Olá Pessoal,
Estava pensando agora há pouco sobre o tempo e as marcas que ele deixa e apaga.
Tenho um filho que acaba de ser aprovado no vestibular e que está vivendo a euforia de se sentir conquistando seu próprio espaço pela primeira vez. É gratificante ver o brilho dos seus olhos e a maneira como ele está encantado e motivado com a oportunidade de cursar uma das melhores universidades do Brasil.
Admirando sua empolgação, acabei recordando alguns momentos de minha história na universidade. Os grande amigos, que apesar de quase não ter contato, guardo com carinho no coração. Os bons e maus professores com os quais pude conviver. A sensação de poder mudar o mundo. A vontade de ser o melhor e de conquistar os maiores desafios.
São sentimentos que deixaram marcas ao longo de minha vida. Marcas que o tempo tratou de esculpir e que me fazem ser o que sou, mas ao mesmo tempo marcas que o próprio tempo fez ficarem mais amenas, como se fossem erodidas pelo vento de vários anos.
O passar do tempo nos disponibiliza a oportunidade de experimentar a vida e todas as possibilidades que ela traz. Muitas dessas experiências são absorvidas de maneira diferenciada e nos fazem ser o que somos. A lembrança de cada uma dessas experiências vai moldando nossa personalidade e definindo nosso comportamento. O tempo nos constrói a cada dia.
O mesmo tempo que constrói o que somos, tem o poder de ir apagando nossos traços anteriores. Afastando nossas lembranças mais deliciosas e também as mais amargas. De certa forma, o tempo nos ajuda a aprender e a esquecer, desaprendendo muitas das coisas que já havíamos aprendido.
Recordar o passado ajuda a resgatar parte do que aprendemos e aos poucos fomos deixando de lado. Neste sentido, observar nossos filhos e depois nossos netos nos dá uma oportunidade de ouro de resgatar valores e sentimentos que foram abandonados pelo tempo.
Não quero dizer que devamos voltar ao passado e viver de maneira nostálgica o que ainda temos pela frente, longe disso. Meu comentário é mais no sentido de enriquecer nossa vida presente com as experiências do passado que tanto nos foram úteis naquele tempo e que provavelmente poderão nos ajudar em algum grau no presente e no futuro.
O tempo passa e transforma nossas vidas, mas a decisão de abandonar ou não as lembranças do que vivemos é mais nossa do que dele. Recordar vez por outra de nosso passado pode enriquecer em muito nossa maneira de viver de hoje.
Olhar para o passado com carinho e respeito é uma arte que acompanha as pessoas que vivem de maneira mais sábia. Elas aproveitam as experiências vividas várias vezes e a cada revisitação, aprendem coisas novas. Para elas, as experiências vividas têm um poder multiplicador e o aprendizado é maior e mais duradouro.
As pessoas que nunca refletem sobre o passado tendem a esquecer lições importantes aprendidas ao longo da vida. Repetem seus erros sem se dar conta disso e vivem buscando experiências novas que muitas vezes já tiveram a oportunidade de vivenciar.
A própria consciência é uma forma de recordação. Ela nos traz informações sobre coisas que acabaram de acontecer, é verdade, mas que com certeza já estão no passado. Você pode optar por uma consciência de curtíssimo prazo ou por uma consciência mais duradoura e rica. Só depende de você.
Para termos uma consciência com alcance maior precisamos baixar um pouco o ritmo e nos dar um pouco mais de tempo para pensar e refletir sobre o que vivemos. Esse exercício muitas vezes parece ir contra as regras da sociedade moderna, extremamente agitada e veloz, mas é mandatória se queremos nos desenvolver de maneira mais completa.
Alguém cunhou o termo Recordar é Viver. Eu proponho uma revisão para Recordar é Viver Melhor !
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de responder sua mensagem.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
As Pessoas São Capazes de Mudar?
Olá,
Tenho quase 30 anos de estrada no mundo corporativo e uma das coisas que mais ouço de colegas e amigos é que as pessoas não são capazes de mudar. Uma vez definidas suas personalidades, atitudes e comportamentos se cristalizam e não é mais possível modifica-los.
A simples observação da linha do tempo de um Ser Humano derruba essa teoria. São inúmeros os casos de pessoas que se transformam totalmente quando se casam, ou quando têm filhos, ou quando mudam de emprego.
A verdade é que estamos em transformação o tempo todo. Nosso eu de hoje é ligeiramente diferente de nosso eu de ontem e será distinto do de amanhã. Ele será mais velho sem dúvida nenhuma, mas também poderá ser mais dócil ou agressivo, otimista ou pessimista, empreendedor ou apático, egoísta ou altruísta.
As mudanças em nosso ser são causadas por vários fatores, mas existem dois que mais nos interessam nesse momento: as experiências pelas quais passamos; e a forma como vivemos essas experiências.
Duas pessoas que passam pelas mesmas experiências podem se transformar em Seres Humanos totalmente diferentes, depende apenas da forma como elas pensam e percebem as experiências pelas quais estão passando. O grande agente de transformação de uma pessoa é o seu pensamento. Com ele você pode ir do céu ao inferno e vice-versa.
A pessoa que pensa positivo, encontra o lado bom de qualquer situação que lhe ocorra. Seu foco está sempre na busca de soluções e de oportunidades, o que vai ajuda-la a ser mais otimista, empreendedora e feliz. Por outro lado, a pessoa que está sempre pensando de forma negativa mantém seu foco nos problemas e nas dificuldades, geralmente tornando-se mais depressiva e reativa.
Todos nós temos um modo de pensar dominante, que foi programado em nossas mentes ao longo de nossas vidas e é esse domínio que nos dá a impressão de que as pessoas não podem mudar, mas isso não é verdade.
Por vezes, eventos extraordinários são capazes de mudar totalmente a forma de uma pessoa pensar, levando-a a transformações incríveis. É o caso, por exemplo, do sedentário e viciado em trabalho que após um infarto passa a ser um assíduo frequentador de academias e um pai amoroso e dedicado.
O estranho disso tudo é que o mesmo evento pode transformar a vida de uma pessoa totalmente ou passar quase desapercebido para outra pessoa. Afinal, quantas pessoas sedentárias e viciadas em trabalho têm infartos seguidos até acabarem na mesa de um velório, sem nunca chegarem a tentar uma mudança de vida.
O que diferencia um caso do outro é forma como a pessoa percebe suas experiências, a forma como ela PENSA.
Se você quer melhorar de vida, policie seus pensamentos. Dê força aos pensamentos positivos e construtivos, deixando-os fluir livremente. Por outro lado, fuja dos pensamentos negativos e destrutivos sempre que notar que eles estão em ação. Com o tempo, essa forma de atuar vai reforçar a maneira positiva de pensar e enfraquecer o lado negativo.
Pensando positivamente você irá abrir sua mente para as possibilidades e oportunidades, ao mesmo tempo se protegendo do medo paralizante e da apatia da tristeza. O resto, será simplesmente consequência de sua mudança na forma de pensar.
Se você tiver comentários ou testemunhos sobre esse ou qualquer outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Tenho quase 30 anos de estrada no mundo corporativo e uma das coisas que mais ouço de colegas e amigos é que as pessoas não são capazes de mudar. Uma vez definidas suas personalidades, atitudes e comportamentos se cristalizam e não é mais possível modifica-los.
A simples observação da linha do tempo de um Ser Humano derruba essa teoria. São inúmeros os casos de pessoas que se transformam totalmente quando se casam, ou quando têm filhos, ou quando mudam de emprego.
A verdade é que estamos em transformação o tempo todo. Nosso eu de hoje é ligeiramente diferente de nosso eu de ontem e será distinto do de amanhã. Ele será mais velho sem dúvida nenhuma, mas também poderá ser mais dócil ou agressivo, otimista ou pessimista, empreendedor ou apático, egoísta ou altruísta.
As mudanças em nosso ser são causadas por vários fatores, mas existem dois que mais nos interessam nesse momento: as experiências pelas quais passamos; e a forma como vivemos essas experiências.
Duas pessoas que passam pelas mesmas experiências podem se transformar em Seres Humanos totalmente diferentes, depende apenas da forma como elas pensam e percebem as experiências pelas quais estão passando. O grande agente de transformação de uma pessoa é o seu pensamento. Com ele você pode ir do céu ao inferno e vice-versa.
A pessoa que pensa positivo, encontra o lado bom de qualquer situação que lhe ocorra. Seu foco está sempre na busca de soluções e de oportunidades, o que vai ajuda-la a ser mais otimista, empreendedora e feliz. Por outro lado, a pessoa que está sempre pensando de forma negativa mantém seu foco nos problemas e nas dificuldades, geralmente tornando-se mais depressiva e reativa.
Todos nós temos um modo de pensar dominante, que foi programado em nossas mentes ao longo de nossas vidas e é esse domínio que nos dá a impressão de que as pessoas não podem mudar, mas isso não é verdade.
Por vezes, eventos extraordinários são capazes de mudar totalmente a forma de uma pessoa pensar, levando-a a transformações incríveis. É o caso, por exemplo, do sedentário e viciado em trabalho que após um infarto passa a ser um assíduo frequentador de academias e um pai amoroso e dedicado.
O estranho disso tudo é que o mesmo evento pode transformar a vida de uma pessoa totalmente ou passar quase desapercebido para outra pessoa. Afinal, quantas pessoas sedentárias e viciadas em trabalho têm infartos seguidos até acabarem na mesa de um velório, sem nunca chegarem a tentar uma mudança de vida.
O que diferencia um caso do outro é forma como a pessoa percebe suas experiências, a forma como ela PENSA.
Se você quer melhorar de vida, policie seus pensamentos. Dê força aos pensamentos positivos e construtivos, deixando-os fluir livremente. Por outro lado, fuja dos pensamentos negativos e destrutivos sempre que notar que eles estão em ação. Com o tempo, essa forma de atuar vai reforçar a maneira positiva de pensar e enfraquecer o lado negativo.
Pensando positivamente você irá abrir sua mente para as possibilidades e oportunidades, ao mesmo tempo se protegendo do medo paralizante e da apatia da tristeza. O resto, será simplesmente consequência de sua mudança na forma de pensar.
Se você tiver comentários ou testemunhos sobre esse ou qualquer outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Call Center de Serviços - Uma Vergonha Universal
Olá,
Hoje quero desabafar um pouco falando sobre um dos piores serviços que as empresas prestam a sociedade. O maldito atendimento telefônico.
Nos últimos 5 dias tenho lutado contra a incompetência e o descaso de um desses serviços de atendimento, precisamente o da Unimed Paulistana, na tentativa até agora frustrada de conseguir autorização para os exames de meu pai.
Por se tratar de um paciente em trânsito, pois a Unimed de origem de meu pai é a de Araruama, estou no meio de um exemplo ridículo de falta de comunicação entre duas empresas irmãs, que unidas vendem um suposto plano de saúde com atendimento nacional. Ou pelo menos deveria ser....
Quando ligo para a Unimed Paulistana sou informado que eles aguardam autorização da unidade de origem. Por outro lado, sou informado pela Unimed Araruama que todos os exames já foram autorizados e que devo reforçar isso com a Unimed Paulistana.
Já faz 5 dias que estou nessa saga e não sei se ainda terei o desprazer de ficar mais alguns dias. O fato é que qualquer coisa que saia do padrão previsto pelas empresas é simplesmente desconsiderado, como se o cliente que estivesse nessa situação fosse um renegado da sociedade que ousou desafiar os procedimentos padrão.
Aqui vale uma ressalva. Como a Unimed Araruama é menor, pelo menos tenho o conforto de falar com as mesmas pessoas sempre que ligo. Além disso, elas parecem ser mais preparadas para lidar com o problema e pelo menos não me agradecem pela ligação ao final de 30 minutos de uma discussão estressante. É impressionante como os serviços de atendimento telefônico têm o poder de transformar seres humanos, supostamente inteligentes, em máquinas burras de repetir scripts de atendimento.
Mas o problema não é só da Unimed. Já tive problemas com a Telefonica, com a Net e com outras empresas que possuem esse tipo de atendimento.
Outro dia estava no shopping e presenciei um pobre estrangeiro com seu cartão VISA. Pelo que pude entender, ele estava as voltas com o mesmo tipo de problema. Seu cartão internacional bloqueava a cada transação que fazia e o obrigava a ligar para o Call Center da VISA e solicitar a autorização, uma a uma. Quando o encontrei, ele já estava na 12a chamada telefônica de um torturante dia de compras.
Não é a toa que os serviços de atendimento telefônico estão no topo das listas de reclamações. Eles são realmente lamentáveis.
Bom... Já são quase 8:30H e está na hora de tentar novamente a autorização dos exames de meu pai. Dessa vez, peço a vocês que me desejem sorte. Com certeza irei precisar.
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje quero desabafar um pouco falando sobre um dos piores serviços que as empresas prestam a sociedade. O maldito atendimento telefônico.
Nos últimos 5 dias tenho lutado contra a incompetência e o descaso de um desses serviços de atendimento, precisamente o da Unimed Paulistana, na tentativa até agora frustrada de conseguir autorização para os exames de meu pai.
Por se tratar de um paciente em trânsito, pois a Unimed de origem de meu pai é a de Araruama, estou no meio de um exemplo ridículo de falta de comunicação entre duas empresas irmãs, que unidas vendem um suposto plano de saúde com atendimento nacional. Ou pelo menos deveria ser....
Quando ligo para a Unimed Paulistana sou informado que eles aguardam autorização da unidade de origem. Por outro lado, sou informado pela Unimed Araruama que todos os exames já foram autorizados e que devo reforçar isso com a Unimed Paulistana.
Já faz 5 dias que estou nessa saga e não sei se ainda terei o desprazer de ficar mais alguns dias. O fato é que qualquer coisa que saia do padrão previsto pelas empresas é simplesmente desconsiderado, como se o cliente que estivesse nessa situação fosse um renegado da sociedade que ousou desafiar os procedimentos padrão.
Aqui vale uma ressalva. Como a Unimed Araruama é menor, pelo menos tenho o conforto de falar com as mesmas pessoas sempre que ligo. Além disso, elas parecem ser mais preparadas para lidar com o problema e pelo menos não me agradecem pela ligação ao final de 30 minutos de uma discussão estressante. É impressionante como os serviços de atendimento telefônico têm o poder de transformar seres humanos, supostamente inteligentes, em máquinas burras de repetir scripts de atendimento.
Mas o problema não é só da Unimed. Já tive problemas com a Telefonica, com a Net e com outras empresas que possuem esse tipo de atendimento.
Outro dia estava no shopping e presenciei um pobre estrangeiro com seu cartão VISA. Pelo que pude entender, ele estava as voltas com o mesmo tipo de problema. Seu cartão internacional bloqueava a cada transação que fazia e o obrigava a ligar para o Call Center da VISA e solicitar a autorização, uma a uma. Quando o encontrei, ele já estava na 12a chamada telefônica de um torturante dia de compras.
Não é a toa que os serviços de atendimento telefônico estão no topo das listas de reclamações. Eles são realmente lamentáveis.
Bom... Já são quase 8:30H e está na hora de tentar novamente a autorização dos exames de meu pai. Dessa vez, peço a vocês que me desejem sorte. Com certeza irei precisar.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 31 de julho de 2010
A Importância de Alinhar Expectativas
Olá,
Outro dia participei de uma reunião cujo objetivo era ajustar a expectativa de um projeto de avaliação organizacional que acabara de fechar em determinada empresa. Éramos 4 participantes, todos executivos de carreira e com pelo menos 30 anos de experiência de mercado e minha expectativa era de que a reunião fosse rápida, quase uma formalidade.
Logo no início da reunião ficou claro que não seria tão simples assim. Cada participante tinha uma expectativa radicalmente diferente sobre os objetivos do projeto e a medida que as opiniões eram compartilhadas, discussões longas e acaloradas se desenrolaram durante cerca de 3 horas. O que era para ser uma reunião curta, de 30 minutos, para cumprir uma formalidade de início de projeto acabou se transformando em um debate tenso e profundo, que redefiniu de forma dramática os objetivos do projeto.
Esse tipo de situação é mais comum do que se possa imaginar. Apesar de parecer frustrante ter que rever os objetivos de um projeto da primeira reunião, é muito melhor do que descobrir isso depois de já ter realizado o projeto completa ou parcialmente. Por esse motivo, sempre faço questão de iniciar os projetos com uma reunião de alinhamento de expectativas.
O Alinhamento de Expectativas é para mim a tarefa mais importante de um projeto, seja ele de curto ou de longo prazo. Não vale a pena fazer qualquer esforço em um projeto antes que todos tenham a certeza do que pode ou não ser feito; dos possíveis resultados que podem ser obtidos; e dos efeitos colaterais que as ações e decisões tomadas durante o projeto poderão gerar.
Para que o Alinhamento de Expectativas seja efetivo é necessário que alguém faça o papel de Viabilizador.
O Viabilizador precisa ser muito hábil e sua atuação exige flexiblidade, rapidez de raciocínio e muita sensibilidade e a sequência do processo de Alinhamento demonstra essa necessidade.
Primeiramente, o viabilizador precisa trazer à tona os desalinhamentos existentes. Ele precisa destampar a panela de pressão que insiste em se apresentar como se não estivesse sofrendo tensão alguma. É preciso ter sensibilidade para perceber pequenos sinais de desconforto e habilidade para fazer com que esses pequenos sinais se transformem em um discurso claro e objetivo, capaz de representar de forma precisa os motivos do desconforto e do desalinhamento.
Uma vez destampada a panela de pressão, o viabilizador precisa lidar com o ruído e com a descompressão causada pelo ato de trazer à tona os desconfortos e desalinhamentos. Nesse momento, o viabilizador atua como um tradutor entre as diversas partes. Ele precisa legitimar o desconforto declarado e fazer com que os outros participantes entendam a importância de lidar com aquele problema. Ao mesmo tempo, ele tem que minimizar o impacto que as declarações de desconforto e desalinhamento costumam causar naqueles que até o momento desconheciam a existência dos mesmos. É comum que pessoas fiquem ofendidas quando desalinhamentos e desconfortos são declarados e evitar que esse tipo de sentimento invalide o trabalho de alinhamento é papel do viabilizador.
Uma vez que os desconfortos e desalinhamentos se tornem explícitos e sejam compreendidos e legitimados por todos, eliminando qualquer tipo de ressentimento, é hora de buscar um novo alinhamento. O viabilizador passa a atuar como um facilitador do consenso, possibilitando que todos sejam capazes de dar suas opiniões e sugestões, auxiliando na comunicação entre as partes, e mantendo o foco no objetivo de obter um consenso/alinhamento.
