Olá,
Hoje resolvi fazer uma faxina das pendências e me dei conta da quantidade de projetos que deixei de lado nos últimos meses, entre eles esse blog. A sensação foi de tempo perdido, de ter abandonado algo que tinha determinado como importante e que, por conta da rotina do dia a dia, acabei deixando de fazer.
É certo que alguns projetos nem eram tão importantes assim. Outros ainda perderam importância ao longo dos meses e deveriam ter sido abortados oficialmente mais rapidamente. Mas a visitação de minhas anotações de pendências deixou claro que alguns projetos foram abandonados indevidamente, por pura falta de reflexão.
Mas como evitar esse sentimento de frustração? O que será que posso fazer para manter no topo da lista o que é mais prioritário?
Primeiro é preciso saber o que é realmente prioritário. Já falamos sobre isso em outros artigos, mas não custa repetir. Prioridade está relacionada com importância, que por sua vez tem a ver com objetivos, que para serem válidos precisam estar alinhados com seus princípios e valores.
Partindo do princípio que algum projeto é prioritário, precisamos ter um plano de ação. Um conjunto de atividades a serem realizadas para que nosso objetivos sejam cumpridos.
Puxa vida, quantos planos de ação já fiz em minha vida!!!!!!!
A questão é de que um plano de ação não se sustenta se não houver um acompanhamento do mesmo. É preciso estar sempre vigilante para que as coisas aconteçam e as dificuldades sejam contornadas. O plano precisa ser ajustado a todo momento, reflexo das circunstâncias e das prioridades.
Se não estivermos vigilantes, acabamos sendo passageiros do acaso e das emergências. Nossos principais projetos acabam abandonados, sendo substituídos por outros menos importantes e que nos afastam de nossos objetivos e, muitas vezes, de nossos princípios e valores.
Mas o que fazer para não abandonar projetos e para manter o controle sobre nossos planos de ação?
Minha resposta? Refletir mais a respeito. Se dar o tempo de pensar sobre o que pretendemos fazer com o tempo que temos.
Pensar sobre nossas prioridades deveria ser parte de nossa rotina diária. Assim como são as atividades de se alimentar e de dormir.
Em vez disso é comum passarmos semanas sem pensar em como estamos utilizando nosso tempo disponível. Vivemos de forma automática, sem reflexão, e o que fica na memória é muito pouco, pois não nos damos o tempo de saborear os momento vividos e de escolher os próximos momentos a viver.
Se queremos tomar posse de nosso destino, precisamos refletir mais. Só assim poderemos decidir continuar ou abandonar projetos, perseguir ou desistir de sonhos.
Hoje decidi que vou retomar minha rotina de reflexão. Espero que isso me ajude a dar mais foco neste blog, uma das prioridades que elegi faz alguns anos.
E você, o que pretende fazer?
Abraços,
Paulo Pinho
quarta-feira, 20 de maio de 2015
sábado, 24 de maio de 2014
Reflexões sobre a Mentira nas Corporações
Olá Pessoal,
Você já notou como as pessoas mentem para se proteger nas corporações? É impressionante como a estratégia de mentir sobre a realidade de projetos ou tarefas é utilizada por executivos de todos os níveis nas organizações para se protegerem.
Seja por medo das consequências do fracasso ou simplesmente por não quererem admitir que estão pouco se importando com os projetos ou tarefas pelas quais deveriam ser responsáveis, a verdade é que muitos executivos mentem descaradamente sobre o andamento de projetos importantes a eles atribuídos.
Os exemplos estão por toda parte e nos fazem refletir sobre para onde queremos realmente ir como sociedade.
O que dizer de apresentações de diretoria onde projetos são apresentados como estando no prazo e todos sabem que o atraso acumulado já é de meses? E sobre reuniões onde as pessoas insistem em dizer que algo está pronto quando todos sabem que a tarefa não foi nem mesmo iniciada? Ou ainda, como reagir quando um gerente afirma que todos os seus funcionários executam determinado procedimento e você sabe que isso nunca acontece?
Pois é... A mentira sobre o que acontece nas corporações se tornou um comportamento mais do que comum, ele passou a ser a forma usual de se comportar em algumas corporações.
O resultado disso? Tenho certeza de que você tem ideia de qual seja.
