano e os habitantes.
As estrelas são as pessoas que por sua habilidade interpessoal, aliada a determinado grau de competência técnica e/ou administrativa, são reconhecidas como as mais brilhantes e destacadas da organização. Elas podem ser extremante competentes ou não, mas sua capacidade de promover suas realizações e de justificar suas falhas é tão bem desenvolvida que são sempre vistas como bem sucedidas.
As estrelas costumam ter carreiras meteóricas (desculpem-me pelo trocadilho), chegando a cargos elevados em um tempo relativamente curto. Esse tempo curto de crescimento profissional, abrevia o processo de desenvolvimento e faz com que falhas de formação existentes se tornem cada vez mais evidentes. Não é raro encontrar estrelas que brilham fortemente por alguns anos e depois entram em decadência e são obrigadas a abandonar seus cargos por falta de competência técnica. Isso não quer dizer que essas pessoas não possuem potencial para ocupar cargos mais importantes, elas apenas foram promovidas antes do tempo e são mais vítimas do que vilãs.
Não tão brilhantes como as estrelas, mas com capacidade muitas vezes superior ao delas, estão os carregadores de piano. São pessoas comprovadamente competentes, que conhecem bem a organização, e fazem o possível para manter as coisas funcionando. Em geral são profissionais mais experientes, mas que não tiveram a oportunidade de crescer tão rapidamente na organização. Sua capacidade de manter as coisas em ordem e de vencer os obstáculos do dia a dia faz com que a organização tenha muito medo de movê-los, o que limita sua capacidade de crescer.
Os Carregadores de Piano são fundamentais para o sucesso da organização. Sem eles, uma empresa está com seus dias contados, mas isso poucas vezes é reconhecido. As empresas deveriam ter mais carregadores de piano e, se possível, trabalhar para que eles também sejam reconhecidos como estrelas. Minha visão é de que qualquer estrela deveria provar ser capaz de carregar o piano, antes de ser alçada à categoria de estrela.
Nem todos os carregadores de piano querem ser estrelas. Alguns preferem se manter na função de carregadores de piano e não há mal nesse tipo de pensamento. Afinal, não existem cargos altos para todos em uma organização e contar com pessoas que estão satisfeitas com suas atribuições atuais é muito bom.
A última categoria de pessoas são os chamados habitantes. São pessoas que definitivamente não são estrelas mas não possuem a mesma tenacidade e competência dos carregadores de piano. Elas fazem o seu trabalho de forma aceitável mas não vão além de determinados limites, estão satisfeitas com sua condição de trabalho, e consideram a empresa como uma forma de manter suas famílias.
Mais uma vez, não há problema em termos vários habitantes nas organizações. Eles são tão importantes quanto os carregadores de piano e as estrelas, principalmente por que realizam tarefas que nenhuma das outras categorias gostaria de realizar.
Um organização equilibrada deve possuir algumas estrelas, vários carregadores de piano e muitos habitantes. Além disso, o ideal é que estrelas sejam elevadas a essa categoria somente depois de demonstrarem sua capacidade de carregarem piano. Por sua vez, todos os habitantes devem ser incentivados a assumirem posições de carregadores de piano, sem que isso se apresente como mandatório para a permanência na organização.
A analogia acima é interessante para entender como as organizações funcionam e que papel cada um de nós exerce nas mesmas, mas não deixa de ser uma forma de rotular as pessoas e, portanto, seu uso deve ser evitado como instrumento de desenvolvimento organizacional. Por favor, evite sair por aí chamando seus colegas ou subordinados de estrelas, carregadores de piano ou habitantes. Você pode ofender muita gente...
A verdade é que todos nós assumimos os três papéis em alguns momentos. Uma mesma pessoa pode ser uma estrela em determinado assunto e um simples habitante em outro. Da mesma forma, podemos ser estrelas em determinado projeto e verdadeiros carregadores de piano em outros. Como tudo na vida real, somos parte de um mosaico de cores e tonalidades diferentes, que variam no tempo e no espaço. Nada é fixo e, portanto, rótulos devem ser evitados.
É por conta dos pontos levantados acima que não sou simpático a programas de desenvolvimento de novos talentos. Em princípio, prefiro não rotular pessoas ou grupos, o que está implícito nesse tipo de programa. Mesmo que aceitasse rotular, creio que a tentativa de definir precocemente quem deve ou não ser um talento no futuro é mais danosa do que benéfica. Somente o tempo é capaz de dizer quem será capaz de se desenvolver e em que área específica. Se queremos maximizar nossas chances de encontrar as verdadeiras estrelas, devemos dar a todos a oportunidade de enfrentar desafios e demonstrar sua capacidade de carregar pianos e sua vontade de brilhar na organização.