Alinhar expectativas e objetivos de um projeto é fundamental para o sucesso de um projeto. Sem esse tipo de trabalho prévio, o risco de fracasso é enorme e mesmo quando o sucesso é atingido ele o é de maneira parcial. O próprio desalinhamento inicial se encarrega de fazer com que as avaliações dos participantes sobre os resultados do projeto sejam heterogêneas sendo comum alguns participantes avaliarem o projeto como um grande sucesso e outros considerarem o mesmo projeto como um fracasso estrondoso.
Faça um teste. Avalie os projetos dos quais você participou nos últimos meses ou anos. Quais deles foram considerados grandes sucessos, quais triveram seus resultados defendidos por alguns e questionados por outros ou foram considerados verdadeiros fracassos? Como era o alinhamento das pessoas em torno desses projetos? Algum projeto de sucesso possuia problemas sérios de alinhamento? Algum projeto fracassado possuía alinhamento completo?
Respondendo a essas perguntas você com certeza verá que os projetos de maior sucesso são aqueles onde existe grande alinhamento de expectativas e objetivos das partes envolvidas. Esse alinhamento pode ocorrer no início ou ao longo do projeto, mas ele é realmente mandatório. Se ocorrer no início, muito melhor. Se não tiver ocorrido ainda, melhor que seja AGORA.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
Outro dia participei de uma reunião cujo objetivo era ajustar a expectativa de um projeto de avaliação organizacional que acabara de fechar em determinada empresa. Éramos 4 participantes, todos executivos de carreira e com pelo menos 30 anos de experiência de mercado e minha expectativa era de que a reunião fosse rápida, quase uma formalidade.
Logo no início da reunião ficou claro que não seria tão simples assim. Cada participante tinha uma expectativa radicalmente diferente sobre os objetivos do projeto e a medida que as opiniões eram compartilhadas, discussões longas e acaloradas se desenrolaram durante cerca de 3 horas. O que era para ser uma reunião curta, de 30 minutos, para cumprir uma formalidade de início de projeto acabou se transformando em um debate tenso e profundo, que redefiniu de forma dramática os objetivos do projeto.
Esse tipo de situação é mais comum do que se possa imaginar. Apesar de parecer frustrante ter que rever os objetivos de um projeto da primeira reunião, é muito melhor do que descobrir isso depois de já ter realizado o projeto completa ou parcialmente. Por esse motivo, sempre faço questão de iniciar os projetos com uma reunião de alinhamento de expectativas.
O Alinhamento de Expectativas é para mim a tarefa mais importante de um projeto, seja ele de curto ou de longo prazo. Não vale a pena fazer qualquer esforço em um projeto antes que todos tenham a certeza do que pode ou não ser feito; dos possíveis resultados que podem ser obtidos; e dos efeitos colaterais que as ações e decisões tomadas durante o projeto poderão gerar.
Para que o Alinhamento de Expectativas seja efetivo é necessário que alguém faça o papel de Viabilizador.
O Viabilizador precisa ser muito hábil e sua atuação exige flexiblidade, rapidez de raciocínio e muita sensibilidade e a sequência do processo de Alinhamento demonstra essa necessidade.
Primeiramente, o viabilizador precisa trazer à tona os desalinhamentos existentes. Ele precisa destampar a panela de pressão que insiste em se apresentar como se não estivesse sofrendo tensão alguma. É preciso ter sensibilidade para perceber pequenos sinais de desconforto e habilidade para fazer com que esses pequenos sinais se transformem em um discurso claro e objetivo, capaz de representar de forma precisa os motivos do desconforto e do desalinhamento.
Uma vez destampada a panela de pressão, o viabilizador precisa lidar com o ruído e com a descompressão causada pelo ato de trazer à tona os desconfortos e desalinhamentos. Nesse momento, o viabilizador atua como um tradutor entre as diversas partes. Ele precisa legitimar o desconforto declarado e fazer com que os outros participantes entendam a importância de lidar com aquele problema. Ao mesmo tempo, ele tem que minimizar o impacto que as declarações de desconforto e desalinhamento costumam causar naqueles que até o momento desconheciam a existência dos mesmos. É comum que pessoas fiquem ofendidas quando desalinhamentos e desconfortos são declarados e evitar que esse tipo de sentimento invalide o trabalho de alinhamento é papel do viabilizador.
Uma vez que os desconfortos e desalinhamentos se tornem explícitos e sejam compreendidos e legitimados por todos, eliminando qualquer tipo de ressentimento, é hora de buscar um novo alinhamento. O viabilizador passa a atuar como um facilitador do consenso, possibilitando que todos sejam capazes de dar suas opiniões e sugestões, auxiliando na comunicação entre as partes, e mantendo o foco no objetivo de obter um consenso/alinhamento.
Alinhar expectativas e objetivos de um projeto é fundamental para o sucesso de um projeto. Sem esse tipo de trabalho prévio, o risco de fracasso é enorme e mesmo quando o sucesso é atingido ele o é de maneira parcial. O próprio desalinhamento inicial se encarrega de fazer com que as avaliações dos participantes sobre os resultados do projeto sejam heterogêneas sendo comum alguns participantes avaliarem o projeto como um grande sucesso e outros considerarem o mesmo projeto como um fracasso estrondoso.
Faça um teste. Avalie os projetos dos quais você participou nos últimos meses ou anos. Quais deles foram considerados grandes sucessos, quais triveram seus resultados defendidos por alguns e questionados por outros ou foram considerados verdadeiros fracassos? Como era o alinhamento das pessoas em torno desses projetos? Algum projeto de sucesso possuia problemas sérios de alinhamento? Algum projeto fracassado possuía alinhamento completo?
Respondendo a essas perguntas você com certeza verá que os projetos de maior sucesso são aqueles onde existe grande alinhamento de expectativas e objetivos das partes envolvidas. Esse alinhamento pode ocorrer no início ou ao longo do projeto, mas ele é realmente mandatório. Se ocorrer no início, muito melhor. Se não tiver ocorrido ainda, melhor que seja AGORA.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 25 de julho de 2010
Uma Mensagem para Felipe Massa
Olá Pessoal,
Hoje é um dia muito triste para todos que gostam de esporte. Presenciamos mais uma demonstração clara de que na Fórmula 1 as regras existem para serem burladas e que a ética passa longe das prioridades de dirigentes e pilotos.
A mensagem cifrada recebida por Felipe Massa no "grande" prêmio da Alemanha para que o mesmo cedesse sua posição ao parceiro da escuderia, Fernando Alonso, deixa a todos os acompanham o esporte a sensação de que a Fórmula 1 não vale a pena ser acompanhada.
É triste ver que as cenas se repetem e nada é feito para mudar. Mais triste ainda é ver pilotos brasileiros envolvidos com esse tipo de jogo sujo ano após ano. Será que a escolha de pilotos brasileiros para escuderias como Ferrari e Benetton têm relacionamento com a expectativa de que somos mais fáceis de sermos corrompidos?
Sei que o dinheiro fala alto, muito alto. Também entendo que o desejo de continuar participando do círculo da Fórmula 1, ainda mais em uma escuderia de ponta, pressiona qualquer piloto a fazer o possível e o impossível para manter-se bem com os dirigentes. Mas será que tudo isso vale mais do que os princípios e os valores de uma pessoa?
Ao Felipe Massa gostaria de deixar uma mensagem.
Se for realmente verdade que você recebeu uma ordem para deixar o Fernando Alonso passar, deixe a cabeça esfriar e depois denuncie toda essa farsa. Com certeza haverá um custo para você e sua carreira, mas será a única maneira de ajudar o esporte que você tanto ama. Além disso, vai lhe tornar um ídolo de fato, que merece ser admirado não somente pelo talento no esporte, mas também pela força de caráter.
Por favor, não deixe que pessoas inescrupulosas usem você nesse jogo sujo. Ao contrário, reaja a toda essa podridão com a energia e a honestidade que você demonstra ter.
Não vale a pena trocar nossos valores e princípios por fama, dinheiro ou poder. Tenha certeza disso.
Paulo Pinho
Hoje é um dia muito triste para todos que gostam de esporte. Presenciamos mais uma demonstração clara de que na Fórmula 1 as regras existem para serem burladas e que a ética passa longe das prioridades de dirigentes e pilotos.
A mensagem cifrada recebida por Felipe Massa no "grande" prêmio da Alemanha para que o mesmo cedesse sua posição ao parceiro da escuderia, Fernando Alonso, deixa a todos os acompanham o esporte a sensação de que a Fórmula 1 não vale a pena ser acompanhada.
É triste ver que as cenas se repetem e nada é feito para mudar. Mais triste ainda é ver pilotos brasileiros envolvidos com esse tipo de jogo sujo ano após ano. Será que a escolha de pilotos brasileiros para escuderias como Ferrari e Benetton têm relacionamento com a expectativa de que somos mais fáceis de sermos corrompidos?
Sei que o dinheiro fala alto, muito alto. Também entendo que o desejo de continuar participando do círculo da Fórmula 1, ainda mais em uma escuderia de ponta, pressiona qualquer piloto a fazer o possível e o impossível para manter-se bem com os dirigentes. Mas será que tudo isso vale mais do que os princípios e os valores de uma pessoa?
Ao Felipe Massa gostaria de deixar uma mensagem.
Se for realmente verdade que você recebeu uma ordem para deixar o Fernando Alonso passar, deixe a cabeça esfriar e depois denuncie toda essa farsa. Com certeza haverá um custo para você e sua carreira, mas será a única maneira de ajudar o esporte que você tanto ama. Além disso, vai lhe tornar um ídolo de fato, que merece ser admirado não somente pelo talento no esporte, mas também pela força de caráter.
Por favor, não deixe que pessoas inescrupulosas usem você nesse jogo sujo. Ao contrário, reaja a toda essa podridão com a energia e a honestidade que você demonstra ter.
Não vale a pena trocar nossos valores e princípios por fama, dinheiro ou poder. Tenha certeza disso.
Paulo Pinho
sábado, 29 de maio de 2010
O Risco de Violar Políticas Corporativas
Olá,
Durante minha vida profissional presenciei inúmeras situações onde as políticas corporativas foram descumpridas. As violações variavam das mais ingênuas até alguns casos bastante graves e na maioria desses casos nada acontecia com as pessoas que transgrediam as regras.
Cansei de ver pessoas que pouco respeitavam as políticas e regras de conduta seguirem carreira de sucesso sem nunca serem ao menos repreendidas. No mesmo período fui testemunha de um punhado de casos onde pretensas violações de políticas ou regras de conduta levaram bons profissionais a serem punidos exemplarmente, perdendo inclusive seus empregos.
Mas o que diferencia o primeiro grupo do segundo?
Minha conclusão foi que o primeiro grupo é formado por profissionais da violação. Pessoas que constroem seu caminho através de transgressões constantes, que pouco se importam com a ética dos negócios e cujos objetivos são sempre obter resultados, custe o que custar. Em geral são profissionais de relacionamento fácil, que encantam seus superiores com resultados inesperados, mas que são temidos por colegas e subordinados pela forma pouco confiável como se relacionam com eles.
Já o segundo grupo é formado por profissionais de boa índole, que procuram fazer o melhor para a organização, e que muitas vezes se sentem amarrados pelas limitações impostas pelas políticas. Depois de sofrerem várias vezes por seguirem regras, muitas vezes incoerentes e improdutivas, resolvem transgredir para facilitar ou viabilizar seu trabalho e pagam caro por fazer isso.
O mais interessante é que os profissionais das trangressões se mantém firmes em suas posições apesar de toda a torcida interna da organização para que eles sejam punidos. Já os profissionais sérios que cometem deslizes são sumariamente punidos e quase nunca chegam a ser defendidos por seus colegas e subordinados, seja por medo, seja por falta de oportunidade.
Violar políticas corporativas e regras de conduta é sempre um erro, seja qual for a intenção da pessoa. Não se pode dizer que as empresas que punem seus profissionais por violarem políticas estejam erradas por isso. Ao contrário, seu erro reside no fato de permitirem um grande número de profissionais inescrupulosos vilarem regras embaixo dos seus narizes e não fazer nada, na maioria das vezes por pura incompetência de seus superiores e pelo medo que colegas e subordinados têm de denunciar esses indivíduos.
Nunca viole uma política. O risco é muito alto para um profissional sério.
Tenha cuidado com a proximidade excessiva com aqueles que violam políticas. Como profissionais inescrupulosos que são, existe um grande risco de que num momento de aperto eles tentem passar toda a responsabilidade para você. E acredite, eles farão isso sem qualquer remorso e de forma tão convincente que você irá parecer o verdadeiro bandido.
Avalie a possibilidade de lutar contra os que violam políticas e quebram regras de conduta com frequência. Lembre-se da frase que diz que o mal vence quando os bons se acomodam. Ela é a mais pura verdade. Pode ser que sua reação tenha consequências negativas em sua carreira na empresa atual, mas vai valer a pena no longo prazo. Acredite.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e responder sua mensagem.
Abraçcos,
Paulo Pinho
Durante minha vida profissional presenciei inúmeras situações onde as políticas corporativas foram descumpridas. As violações variavam das mais ingênuas até alguns casos bastante graves e na maioria desses casos nada acontecia com as pessoas que transgrediam as regras.
Cansei de ver pessoas que pouco respeitavam as políticas e regras de conduta seguirem carreira de sucesso sem nunca serem ao menos repreendidas. No mesmo período fui testemunha de um punhado de casos onde pretensas violações de políticas ou regras de conduta levaram bons profissionais a serem punidos exemplarmente, perdendo inclusive seus empregos.
Mas o que diferencia o primeiro grupo do segundo?
Minha conclusão foi que o primeiro grupo é formado por profissionais da violação. Pessoas que constroem seu caminho através de transgressões constantes, que pouco se importam com a ética dos negócios e cujos objetivos são sempre obter resultados, custe o que custar. Em geral são profissionais de relacionamento fácil, que encantam seus superiores com resultados inesperados, mas que são temidos por colegas e subordinados pela forma pouco confiável como se relacionam com eles.
Já o segundo grupo é formado por profissionais de boa índole, que procuram fazer o melhor para a organização, e que muitas vezes se sentem amarrados pelas limitações impostas pelas políticas. Depois de sofrerem várias vezes por seguirem regras, muitas vezes incoerentes e improdutivas, resolvem transgredir para facilitar ou viabilizar seu trabalho e pagam caro por fazer isso.
O mais interessante é que os profissionais das trangressões se mantém firmes em suas posições apesar de toda a torcida interna da organização para que eles sejam punidos. Já os profissionais sérios que cometem deslizes são sumariamente punidos e quase nunca chegam a ser defendidos por seus colegas e subordinados, seja por medo, seja por falta de oportunidade.
Violar políticas corporativas e regras de conduta é sempre um erro, seja qual for a intenção da pessoa. Não se pode dizer que as empresas que punem seus profissionais por violarem políticas estejam erradas por isso. Ao contrário, seu erro reside no fato de permitirem um grande número de profissionais inescrupulosos vilarem regras embaixo dos seus narizes e não fazer nada, na maioria das vezes por pura incompetência de seus superiores e pelo medo que colegas e subordinados têm de denunciar esses indivíduos.
Nunca viole uma política. O risco é muito alto para um profissional sério.
Tenha cuidado com a proximidade excessiva com aqueles que violam políticas. Como profissionais inescrupulosos que são, existe um grande risco de que num momento de aperto eles tentem passar toda a responsabilidade para você. E acredite, eles farão isso sem qualquer remorso e de forma tão convincente que você irá parecer o verdadeiro bandido.
Avalie a possibilidade de lutar contra os que violam políticas e quebram regras de conduta com frequência. Lembre-se da frase que diz que o mal vence quando os bons se acomodam. Ela é a mais pura verdade. Pode ser que sua reação tenha consequências negativas em sua carreira na empresa atual, mas vai valer a pena no longo prazo. Acredite.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e responder sua mensagem.
Abraçcos,
Paulo Pinho
quarta-feira, 24 de março de 2010
Nossos Diálogos Internos
Olá,
Você provavelmente já se pegou vivenciando um diálogo intenso com alguém somente na imaginação. Você fala, ouve a outra pessoa falando, mas na verdade tudo não passa de uma criação de sua própria mente. Uma criação tão verdadeira que faz com que se tenha a sensação de estar realmente vivendo aquele momento de interação.
É sobre esses momentos, tão frequentes em nosso dia a dia, que gostaria de conversar um pouco.
Os diálogos internos que praticamos todos os dias possuem grande influência na maneira como reagimos aos estímulos externos. Eles muitas vezes servem de ensaio para as situações que ainda vamos viver e nos permitem de maneira segura testar alternativas de reação a essas situações.
Um advogado que se prepara para um julgamento importante repassa centenas de vezes em sua mente trechos do julgamento que ainda não ocorreu. Ele imagina as possíveis linhas de argumentação da defesa e ensaia a forma de reagir a cada uma delas. Ensaia a maneira como se dirigir ao juiz e aos jurados, as palavras que deve usar. Ele repete cada cena várias vezes, como se estivesse treinando em uma academia de ginástica.
O diálogo interno também serve como ferramenta de materialização de um desejo. Pode parecer estranho ou até meio místico, mas existe fundamento científico para essa afirmação. O ato de viver internamente uma determinada cena de maneira repetitiva faz com que nosso subconsciente trabalhe de forma a realizar essa cena em algum momento no futuro e muitas pessoas se utilizam desse artifício como apoio em suas realizações.
Imaginar a cena de aplausos após uma apresentação bem sucedida, ajuda a um apresentador iniciante a se sentir mais seguro e a se preparar para uma apresentação em público. Imaginar a cena de estar subindo no pódium ou de estar ultrapassando os oponentes, ajuda um piloto a se concentrar para uma prova de automobilismo. Imaginar um parto tranquilo ajuda a gestante a ser preparar para a chegada do novo filho.
Mas existem alguns pontos sobre os diálogos internos para os quais devemos estar alertas:
1) Um diálogo interno tanto pode ajudar a realizar uma cena boa quanto uma ruim.
Quando pensamos de forma repetida em possíveis desfechos negativos acabamos nos direcionando para fatos desagrádaveis. Nossa forma de pensar se torna negativa e defensiva e nosso foco sai da direção da solução e se concentra nos aspectos negativos e nos problemas.
Por esse motivo, evite vivenciar cenas negativas a não ser que parecam tão inevitáveis que seja mais positivo se preparar para elas do que buscar outras alternativas.
2) Não se esqueça que nos diálogos internos todas as falas saem de sua própria mente.
Quando exercitamos diálogos internos com outras pessoas, é importante ressaltar que as falas da outra pessoa estão sendo criadas por você mesmo. Isso significa que as reações dessa pessoa são apenas uma criação sua a partir da avaliação que você faz dela.
Nada garante que as reações da pessoa com quem você está interagindo internamente serão as mesmas que você cria naquele momento.
Um bom exercício para neutralizar esse efeito é o de imaginar o mesmo diálogo tentando rever sua avaliação sobre a pessoa com quem você está "dialogando".