Corporações que mentem e admitem a mentira como forma de sobrevivência assinam um atestado de óbito antecipado. A mentira evita que os problemas sejam percebidos, incentiva soluções inadequadas e reforça comportamentos e estratégias destrutivas.
Se você trabalha em uma organização onde a mentira se tornou a única maneira de sobreviver, procure um novo emprego. Se você dirige uma organização com essa característica, lute contra isso com todas as forças.
Incentive a exposição da realidade, por mais dura que seja. Se as vendas vão mal, é melhor saber disso e buscar alternativas. Se alguma tarefa está atrasada, melhor discutir os motivos do atraso e encontrar maneira de acelerar do que fingir que está tudo bem.
A realidade sempre se impõe sobre os discursos. Tenha certeza disso. Pode levar semanas, meses ou anos, mas a realidade vai derrubar todas as tentativas de ocultá-la.
Abraços,
Paulo Pinho
Você já notou como as pessoas mentem para se proteger nas corporações? É impressionante como a estratégia de mentir sobre a realidade de projetos ou tarefas é utilizada por executivos de todos os níveis nas organizações para se protegerem.
Seja por medo das consequências do fracasso ou simplesmente por não quererem admitir que estão pouco se importando com os projetos ou tarefas pelas quais deveriam ser responsáveis, a verdade é que muitos executivos mentem descaradamente sobre o andamento de projetos importantes a eles atribuídos.
Os exemplos estão por toda parte e nos fazem refletir sobre para onde queremos realmente ir como sociedade.
O que dizer de apresentações de diretoria onde projetos são apresentados como estando no prazo e todos sabem que o atraso acumulado já é de meses? E sobre reuniões onde as pessoas insistem em dizer que algo está pronto quando todos sabem que a tarefa não foi nem mesmo iniciada? Ou ainda, como reagir quando um gerente afirma que todos os seus funcionários executam determinado procedimento e você sabe que isso nunca acontece?
Pois é... A mentira sobre o que acontece nas corporações se tornou um comportamento mais do que comum, ele passou a ser a forma usual de se comportar em algumas corporações.
O resultado disso? Tenho certeza de que você tem ideia de qual seja.
Corporações que mentem e admitem a mentira como forma de sobrevivência assinam um atestado de óbito antecipado. A mentira evita que os problemas sejam percebidos, incentiva soluções inadequadas e reforça comportamentos e estratégias destrutivas.
Se você trabalha em uma organização onde a mentira se tornou a única maneira de sobreviver, procure um novo emprego. Se você dirige uma organização com essa característica, lute contra isso com todas as forças.
Incentive a exposição da realidade, por mais dura que seja. Se as vendas vão mal, é melhor saber disso e buscar alternativas. Se alguma tarefa está atrasada, melhor discutir os motivos do atraso e encontrar maneira de acelerar do que fingir que está tudo bem.
A realidade sempre se impõe sobre os discursos. Tenha certeza disso. Pode levar semanas, meses ou anos, mas a realidade vai derrubar todas as tentativas de ocultá-la.
Abraços,
Paulo Pinho
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Promessas de Final de Ano
Olá,
Mais um ano chega ao fim e a gente sente uma vontade incrível de se renovar, de dar uma chance a nós mesmos de mudar o que nos incomoda e iniciar os projetos que ainda não tivemos coragem de por em marcha. O problema é que os dias passam, viram semanas, meses e lá se vai mais um ano sem mudanças signficativas, daquelas que nos fazem sentir orgulho de nós mesmos.
Onde será que está o problema? Será que somos incapazes de transformar desejos e sonhos em realidade? Será que não temos capacidade para mudar nossos destinos? Estamos predestinados a fazer o que a vida nos concede? Creio que não é bem assim.
Já escrevi em outros artigos sobre a importância de pensarmos de forma correta para atingirmos nossos objetivos. Trocando em miúdos, acredito fielmente que se pensamos de forma positiva e visualizamos nossos objetivos com frequência iniciamos um processo de transformação de nossos sonhos em realidade. O fato de pensarmos que somos capazes nos faz procurar os caminhos para atingirmos nossos objetivos. A partir daí as coisas simplesmente acontecem.
É claro que para chegarmos onde queremos precisaremos suar muito. O esforço pode ser imenso e o tempo nem sempre será tão curto quanto nos parece ao princípio, mas continuar pensando em seus objetivos com a certeza de que serão cumpridos ajuda muito.
Mas qual a relação essa história de pensamento positivo tem com as promessas de final de ano?