Se você tem comentários ou sugestões sobre esse tema, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
A maioria das grandes empresas tem ou já teve um programa de desenvolvimento de novos talentos. A idéia por trás desses programas é identificar o pessoal mais jovem e com grande potencial de desenvolvimento e criar condições para que essas pessoas sejam incentivadas a buscar maiores desafios dentro da própria organização.
Pessoalmente acho que as empresas devem investir no potencial das pessoas, mas tenho um pouco de preocupação com a maneira como esses programas são concebidos e administrados. A idéia de selecionar algumas pessoas e rotulá-las como talentos a serem desenvolvidos não me agrada, primeiro por que questiono o benefício para um jovem profissional de ser precocemente chamado de talento, segundo por que percebo um grande impacto negativo sobre aqueles que não são selecionados.
Essa discussão me leva a uma analogia que o Professor Pedro Mandelli apresentava em suas aulas sobre gestão de pessoas no MBA da Dom Cabral. Ele falava de três categorias de pessoas que coabitavam nas empresas: as estrelas, os carregadores de piano e os habitantes.
As estrelas são as pessoas que por sua habilidade interpessoal, aliada a determinado grau de competência técnica e/ou administrativa, são reconhecidas como as mais brilhantes e destacadas da organização. Elas podem ser extremante competentes ou não, mas sua capacidade de promover suas realizações e de justificar suas falhas é tão bem desenvolvida que são sempre vistas como bem sucedidas.
As estrelas costumam ter carreiras meteóricas (desculpem-me pelo trocadilho), chegando a cargos elevados em um tempo relativamente curto. Esse tempo curto de crescimento profissional, abrevia o processo de desenvolvimento e faz com que falhas de formação existentes se tornem cada vez mais evidentes. Não é raro encontrar estrelas que brilham fortemente por alguns anos e depois entram em decadência e são obrigadas a abandonar seus cargos por falta de competência técnica. Isso não quer dizer que essas pessoas não possuem potencial para ocupar cargos mais importantes, elas apenas foram promovidas antes do tempo e são mais vítimas do que vilãs.
Não tão brilhantes como as estrelas, mas com capacidade muitas vezes superior ao delas, estão os carregadores de piano. São pessoas comprovadamente competentes, que conhecem bem a organização, e fazem o possível para manter as coisas funcionando. Em geral são profissionais mais experientes, mas que não tiveram a oportunidade de crescer tão rapidamente na organização. Sua capacidade de manter as coisas em ordem e de vencer os obstáculos do dia a dia faz com que a organização tenha muito medo de movê-los, o que limita sua capacidade de crescer.
Os Carregadores de Piano são fundamentais para o sucesso da organização. Sem eles, uma empresa está com seus dias contados, mas isso poucas vezes é reconhecido. As empresas deveriam ter mais carregadores de piano e, se possível, trabalhar para que eles também sejam reconhecidos como estrelas. Minha visão é de que qualquer estrela deveria provar ser capaz de carregar o piano, antes de ser alçada à categoria de estrela.
Nem todos os carregadores de piano querem ser estrelas. Alguns preferem se manter na função de carregadores de piano e não há mal nesse tipo de pensamento. Afinal, não existem cargos altos para todos em uma organização e contar com pessoas que estão satisfeitas com suas atribuições atuais é muito bom.
A última categoria de pessoas são os chamados habitantes. São pessoas que definitivamente não são estrelas mas não possuem a mesma tenacidade e competência dos carregadores de piano. Elas fazem o seu trabalho de forma aceitável mas não vão além de determinados limites, estão satisfeitas com sua condição de trabalho, e consideram a empresa como uma forma de manter suas famílias.
Mais uma vez, não há problema em termos vários habitantes nas organizações. Eles são tão importantes quanto os carregadores de piano e as estrelas, principalmente por que realizam tarefas que nenhuma das outras categorias gostaria de realizar.
Um organização equilibrada deve possuir algumas estrelas, vários carregadores de piano e muitos habitantes. Além disso, o ideal é que estrelas sejam elevadas a essa categoria somente depois de demonstrarem sua capacidade de carregarem piano. Por sua vez, todos os habitantes devem ser incentivados a assumirem posições de carregadores de piano, sem que isso se apresente como mandatório para a permanência na organização.
A analogia acima é interessante para entender como as organizações funcionam e que papel cada um de nós exerce nas mesmas, mas não deixa de ser uma forma de rotular as pessoas e, portanto, seu uso deve ser evitado como instrumento de desenvolvimento organizacional. Por favor, evite sair por aí chamando seus colegas ou subordinados de estrelas, carregadores de piano ou habitantes. Você pode ofender muita gente...