Experimente imaginar um diálogo com alguém que você acha explosivo tentando considerá-lo com uma pessoa ponderada. Você pode se surpreender com a sensação que terá a respeito do diálogo.
Em algumas situações, simular o diálogo com outras pessoas tentando rever sua avaliação sobre essas pessoas pode ajudar a resolver conflitos e encontrar soluções realmente criativas.
3) Fuja dos diálogos internos viciados
Existem momento em que nossa mente insiste em fixar sua atenção em diálogos negativos e viciados. O resultado é uma sensação desagrável, que drena nossa energia o nos desvia de objetivos. Nessas situações procure desviar sua atenção.
O mais dificil na tentativa de se livrar de diálogos viciados e tomar consciência de que eles nos fazem mal. É preciso estar alerta a nossos sentimentos e sensações a todo momento para que possamos correlacionar o diálogo negativo com o mal estar que sentimos.
Uma maneira eficiente de se afastar de um diálogo interno viciado, desde que você seja capaz de notar que está sendo capturado por ele, é o de buscar novos focos de atenção. Mude de atividade. Procure algo novo para fazer. Se dê um pouco de prazer inofensivo (no sentido de que não seja um prazer que aprisiona como drogas, bebidas ou coisa parecida).
A não ser pelos pontos de atenção citados, use e abuse dos seus diálogos internos. Eles são uma maravilhosa ferramenta de reflexão e uma maneira simples e eficiente de criar o futuro que desejamos.
O segredo é usá-los sempre de maneira positiva, criando cenas que nos trazem boas sensações momentâneas e que nos ajudam a forma um futuro mais ameno e prazeiroso.
Não deixe de enviar mensagens sobre esse e outros artigos. É partir da interação com vocês que dou continuidade ao trabalho desse blog.
Abs,
PP
Você provavelmente já se pegou vivenciando um diálogo intenso com alguém somente na imaginação. Você fala, ouve a outra pessoa falando, mas na verdade tudo não passa de uma criação de sua própria mente. Uma criação tão verdadeira que faz com que se tenha a sensação de estar realmente vivendo aquele momento de interação.
É sobre esses momentos, tão frequentes em nosso dia a dia, que gostaria de conversar um pouco.
Os diálogos internos que praticamos todos os dias possuem grande influência na maneira como reagimos aos estímulos externos. Eles muitas vezes servem de ensaio para as situações que ainda vamos viver e nos permitem de maneira segura testar alternativas de reação a essas situações.
Um advogado que se prepara para um julgamento importante repassa centenas de vezes em sua mente trechos do julgamento que ainda não ocorreu. Ele imagina as possíveis linhas de argumentação da defesa e ensaia a forma de reagir a cada uma delas. Ensaia a maneira como se dirigir ao juiz e aos jurados, as palavras que deve usar. Ele repete cada cena várias vezes, como se estivesse treinando em uma academia de ginástica.
O diálogo interno também serve como ferramenta de materialização de um desejo. Pode parecer estranho ou até meio místico, mas existe fundamento científico para essa afirmação. O ato de viver internamente uma determinada cena de maneira repetitiva faz com que nosso subconsciente trabalhe de forma a realizar essa cena em algum momento no futuro e muitas pessoas se utilizam desse artifício como apoio em suas realizações.
Imaginar a cena de aplausos após uma apresentação bem sucedida, ajuda a um apresentador iniciante a se sentir mais seguro e a se preparar para uma apresentação em público. Imaginar a cena de estar subindo no pódium ou de estar ultrapassando os oponentes, ajuda um piloto a se concentrar para uma prova de automobilismo. Imaginar um parto tranquilo ajuda a gestante a ser preparar para a chegada do novo filho.
Mas existem alguns pontos sobre os diálogos internos para os quais devemos estar alertas:
1) Um diálogo interno tanto pode ajudar a realizar uma cena boa quanto uma ruim.
Quando pensamos de forma repetida em possíveis desfechos negativos acabamos nos direcionando para fatos desagrádaveis. Nossa forma de pensar se torna negativa e defensiva e nosso foco sai da direção da solução e se concentra nos aspectos negativos e nos problemas.
Por esse motivo, evite vivenciar cenas negativas a não ser que parecam tão inevitáveis que seja mais positivo se preparar para elas do que buscar outras alternativas.
2) Não se esqueça que nos diálogos internos todas as falas saem de sua própria mente.
Quando exercitamos diálogos internos com outras pessoas, é importante ressaltar que as falas da outra pessoa estão sendo criadas por você mesmo. Isso significa que as reações dessa pessoa são apenas uma criação sua a partir da avaliação que você faz dela.
Nada garante que as reações da pessoa com quem você está interagindo internamente serão as mesmas que você cria naquele momento.
Um bom exercício para neutralizar esse efeito é o de imaginar o mesmo diálogo tentando rever sua avaliação sobre a pessoa com quem você está "dialogando".
Experimente imaginar um diálogo com alguém que você acha explosivo tentando considerá-lo com uma pessoa ponderada. Você pode se surpreender com a sensação que terá a respeito do diálogo.
Em algumas situações, simular o diálogo com outras pessoas tentando rever sua avaliação sobre essas pessoas pode ajudar a resolver conflitos e encontrar soluções realmente criativas.
3) Fuja dos diálogos internos viciados
Existem momento em que nossa mente insiste em fixar sua atenção em diálogos negativos e viciados. O resultado é uma sensação desagrável, que drena nossa energia o nos desvia de objetivos. Nessas situações procure desviar sua atenção.
O mais dificil na tentativa de se livrar de diálogos viciados e tomar consciência de que eles nos fazem mal. É preciso estar alerta a nossos sentimentos e sensações a todo momento para que possamos correlacionar o diálogo negativo com o mal estar que sentimos.
Uma maneira eficiente de se afastar de um diálogo interno viciado, desde que você seja capaz de notar que está sendo capturado por ele, é o de buscar novos focos de atenção. Mude de atividade. Procure algo novo para fazer. Se dê um pouco de prazer inofensivo (no sentido de que não seja um prazer que aprisiona como drogas, bebidas ou coisa parecida).
A não ser pelos pontos de atenção citados, use e abuse dos seus diálogos internos. Eles são uma maravilhosa ferramenta de reflexão e uma maneira simples e eficiente de criar o futuro que desejamos.
O segredo é usá-los sempre de maneira positiva, criando cenas que nos trazem boas sensações momentâneas e que nos ajudam a forma um futuro mais ameno e prazeiroso.
Não deixe de enviar mensagens sobre esse e outros artigos. É partir da interação com vocês que dou continuidade ao trabalho desse blog.
Abs,
PP
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Há Males que vêm para o Bem
Olá,
Com certeza você já passou por situações desagradáveis que preferia ter evitado. A perda de um emprego, a decepção com um amigo, a derrota para um concorrente importante são exemplos de situações que dificilmente podem ser vistas como positivas, pelo menos imediatamente após sua ocorrência.
Agora pare e pense um pouco sobre cada uma das situações listadas. Será que elas são realmente tão ruins assim ou podem representar algo de bom, se vistas sob diferente ponto de vista?
Vamos tomar o exemplo de alguém que perde seu emprego numa empresa onde trabalhou por vários anos, que lhe permitiu adquirir boa experiência e acumular significativa quantia em dinheiro. Se essa pessoa aproveita o momento para abrir seu próprio negócio em uma área que tenha relacionamento com a experiência adquirida ao longo dos anos pode ser que venha a ter muito mais sucesso e realização nos anos que se seguem. Nesse caso, aquilo que se inicia como um grande problema pode se transformar apenas em um empurrãozinho necessário para que a pessoa se mova em direção a um futuro mais promissor.
E quanto a perder para um concorrente? Qual o possível valor desse tipo de situação?
Ora... Quando perdemos temos a oportunidade de rever nossas estrratégias e de avaliar a maneira como fazemos as coisas, o que raramente fazemos quando estamos sempre ganhando. Perder um negócio pode representar a oportunidade de buscar novas maneiras de competir no mercado e de reagir às mudanças que ainda não tinham sido notadas ou recebido o valor devido.
Mas e o caso da decepção com um amigo, o que dizer dessa situação?
A decepção com uma pessoa está sempre associada à descoberta de uma característica ou comportamento que não acreditávamos ser possível nesta pessoa. É uma questão de revisão de expectativas, normalmente causada por um evento que desvenda essa característica ou comportamento. Assim sendo, a decepção é apenas uma reação ao descobrimento de algo que não era sabido, o que em si não é bom nem mal. Na verdade, conhecer melhor os comportamentos e características de uma pessoa nos traz a oportunidade de termos um relacionamento mais produtivo e seguro com a mesma.
Pois é... Você deve estar se perguntando se as coisas funcionam realmente da maneira como apresentei nos parágrafos anteriores. Posso lhe garantir que sempre há uma maneira positiva de encarar as adversidades que você enfrenta em sua vida profissional e pessoal, assim como existem diversas maneiras negativas de avaliar os mesmos eventos. A escolha de qual visão adotar depende somente de você mesmo e será fundamental para definir suas ações perante os fatos.
Se você pensar que as coisas "ruins" que acontecem são uma injustiça para com a sua pessoa provavelmente irá seguir um caminho de lamentação e vitimização. Dificilmente terá uma atitude positiva e que explore as oportunidades e o resultado será provavelmente o recebimento de mais notícias ruins.
Se você pensar que há Males que vem para o Bem, irá iniciar um processo de exploração das oportunidades que surgem de cada evento, mesmo que ao princípio ele pareça "ruim". Ao explorar as oportunidades, suas ações serão na busca de soluções em torno do ocorrido e, provavelmente, essa atitude o levará a ter notícias boas em breve.
Mesmo que as notícas boas não venham rapidamente, o que às vezes acontece, uma atitude positiva perante adversidades nos faz diminiur o foco nos problemas e nos concentrarmos mais naquilo que deve ser feito para atingir nossos objetivos. Ficamos mais protegidos contra as mazelas da vida e mais preparados para aproveitar as oportunidades que surjam.
Sempre que você se encontrar em uma situação que pareça ruim, pense na frase que entitula esse artido. Se preferir, dê um passo adiante e reforme a frase para "Todos os males vêm para o bem.". Você vai perceber que as coisas vão parecer melhores e evoluir de forma muito mais agradável.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para o e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Com certeza você já passou por situações desagradáveis que preferia ter evitado. A perda de um emprego, a decepção com um amigo, a derrota para um concorrente importante são exemplos de situações que dificilmente podem ser vistas como positivas, pelo menos imediatamente após sua ocorrência.
Agora pare e pense um pouco sobre cada uma das situações listadas. Será que elas são realmente tão ruins assim ou podem representar algo de bom, se vistas sob diferente ponto de vista?
Vamos tomar o exemplo de alguém que perde seu emprego numa empresa onde trabalhou por vários anos, que lhe permitiu adquirir boa experiência e acumular significativa quantia em dinheiro. Se essa pessoa aproveita o momento para abrir seu próprio negócio em uma área que tenha relacionamento com a experiência adquirida ao longo dos anos pode ser que venha a ter muito mais sucesso e realização nos anos que se seguem. Nesse caso, aquilo que se inicia como um grande problema pode se transformar apenas em um empurrãozinho necessário para que a pessoa se mova em direção a um futuro mais promissor.
E quanto a perder para um concorrente? Qual o possível valor desse tipo de situação?
Ora... Quando perdemos temos a oportunidade de rever nossas estrratégias e de avaliar a maneira como fazemos as coisas, o que raramente fazemos quando estamos sempre ganhando. Perder um negócio pode representar a oportunidade de buscar novas maneiras de competir no mercado e de reagir às mudanças que ainda não tinham sido notadas ou recebido o valor devido.
Mas e o caso da decepção com um amigo, o que dizer dessa situação?
A decepção com uma pessoa está sempre associada à descoberta de uma característica ou comportamento que não acreditávamos ser possível nesta pessoa. É uma questão de revisão de expectativas, normalmente causada por um evento que desvenda essa característica ou comportamento. Assim sendo, a decepção é apenas uma reação ao descobrimento de algo que não era sabido, o que em si não é bom nem mal. Na verdade, conhecer melhor os comportamentos e características de uma pessoa nos traz a oportunidade de termos um relacionamento mais produtivo e seguro com a mesma.
Pois é... Você deve estar se perguntando se as coisas funcionam realmente da maneira como apresentei nos parágrafos anteriores. Posso lhe garantir que sempre há uma maneira positiva de encarar as adversidades que você enfrenta em sua vida profissional e pessoal, assim como existem diversas maneiras negativas de avaliar os mesmos eventos. A escolha de qual visão adotar depende somente de você mesmo e será fundamental para definir suas ações perante os fatos.
Se você pensar que as coisas "ruins" que acontecem são uma injustiça para com a sua pessoa provavelmente irá seguir um caminho de lamentação e vitimização. Dificilmente terá uma atitude positiva e que explore as oportunidades e o resultado será provavelmente o recebimento de mais notícias ruins.
Se você pensar que há Males que vem para o Bem, irá iniciar um processo de exploração das oportunidades que surgem de cada evento, mesmo que ao princípio ele pareça "ruim". Ao explorar as oportunidades, suas ações serão na busca de soluções em torno do ocorrido e, provavelmente, essa atitude o levará a ter notícias boas em breve.
Mesmo que as notícas boas não venham rapidamente, o que às vezes acontece, uma atitude positiva perante adversidades nos faz diminiur o foco nos problemas e nos concentrarmos mais naquilo que deve ser feito para atingir nossos objetivos. Ficamos mais protegidos contra as mazelas da vida e mais preparados para aproveitar as oportunidades que surjam.
Sempre que você se encontrar em uma situação que pareça ruim, pense na frase que entitula esse artido. Se preferir, dê um passo adiante e reforme a frase para "Todos os males vêm para o bem.". Você vai perceber que as coisas vão parecer melhores e evoluir de forma muito mais agradável.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para o e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 27 de dezembro de 2009
A Importância de Persistir
Olá,
Já faz mais de um mês que não escrevo e isso me fez pensar nos projetos que abandonamos durante a vida simplesmente por desviarmos nossa atenção para outras coisas.
No meu caso, passei por um período um pouco mais agitado (bastante trabalho), seguido de uma viagem de mais de 20 dias ao exterior. Sinceramente, nada que impedisse minha dedicação de alguns minutos para escrever sobre algo que me parecesse interessante, mas o suficiente para fazer com que meu blog ficasse mais de um mês sem atualização.
Hoje decidi retomar o processo de construção do blog e espero manter o foco nos próximos meses, mas a verdade é que abandonar um projeto é mais fácil do que se imagina, tenha ele a importância que tiver.
Todos temos exemplos de projetos que julgávamos importantes em algum momento e que abandonamos sem ao menos notarmos, de forma silenciosa e displicente. Acontece com todo mundo e nem sempre representa um problema em si.
Muitas vezes a mudança de foco é mais ou menos consciente, fruto do amadurecimento e do processo de acumulação de experiências. É o caso do menino que sonhava em ser jornaleiro por adorar ler gibis e se transforma em um escritor ou advogado ou o caso da menina que sonhava em ser médica como a mãe mas ao longo do tempo descobre sua vocação para marketing. Esses são exemplos de abandonos mais ou menos naturais, que não representam exemplos de displicência ou falta de perseverância.
Mas o que dizer de planos mais importantes como fazer um curso de pós-graduação em sua área de atuação, visitar os pais pelo menos uma vez ao ano, dedicar pelo menos algumas horas de atenção aos filhos, ou perder aqueles quilinhos que acumulou ao longo dos vinte últimos anos? Qual será o motivo para abandonarmos planos tão essenciais?
A maioria dos planos importantes exigem manutenção contínua ou um esforço maior concentrado por um período de tempo relativamente longo. Um curso de pós-graduação exige um período de sacrifício, onde temos que dividir nosso tempo já escasso com mais uma atividade pesada. Visitar os pais ao menos uma vez ao ano exige planejamento e disciplina e, algumas vezes, abrir mão de outros prazeres ou planos menos importantes. Dedicar ao menos algumas horas de atenção aos filhos exige disciplina e dedicação.
Em todos os casos citados, persistir é ponto chave para manter o rumo. Sem persistência, o risco de nos desviarmos de nossos objetivos e, em última análise, de nossos projetos mais importantes é muito grande. Aos poucos nossos verdadeiros sonhos são substituídos por pequenos projetos improvisados e nossos objetivos maiores dão lugar aos desejos mais imediatos, que nos trazem prazer no curto-prazo mas que nos afastam de nossas reais necessidades.
Manter o foco e persistir em seus objetivos é essencial. Refletir sobre nossas reais necessidades, priorizar nossas ações e ajustar nossos planos conforme as coisas mudam é uma das formas mais eficientes de manter o foco e persistir.
Se queremos algo realmente é preciso pensar sobre como chegar lá, planejar os próximos passos e analisar cada passo dado. Ações que nos afastam de nossos objetivos devem ser reavaliadas e, sempre que possível, eliminadas. Ações que nos aproximam de nossos objetivos devem ser reforçadas e repetidas.
Não espere que tudo aconteça conforme seus planos. Esteja preparado para errar mais do que acertar e para muitas vezes ver seus sonhos se afastarem em vez de se aproximarem. Não temos controle sobre a maioria das variáveis que agem sobre nosso destino e, por isso, temos que aceitar que nossas jornadas não serão fáceis.
Acreditar que é possível chegar lá apesar das dificuldades e persistir em seus objetivos é fundamental para ter sucesso. Sem persistência ficamos sem rumo, buscando sempre o caminho mais curto e menos doloroso. O resultado, a não ser por uma obra do acaso, é desviar-se do caminho traçado e ser levado para qualquer parte.
Se você deseja defnir seu caminho e ser dono de seu destino, aprenda a persistir.
Abraços,
Paulo Pinho
Já faz mais de um mês que não escrevo e isso me fez pensar nos projetos que abandonamos durante a vida simplesmente por desviarmos nossa atenção para outras coisas.
No meu caso, passei por um período um pouco mais agitado (bastante trabalho), seguido de uma viagem de mais de 20 dias ao exterior. Sinceramente, nada que impedisse minha dedicação de alguns minutos para escrever sobre algo que me parecesse interessante, mas o suficiente para fazer com que meu blog ficasse mais de um mês sem atualização.
Hoje decidi retomar o processo de construção do blog e espero manter o foco nos próximos meses, mas a verdade é que abandonar um projeto é mais fácil do que se imagina, tenha ele a importância que tiver.
Todos temos exemplos de projetos que julgávamos importantes em algum momento e que abandonamos sem ao menos notarmos, de forma silenciosa e displicente. Acontece com todo mundo e nem sempre representa um problema em si.