A relação está justamente na frequência e na manutenção destas promessas ao longo do ano. Pensar sobre seus objetivos somente nos últimos dias de um ano não vai fazer a diferença que você esperamos obter. Ao contrário, vai criar um ciclo vicioso de prometer e esquecer o que se prometeu. Um ciclo onde se confirma a fragilidade das promessas de final de ano.
Em vez de promessas de final de ano, sugiro fazermos promessas de anos inteiros, que começam no dia primeiro e vão até nossos objetivos serem completados. Promessas que são renovadas todos os dias, alimentadas pela visualização de nossos objetivos e pela observação de nossos avanços e retrocessos.
Não pense que seus objetivos maiores serão conseguidos de primeira. Ao contrário, espere dificuldades e retrocessos. Se eles forem tão fáceis de serem atingidos não valerão tanto assim.
Objetivos são para serem difíceis de alcançar. Precisam demandar bastante esforço e tenacidade. É preciso mantê-los no foco de nossas "promessas" por vários meses ou anos, sem esperar que eles aconteçam do dia para a noite.
Como já foi dito por alguém bastante esperto, a jornada é mais importante do que o destino. Pensemos nisso!!!!!
Se você tem comentários sobre este ou outro artigo do blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e responder sua mensagem.
Abraços e Feliz Ano Novo.
Paulo Pinho
Mais um ano chega ao fim e a gente sente uma vontade incrível de se renovar, de dar uma chance a nós mesmos de mudar o que nos incomoda e iniciar os projetos que ainda não tivemos coragem de por em marcha. O problema é que os dias passam, viram semanas, meses e lá se vai mais um ano sem mudanças signficativas, daquelas que nos fazem sentir orgulho de nós mesmos.
Onde será que está o problema? Será que somos incapazes de transformar desejos e sonhos em realidade? Será que não temos capacidade para mudar nossos destinos? Estamos predestinados a fazer o que a vida nos concede? Creio que não é bem assim.
Já escrevi em outros artigos sobre a importância de pensarmos de forma correta para atingirmos nossos objetivos. Trocando em miúdos, acredito fielmente que se pensamos de forma positiva e visualizamos nossos objetivos com frequência iniciamos um processo de transformação de nossos sonhos em realidade. O fato de pensarmos que somos capazes nos faz procurar os caminhos para atingirmos nossos objetivos. A partir daí as coisas simplesmente acontecem.
É claro que para chegarmos onde queremos precisaremos suar muito. O esforço pode ser imenso e o tempo nem sempre será tão curto quanto nos parece ao princípio, mas continuar pensando em seus objetivos com a certeza de que serão cumpridos ajuda muito.
Mas qual a relação essa história de pensamento positivo tem com as promessas de final de ano?
A relação está justamente na frequência e na manutenção destas promessas ao longo do ano. Pensar sobre seus objetivos somente nos últimos dias de um ano não vai fazer a diferença que você esperamos obter. Ao contrário, vai criar um ciclo vicioso de prometer e esquecer o que se prometeu. Um ciclo onde se confirma a fragilidade das promessas de final de ano.
Em vez de promessas de final de ano, sugiro fazermos promessas de anos inteiros, que começam no dia primeiro e vão até nossos objetivos serem completados. Promessas que são renovadas todos os dias, alimentadas pela visualização de nossos objetivos e pela observação de nossos avanços e retrocessos.
Não pense que seus objetivos maiores serão conseguidos de primeira. Ao contrário, espere dificuldades e retrocessos. Se eles forem tão fáceis de serem atingidos não valerão tanto assim.
Objetivos são para serem difíceis de alcançar. Precisam demandar bastante esforço e tenacidade. É preciso mantê-los no foco de nossas "promessas" por vários meses ou anos, sem esperar que eles aconteçam do dia para a noite.
Como já foi dito por alguém bastante esperto, a jornada é mais importante do que o destino. Pensemos nisso!!!!!
Se você tem comentários sobre este ou outro artigo do blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e responder sua mensagem.
Abraços e Feliz Ano Novo.
Paulo Pinho
sábado, 21 de dezembro de 2013
Controlando a Ansiedade
Olá,
A pedido de uma amiga decidi fazer uma reflexão sobre a ansiedade e de formas de controlá-la.