A verdade é que todos nós assumimos os três papéis em alguns momentos. Uma mesma pessoa pode ser uma estrela em determinado assunto e um simples habitante em outro. Da mesma forma, podemos ser estrelas em determinado projeto e verdadeiros carregadores de piano em outros. Como tudo na vida real, somos parte de um mosaico de cores e tonalidades diferentes, que variam no tempo e no espaço. Nada é fixo e, portanto, rótulos devem ser evitados.
É por conta dos pontos levantados acima que não sou simpático a programas de desenvolvimento de novos talentos. Em princípio, prefiro não rotular pessoas ou grupos, o que está implícito nesse tipo de programa. Mesmo que aceitasse rotular, creio que a tentativa de definir precocemente quem deve ou não ser um talento no futuro é mais danosa do que benéfica. Somente o tempo é capaz de dizer quem será capaz de se desenvolver e em que área específica. Se queremos maximizar nossas chances de encontrar as verdadeiras estrelas, devemos dar a todos a oportunidade de enfrentar desafios e demonstrar sua capacidade de carregar pianos e sua vontade de brilhar na organização.
Se você tem comentários ou sugestões sobre esse tema, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
terça-feira, 11 de março de 2008
Encontrando Velhos Amigos
Olá,
Há algumas semanas tomei a decisão de procurar os grandes amigos que tive durante o período de faculdade. Esse ano completamos 25 anos de formados e achei que seria uma bela oportunidade de nos encontrarmos novamente.
Ainda estou em busca da maioria das pessoas e aproveito para divulgar nossa intenção aqui no Blog. Se você foi ou conhece alguém da turma de engenharia elétrica da UFRJ que se formou 1983, entre em contato comigo no e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Queremos reunir o maior número possível de pessoas nesse encontro.
Apesar e ainda faltarem muitos amigos para reencontrar, o pessoal que era mais próximo já apareceu e algumas observações já podem ser feitas.
Em primeiro lugar, o tempo agiu sobre todos nós. Os jovens de vinte poucos anos que conviveram naquela época, matando aula para beber e jogar conversa fiada nos bares do Rio de Janeiro não existem mais. Se transformaram em quarentões / cinqüentões com cabelos grisalhos, testas mais visíveis e barrigas mais proeminentes. Agora somos respeitáveis senhores de meia idade, demonstrando que o tempo não perdoa e que devemos aproveitar cada momento que nos é concedido em vez de desperdiçá-los preocupando-se em demasia ou e queixando de nossa situação.
Em segundo lugar, é visível o sucesso de todos aqueles jovens que tiveram uma formação educacional sólida e que foram incentivados a empreender. Cada um de sua maneira, todos foram bem sucedidos em suas carreiras. São estórias de sucesso que demonstram a importância de uma boa formação e de uma atitude empreendedora perante a vida.
Considerando as mudanças que o tempo impôs sobre todos nós, me chamou a atenção como ainda somos capazes de brincar e de se divertir da mesma forma que fazíamos nos corredores do fundão. A mesma irreverência ácida continua presente em todos os que faziam parte daquele grupo. As conversas são animadas e recheadas de humor e o alvo principal de nossas críticas continuam sendo nossas próprias caricaturas. O tempo transformou nossos corpos e nos trouxe realização profissional e pessoal, mas ainda temos muito daqueles jovens em nossos corações, e talvez esse seja um de nossos segredos. Que continue assim por pelo menos mais 25 anos.
Observo com prazer que ainda somos AMIGOS de verdade. Quase nos perdemos durante mais de duas décadas, trilhamos caminhos totalmente diferentes e vivemos experiências muitas vezes opostas, mas ainda somos verdadeiramente amigos. Apesar de termos sido levados a direções distintas, continuamos conectados pelas lembranças agradáveis daquele tempo em que convivemos intimamente. É uma prova de que amigos verdadeiros são para sempre, não importa o quão distantes eles estejam.
Convivemos intensamente por mais de 5 anos, aproveitando cada momento daquela experiência, aprendendo a nos respeitarmos e a nos amarmos. Fomos capazes de nos desapegarmos do conforto e da previsibilidade daquela convivência para alçarmos vôos maiores e mais solitários. Criamos novos laços de amizade, construímos nossa reputação profissional e social, enfim, amadurecemos. Agora que nos reaproximamos, constatamos que a amizade construída em alguns anos de convivência continua intacta e mais viva do que nunca em cada um de nós.