Muitas vezes a mudança de foco é mais ou menos consciente, fruto do amadurecimento e do processo de acumulação de experiências. É o caso do menino que sonhava em ser jornaleiro por adorar ler gibis e se transforma em um escritor ou advogado ou o caso da menina que sonhava em ser médica como a mãe mas ao longo do tempo descobre sua vocação para marketing. Esses são exemplos de abandonos mais ou menos naturais, que não representam exemplos de displicência ou falta de perseverância.
Mas o que dizer de planos mais importantes como fazer um curso de pós-graduação em sua área de atuação, visitar os pais pelo menos uma vez ao ano, dedicar pelo menos algumas horas de atenção aos filhos, ou perder aqueles quilinhos que acumulou ao longo dos vinte últimos anos? Qual será o motivo para abandonarmos planos tão essenciais?
A maioria dos planos importantes exigem manutenção contínua ou um esforço maior concentrado por um período de tempo relativamente longo. Um curso de pós-graduação exige um período de sacrifício, onde temos que dividir nosso tempo já escasso com mais uma atividade pesada. Visitar os pais ao menos uma vez ao ano exige planejamento e disciplina e, algumas vezes, abrir mão de outros prazeres ou planos menos importantes. Dedicar ao menos algumas horas de atenção aos filhos exige disciplina e dedicação.
Em todos os casos citados, persistir é ponto chave para manter o rumo. Sem persistência, o risco de nos desviarmos de nossos objetivos e, em última análise, de nossos projetos mais importantes é muito grande. Aos poucos nossos verdadeiros sonhos são substituídos por pequenos projetos improvisados e nossos objetivos maiores dão lugar aos desejos mais imediatos, que nos trazem prazer no curto-prazo mas que nos afastam de nossas reais necessidades.
Manter o foco e persistir em seus objetivos é essencial. Refletir sobre nossas reais necessidades, priorizar nossas ações e ajustar nossos planos conforme as coisas mudam é uma das formas mais eficientes de manter o foco e persistir.
Se queremos algo realmente é preciso pensar sobre como chegar lá, planejar os próximos passos e analisar cada passo dado. Ações que nos afastam de nossos objetivos devem ser reavaliadas e, sempre que possível, eliminadas. Ações que nos aproximam de nossos objetivos devem ser reforçadas e repetidas.
Não espere que tudo aconteça conforme seus planos. Esteja preparado para errar mais do que acertar e para muitas vezes ver seus sonhos se afastarem em vez de se aproximarem. Não temos controle sobre a maioria das variáveis que agem sobre nosso destino e, por isso, temos que aceitar que nossas jornadas não serão fáceis.
Acreditar que é possível chegar lá apesar das dificuldades e persistir em seus objetivos é fundamental para ter sucesso. Sem persistência ficamos sem rumo, buscando sempre o caminho mais curto e menos doloroso. O resultado, a não ser por uma obra do acaso, é desviar-se do caminho traçado e ser levado para qualquer parte.
Se você deseja defnir seu caminho e ser dono de seu destino, aprenda a persistir.
Abraços,
Paulo Pinho
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Reflexões sobre o Risco
Olá,
O risco é parte integrante da vida de todos nós. Nos arriscamos quando atravessamos a rua, quando dirigimos nosso carro, ou até mesmo enquanto dormimos. Estamos sempre sob algum grau de risco, apesar de muitas vezes nem nos darmos conta disso.
Como seres vivos, o maior risco ao qual estamos sujeitos é o de morrer. Ele representa a impossibilidade de uma nova chance (pelo menos nessa vida) e deixa a maioria de nós em estado de sobressalto. Mesmo assim, são inúmeros os casos de pessoas que enfrentam esse risco de maneira rotineira, o que me faz refletir sobre o que as leva a esse tipo de comportamento.
A verdade é que a todo risco conscientemente tomado está associada uma oportunidade relevante identificada pelo tomador do risco.
É a sensação de liberdade e prazer que faz um paraquedista se arriscar em saltos cada vez mais altos. É o prazer de vencer que faz o piloto de corrida se arriscar a 300 Km/h em um carro de Fórmula 1. É a sensação de poder e realização que faz um executivo se arriscar na tomada de decisões.
Quando a oportunidade percebida não vale o risco, ou quando a possibilidade de realização do risco é muito alta, nossa atitude é recuar. Por mais desejoso de aventura que seja um paraquedista, a grande maioria deles jamais pularia em um dia de tempestade. Nem tampouco um piloto de Fórmula 1 mantem a velocidade quando nota que seu carro está sem freios.
Não tomar riscos significa abrir mão de oportunidades. Pessoas que não tomam riscos são pessoas que dificilmente terão sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.
Tomar riscos em demasia em geral leva a grandes ganhos de curto prazo e a grandes fracassos no médio e longo prazo. Pessoas que tomam riscos em demasia costumam ter algum sucesso mas suas carreiras é frequentemente abreviada por um grande fracasso. Na vida pessoal, é comum que elas tenham uma vida mais breve ou cheguem a quebrar financeiramente.
Saber ponderar riscos e oportunidades, fazendo escolhas que maximizem oportunidades, ao mesmo tempo minimizando riscos, é uma arte que marca a maioria das pessoas bem sucedidas.
É claro que existem pessoas que fazem tudo corretamente e mesmo assim perdem tudo numa decisão infeliz. Assim como existem aqueles que arriscam tudo ou nada e mesmo assim conseguem atingir o sucesso. Mas o mais comum é que as pessoas que buscam a maximização da relação oportunidade / risco sejam as que conseguem os melhores resultados.
Um bom começo para aprender a lidar com a relação custo / oportunidade é refletir sobre os dois lados dessa equação sempre que uma decisão precisa ser tomada. Pensar sobre o que podemos ganhar ou perder com cada decisão e qual a probabilidade de termos sucesso ou não, nos faz sentir melhor o peso de nossas decisões.
Com o tempo ganhamos experiência e vamos aprendendo a dosar o peso de cada componente da balança. Se ganhamos mais do que perdemos, reforçamos nossa maneira de ponderar cada parte. Se perdemos mais do que ganhamos, buscamos um novo equilíbrio para a equação, até que comecemos a ganhar novamente.
Uma dica que considero importante é a de avaliar as consequências de perdermos nossa aposta. Se o resultado de um risco confirmado representar uma situação de irreversível ou de consequências muito fortes, esse risco provavelmente não deverá ser tomado, a não ser como última alternativa.
Na próxima vez que você tiver que tomar uma decisão, procure pensar nos riscos e oportunidades associados a ela. Você tem mais a ganhar do que a perder.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder.
PP
O risco é parte integrante da vida de todos nós. Nos arriscamos quando atravessamos a rua, quando dirigimos nosso carro, ou até mesmo enquanto dormimos. Estamos sempre sob algum grau de risco, apesar de muitas vezes nem nos darmos conta disso.
Como seres vivos, o maior risco ao qual estamos sujeitos é o de morrer. Ele representa a impossibilidade de uma nova chance (pelo menos nessa vida) e deixa a maioria de nós em estado de sobressalto. Mesmo assim, são inúmeros os casos de pessoas que enfrentam esse risco de maneira rotineira, o que me faz refletir sobre o que as leva a esse tipo de comportamento.
A verdade é que a todo risco conscientemente tomado está associada uma oportunidade relevante identificada pelo tomador do risco.
É a sensação de liberdade e prazer que faz um paraquedista se arriscar em saltos cada vez mais altos. É o prazer de vencer que faz o piloto de corrida se arriscar a 300 Km/h em um carro de Fórmula 1. É a sensação de poder e realização que faz um executivo se arriscar na tomada de decisões.
Quando a oportunidade percebida não vale o risco, ou quando a possibilidade de realização do risco é muito alta, nossa atitude é recuar. Por mais desejoso de aventura que seja um paraquedista, a grande maioria deles jamais pularia em um dia de tempestade. Nem tampouco um piloto de Fórmula 1 mantem a velocidade quando nota que seu carro está sem freios.
Não tomar riscos significa abrir mão de oportunidades. Pessoas que não tomam riscos são pessoas que dificilmente terão sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.
Tomar riscos em demasia em geral leva a grandes ganhos de curto prazo e a grandes fracassos no médio e longo prazo. Pessoas que tomam riscos em demasia costumam ter algum sucesso mas suas carreiras é frequentemente abreviada por um grande fracasso. Na vida pessoal, é comum que elas tenham uma vida mais breve ou cheguem a quebrar financeiramente.
Saber ponderar riscos e oportunidades, fazendo escolhas que maximizem oportunidades, ao mesmo tempo minimizando riscos, é uma arte que marca a maioria das pessoas bem sucedidas.
É claro que existem pessoas que fazem tudo corretamente e mesmo assim perdem tudo numa decisão infeliz. Assim como existem aqueles que arriscam tudo ou nada e mesmo assim conseguem atingir o sucesso. Mas o mais comum é que as pessoas que buscam a maximização da relação oportunidade / risco sejam as que conseguem os melhores resultados.
Um bom começo para aprender a lidar com a relação custo / oportunidade é refletir sobre os dois lados dessa equação sempre que uma decisão precisa ser tomada. Pensar sobre o que podemos ganhar ou perder com cada decisão e qual a probabilidade de termos sucesso ou não, nos faz sentir melhor o peso de nossas decisões.
Com o tempo ganhamos experiência e vamos aprendendo a dosar o peso de cada componente da balança. Se ganhamos mais do que perdemos, reforçamos nossa maneira de ponderar cada parte. Se perdemos mais do que ganhamos, buscamos um novo equilíbrio para a equação, até que comecemos a ganhar novamente.
Uma dica que considero importante é a de avaliar as consequências de perdermos nossa aposta. Se o resultado de um risco confirmado representar uma situação de irreversível ou de consequências muito fortes, esse risco provavelmente não deverá ser tomado, a não ser como última alternativa.
Na próxima vez que você tiver que tomar uma decisão, procure pensar nos riscos e oportunidades associados a ela. Você tem mais a ganhar do que a perder.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder.
PP
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Reflexões sobre o Tempo
Olá.
Muitas vezes escutamos pessoas falando sobre a necessidade de gerenciarmos o tempo. Mesmo compreendendo o sentido que essas pessoas pretendem dar a essa afirmação, é importante refletirmos um pouco sobre a impossibilidade dessa frase.
Gerenciar o tempo é impossível. Ele é implacável e preciso e passa, para efeitos práticos do dia a dia, de maneira constante independente do que possamos fazer. Não pode ser acelerado nem atrasado, tampouco pode retroagir.
O tempo define a distância entre eventos. É uma entidade abstrata e que nos ajuda a sequência dos fatos, a planejar nossas atividades e identificar os ciclos de vida que se repetem. É a noção de tempo que nos permite planejar o que faremos para atingir nossos objetivos de vida e é essa possibilidade de planejar/gerenciar nossas atividades que dá origem a expressão incorreta de "gerenciar o tempo". Tudo o que podemos gerenciar são nossas ações no tempo e não o tempo.
O tempo traz consigo outros três conceitos muito importantes: passado, presente e futuro. Vale a pena refletir um pouco sobre eles.
O passado representa o que já aconteceu e, portanto, não existe mais. Não há como retornar ao passado a não ser recorrendo a nossa memória ou aos registros que os eventos passados deixaram para trás. Tanto nossa memória quanto os registros físicos do passado (fotos, filmagens, marcas,...) representam apenas uma fração do que realmente aconteceu e não o fato em si, com todos os seus detalhes e dimensões.
Reconstruir o passado de forma completa é impossível. O que temos são apenas fragmentos de memória sobre o passado. Imagens distorcidas e incompletas que armazenamos em nossas mentes e que para complicar as coisas, são diferentes de pessoa para pessoa.
Os fragmentos de memória que temos sobre os fatos dependem da atenção que demos a cada detalhe e isso gera interpretações muito vezes totalmente diferentes sobre o fato ocorrido. Para um mesmo evento, duas pessoas poderão ter interpretações totalmente diferentes e igualmente válidas.
Discutir o passado para identificar quem tem razão, culpa ou mérito é em geral um exercício improdutivo. É perder tempo precioso e já levou a lutas e guerras das quais deveríamos nos envergonhar.
Refletir sobre o passado, compartilhando fragmentos de memória de cada um, analisando os registros que ficaram e buscando entender as causas e consequências dos fatos, fez com que a humanidade evoluísse de forma surpreendente.
Mas de uma coisa não podemos nos esquecer jamais. O passado passou e não há como voltar atrás (pelo menos por enquanto...). Assim sendo, preocupar-se com o passado ou sofrer pelo que passou é perder tempo e deixar de viver o momento mais importante de nossas vidas: o presente.
O presente talvez seja o conceito mais complexo relacionado com o tempo. Não nos damos conta, mas quando refletimos sobre o presente, na verdade estamos pensando em algo que já está no passado. Ou seja, estamos lidando com os fragmentos de memória que retivemos em relação ao que acabou de acontecer.
Na prática não há como refletir sobre o presente. Ele simplesmente está acontecendo.
Após alguma reflexão, minha conclusão é de que o que mais nos aproxima do presente são os sentimentos e as emoções. Apesar deles próprios levarem alguns milésimos de segundo para serem percebidos, podemos de maneira simplista dizer que são eles que representam o nosso verdadeiro presente.
Se pensarmos dessa maneira, o presente se resume ao que sentimos e isso nos leva a uma reflexão ainda mais profunda.
No fundo, todos nós queremos nos sentir bem. Esse é o maior objetivo de todas os seres vivos e é o que buscamos desde o momento em que nascemos até a hora em que partimos dessa vida. Esse fenômeno existe apenas no presente, mesmo que em alguns momentos seja resultado de nossos exercícios mentais com fragmentos do passado ou visões do futuro.
Viver bem é maximizar os momentos de bem-estar, em detrimento aos momentos em que nos sentimos mal.
Mas o que significa sentir-se bem? Bom, esse conceito deixo para um próximo artigo.
Ainda falta falar do futuro. Ahhh, o futuro.
A verdade nua e crua é que o futuro é totalmente incerto. Não sabemos se haverá futuro. Da mesma forma que esse pode ser apenas um de meus primeiros artigos, também pode vir a ser o último. Você que me lê nesse momento, por mais velho ou novo que seja, pode ter mais alguns minutos ou vários anos de vida pela frente. Ninguém sabe quanto tempo ainda temos.
O fato do futuro ser incerto nos traz dúvida e insegurança, mas também pode trazer esperança. Só depende da maneira como pensamos no presente.
Se somos positivos quanto ao futuro, nos sentimos melhor no presente. Não importa se o futuro vai ou não existir, o que importa é que estamos maximizando nossos momentos de bem estar. Se somos negativos sobre o futuro, nos sentimos mal no presente, e vamos contra nosso maior objetivo de vida.
Pensar positivo sobre o futuro não significa necessariamente fantasiar situações cuja probabilidade de ocorrer seja mínima. Planejar suas ações para atingir determinado objetivo desejado e visualizar-se chegando lá também cria uma imagem positiva do futuro.
Planejar o futuro de forma positiva e trazê-lo ao presente sob a forma imagens é altamente positivo. Além de trazer bem-estar no presente, aumenta as possibilidades de atingirmos nossos objetivos de vida.
Não importa muito se o futuro irá realmente acontecer da maneira que visualizamos. O ato de visualizar algo positivo para o futuro já nos traz bem-estar no presente e esse ato repetido ao longo de nossa existência maximiza nosso bem-estar ao longo da vida.
Preocupar-se com o futuro é, assim como no caso do passado, uma grande perda de tempo. Traz mal-estar para o presente e nos faz pensar em modo negativo. Em resumo, vai contra nossos objetivos de vida.
Para concluir, deixo as seguintes dicas:
Viva o presente com intensidade e busque sempre o bem-estar.
Reflita sobre o passado sempre em busca de aprendizado e nunca para se lamentar ou trazer de volta sentimentos negativos.
Planeje o futuro de forma positiva. Visualize-se atingindo seus objetivos e traga essa sensação para o presente. Ela vai ajudá-lo a construir um futuro melhor.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em recebê-lo.
PP
Muitas vezes escutamos pessoas falando sobre a necessidade de gerenciarmos o tempo. Mesmo compreendendo o sentido que essas pessoas pretendem dar a essa afirmação, é importante refletirmos um pouco sobre a impossibilidade dessa frase.
Gerenciar o tempo é impossível. Ele é implacável e preciso e passa, para efeitos práticos do dia a dia, de maneira constante independente do que possamos fazer. Não pode ser acelerado nem atrasado, tampouco pode retroagir.
O tempo define a distância entre eventos. É uma entidade abstrata e que nos ajuda a sequência dos fatos, a planejar nossas atividades e identificar os ciclos de vida que se repetem. É a noção de tempo que nos permite planejar o que faremos para atingir nossos objetivos de vida e é essa possibilidade de planejar/gerenciar nossas atividades que dá origem a expressão incorreta de "gerenciar o tempo". Tudo o que podemos gerenciar são nossas ações no tempo e não o tempo.
O tempo traz consigo outros três conceitos muito importantes: passado, presente e futuro. Vale a pena refletir um pouco sobre eles.
O passado representa o que já aconteceu e, portanto, não existe mais. Não há como retornar ao passado a não ser recorrendo a nossa memória ou aos registros que os eventos passados deixaram para trás. Tanto nossa memória quanto os registros físicos do passado (fotos, filmagens, marcas,...) representam apenas uma fração do que realmente aconteceu e não o fato em si, com todos os seus detalhes e dimensões.
Reconstruir o passado de forma completa é impossível. O que temos são apenas fragmentos de memória sobre o passado. Imagens distorcidas e incompletas que armazenamos em nossas mentes e que para complicar as coisas, são diferentes de pessoa para pessoa.
Os fragmentos de memória que temos sobre os fatos dependem da atenção que demos a cada detalhe e isso gera interpretações muito vezes totalmente diferentes sobre o fato ocorrido. Para um mesmo evento, duas pessoas poderão ter interpretações totalmente diferentes e igualmente válidas.
Discutir o passado para identificar quem tem razão, culpa ou mérito é em geral um exercício improdutivo. É perder tempo precioso e já levou a lutas e guerras das quais deveríamos nos envergonhar.
Refletir sobre o passado, compartilhando fragmentos de memória de cada um, analisando os registros que ficaram e buscando entender as causas e consequências dos fatos, fez com que a humanidade evoluísse de forma surpreendente.
Mas de uma coisa não podemos nos esquecer jamais. O passado passou e não há como voltar atrás (pelo menos por enquanto...). Assim sendo, preocupar-se com o passado ou sofrer pelo que passou é perder tempo e deixar de viver o momento mais importante de nossas vidas: o presente.
O presente talvez seja o conceito mais complexo relacionado com o tempo. Não nos damos conta, mas quando refletimos sobre o presente, na verdade estamos pensando em algo que já está no passado. Ou seja, estamos lidando com os fragmentos de memória que retivemos em relação ao que acabou de acontecer.