Confesso que para mim trata-se de um exercício muito difícil pois sou naturalmente muito ansioso e nem sempre sou capaz de controlar os efeitos que este tipo de sensação gera em meus comportamentos. Por outro lado, sendo acometido da sensação de ansiedade com muita frequência, sou capaz de entender as dificuldades de quem, como eu, sofre deste problema.
A ansiedade é uma sensação esquisita e desconfortável. Em certos momentos ela faz nos sentirmos culpados de não estarmos fazendo algo que nem sabemos direito o que é. Em outros momentos ela parece nos avisar de um perigo que nos ronda de perto mas que nunca chega a se concretizar.
A ansiedade dificulta o nosso descanso e não nos deixa relaxar. É como o ruído surdo de um motor de eletrodoméstico que praticamente não nos incomoda na agitação do dia de trabalho nas que se transformar em um som insurpotável quando chega o silêncio da noite.
A não ser em casos mais acentuados, durante o dia a ansiedade dá uma pitada de sal em nossas vidas. Nos faz parecermos mais ativos, dispostos e realizadores. O ruído de fundo gerado pela ansiedade nos faz pensarmos de forma mais alta e rápida, atenuando a sensação ruim causada por ela.
A noite, as coisas mudam de figura. O ruído da ansiedade nos domina por completo e a ausência de ter o que fazer nos leva a comportamentos bem mais perigosos. Alguns optam por comer desesperadamente (é o meu caso), outros preferem consumir alcool, outros ainda apelam para calmantes, relaxantes ou coisas piores.
Mas o que fazer para controlar a ansiedade? Como reduzir a sensação desagradável que ela nos traz sem apelar para comportamentos que nos levam ao arrependimento e que, no longo prazo, nos prejudicam e nos levam a episódios ainda piores de ansiedade?
Apesar de já ter lido vários livros sobre o tema e de ter navegado horas e horas na internet em busca de soluções não tenho uma resposta definitiva. A única coisa que posso fazer é compartilhar algumas de minhas experiências com vocês na expectativa de que elas possam ajudar de alguma maneira.
Seguem minhas contribuições:
1) Fazer exercícios ajuda muito.
Já tive vários episódios de ansiedade que me fazem pensar que terei um ataque cardíaco. O peito aperta, a respiração fica um pouco mais curta, nenhuma posição parece confortável e o pensamento não consegue tirar o foco do mal estar.
Por duas ou três vezes cheguei a ir ao hospital para constatar que não havia nada no coração, receber um ansiolítico e ser mandado para casa.
Um dia resolvi fazer uma experiência. Depois de alguns minutos de mal estar intenso coloquei um short e fui caminhar de forma acelerada na rua, meio que para testar minha percepção de que alguma coisa estava errada. Minha constatação nos primeiros 5 minutos de caminhada foi de que estava sofrendo um episódio de ansiedade.
Conforme o corpo era aquecido pelo exercício físico, o mal estar foi dando lugar a uma sensação de alívio e de bem estar. Depois de quase meia hora de caminhada já nem lembrava a sensação que me levou ao experimento.
Hoje em dia procuro manter uma agenda de exercícios mais ou menos regular e posso afirmar que quanto mais disciplinado sou na regularidade dos exercícios, menos sofro com a ansiedade, apesar de ainda não ter sido capaz de me livrar totalmente dela.
2) Alimentação correta também ajuda.
Somos uma máquina maravilhosamente complexa que funciona com praticamente qualquer tipo de combustível. A capacidade de adaptação de nossos organismos é de deixar qualquer engenheiro responsável por sistemas Flex maluco. Apesar disso, comer de forma inadequada tem consequências e os sintomas da ansiedade estão entre eles.
Não sou um profissional da saúde e não me sinto apto a definir o cardápio de ninguém, mas posso afirmar que quando como de maneira mais saudável sinto-me mais disposto, com maior nível de energia e menos propenso a surtos de ansiedade. Infelizmente, ainda não consegui manter a disciplina de me alimentar bem de forma regular, mas continuo tentando.
3) Técnicas de relaxamento podem ajudar.
Assim como no caso do exercício físico, qualquer técnica de relaxamento pode ajudar bastante no controle da ansiedade. Da mesma forma, no entanto, vai ser sempre difícil lembrar delas no momento em que a sensação de mal estar estiver instalada.
Sentar em um lugar calmo e respirar de forma pausada e profunda, buscando perceber as reações de seu corpo é uma maneira bastante eficiente de reduzir a ansiedade.