Talvez seja essa a maior lição a ser aprendida. Nosso destino é deixar marcas na vida das outras pessoas e a qualidade dessas marcas determina nossa recompensa. Não estamos aqui para ter nem para pertencer e sim para deixar e receber percepções e lembranças. Assim como um pássaro, que pousa na mão aberta do treinador habilidoso de forma espontânea e se debate na mão fechada do leigo, as amizades verdadeiras estão sempre presentes nas mentes dos verdadeiros amigos, mas se afastam daqueles que tentam artificialmente mantê-las. Por esse motivo, agradeço a todos os amigos que tenho pela oportunidade de tê-los marcado e pela honra de carregar marcas deixadas por eles.
Um grande abraço.
PP
Há algumas semanas tomei a decisão de procurar os grandes amigos que tive durante o período de faculdade. Esse ano completamos 25 anos de formados e achei que seria uma bela oportunidade de nos encontrarmos novamente.
Ainda estou em busca da maioria das pessoas e aproveito para divulgar nossa intenção aqui no Blog. Se você foi ou conhece alguém da turma de engenharia elétrica da UFRJ que se formou 1983, entre em contato comigo no e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Queremos reunir o maior número possível de pessoas nesse encontro.
Apesar e ainda faltarem muitos amigos para reencontrar, o pessoal que era mais próximo já apareceu e algumas observações já podem ser feitas.
Em primeiro lugar, o tempo agiu sobre todos nós. Os jovens de vinte poucos anos que conviveram naquela época, matando aula para beber e jogar conversa fiada nos bares do Rio de Janeiro não existem mais. Se transformaram em quarentões / cinqüentões com cabelos grisalhos, testas mais visíveis e barrigas mais proeminentes. Agora somos respeitáveis senhores de meia idade, demonstrando que o tempo não perdoa e que devemos aproveitar cada momento que nos é concedido em vez de desperdiçá-los preocupando-se em demasia ou e queixando de nossa situação.
Em segundo lugar, é visível o sucesso de todos aqueles jovens que tiveram uma formação educacional sólida e que foram incentivados a empreender. Cada um de sua maneira, todos foram bem sucedidos em suas carreiras. São estórias de sucesso que demonstram a importância de uma boa formação e de uma atitude empreendedora perante a vida.
Considerando as mudanças que o tempo impôs sobre todos nós, me chamou a atenção como ainda somos capazes de brincar e de se divertir da mesma forma que fazíamos nos corredores do fundão. A mesma irreverência ácida continua presente em todos os que faziam parte daquele grupo. As conversas são animadas e recheadas de humor e o alvo principal de nossas críticas continuam sendo nossas próprias caricaturas. O tempo transformou nossos corpos e nos trouxe realização profissional e pessoal, mas ainda temos muito daqueles jovens em nossos corações, e talvez esse seja um de nossos segredos. Que continue assim por pelo menos mais 25 anos.
Observo com prazer que ainda somos AMIGOS de verdade. Quase nos perdemos durante mais de duas décadas, trilhamos caminhos totalmente diferentes e vivemos experiências muitas vezes opostas, mas ainda somos verdadeiramente amigos. Apesar de termos sido levados a direções distintas, continuamos conectados pelas lembranças agradáveis daquele tempo em que convivemos intimamente. É uma prova de que amigos verdadeiros são para sempre, não importa o quão distantes eles estejam.
Convivemos intensamente por mais de 5 anos, aproveitando cada momento daquela experiência, aprendendo a nos respeitarmos e a nos amarmos. Fomos capazes de nos desapegarmos do conforto e da previsibilidade daquela convivência para alçarmos vôos maiores e mais solitários. Criamos novos laços de amizade, construímos nossa reputação profissional e social, enfim, amadurecemos. Agora que nos reaproximamos, constatamos que a amizade construída em alguns anos de convivência continua intacta e mais viva do que nunca em cada um de nós.
Talvez seja essa a maior lição a ser aprendida. Nosso destino é deixar marcas na vida das outras pessoas e a qualidade dessas marcas determina nossa recompensa. Não estamos aqui para ter nem para pertencer e sim para deixar e receber percepções e lembranças. Assim como um pássaro, que pousa na mão aberta do treinador habilidoso de forma espontânea e se debate na mão fechada do leigo, as amizades verdadeiras estão sempre presentes nas mentes dos verdadeiros amigos, mas se afastam daqueles que tentam artificialmente mantê-las. Por esse motivo, agradeço a todos os amigos que tenho pela oportunidade de tê-los marcado e pela honra de carregar marcas deixadas por eles.
Um grande abraço.
PP
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