Na prática não há como refletir sobre o presente. Ele simplesmente está acontecendo.
Após alguma reflexão, minha conclusão é de que o que mais nos aproxima do presente são os sentimentos e as emoções. Apesar deles próprios levarem alguns milésimos de segundo para serem percebidos, podemos de maneira simplista dizer que são eles que representam o nosso verdadeiro presente.
Se pensarmos dessa maneira, o presente se resume ao que sentimos e isso nos leva a uma reflexão ainda mais profunda.
No fundo, todos nós queremos nos sentir bem. Esse é o maior objetivo de todas os seres vivos e é o que buscamos desde o momento em que nascemos até a hora em que partimos dessa vida. Esse fenômeno existe apenas no presente, mesmo que em alguns momentos seja resultado de nossos exercícios mentais com fragmentos do passado ou visões do futuro.
Viver bem é maximizar os momentos de bem-estar, em detrimento aos momentos em que nos sentimos mal.
Mas o que significa sentir-se bem? Bom, esse conceito deixo para um próximo artigo.
Ainda falta falar do futuro. Ahhh, o futuro.
A verdade nua e crua é que o futuro é totalmente incerto. Não sabemos se haverá futuro. Da mesma forma que esse pode ser apenas um de meus primeiros artigos, também pode vir a ser o último. Você que me lê nesse momento, por mais velho ou novo que seja, pode ter mais alguns minutos ou vários anos de vida pela frente. Ninguém sabe quanto tempo ainda temos.
O fato do futuro ser incerto nos traz dúvida e insegurança, mas também pode trazer esperança. Só depende da maneira como pensamos no presente.
Se somos positivos quanto ao futuro, nos sentimos melhor no presente. Não importa se o futuro vai ou não existir, o que importa é que estamos maximizando nossos momentos de bem estar. Se somos negativos sobre o futuro, nos sentimos mal no presente, e vamos contra nosso maior objetivo de vida.
Pensar positivo sobre o futuro não significa necessariamente fantasiar situações cuja probabilidade de ocorrer seja mínima. Planejar suas ações para atingir determinado objetivo desejado e visualizar-se chegando lá também cria uma imagem positiva do futuro.
Planejar o futuro de forma positiva e trazê-lo ao presente sob a forma imagens é altamente positivo. Além de trazer bem-estar no presente, aumenta as possibilidades de atingirmos nossos objetivos de vida.
Não importa muito se o futuro irá realmente acontecer da maneira que visualizamos. O ato de visualizar algo positivo para o futuro já nos traz bem-estar no presente e esse ato repetido ao longo de nossa existência maximiza nosso bem-estar ao longo da vida.
Preocupar-se com o futuro é, assim como no caso do passado, uma grande perda de tempo. Traz mal-estar para o presente e nos faz pensar em modo negativo. Em resumo, vai contra nossos objetivos de vida.
Para concluir, deixo as seguintes dicas:
Viva o presente com intensidade e busque sempre o bem-estar.
Reflita sobre o passado sempre em busca de aprendizado e nunca para se lamentar ou trazer de volta sentimentos negativos.
Planeje o futuro de forma positiva. Visualize-se atingindo seus objetivos e traga essa sensação para o presente. Ela vai ajudá-lo a construir um futuro melhor.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em recebê-lo.
PP
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A Incerteza do Futuro
Olá,
Uma das habilidades mais presentes na vida dos executivos é a capacidade de antever e se preparar para o futuro. Somos treinados e preparados para prever quanto iremos vender, que produto ou serviço terá mais sucesso, quais as chances de fechar determinado negócio, e assim por diante. Além disso, somos mestres e preparar e executar planos que vão desde algumas semanas até vários anos.
Não há nada de errado em planejar o futuro e se preparar para ele. Ao contrário, é uma das habilidades que qualquer empresa almeja em seus executivos. Mesmo para a vida pessoal, o planejamento e a disciplina com o mesmo podem representar uma vida com menos imprevistos, mais conforto e tranquilidade.
Mas há uma coisa que não podemos nos esquecer jamais. Os planos são apenas o caminho que desejamos seguir no momento inicial da jornada. Ao longo do trajeto, imprevistos irão ocorrer e os planos devem ser ajustados a eles sob o risco de transformarmos desejos em grandes frustrações ou mesmo em pesadelos.
Tomemos o exemplo de um rapaz que acaba de constituir sua própria família e planeja ter filhos e proporcionar a eles conforto e tranquilidade. Um plano simples e muito comum que provavelmente foi, é ou será um dos planos de cada um de vocês.
Como ter filhos é uma coisa mais ou menos natural, esse rapaz concentra toda sua energia na busca da estabilidade financeira para sua família. Ele entende que sem dinheiro não é possível ter conforto no mundo moderno e sai em busca de crescimento profissional e de posições mais valorizadas.
O primeiro filho nasce e esse rapaz, agora já se tornando um senhor de 30 anos, já é gerente de uma grande empresa. Seu salário é suficiente para adquirir seu primeiro apartamento, pequeno mas confortável, em um bairro de classe média. Sua agenda, como de qualquer gerente de médio escalão, é cheia de compromissos e se estende muito além do horário comercial. Sobra pouco tempo para apreciar seu filho e mesmo a esposa ele vê somente algumas vezes por semana.
O tempo passa, o salário aumenta e a família cresce. O filho mais velho já é um meninão e o segundo filho, recém-chegado, já se aloja no quarto do irmão com um grande intruso. O apartamento é trocado por um maior, mais confortável e em um bairro mais nobre. A família compra seu segundo carro e o primeiro é substituído por um modelo mais novo e maior.
Tudo parece correr as mil maravilhas, totalmente dentro dos planos, não fosse um detalhe fundamental: os já dez anos de dedicação intensa ao trabalho feriram de morte a relação do casal e por mais que eles tentem reaver a relação inicial, não existe mais volta. Eles decidem se separar.
O Plano inicial de ter uma família feliz e uma vida confortável desmorona em apenas uma semana. O carinho se transforma em ressentimento, os advogados entram em cena para definir o novo arranjo a ser implantado. O apartamento novo fica com a mãe e com os filhos, os carros são divididos, uma pensão é definida para dar sustento e educação aos meninos, e uma agenda de visitas aos filhos é estabelecida. O que era para ser uma família se transforma em um contrato de convivência forçada e na necessidade pensar em um novo plano.
A história que acabo de relatar se encaixaria em menor ou maior grau às histórias de muitos executivos que conheci. Na verdade, sem o desfecho que apresento, se aproxima até mesmo de minha própria história e, tenho certeza, provavelmente na de muitos de vocês.
A pergunta que fica é o que aconteceu de errado? Por que um plano tão simples e despretensioso pode dar tão errado?
A resposta me parece estar no foco demasiado no plano em si em detrimento do objetivo final. Nossa vontade de fazer do nosso jeito e de mostrar que estamos certos faz com que esqueçamos do mais importante, o nosso objetivo.
Quando isso acontece, a criatura (nosso plano) escraviza o criador e somos levados a caminhos que nunca imaginamos percorrer.
É preciso aceitar que o futuro é incerto e que não temos como planejar tudo com detalhes. Se não somos capazes de garantir que estaremos vivos amanhã, como podemos acreditar em nossos planos ao ponto de abandonar o presente e se concentrar somente no futuro?
Planejar é saudável e, como disse no início, pode ajudar a ter uma vida mais tranquila. No entanto, é preciso viver a única coisa que temos como certa que é o momento presente. Ele não pode ser substituído nem recuperado. Ele existe por uma fração de segundo e se transforma em passado, deixando em nossa memória uma marca indelével, que pode ser boa ou má dependendo de nossa atitude perante o evento.
Viver o presente com plenitude deve ser sempre nosso maior objetivo. Compatibilizar o prazer de viver o presente com a preparação do futuro deve vir em seguida.
O olho no futuro nos ajuda a limitar o desejo pelo prazer imediato e, mais importante, nos faz sentir prazer em viver as dificuldades. Por outro lado, pensar somente no futuro nos faz perder a beleza do momento presente e não garante que o futuro ocorra.
Mais uma vez, os princípios e valores voltam a cena. Eles são a principal ferramenta para guiar nossos planos futuros e nosso comportamento no presente.
Sempre planeje seu futuro guiado por seus princípios e valores, dessa forma você garante que seu plano o leva a seu objetivo maior de vida. Durante toda a vida, verifique se seu plano continua alinhado com eles e, caso note algum desvio, faça os ajustes devidos.
Mas não se esqueça de viver intensamente o presente pois, como disse anteriormente, ele é sem dúvida a coisa mais importante de nossas vidas.
Para saber se sua atitude no presente está alinhada com seus planos, consulte seu conjunto de valores e princípios. Se o seu prazer imediato está alinhado com eles, viva-o com intensidade e desfrute desse momento. Caso contrário, coloque foco nos seus objetivos de longo prazo e em seu plano de ação.
As dicas acima não são certeza de um futuro melhor, afinal incerteza e futuro são conceitos intimamente conectados. No entanto, podem ajudar muito a viver melhor o presente e a aumentar as chances de termos mais momentos felizes no futuro.
Se você tem comentários a fazer sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-los.
Abs.
PP
Uma das habilidades mais presentes na vida dos executivos é a capacidade de antever e se preparar para o futuro. Somos treinados e preparados para prever quanto iremos vender, que produto ou serviço terá mais sucesso, quais as chances de fechar determinado negócio, e assim por diante. Além disso, somos mestres e preparar e executar planos que vão desde algumas semanas até vários anos.
Não há nada de errado em planejar o futuro e se preparar para ele. Ao contrário, é uma das habilidades que qualquer empresa almeja em seus executivos. Mesmo para a vida pessoal, o planejamento e a disciplina com o mesmo podem representar uma vida com menos imprevistos, mais conforto e tranquilidade.
Mas há uma coisa que não podemos nos esquecer jamais. Os planos são apenas o caminho que desejamos seguir no momento inicial da jornada. Ao longo do trajeto, imprevistos irão ocorrer e os planos devem ser ajustados a eles sob o risco de transformarmos desejos em grandes frustrações ou mesmo em pesadelos.
Tomemos o exemplo de um rapaz que acaba de constituir sua própria família e planeja ter filhos e proporcionar a eles conforto e tranquilidade. Um plano simples e muito comum que provavelmente foi, é ou será um dos planos de cada um de vocês.
Como ter filhos é uma coisa mais ou menos natural, esse rapaz concentra toda sua energia na busca da estabilidade financeira para sua família. Ele entende que sem dinheiro não é possível ter conforto no mundo moderno e sai em busca de crescimento profissional e de posições mais valorizadas.
O primeiro filho nasce e esse rapaz, agora já se tornando um senhor de 30 anos, já é gerente de uma grande empresa. Seu salário é suficiente para adquirir seu primeiro apartamento, pequeno mas confortável, em um bairro de classe média. Sua agenda, como de qualquer gerente de médio escalão, é cheia de compromissos e se estende muito além do horário comercial. Sobra pouco tempo para apreciar seu filho e mesmo a esposa ele vê somente algumas vezes por semana.
O tempo passa, o salário aumenta e a família cresce. O filho mais velho já é um meninão e o segundo filho, recém-chegado, já se aloja no quarto do irmão com um grande intruso. O apartamento é trocado por um maior, mais confortável e em um bairro mais nobre. A família compra seu segundo carro e o primeiro é substituído por um modelo mais novo e maior.
Tudo parece correr as mil maravilhas, totalmente dentro dos planos, não fosse um detalhe fundamental: os já dez anos de dedicação intensa ao trabalho feriram de morte a relação do casal e por mais que eles tentem reaver a relação inicial, não existe mais volta. Eles decidem se separar.
O Plano inicial de ter uma família feliz e uma vida confortável desmorona em apenas uma semana. O carinho se transforma em ressentimento, os advogados entram em cena para definir o novo arranjo a ser implantado. O apartamento novo fica com a mãe e com os filhos, os carros são divididos, uma pensão é definida para dar sustento e educação aos meninos, e uma agenda de visitas aos filhos é estabelecida. O que era para ser uma família se transforma em um contrato de convivência forçada e na necessidade pensar em um novo plano.
A história que acabo de relatar se encaixaria em menor ou maior grau às histórias de muitos executivos que conheci. Na verdade, sem o desfecho que apresento, se aproxima até mesmo de minha própria história e, tenho certeza, provavelmente na de muitos de vocês.
A pergunta que fica é o que aconteceu de errado? Por que um plano tão simples e despretensioso pode dar tão errado?
A resposta me parece estar no foco demasiado no plano em si em detrimento do objetivo final. Nossa vontade de fazer do nosso jeito e de mostrar que estamos certos faz com que esqueçamos do mais importante, o nosso objetivo.
Quando isso acontece, a criatura (nosso plano) escraviza o criador e somos levados a caminhos que nunca imaginamos percorrer.
É preciso aceitar que o futuro é incerto e que não temos como planejar tudo com detalhes. Se não somos capazes de garantir que estaremos vivos amanhã, como podemos acreditar em nossos planos ao ponto de abandonar o presente e se concentrar somente no futuro?
Planejar é saudável e, como disse no início, pode ajudar a ter uma vida mais tranquila. No entanto, é preciso viver a única coisa que temos como certa que é o momento presente. Ele não pode ser substituído nem recuperado. Ele existe por uma fração de segundo e se transforma em passado, deixando em nossa memória uma marca indelével, que pode ser boa ou má dependendo de nossa atitude perante o evento.
Viver o presente com plenitude deve ser sempre nosso maior objetivo. Compatibilizar o prazer de viver o presente com a preparação do futuro deve vir em seguida.
O olho no futuro nos ajuda a limitar o desejo pelo prazer imediato e, mais importante, nos faz sentir prazer em viver as dificuldades. Por outro lado, pensar somente no futuro nos faz perder a beleza do momento presente e não garante que o futuro ocorra.
Mais uma vez, os princípios e valores voltam a cena. Eles são a principal ferramenta para guiar nossos planos futuros e nosso comportamento no presente.
Sempre planeje seu futuro guiado por seus princípios e valores, dessa forma você garante que seu plano o leva a seu objetivo maior de vida. Durante toda a vida, verifique se seu plano continua alinhado com eles e, caso note algum desvio, faça os ajustes devidos.
Mas não se esqueça de viver intensamente o presente pois, como disse anteriormente, ele é sem dúvida a coisa mais importante de nossas vidas.
Para saber se sua atitude no presente está alinhada com seus planos, consulte seu conjunto de valores e princípios. Se o seu prazer imediato está alinhado com eles, viva-o com intensidade e desfrute desse momento. Caso contrário, coloque foco nos seus objetivos de longo prazo e em seu plano de ação.
As dicas acima não são certeza de um futuro melhor, afinal incerteza e futuro são conceitos intimamente conectados. No entanto, podem ajudar muito a viver melhor o presente e a aumentar as chances de termos mais momentos felizes no futuro.
Se você tem comentários a fazer sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-los.
Abs.
PP
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Desenvolvendo Habilidades
Olá,
O desenvolvimento de habilidades dificilmente será um caminho de pouco trabalho. Para atingir destreza em determinada atividade são necessárias muitas horas de dedicação e um número enorme de repetições. Também é preciso ser persistente, encarar de frente as dificuldades e lidar com a frustração dos primeiros resultados negativos.
É comum observarmos as pessoas de sucesso e admirarmos seu talento como se o mesmo fosse dado a eles de presente. Em alguns casos, chegamos mesmo a comentar o quanto poderíamos ter sucesso equivalente se tivéssemos tanto talento quanto essas pessoas. Um grande equívoco.
Quando vemos um jogador de futebol serpenteando pelo campo com a bola quase grudada em seus pés ou quando assistimos um músico tocando com maestria determinada melodia, estamos presenciando o resultado de anos de dedicação e esforço.
É claro que nossas características natas podem influenciar nosso potencial de desenvolvimento, mas os exemplos mais variados demonstram que sua importância no resultado final é mínima. Se não fosse assim, como poderia ser possível uma pessoa sem braços tocar violão com desenvoltura ou um surdo ser capaz de compor músicas capazes de atravessar séculos?
Reconhecer que aquilo que costumamos chamar de talento nada mais é do que o reconhecimento de uma habilidade adquirida após muito esforço e dedicação, nos leva a algumas conclusões importantes:
1 - O talento é fruto do trabalho e não algo com que nascemos;
2 - O trabalho duro é o único caminho para obter destreza em determinada atividade;
3 - Como trabalhar duro é uma opção individual, ter talento (destreza) em determinada atividade é uma questão de escolha.
Mas se é assim, o que nos impede de desenvolver novas habilidades ou aprimorar ainda mais as habilidades já adquiridas?
A resposta me parece óbvia. Não fazemos por que dá muito trabalho. Mais do que estamos dispostos a pagar para termos acesso ao talento que dizemos desejar.
Se realmente quiséssemos ser um músico poderíamos chegar lá. Mas para isso seria necessário escolher uma escola de música, frequentá-la de forma religiosa, treinar horas a fio por dia, abrir mão de outros compromissos e interesses, enfim, trabalhar duro.
Quando queremos realmente, não existem obstáculos que não possam ser ultrapassados. Somos tenazes e persistentes, nos dedicamos de forma incansável e fazemos qualquer loucura para conseguirmos nossos objetivos.
O processo de desenvolvimento de uma habilidade deve passar por uma análise anterior sobre a importância dessa habilidade para nosso sucesso profissional ou pessoal. Não adianta desejar desenvolver uma habilidade se não estivermos convencidos da importância de tê-la.
Uma vez que estejamos convencidos da importância de desenvolver determinada atividade é hora de planejar as ações que levarão ao desenvolvimento e estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazo.
De posse da primeira versão de um plano de desenvolvimento é hora de se colocar em movimento e suar a camisa de verdade.
A cada dificuldade encontrada, lembre-se da importância de seus objetivos. É o sentimento de importância que fará você enfrentar as dificuldades e lidar com a frustração de suas derrotas iniciais.
Procure acompanhar seus resultados de forma frequente. Compare sua evolução real com a planejada e faça os devidos ajustes no plano de trabalho.
Evite modificar seus objetivos. Se não for possível atingí-los no prazo esperado, faça um ajuste no prazo, mas evite mudar o objetivo.
Nunca se esqueça dos motivos que o levaram a buscar o desenvolvimento de suas novas habilidades. Eles serão os seus melhores aliados nessa jornada.
Um abraço,
PP
O desenvolvimento de habilidades dificilmente será um caminho de pouco trabalho. Para atingir destreza em determinada atividade são necessárias muitas horas de dedicação e um número enorme de repetições. Também é preciso ser persistente, encarar de frente as dificuldades e lidar com a frustração dos primeiros resultados negativos.