No início é bastante difícil. O ruído da ansiedade parece gritar ainda mais alto quando nos aquietamos. Os pensamentos parecem se acelerar ainda mais e é comum que um pensamento recorrente tome conta de sua mente, sendo repetido inúmeras vezes, como se fosse um disco de vinil arranhado, que sempre retorna ao mesmo ponto.
A dica nesta hora é deixar rolar e procurar observar os próprios pensamentos, sem reagir a eles. Como se você não fosse a pessoa que está pensando mas sim um observador passivo e atento de quem está pensando. Com o passar do tempo, se você fizer direito o exercício, vai notar que os pensamentos vão perdendo a força, se transformam em outros pensamentos um pouco mais leves e distantes, dando lugar a uma sensação de leveza e bem estar.
Para alguns pode parecer muito difícil usar qualquer tipo de técnica de relaxamento ou meditação mas vale a pena tentar pois ajuda muito.
4) Diminua a velocidade
Tenho a convicção de que a ansiedade é um processo retroalimentado. O desconforto da pessoa ansiosa é reduzido quando ela está ativa e agitada, o que parece bom, mas a agitação excessiva gera mais ansiedade. Quanto mais tentamos aliviar a ansiedade com o trabalho, mas ansiedade geramos em nós mesmos e nos outros.
Diminuir a velocidade me ajuda muito a reduzir a ansiedade. No final, sinto-me mais produtivo e menos cansado quando me permito fazer as coisas um pouco mais devagar.
Se você é uma pessoa agitada, procure reduzir o rítmo de vez em quando. Ande um pouco mais devagar. Coma um pouco mais devagar. Aproveite melhor o tempo observando o que está em volta, se conectando com o meio exterior.
5) Nada de Cobranças.
O ansioso costuma se sentir culpado por se sentir desta maneira e tem uma tendência a culpar os outros por sua ansiedade. É importante repetir para si mesmo que ninguém tem culpa de nada e que os fatos ocorridos ou por ocorrer não são bons nem maus em si. É a interpretação que fazemos deles que os torna nocivos ou benéficos.
Perdoar a si mesmo é muito importante para manter o equilíbrio e reduzir a ansiedade.
Se você comeu um pouco mais do que devia apenas procure comer menos da próxima vez. Nada de se culpar por ter abusado. Esse tipo de pensamento causa mais ansiedade e tem grande potencial de levá-lo a repetir o mesmo comportamento.
Lembre-se que o mais importante é a jornada e não o destino. Estamos neste mundo para evoluir e para aprender e não precisamos provar nada para ninguém.
Lembre-se também que ninguém tem obrigação de nos servir ou ajudar. Nem tampouco temos nós obrigação da ajudar aos outros. Só devemos ajudar se nos sentirmos bem fazendo isso, nunca como uma obrigação.
Bom, fico por aqui com minhas dicas de como reduzir a ansiedade. Se você tiver dicas adicionais ou quiser compartilhar experiências sobre a ansiedade e as formas de reduzí-la, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder suas mensagens.
Abraços,
Paulo Pinho
A pedido de uma amiga decidi fazer uma reflexão sobre a ansiedade e de formas de controlá-la.
Confesso que para mim trata-se de um exercício muito difícil pois sou naturalmente muito ansioso e nem sempre sou capaz de controlar os efeitos que este tipo de sensação gera em meus comportamentos. Por outro lado, sendo acometido da sensação de ansiedade com muita frequência, sou capaz de entender as dificuldades de quem, como eu, sofre deste problema.
A ansiedade é uma sensação esquisita e desconfortável. Em certos momentos ela faz nos sentirmos culpados de não estarmos fazendo algo que nem sabemos direito o que é. Em outros momentos ela parece nos avisar de um perigo que nos ronda de perto mas que nunca chega a se concretizar.
A ansiedade dificulta o nosso descanso e não nos deixa relaxar. É como o ruído surdo de um motor de eletrodoméstico que praticamente não nos incomoda na agitação do dia de trabalho nas que se transformar em um som insurpotável quando chega o silêncio da noite.
A não ser em casos mais acentuados, durante o dia a ansiedade dá uma pitada de sal em nossas vidas. Nos faz parecermos mais ativos, dispostos e realizadores. O ruído de fundo gerado pela ansiedade nos faz pensarmos de forma mais alta e rápida, atenuando a sensação ruim causada por ela.