É comum observarmos as pessoas de sucesso e admirarmos seu talento como se o mesmo fosse dado a eles de presente. Em alguns casos, chegamos mesmo a comentar o quanto poderíamos ter sucesso equivalente se tivéssemos tanto talento quanto essas pessoas. Um grande equívoco.
Quando vemos um jogador de futebol serpenteando pelo campo com a bola quase grudada em seus pés ou quando assistimos um músico tocando com maestria determinada melodia, estamos presenciando o resultado de anos de dedicação e esforço.
É claro que nossas características natas podem influenciar nosso potencial de desenvolvimento, mas os exemplos mais variados demonstram que sua importância no resultado final é mínima. Se não fosse assim, como poderia ser possível uma pessoa sem braços tocar violão com desenvoltura ou um surdo ser capaz de compor músicas capazes de atravessar séculos?
Reconhecer que aquilo que costumamos chamar de talento nada mais é do que o reconhecimento de uma habilidade adquirida após muito esforço e dedicação, nos leva a algumas conclusões importantes:
1 - O talento é fruto do trabalho e não algo com que nascemos;
2 - O trabalho duro é o único caminho para obter destreza em determinada atividade;
3 - Como trabalhar duro é uma opção individual, ter talento (destreza) em determinada atividade é uma questão de escolha.
Mas se é assim, o que nos impede de desenvolver novas habilidades ou aprimorar ainda mais as habilidades já adquiridas?
A resposta me parece óbvia. Não fazemos por que dá muito trabalho. Mais do que estamos dispostos a pagar para termos acesso ao talento que dizemos desejar.
Se realmente quiséssemos ser um músico poderíamos chegar lá. Mas para isso seria necessário escolher uma escola de música, frequentá-la de forma religiosa, treinar horas a fio por dia, abrir mão de outros compromissos e interesses, enfim, trabalhar duro.
Quando queremos realmente, não existem obstáculos que não possam ser ultrapassados. Somos tenazes e persistentes, nos dedicamos de forma incansável e fazemos qualquer loucura para conseguirmos nossos objetivos.
O processo de desenvolvimento de uma habilidade deve passar por uma análise anterior sobre a importância dessa habilidade para nosso sucesso profissional ou pessoal. Não adianta desejar desenvolver uma habilidade se não estivermos convencidos da importância de tê-la.
Uma vez que estejamos convencidos da importância de desenvolver determinada atividade é hora de planejar as ações que levarão ao desenvolvimento e estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazo.
De posse da primeira versão de um plano de desenvolvimento é hora de se colocar em movimento e suar a camisa de verdade.
A cada dificuldade encontrada, lembre-se da importância de seus objetivos. É o sentimento de importância que fará você enfrentar as dificuldades e lidar com a frustração de suas derrotas iniciais.
Procure acompanhar seus resultados de forma frequente. Compare sua evolução real com a planejada e faça os devidos ajustes no plano de trabalho.
Evite modificar seus objetivos. Se não for possível atingí-los no prazo esperado, faça um ajuste no prazo, mas evite mudar o objetivo.
Nunca se esqueça dos motivos que o levaram a buscar o desenvolvimento de suas novas habilidades. Eles serão os seus melhores aliados nessa jornada.
Um abraço,
PP
quarta-feira, 18 de março de 2009
Pensamento Positivo
Olá,
Outro dia um de meus sócios apresentou um texto que falava sobre um treinamento diferente para quem pretende participar de uma prova de ciclismo. Em vez de propor horas adicionais de pedalada ou algum programa de condicionamento físico, sua proposta era treinar seu cérebro a somente pensar somente em coisas positivas por uma semana.
Pode parecer uma bobagem achar que o pensamento positivo é capaz de influenciar no desempenho de um atleta ou de um profissional, mas a verdade é que pensar positivo faz toda a diferença e existem inúmeros exemplos que comprovam essa afirmação.
Observe a sua volta e pense em pessoas que você admira por suas realizações. Provavelmente são pessoas orientadas ao pensamento positivo, que acreditam que as coisas boas vão acontecer e que conseguem encontrar aspectos positivos mesmo nas situações mais adversas. O hábito de pensar de maneira positiva faz com que essas pessoas construam imagens de sucesso em suas mentes, que trabalham no sentido de torná-las realidade.
O homem é o reflexo de seus pensamentos. Sua realidade é construída nos porões de
sua mente a partir dos pensamentos que produz diariamente. Se ele tem o hábito de pensar positivamente, coisas positivas tendem a ocorrer com mais frequência. Ao contrário, se sua atitude perante a vida dispara pensamentos negativos, o resultado são inúmeros eventos negativos.
Quando pensamos positivo construímos imagens de sucesso em nossas mentes, que ajudam a buscar caminhos que nos levem aos nossos objetivos. Imaginar o sucesso em detalhes funciona como pavimentar uma estrada do final para o início. A partir da imagem de sucesso criada em nossas mentes, disparamos um processo de desconstrução dos caminhos que nos levariam a ele e as ações que precisam ser feitas para alcançá-lo.
Alguém poderia dizer que pensar não é suficiente. É verdade, não é. Mas é o ato de pensar positivamente que nos abre as portas das possibilidades e da criatividade. É a maneira mais eficaz de identificar as ações que uma vez tomadas irão aproximar-nos de nossos sonhos. O pensamento nos apresenta as possibilidades e nos faz sentir vontade de agir. O resto é consequência.
Um passo após o outro, vamos em direção a nossos sonhos. Se continuamos acreditando em nossa imagem de sucesso, novas ideias surgem e somos impelidos a continuar na direção estabelecida. Se, ao contrário, passamos a duvidar, nosso foco é desviado para os problemas e dificuldades, que passam a dominar o cenário, atrasando nossa jornada.
Pessoas que funcionam mais tempo no modo positivo, se movimentam mais rapidamente em direção a seus sonhos. As que dedicam mais tempo ao modo negativo de pensar, se afastam de seus sonhos e se aproximam de pesadelos. Afinal, como foi dito no início, somos o reflexo de nosso pensamento.
Se você pretende realmente ter sucesso, seja na vida pessoal ou profissional, procure pensar de maneira positiva. Não deixe que as dificuldades o façam criar novas dificuldades. Tente transformá-las em oportunidades e em aprendizado. Acredite na sua capacidade de enfrentar os obstáculos e, acima de tudo, visualize-se em situações de sucesso sempre que possível.
Se você possui comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler seus comentários.
PP
Outro dia um de meus sócios apresentou um texto que falava sobre um treinamento diferente para quem pretende participar de uma prova de ciclismo. Em vez de propor horas adicionais de pedalada ou algum programa de condicionamento físico, sua proposta era treinar seu cérebro a somente pensar somente em coisas positivas por uma semana.
Pode parecer uma bobagem achar que o pensamento positivo é capaz de influenciar no desempenho de um atleta ou de um profissional, mas a verdade é que pensar positivo faz toda a diferença e existem inúmeros exemplos que comprovam essa afirmação.
Observe a sua volta e pense em pessoas que você admira por suas realizações. Provavelmente são pessoas orientadas ao pensamento positivo, que acreditam que as coisas boas vão acontecer e que conseguem encontrar aspectos positivos mesmo nas situações mais adversas. O hábito de pensar de maneira positiva faz com que essas pessoas construam imagens de sucesso em suas mentes, que trabalham no sentido de torná-las realidade.
O homem é o reflexo de seus pensamentos. Sua realidade é construída nos porões de
sua mente a partir dos pensamentos que produz diariamente. Se ele tem o hábito de pensar positivamente, coisas positivas tendem a ocorrer com mais frequência. Ao contrário, se sua atitude perante a vida dispara pensamentos negativos, o resultado são inúmeros eventos negativos.
Quando pensamos positivo construímos imagens de sucesso em nossas mentes, que ajudam a buscar caminhos que nos levem aos nossos objetivos. Imaginar o sucesso em detalhes funciona como pavimentar uma estrada do final para o início. A partir da imagem de sucesso criada em nossas mentes, disparamos um processo de desconstrução dos caminhos que nos levariam a ele e as ações que precisam ser feitas para alcançá-lo.
Alguém poderia dizer que pensar não é suficiente. É verdade, não é. Mas é o ato de pensar positivamente que nos abre as portas das possibilidades e da criatividade. É a maneira mais eficaz de identificar as ações que uma vez tomadas irão aproximar-nos de nossos sonhos. O pensamento nos apresenta as possibilidades e nos faz sentir vontade de agir. O resto é consequência.
Um passo após o outro, vamos em direção a nossos sonhos. Se continuamos acreditando em nossa imagem de sucesso, novas ideias surgem e somos impelidos a continuar na direção estabelecida. Se, ao contrário, passamos a duvidar, nosso foco é desviado para os problemas e dificuldades, que passam a dominar o cenário, atrasando nossa jornada.
Pessoas que funcionam mais tempo no modo positivo, se movimentam mais rapidamente em direção a seus sonhos. As que dedicam mais tempo ao modo negativo de pensar, se afastam de seus sonhos e se aproximam de pesadelos. Afinal, como foi dito no início, somos o reflexo de nosso pensamento.
Se você pretende realmente ter sucesso, seja na vida pessoal ou profissional, procure pensar de maneira positiva. Não deixe que as dificuldades o façam criar novas dificuldades. Tente transformá-las em oportunidades e em aprendizado. Acredite na sua capacidade de enfrentar os obstáculos e, acima de tudo, visualize-se em situações de sucesso sempre que possível.
Se você possui comentários sobre esse e outros artigos, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler seus comentários.
PP
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
A história dos Sapinhos
Olá,
Já faz alguns anos recebi de um amigo uma história que fala sobre os perigos de sermos influenciados com a visão pessimista de algumas pessoas. Nesse momento em que ouvimos de todas as partes notícias sobre a crise econômica e financeira e de como essa pode ser a pior de todas as crises, desde a depressão de 1930, resolvi compartilhar com vocês essa ingênua, mas muito profunda, historinha.
========
OS SAPINHOS
Era uma vez, uma corrida de sapinhos.
O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.
Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles.
Começou a competição.
Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:
“Que pena !!! Esses sapinhos não vão conseguir. Não vão conseguir.”
E os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo.
A multidão continuava gritando: “Que pena !!! Vocês não vão conseguir.”
E os sapinhos estavam mesmo desistindo um por um, menos aquele sapinho que continuava tranquilo, embora arfante.
Ao final da competição, todos desistiram, menos ele.
A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido.
E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram que ele era surdo.
========
Vale a reflexão sobre o tema. Especialmente nos momentos mais difíceis, é comum que tenhamos nossas convicções e auto-confiança abaladas. Nesse momento, ficamos mais vulneráveis às opiniões das outras pessoas e é aí que mora o perigo.
Se nos deixarmos levar pelas milhares de vozes que anunciam o fim do mundo, entramos em depressão e ficamos paralisados, a espera do pior. Nesses momentos, os "surdos" levam vantagem pois conseguem se manter mais próximos de suas próprias intuições.
Não quero defender aqui a posição de que não devemos ouvir as pessoas que estão a nossa volta. Isso também seria perigoso e um erro a longo prazo. Minha mensagem é mais no sentido de que lutemos para manter nossos ouvidos atentos a nossas convicções e a nossa própria percepção do ambiente. Além disso, independente de quais sejam suas percepções ou as opiniões dos outros, é preciso sempre acreditar que é possível e que podemos vencer os obstáculos que temos pela frente.
Em tempos de crise, está provado, os pessimistas se escondem e se igual à média. Em outras palavras, se tornam medíocres (não se choque, a palavra medíocre quer dizer ficar na média). Já os otimistas, deixam as preocupações de lado e focam nas oportunidades, um grande passo para o sucesso.
Se você tiver histórias como a dos sapinhos e quiser compartilhá-as, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei grande prazer em publicá-las.
Já faz alguns anos recebi de um amigo uma história que fala sobre os perigos de sermos influenciados com a visão pessimista de algumas pessoas. Nesse momento em que ouvimos de todas as partes notícias sobre a crise econômica e financeira e de como essa pode ser a pior de todas as crises, desde a depressão de 1930, resolvi compartilhar com vocês essa ingênua, mas muito profunda, historinha.
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OS SAPINHOS
Era uma vez, uma corrida de sapinhos.
O objetivo era atingir o alto de uma grande torre.
Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles.
Começou a competição.
Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era:
“Que pena !!! Esses sapinhos não vão conseguir. Não vão conseguir.”
E os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo.
A multidão continuava gritando: “Que pena !!! Vocês não vão conseguir.”
E os sapinhos estavam mesmo desistindo um por um, menos aquele sapinho que continuava tranquilo, embora arfante.
Ao final da competição, todos desistiram, menos ele.
A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido.
E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram que ele era surdo.
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Vale a reflexão sobre o tema. Especialmente nos momentos mais difíceis, é comum que tenhamos nossas convicções e auto-confiança abaladas. Nesse momento, ficamos mais vulneráveis às opiniões das outras pessoas e é aí que mora o perigo.
Se nos deixarmos levar pelas milhares de vozes que anunciam o fim do mundo, entramos em depressão e ficamos paralisados, a espera do pior. Nesses momentos, os "surdos" levam vantagem pois conseguem se manter mais próximos de suas próprias intuições.
Não quero defender aqui a posição de que não devemos ouvir as pessoas que estão a nossa volta. Isso também seria perigoso e um erro a longo prazo. Minha mensagem é mais no sentido de que lutemos para manter nossos ouvidos atentos a nossas convicções e a nossa própria percepção do ambiente. Além disso, independente de quais sejam suas percepções ou as opiniões dos outros, é preciso sempre acreditar que é possível e que podemos vencer os obstáculos que temos pela frente.
Em tempos de crise, está provado, os pessimistas se escondem e se igual à média. Em outras palavras, se tornam medíocres (não se choque, a palavra medíocre quer dizer ficar na média). Já os otimistas, deixam as preocupações de lado e focam nas oportunidades, um grande passo para o sucesso.
Se você tiver histórias como a dos sapinhos e quiser compartilhá-as, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei grande prazer em publicá-las.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Mediocridade da Busca pela Razão
Olá,
Outro dia ouvi uma frase que me fez refletir sobre a força com que defendo meus pontos de vista em algumas ocasiões. Ela dizia mais ou menos o seguinte: Querer ter sempre razão é uma grande prova de mediocridade.
Sendo uma pessoa muito incisiva e que defende seus pontos de vista com força e um arsenal de argumentos, por uns momentos me senti a beira do rótulo de medíocre. Instintivamente procurei negar o conteúdo da frase, buscando situações que pudessem negar afirmação tão especialmente incômoda para quem está acostumado a buscar sempre ter razão nas discussões.
Minha busca foi infrutífera. A cada tentativa de argumento, mais me convencia de que realmente querer ter razão em nada ajuda no processo de buscar soluções ou acordos. Ao contrário, aumenta substancialmente o risco de que mudanças ocorram e de que bons acordos se concretizem.
Mas o que a busca pela razão tem a ver com a mediocridade? Não seriam as pessoas que possuem a razão na maioria dos casos mais inteligentes e conhecedoras do que as outras?
Depois de alguma reflexão minha conclusão é de que ter a razão é uma estado extremamente relativo e circunstancial. A complexidade e a dinâmica da vida e dos relacionamentos impede que, na grande maioria das vezes, seja possível definir com certeza o que está certo e o que está errado. A melhor posição perante análises antagônicas dos fatos é quase sempre no meio dos extremos, ora um pouco para um lado, ora para o outro, mas dificilmente se apresenta francamente para um dos lados.
Analisemos uma discussão típica de trânsito, em que um motorista bate na traseira do outro devido a uma freiada brusca do que está a frente. Se por um lado é obrigação do motorista que está atrás manter a distância para evitar a batida, o trânsito caótico e acelerado das grandes cidades classificaria como roda presa um motorista que mantivesse uma distância totalmente segura do que está a frente. Por outro lado, não se pode condenar um motorista por efetuar uma freiada brusca quando uma criança atravessa a rua na frente de seu carro.
Querer ter a razão em uma discussão de trânsito pode levar a discussões acaloradas, muitas vezes com consequências maiores do que o próprio incidente. Sem dúvida, uma situação que se aproxima da mediocridade.
Quando nos deslocamos para o ambiente corporativo, a discussão da razão costuma tomar uma dimensão muito maior. Discutimos de forma incisiva a responsabilidade pelos fracassos e sucessos, a intenção e a competência das pessoas, a maneira de resolver problemas, e um número enorme de outras situações.
Sendo um ambiente naturalmente competitivo, a maioria das discussões deixam de lado o objetivo inicial rapidamente e se tornam verdadeiras batalhas para definir quem tem a razão sobre determinado assunto. Discutimos horas para identificar quem possui a razão e deixamos de lado o problema a ser resolvido ou a proposta a ser construída. Perdemos um tempo valioso em discussões medíocres e não conseguimos melhorar em nada a performance da organização.
Os dois parágrafos anteriores, ainda que curtos, são suficientes para mostrar que discussões para saber quem possui a razão são improdutivas e quase sempre sem final feliz. Assim sendo, devem ser evitadas sempre que possível.
Ao refletir sobre a luta pela razão, identifiquei alguns desfechos comuns de ocorrer e que gostaria de compartilhar com vocês.
1) Um lado sai francamente vitorioso por sua maior capacidade de argumentos, deixando o outro lado em situação de quase humilhação e com um grande ressentimento. A decisão é tomada em favor do mais forte, o que muitas vezes pode representar um grande erro.
2) Os dois lados se declaram vencedores, deixando de lado o objetivo inicial de encontrar uma solução para o problema. Nesses casos, é comum não se tomar decisão alguma, postergando a solução para o impasse.
3) Um dos lados nota que a luta pela razão é inoportuna e muda o rumo da discussão. O foco do debate volta para o problema a ser resolvido e, na maioria das vezes, se encontra uma solução de consenso.
Acho que todos irão concordar que a terceira opção é mais construtiva e gera menos desgaste.
Na próxima vez em que você notar que está participando de uma discussão para definir quem está com a razão, lembre-se da frase apresentada no início desse artigo. Se não quiser fazer parte de um jogo de mediocridade, deixe de lado o seu orgulho e cesse a discussão ou faça com que ela mude de direção. Vai ser mais produtivo para todos.
Se você tiver comentários ou exemplos sobre esse e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
Outro dia ouvi uma frase que me fez refletir sobre a força com que defendo meus pontos de vista em algumas ocasiões. Ela dizia mais ou menos o seguinte: Querer ter sempre razão é uma grande prova de mediocridade.
Sendo uma pessoa muito incisiva e que defende seus pontos de vista com força e um arsenal de argumentos, por uns momentos me senti a beira do rótulo de medíocre. Instintivamente procurei negar o conteúdo da frase, buscando situações que pudessem negar afirmação tão especialmente incômoda para quem está acostumado a buscar sempre ter razão nas discussões.
Minha busca foi infrutífera. A cada tentativa de argumento, mais me convencia de que realmente querer ter razão em nada ajuda no processo de buscar soluções ou acordos. Ao contrário, aumenta substancialmente o risco de que mudanças ocorram e de que bons acordos se concretizem.
Mas o que a busca pela razão tem a ver com a mediocridade? Não seriam as pessoas que possuem a razão na maioria dos casos mais inteligentes e conhecedoras do que as outras?
Depois de alguma reflexão minha conclusão é de que ter a razão é uma estado extremamente relativo e circunstancial. A complexidade e a dinâmica da vida e dos relacionamentos impede que, na grande maioria das vezes, seja possível definir com certeza o que está certo e o que está errado. A melhor posição perante análises antagônicas dos fatos é quase sempre no meio dos extremos, ora um pouco para um lado, ora para o outro, mas dificilmente se apresenta francamente para um dos lados.
Analisemos uma discussão típica de trânsito, em que um motorista bate na traseira do outro devido a uma freiada brusca do que está a frente. Se por um lado é obrigação do motorista que está atrás manter a distância para evitar a batida, o trânsito caótico e acelerado das grandes cidades classificaria como roda presa um motorista que mantivesse uma distância totalmente segura do que está a frente. Por outro lado, não se pode condenar um motorista por efetuar uma freiada brusca quando uma criança atravessa a rua na frente de seu carro.
Querer ter a razão em uma discussão de trânsito pode levar a discussões acaloradas, muitas vezes com consequências maiores do que o próprio incidente. Sem dúvida, uma situação que se aproxima da mediocridade.
Quando nos deslocamos para o ambiente corporativo, a discussão da razão costuma tomar uma dimensão muito maior. Discutimos de forma incisiva a responsabilidade pelos fracassos e sucessos, a intenção e a competência das pessoas, a maneira de resolver problemas, e um número enorme de outras situações.
Sendo um ambiente naturalmente competitivo, a maioria das discussões deixam de lado o objetivo inicial rapidamente e se tornam verdadeiras batalhas para definir quem tem a razão sobre determinado assunto. Discutimos horas para identificar quem possui a razão e deixamos de lado o problema a ser resolvido ou a proposta a ser construída. Perdemos um tempo valioso em discussões medíocres e não conseguimos melhorar em nada a performance da organização.
Os dois parágrafos anteriores, ainda que curtos, são suficientes para mostrar que discussões para saber quem possui a razão são improdutivas e quase sempre sem final feliz. Assim sendo, devem ser evitadas sempre que possível.
Ao refletir sobre a luta pela razão, identifiquei alguns desfechos comuns de ocorrer e que gostaria de compartilhar com vocês.
1) Um lado sai francamente vitorioso por sua maior capacidade de argumentos, deixando o outro lado em situação de quase humilhação e com um grande ressentimento. A decisão é tomada em favor do mais forte, o que muitas vezes pode representar um grande erro.
2) Os dois lados se declaram vencedores, deixando de lado o objetivo inicial de encontrar uma solução para o problema. Nesses casos, é comum não se tomar decisão alguma, postergando a solução para o impasse.
3) Um dos lados nota que a luta pela razão é inoportuna e muda o rumo da discussão. O foco do debate volta para o problema a ser resolvido e, na maioria das vezes, se encontra uma solução de consenso.
Acho que todos irão concordar que a terceira opção é mais construtiva e gera menos desgaste.
Na próxima vez em que você notar que está participando de uma discussão para definir quem está com a razão, lembre-se da frase apresentada no início desse artigo. Se não quiser fazer parte de um jogo de mediocridade, deixe de lado o seu orgulho e cesse a discussão ou faça com que ela mude de direção. Vai ser mais produtivo para todos.
Se você tiver comentários ou exemplos sobre esse e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
sábado, 13 de dezembro de 2008
A arte de nadar em mar aberto
Olá Pessoal,
Já faz um bom tempo que não escrevo e sinto-me um pouco culpado de ter abandonado os que vez por outra visitam esse site. A eles peço desculpas e prometo que irei me esforçar para escrever artigos com maior freqüência.
A culpa de não ter escrito mais nos últimos tempos me fez refletir sobre o título desse artigo. Vocês já notaram como vários de nossos planos importantes são aos poucos esquecidos e substituídos por outros que nem foram tão planejados assim?
Pois é... Todos os anos definimos para nós mesmos uma série de compromissos. Eles vão do ingênuo plano de perder alguns quilinhos a coisas sérias como iniciar uma poupança para a aposentadoria ou tratar aquela dor nas costas que aos poucos vai tirando nossa mobilidade.
Via de regra, após algumas semanas de intenso esforço, vamos nos entregando ao fluxo natural da vida e retornamos ao ponto em que estávamos. Os poucos quilos perdidos durante algumas semanas retornam e a escalada do peso continua. A poupança deixa de ser reforçada e é utilizada para as emergências do dia a dia, sendo aos poucos substituída pelo limite rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial. A fisioterapia é abandonada e passamos a utilizar apenas o analgésico para enganar a dor quando a mesma se torna mais intensa.
Deixar a vida nos levar é parte da arte de viver. Lutar contra a correnteza da vida todo o tempo é cansativo e traz grande frustração. Alguns são mais tenazes do que outros, mas a verdade é que, assim como na correnteza do mar, é impossível nadar contra ela por muito tempo. Talvez isso explique por que muitos de nossos planos são frustrados em poucas semanas ou meses. Parece que de alguma maneira, nossa decisão vai contra o fluxo natural das coisas.
Sei que você deve estar pensando que não podemos aceitar essa realidade e que precisamos ser disciplinados e vencer os desafios que são postos pela vida. Concordo plenamente e é por isso que decidi escrever esse artigo. Afinal, é preciso encontrar uma maneira de vencer a inércia que a vida nos impõe e aprender a mudar de direção de maneira definitiva.
Uma maneira bastante eficaz de vencer os maiores desafios é a utilizada pelos nadadores de mar aberto mais experientes. Eles conhecem muito bem a força que a natureza possui e aprenderam a buscar seus objetivos, ora se aproveitando dessa força, ora evitando-a ou contornando-a.
A primeira coisa que um bom nadador faz quando vai atravessar uma faixa de mar é estudar o ambiente. Ele procura entender a força, a direção e o horário das correntezas, planejando sua travessia com detalhes e paciência.
Quando a correnteza é a favor de sua direção e sentido, ele procura aproveitá-la ao máximo. Com isso, consegue atingir velocidades que jamais seria capaz por suas próprias forças.
Ao contrário, quando a correnteza é totalmente frontal ao seu objetivo, ele avalia sua capacidade de suportá-la e, muitas vezes, decide mudar de direção e nadar em busca dos limites dessa correnteza, evitando o confronto direto. Ele sabe que é melhor empenhar sua energia fugindo da correnteza do que enfrentando-a.
Nem sempre a melhor solução é fugir da correnteza. Se há energia suficiente para enfrentá-la e ainda produzir movimento positivo, pode ser melhor seguir em frente. Nesse caso, no entanto, é importante saber por quanto tempo teremos que enfrentar o estresse de nadar contra a correnteza. Se estamos preparados para o tempo esperado, com alguma folga, vamos em frente.
Em algumas situações não há o que fazer para enfrentar a correnteza. Nem é possível contorná-la e atingir seus limites, nem tampouco enfrentá-la. Nesses momentos, o nadador experiente poupa suas energias, volta ao planejamento e aguarda o momento correto para reiniciar sua jornada. Literalmente, ele deixa que a vida (correnteza) o leve por um tempo.
Finalmente, mas não menos importante, o bom nadador nunca perde a esperança. Ele sabe que perdê-la significa não mais pisar em terra firme e luta todos os momentos para manter a serenidade e o senso de direção.
Estamos nos aproximando do final de mais um ano. Momento em que todos param para pensar em seus planos futuros e nos compromissos que irão assumir para os próximos 12 meses. Minha sugestão nesse momento é pensar como um nadador de mar aberto.
Avalie seus desejos e sonhos em função do cenário que está colocado a sua frente. Procure identificar os grandes obstáculos e avalie sua capacidade de enfrentá-los de frente. Se você tem dúvidas, pense em alternativas de contorno. Se acha que não vai conseguir, pense em buscar objetivos mais fáceis de serem atingidos.
Lembre-se que o sucesso alimenta a auto-estima, enquanto o fracassso a solapa. A somatória de pequenos sucessos nos fortacele, aumenta nossa reserva de esperança e nos prepara para buscar sonhos mais ousados e para enfrentar fracassos maiores.
Os fracassos têm o poder de nos tirar parte da esperança que temos armazenada. Se nossas reservas são volumosas, somos capazes de enfrentar grandes fracassos e ainda termos energia de ir em frente. Se ao contrário, nossas reservas são limitadas, temos que ser cuidadosos e evitar a possibilidade de fracassos maiores. Zerar a reserva de esperança não é uma opção.
Assim como um nadador experiente, planeje suas ações com calma e detalhamento. Avalie sempre sua capacidade de enfrentar cada desafio e mantenha a vigilância sobre o ambiente. Em momentos de calmaria, onde os fatores externos são a seu favor, acelere na direção planejada e aproveite a sensação de liberdade e realização. Em momentos de dificuldade, reavalie sua capacidade de reação e decida se o melhor é continuar enfrentando, buscar contornos ou mesmo deixar que a correnteza o leve.
Por fim, nunca se esqueça de manter a calma e a esperança. Elas são suas melhores amigas nessa jornada.
Um grande abraço.
PP
Já faz um bom tempo que não escrevo e sinto-me um pouco culpado de ter abandonado os que vez por outra visitam esse site. A eles peço desculpas e prometo que irei me esforçar para escrever artigos com maior freqüência.
A culpa de não ter escrito mais nos últimos tempos me fez refletir sobre o título desse artigo. Vocês já notaram como vários de nossos planos importantes são aos poucos esquecidos e substituídos por outros que nem foram tão planejados assim?
Pois é... Todos os anos definimos para nós mesmos uma série de compromissos. Eles vão do ingênuo plano de perder alguns quilinhos a coisas sérias como iniciar uma poupança para a aposentadoria ou tratar aquela dor nas costas que aos poucos vai tirando nossa mobilidade.
Via de regra, após algumas semanas de intenso esforço, vamos nos entregando ao fluxo natural da vida e retornamos ao ponto em que estávamos. Os poucos quilos perdidos durante algumas semanas retornam e a escalada do peso continua. A poupança deixa de ser reforçada e é utilizada para as emergências do dia a dia, sendo aos poucos substituída pelo limite rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial. A fisioterapia é abandonada e passamos a utilizar apenas o analgésico para enganar a dor quando a mesma se torna mais intensa.
Deixar a vida nos levar é parte da arte de viver. Lutar contra a correnteza da vida todo o tempo é cansativo e traz grande frustração. Alguns são mais tenazes do que outros, mas a verdade é que, assim como na correnteza do mar, é impossível nadar contra ela por muito tempo. Talvez isso explique por que muitos de nossos planos são frustrados em poucas semanas ou meses. Parece que de alguma maneira, nossa decisão vai contra o fluxo natural das coisas.
Sei que você deve estar pensando que não podemos aceitar essa realidade e que precisamos ser disciplinados e vencer os desafios que são postos pela vida. Concordo plenamente e é por isso que decidi escrever esse artigo. Afinal, é preciso encontrar uma maneira de vencer a inércia que a vida nos impõe e aprender a mudar de direção de maneira definitiva.
Uma maneira bastante eficaz de vencer os maiores desafios é a utilizada pelos nadadores de mar aberto mais experientes. Eles conhecem muito bem a força que a natureza possui e aprenderam a buscar seus objetivos, ora se aproveitando dessa força, ora evitando-a ou contornando-a.
A primeira coisa que um bom nadador faz quando vai atravessar uma faixa de mar é estudar o ambiente. Ele procura entender a força, a direção e o horário das correntezas, planejando sua travessia com detalhes e paciência.
Quando a correnteza é a favor de sua direção e sentido, ele procura aproveitá-la ao máximo. Com isso, consegue atingir velocidades que jamais seria capaz por suas próprias forças.
Ao contrário, quando a correnteza é totalmente frontal ao seu objetivo, ele avalia sua capacidade de suportá-la e, muitas vezes, decide mudar de direção e nadar em busca dos limites dessa correnteza, evitando o confronto direto. Ele sabe que é melhor empenhar sua energia fugindo da correnteza do que enfrentando-a.
Nem sempre a melhor solução é fugir da correnteza. Se há energia suficiente para enfrentá-la e ainda produzir movimento positivo, pode ser melhor seguir em frente. Nesse caso, no entanto, é importante saber por quanto tempo teremos que enfrentar o estresse de nadar contra a correnteza. Se estamos preparados para o tempo esperado, com alguma folga, vamos em frente.
Em algumas situações não há o que fazer para enfrentar a correnteza. Nem é possível contorná-la e atingir seus limites, nem tampouco enfrentá-la. Nesses momentos, o nadador experiente poupa suas energias, volta ao planejamento e aguarda o momento correto para reiniciar sua jornada. Literalmente, ele deixa que a vida (correnteza) o leve por um tempo.
Finalmente, mas não menos importante, o bom nadador nunca perde a esperança. Ele sabe que perdê-la significa não mais pisar em terra firme e luta todos os momentos para manter a serenidade e o senso de direção.
Estamos nos aproximando do final de mais um ano. Momento em que todos param para pensar em seus planos futuros e nos compromissos que irão assumir para os próximos 12 meses. Minha sugestão nesse momento é pensar como um nadador de mar aberto.
Avalie seus desejos e sonhos em função do cenário que está colocado a sua frente. Procure identificar os grandes obstáculos e avalie sua capacidade de enfrentá-los de frente. Se você tem dúvidas, pense em alternativas de contorno. Se acha que não vai conseguir, pense em buscar objetivos mais fáceis de serem atingidos.
Lembre-se que o sucesso alimenta a auto-estima, enquanto o fracassso a solapa. A somatória de pequenos sucessos nos fortacele, aumenta nossa reserva de esperança e nos prepara para buscar sonhos mais ousados e para enfrentar fracassos maiores.
Os fracassos têm o poder de nos tirar parte da esperança que temos armazenada. Se nossas reservas são volumosas, somos capazes de enfrentar grandes fracassos e ainda termos energia de ir em frente. Se ao contrário, nossas reservas são limitadas, temos que ser cuidadosos e evitar a possibilidade de fracassos maiores. Zerar a reserva de esperança não é uma opção.
Assim como um nadador experiente, planeje suas ações com calma e detalhamento. Avalie sempre sua capacidade de enfrentar cada desafio e mantenha a vigilância sobre o ambiente. Em momentos de calmaria, onde os fatores externos são a seu favor, acelere na direção planejada e aproveite a sensação de liberdade e realização. Em momentos de dificuldade, reavalie sua capacidade de reação e decida se o melhor é continuar enfrentando, buscar contornos ou mesmo deixar que a correnteza o leve.
Por fim, nunca se esqueça de manter a calma e a esperança. Elas são suas melhores amigas nessa jornada.
Um grande abraço.
PP
domingo, 12 de outubro de 2008
A importância da Transpiração
Olá,
Muitas são as histórias de executivos considerados brilhantes que sofreram derrotas humilhantes. Ao mesmo tempo, são inúmeros os casos de executivos desconhecidos que levam suas empresas a anos de sucesso contínuo. Os motivos que levam a esse aparente paradoxo incluem o tema que gostaria de abordar no artigo de hoje.
A auto-confiança é fundamental para alcançar sucesso no mundo dos negócios. Sua falta inviabiliza ações mais arrojadas e limita muito a criatividade e a capacidade de manter o rumo mesmo quando as dificuldades se apresentam. Ao mesmo tempo, o excesso de auto-confiança torna o executivo mais arrogante e desatento, deixando de lado detalhes que podem representar a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Thomas Edison disse um dia que um gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração. É uma frase sábia e que resgata a realidade de todo sucesso verdadeiro, sempre ancorado por muito trabalho e perseverança.
De nada adianta ser brilhante se não há predisposição para enfrentar os obstáculos e para gastar horas tentando até acertar. O sucesso não surge por acaso nem é obtido por um passe de mágica. Ao contrário, ele é fruto de um processo de preparação intenso e de muito esforço, boa parte dele gasto em tentativas frustradas.
Se você deseja ser um executivo de sucesso, prepare-se para gastar boa parte de sua vida dedicando várias horas por dia em tarefas nem sempre agradáveis; buscando soluções para problemas que muitas vezes parecem desafiar sua capacidade; enfrentando derrotas e frustrações. Enfim, transpirando muito mais do que criando.
Por favor não entendam que estou depreciando a importância da criatividade e da auto-confiança. Ao contrário, minha teoria é de que ambas são fruto da disciplina que algumas pessoas possuem em perseverar e manter o ritmo do trabalho, sejam quais forem as dificuldades.
O executivo que reconhece a importância de transpirar leva adiante um número maior de idéias, tornando-se mais criativo. Ao mesmo tempo, ao se expor a um volume maior de dificuldades e desafios, aprende a lidar melhor com o fracasso, a reconhecer o sucesso por acaso e a valorizar os momento em que sua participação realmente fez a diferença.
Se você pretende ser um executivo de sucesso, prepare-se para suar muito. Lembre-se que quem mais produz normalmente é quem alcança resultados positivos em maior número, mas nunca se esqueça que para cada sucesso alcançado sempre haverá um conjunto de fracassos. É a capacidade de trabalho contínuo e a perseverança para vencer os obstáculos que diferenciam os grandes executivos.
Se você tem comentários sobre o tema acima, por favor envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br .
PP
Muitas são as histórias de executivos considerados brilhantes que sofreram derrotas humilhantes. Ao mesmo tempo, são inúmeros os casos de executivos desconhecidos que levam suas empresas a anos de sucesso contínuo. Os motivos que levam a esse aparente paradoxo incluem o tema que gostaria de abordar no artigo de hoje.
A auto-confiança é fundamental para alcançar sucesso no mundo dos negócios. Sua falta inviabiliza ações mais arrojadas e limita muito a criatividade e a capacidade de manter o rumo mesmo quando as dificuldades se apresentam. Ao mesmo tempo, o excesso de auto-confiança torna o executivo mais arrogante e desatento, deixando de lado detalhes que podem representar a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Thomas Edison disse um dia que um gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração. É uma frase sábia e que resgata a realidade de todo sucesso verdadeiro, sempre ancorado por muito trabalho e perseverança.
De nada adianta ser brilhante se não há predisposição para enfrentar os obstáculos e para gastar horas tentando até acertar. O sucesso não surge por acaso nem é obtido por um passe de mágica. Ao contrário, ele é fruto de um processo de preparação intenso e de muito esforço, boa parte dele gasto em tentativas frustradas.
Se você deseja ser um executivo de sucesso, prepare-se para gastar boa parte de sua vida dedicando várias horas por dia em tarefas nem sempre agradáveis; buscando soluções para problemas que muitas vezes parecem desafiar sua capacidade; enfrentando derrotas e frustrações. Enfim, transpirando muito mais do que criando.
Por favor não entendam que estou depreciando a importância da criatividade e da auto-confiança. Ao contrário, minha teoria é de que ambas são fruto da disciplina que algumas pessoas possuem em perseverar e manter o ritmo do trabalho, sejam quais forem as dificuldades.
O executivo que reconhece a importância de transpirar leva adiante um número maior de idéias, tornando-se mais criativo. Ao mesmo tempo, ao se expor a um volume maior de dificuldades e desafios, aprende a lidar melhor com o fracasso, a reconhecer o sucesso por acaso e a valorizar os momento em que sua participação realmente fez a diferença.
Se você pretende ser um executivo de sucesso, prepare-se para suar muito. Lembre-se que quem mais produz normalmente é quem alcança resultados positivos em maior número, mas nunca se esqueça que para cada sucesso alcançado sempre haverá um conjunto de fracassos. É a capacidade de trabalho contínuo e a perseverança para vencer os obstáculos que diferenciam os grandes executivos.
Se você tem comentários sobre o tema acima, por favor envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br .
PP
sábado, 6 de setembro de 2008
Lidando com a Tristeza
Olá,
Não tem como evitar. Há dias em que a tristeza bate a nossa porta e faz com que o coração fique apertado e a respiração curta e sentida.
Nesses momentos nossa energia fica limitada e a vontade de enfrentar desafios ou mesmo de comemorar bons resultados nos deixa a sós.
Ficar triste de vez em quando é parte da vida de qualquer pessoa. Pode ser por um problema familiar; a perda de um grande amigo; algum aborrecimento imprevisto; ou mesmo pelo acúmulo de problemas que enfrentamos de vez em quando. Mas também pode ser por motivos profissionais. A perda de um grande negócio; o não reconhecimento de seu esforço em determinado projeto; ou o adiamento da esperada promoção.
Não importa qual seja o motivo, a tristeza nos deixa deprimidos e com pouca energia. Ela tira o brilho de nossos olhos e faz com que o prazer de viver se afaste de nós, pelo menos pelo tempo em que está nos dominando.
Sentir tristeza de vez em quando é normal e pode até nos ajudar a refletir um pouco sobre nossos verdadeiros valores. Se estamos tristes por termos perdido um grande negócio e isso nos deixa desanimados e sem energia é hora de refletirmos um pouco e lembrarmos que um negócio não é a coisa mais importante de nossas vidas. Dessa forma, há situações em que a tristeza nos ajuda a encontrar o caminho para uma vida mais completa e feliz.
Sentir tristeza todo o tempo deixa de ser normal e é um sinal de que talvez seja hora de buscar ajuda profissional. Pode ser um sintoma de depressão, doença que pode e deve ser tratada.
Mas e quando a tristeza vem de um motivo realmente forte? Quando é resultado de uma perda importante como as que envolvem o relacionamento afetivo ou os grandes objetivos de nossa vida.
Nessas horas temos que ser fortes e pacientes. Fortes para não deixar que a tristeza tome conta de nossas vidas e faça com que nossos outros sonhos deixem de ser desejados e perseguidos; pacientes para suportar a dor que a tristeza impõe sem sair ofendendo e magoando a quem está em torno de nós; fortes para chorar mansamente e pacientes para deixar que o tempo faça seu trabalho de curar as feridas.
Falar sobre lidar com a tristeza é bem mais fácil do que fazê-lo, mas estar preparado e refletir sobre as possibilidades sem dúvida ajuda a enfrentar melhor esses momentos.
Na próxima vez que a tristeza tomar seu coração, reflita um pouco sobre sua origem. Primeiro procure entender se ela é por um motivo que realmente faz sentido. Se não for, livre-se dela e concentre sua atenção em coisas mais importantes.
Se sua conclusão for de que trata-se de algo realmente importante, seja forte e paciente. Espere que o tempo cure as feridas e procure refletir sobre o lado bom de estar passando por essa situação. Por mais difícil que possa parecer, sempre existe um lado bom.
Se a dor for muito forte, deixe que as lágrimas ajudem a aliviá-la. Se tiver um amigo em que possa confiar, converse com ele e compartilhe sua dor. A um ditado que diz que o amor quando é compartilhado se multiplica e que a dor compartilhada se dissolve.
Se após alguns dias a tristeza não resolver dar lugar a um novo ciclo de energia e entusiasmo, procure a ajuda de um profissional. Não é normal ficar triste por muito tempo e é preciso reconhecer que algo pode estar errado com sua saúde.
Não deixe de enviar seus comentários.
PP
Não tem como evitar. Há dias em que a tristeza bate a nossa porta e faz com que o coração fique apertado e a respiração curta e sentida.
Nesses momentos nossa energia fica limitada e a vontade de enfrentar desafios ou mesmo de comemorar bons resultados nos deixa a sós.
Ficar triste de vez em quando é parte da vida de qualquer pessoa. Pode ser por um problema familiar; a perda de um grande amigo; algum aborrecimento imprevisto; ou mesmo pelo acúmulo de problemas que enfrentamos de vez em quando. Mas também pode ser por motivos profissionais. A perda de um grande negócio; o não reconhecimento de seu esforço em determinado projeto; ou o adiamento da esperada promoção.
Não importa qual seja o motivo, a tristeza nos deixa deprimidos e com pouca energia. Ela tira o brilho de nossos olhos e faz com que o prazer de viver se afaste de nós, pelo menos pelo tempo em que está nos dominando.
Sentir tristeza de vez em quando é normal e pode até nos ajudar a refletir um pouco sobre nossos verdadeiros valores. Se estamos tristes por termos perdido um grande negócio e isso nos deixa desanimados e sem energia é hora de refletirmos um pouco e lembrarmos que um negócio não é a coisa mais importante de nossas vidas. Dessa forma, há situações em que a tristeza nos ajuda a encontrar o caminho para uma vida mais completa e feliz.
Sentir tristeza todo o tempo deixa de ser normal e é um sinal de que talvez seja hora de buscar ajuda profissional. Pode ser um sintoma de depressão, doença que pode e deve ser tratada.
Mas e quando a tristeza vem de um motivo realmente forte? Quando é resultado de uma perda importante como as que envolvem o relacionamento afetivo ou os grandes objetivos de nossa vida.
Nessas horas temos que ser fortes e pacientes. Fortes para não deixar que a tristeza tome conta de nossas vidas e faça com que nossos outros sonhos deixem de ser desejados e perseguidos; pacientes para suportar a dor que a tristeza impõe sem sair ofendendo e magoando a quem está em torno de nós; fortes para chorar mansamente e pacientes para deixar que o tempo faça seu trabalho de curar as feridas.
Falar sobre lidar com a tristeza é bem mais fácil do que fazê-lo, mas estar preparado e refletir sobre as possibilidades sem dúvida ajuda a enfrentar melhor esses momentos.
Na próxima vez que a tristeza tomar seu coração, reflita um pouco sobre sua origem. Primeiro procure entender se ela é por um motivo que realmente faz sentido. Se não for, livre-se dela e concentre sua atenção em coisas mais importantes.
Se sua conclusão for de que trata-se de algo realmente importante, seja forte e paciente. Espere que o tempo cure as feridas e procure refletir sobre o lado bom de estar passando por essa situação. Por mais difícil que possa parecer, sempre existe um lado bom.
Se a dor for muito forte, deixe que as lágrimas ajudem a aliviá-la. Se tiver um amigo em que possa confiar, converse com ele e compartilhe sua dor. A um ditado que diz que o amor quando é compartilhado se multiplica e que a dor compartilhada se dissolve.
Se após alguns dias a tristeza não resolver dar lugar a um novo ciclo de energia e entusiasmo, procure a ajuda de um profissional. Não é normal ficar triste por muito tempo e é preciso reconhecer que algo pode estar errado com sua saúde.
Não deixe de enviar seus comentários.
PP
terça-feira, 3 de junho de 2008
O Medo dos Treinamentos Comportamentais
Olá,
Faz alguns anos que me dedico ao estudo do comportamento das pessoas no ambiente de trabalho. Durante esse tempo tive a oportunidade de participar como liderado, como líder e como consultor de vários treinamentos comportamentais. Por experiência própria, posso afirmar que esse tipo de iniciativa, quando conduzida por pessoas competentes, produz impactos profundos no comportamento e na produtividade das pessoas.
Apesar dos efeitos positivos que podem ser obtidos com treinamentos comportamentais, ainda existem muitas dúvidas por parte de alguns executivos sobre a eficácia dos mesmos e gostaria de conversar um pouco sobre os motivos para tal desconfiança.
O primeiro motivo, e para mim o mais importante, está relacionado com o preconceito natural que temos de coisas que não conhecemos bem.
Apesar de sermos seres sociáveis e de precisarmos conviver com outras pessoas a maior parte de nossa vida é interessante notar que quase nada aprendemos sobre relacionamentos durante nossa vida acadêmica. Passamos mais de 15 anos na escola e nada ou quase nada nos é ensinado sobre o comportamento humano e suas conseqüências nos relacionamentos e nos resultados.
Mesmo as iniciativas mais incipientes de treinar o relacionamento e o trabalho em equipe são normalmente boicotadas e mal direcionadas, como o exemplo dos famosos trabalhos em grupo onde é muito comum que uma ou duas pessoas façam todo o trabalho e os outros simplesmente recebam suas notas. Como resultado, uma atividade que deveria ajuda a consolidar a importância do trabalho em equipe se transforma em uma demonstração de que o trabalho solitário e mais eficiente e de que os grupos são ingerenciáveis.
É um verdadeiro milagre que com tão pouco treinamento sobre os temas comportamentais e de relacionamento as empresas ainda consigam obter algum resultado nessas áreas. Somente o fato dos seres humanos serem sociáveis por natureza explica esse fenômeno.
Por conta dessa ausência quase total de treinamento durante a vida acadêmica, não é de se surpreender que pessoas inteligentes e bem formadas sejam uma verdadeira negação no que diz respeito a questões como auto-conhecimento e capacidade de se relacionar com os outros.
Ao mesmo tempo, é bastante normal que essas pessoas vejam qualquer treinamento nas áreas de comportamento humano como sendo algo distante demais de suas realidades. Mais ou menos como pedir a uma criança de 7 anos que goste de comer brocolis ou alface pela primeira vez.
O medo do desconhecido é para mim o grande bloqueador para que executivos utilizem mais os treinamentos comportamentais em suas estratégias para otimizar os resultados de suas organizações.
Mas não é só o medo do novo que faz os executivos serem tão tímidos com treinamentos comportamentais. Existe também o trauma de ter sido vítima de profissionais pouco preparados, que fazem trabalhos superficiais ou mesmo apelativos, que pouco ou nada acrescentam de prático no dia a dia profissional das organizações.
Iniciativas muito voltadas ao espírito de aventura e à tentativa de convencer que somos capazes de fazer qualquer coisa, basta desejar, são pouco produtivas e muitas vezes trazem mais prejuízos do que benefícios. Além disso, dinâmicas divertidas e lúdicas sobre relacionamentos e comportamentos feitas sem a devida reflexão ao final do processo vão muito pouco além do simples divertimento.
Um trabalho de desenvolvimento de pessoas e de equipes deve ser mais completo, incluindo atividades em grupo acompanhadas por rodadas de reflexão sobre os objetivos de cada trabalho e sobre as mensagens que se deseja passar. Ele deve ser complementado ainda com atividades de acompanhamento, que permitam as pessoas treinarem suas novas habilidades e observarem os resultados obtidos. Finalmente, perceber que o aprendizado não é uniforme entre as pessoas e que é necessário dar atendimento individualizado aos que apresentam maiores dificuldades é fundamental para o sucesso de um programa de desenvolvimento.
Se por um lado podemos ter grandes benefícios trabalhando a questão comportamental, a frustração com um trabalho mal conduzido ou superficial pode fazer com que esse tipo de iniciativa seja totalmente banida das práticas de desenvolvimento de uma organização. É muito triste reconhecer isso, mas o fato é que ocorre a todo momento.
Apesar dos motivos acima serem verdadeiros, não devem ser fortes o suficiente para impedir que as empresas invistam mais em treinamentos comportamentais. Ao contrário, devem ser pontos a considerar no processo de avaliação de alternativas.
Se o bloqueador é o medo do novo e do desconhecido, comece estudando um pouco mais o assunto e buscando referências em empresas que já aplicaram esse tipo de treinamento com sucesso. Converse com pessoas que já participaram em processos similares. Entenda que benefícios elas perceberam com o trabalho. Dessa forma você irá reduzir seus receios e ganhar coragem para enfrentar o novo.
Se o bloqueador está associado a experiências negativas no passado, procure obter mais referências sobre os fornecedores de consultoria do mercado. Se possível, peça para que eles o apresentem detalhadamente seus planos de trabalho e avalie especialmente os seguintes pontos:
- Referências positivas em trabalhos similares em outras empresas;
- Formato e conteúdo dos trabalhos em grupo;
- Experiência dos profissionais envolvidos;
- Processo de acompanhamento das atividades após os encontros em grupo;
- Processo de atendimento personalizado aos indivíduos com maior dificuldade.
Tomando alguns cuidados você poderá ter uma grande ferramenta de desenvolvimento em suas mãos. Vale a pena tentar.
Se você possui comentários sobre esse artigo, por favor envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
Faz alguns anos que me dedico ao estudo do comportamento das pessoas no ambiente de trabalho. Durante esse tempo tive a oportunidade de participar como liderado, como líder e como consultor de vários treinamentos comportamentais. Por experiência própria, posso afirmar que esse tipo de iniciativa, quando conduzida por pessoas competentes, produz impactos profundos no comportamento e na produtividade das pessoas.
Apesar dos efeitos positivos que podem ser obtidos com treinamentos comportamentais, ainda existem muitas dúvidas por parte de alguns executivos sobre a eficácia dos mesmos e gostaria de conversar um pouco sobre os motivos para tal desconfiança.
O primeiro motivo, e para mim o mais importante, está relacionado com o preconceito natural que temos de coisas que não conhecemos bem.
Apesar de sermos seres sociáveis e de precisarmos conviver com outras pessoas a maior parte de nossa vida é interessante notar que quase nada aprendemos sobre relacionamentos durante nossa vida acadêmica. Passamos mais de 15 anos na escola e nada ou quase nada nos é ensinado sobre o comportamento humano e suas conseqüências nos relacionamentos e nos resultados.
Mesmo as iniciativas mais incipientes de treinar o relacionamento e o trabalho em equipe são normalmente boicotadas e mal direcionadas, como o exemplo dos famosos trabalhos em grupo onde é muito comum que uma ou duas pessoas façam todo o trabalho e os outros simplesmente recebam suas notas. Como resultado, uma atividade que deveria ajuda a consolidar a importância do trabalho em equipe se transforma em uma demonstração de que o trabalho solitário e mais eficiente e de que os grupos são ingerenciáveis.
É um verdadeiro milagre que com tão pouco treinamento sobre os temas comportamentais e de relacionamento as empresas ainda consigam obter algum resultado nessas áreas. Somente o fato dos seres humanos serem sociáveis por natureza explica esse fenômeno.
Por conta dessa ausência quase total de treinamento durante a vida acadêmica, não é de se surpreender que pessoas inteligentes e bem formadas sejam uma verdadeira negação no que diz respeito a questões como auto-conhecimento e capacidade de se relacionar com os outros.
Ao mesmo tempo, é bastante normal que essas pessoas vejam qualquer treinamento nas áreas de comportamento humano como sendo algo distante demais de suas realidades. Mais ou menos como pedir a uma criança de 7 anos que goste de comer brocolis ou alface pela primeira vez.
O medo do desconhecido é para mim o grande bloqueador para que executivos utilizem mais os treinamentos comportamentais em suas estratégias para otimizar os resultados de suas organizações.
Mas não é só o medo do novo que faz os executivos serem tão tímidos com treinamentos comportamentais. Existe também o trauma de ter sido vítima de profissionais pouco preparados, que fazem trabalhos superficiais ou mesmo apelativos, que pouco ou nada acrescentam de prático no dia a dia profissional das organizações.
Iniciativas muito voltadas ao espírito de aventura e à tentativa de convencer que somos capazes de fazer qualquer coisa, basta desejar, são pouco produtivas e muitas vezes trazem mais prejuízos do que benefícios. Além disso, dinâmicas divertidas e lúdicas sobre relacionamentos e comportamentos feitas sem a devida reflexão ao final do processo vão muito pouco além do simples divertimento.
Um trabalho de desenvolvimento de pessoas e de equipes deve ser mais completo, incluindo atividades em grupo acompanhadas por rodadas de reflexão sobre os objetivos de cada trabalho e sobre as mensagens que se deseja passar. Ele deve ser complementado ainda com atividades de acompanhamento, que permitam as pessoas treinarem suas novas habilidades e observarem os resultados obtidos. Finalmente, perceber que o aprendizado não é uniforme entre as pessoas e que é necessário dar atendimento individualizado aos que apresentam maiores dificuldades é fundamental para o sucesso de um programa de desenvolvimento.
Se por um lado podemos ter grandes benefícios trabalhando a questão comportamental, a frustração com um trabalho mal conduzido ou superficial pode fazer com que esse tipo de iniciativa seja totalmente banida das práticas de desenvolvimento de uma organização. É muito triste reconhecer isso, mas o fato é que ocorre a todo momento.
Apesar dos motivos acima serem verdadeiros, não devem ser fortes o suficiente para impedir que as empresas invistam mais em treinamentos comportamentais. Ao contrário, devem ser pontos a considerar no processo de avaliação de alternativas.
Se o bloqueador é o medo do novo e do desconhecido, comece estudando um pouco mais o assunto e buscando referências em empresas que já aplicaram esse tipo de treinamento com sucesso. Converse com pessoas que já participaram em processos similares. Entenda que benefícios elas perceberam com o trabalho. Dessa forma você irá reduzir seus receios e ganhar coragem para enfrentar o novo.
Se o bloqueador está associado a experiências negativas no passado, procure obter mais referências sobre os fornecedores de consultoria do mercado. Se possível, peça para que eles o apresentem detalhadamente seus planos de trabalho e avalie especialmente os seguintes pontos:
- Referências positivas em trabalhos similares em outras empresas;
- Formato e conteúdo dos trabalhos em grupo;
- Experiência dos profissionais envolvidos;
- Processo de acompanhamento das atividades após os encontros em grupo;
- Processo de atendimento personalizado aos indivíduos com maior dificuldade.
Tomando alguns cuidados você poderá ter uma grande ferramenta de desenvolvimento em suas mãos. Vale a pena tentar.
Se você possui comentários sobre esse artigo, por favor envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br.
PP
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