A noite, as coisas mudam de figura. O ruído da ansiedade nos domina por completo e a ausência de ter o que fazer nos leva a comportamentos bem mais perigosos. Alguns optam por comer desesperadamente (é o meu caso), outros preferem consumir alcool, outros ainda apelam para calmantes, relaxantes ou coisas piores.
Mas o que fazer para controlar a ansiedade? Como reduzir a sensação desagradável que ela nos traz sem apelar para comportamentos que nos levam ao arrependimento e que, no longo prazo, nos prejudicam e nos levam a episódios ainda piores de ansiedade?
Apesar de já ter lido vários livros sobre o tema e de ter navegado horas e horas na internet em busca de soluções não tenho uma resposta definitiva. A única coisa que posso fazer é compartilhar algumas de minhas experiências com vocês na expectativa de que elas possam ajudar de alguma maneira.
Seguem minhas contribuições:
1) Fazer exercícios ajuda muito.
Já tive vários episódios de ansiedade que me fazem pensar que terei um ataque cardíaco. O peito aperta, a respiração fica um pouco mais curta, nenhuma posição parece confortável e o pensamento não consegue tirar o foco do mal estar.
Por duas ou três vezes cheguei a ir ao hospital para constatar que não havia nada no coração, receber um ansiolítico e ser mandado para casa.
Um dia resolvi fazer uma experiência. Depois de alguns minutos de mal estar intenso coloquei um short e fui caminhar de forma acelerada na rua, meio que para testar minha percepção de que alguma coisa estava errada. Minha constatação nos primeiros 5 minutos de caminhada foi de que estava sofrendo um episódio de ansiedade.
Conforme o corpo era aquecido pelo exercício físico, o mal estar foi dando lugar a uma sensação de alívio e de bem estar. Depois de quase meia hora de caminhada já nem lembrava a sensação que me levou ao experimento.
Hoje em dia procuro manter uma agenda de exercícios mais ou menos regular e posso afirmar que quanto mais disciplinado sou na regularidade dos exercícios, menos sofro com a ansiedade, apesar de ainda não ter sido capaz de me livrar totalmente dela.
2) Alimentação correta também ajuda.
Somos uma máquina maravilhosamente complexa que funciona com praticamente qualquer tipo de combustível. A capacidade de adaptação de nossos organismos é de deixar qualquer engenheiro responsável por sistemas Flex maluco. Apesar disso, comer de forma inadequada tem consequências e os sintomas da ansiedade estão entre eles.
Não sou um profissional da saúde e não me sinto apto a definir o cardápio de ninguém, mas posso afirmar que quando como de maneira mais saudável sinto-me mais disposto, com maior nível de energia e menos propenso a surtos de ansiedade. Infelizmente, ainda não consegui manter a disciplina de me alimentar bem de forma regular, mas continuo tentando.
3) Técnicas de relaxamento podem ajudar.
Assim como no caso do exercício físico, qualquer técnica de relaxamento pode ajudar bastante no controle da ansiedade. Da mesma forma, no entanto, vai ser sempre difícil lembrar delas no momento em que a sensação de mal estar estiver instalada.
Sentar em um lugar calmo e respirar de forma pausada e profunda, buscando perceber as reações de seu corpo é uma maneira bastante eficiente de reduzir a ansiedade.
No início é bastante difícil. O ruído da ansiedade parece gritar ainda mais alto quando nos aquietamos. Os pensamentos parecem se acelerar ainda mais e é comum que um pensamento recorrente tome conta de sua mente, sendo repetido inúmeras vezes, como se fosse um disco de vinil arranhado, que sempre retorna ao mesmo ponto.
A dica nesta hora é deixar rolar e procurar observar os próprios pensamentos, sem reagir a eles. Como se você não fosse a pessoa que está pensando mas sim um observador passivo e atento de quem está pensando. Com o passar do tempo, se você fizer direito o exercício, vai notar que os pensamentos vão perdendo a força, se transformam em outros pensamentos um pouco mais leves e distantes, dando lugar a uma sensação de leveza e bem estar.
Para alguns pode parecer muito difícil usar qualquer tipo de técnica de relaxamento ou meditação mas vale a pena tentar pois ajuda muito.
4) Diminua a velocidade
Tenho a convicção de que a ansiedade é um processo retroalimentado. O desconforto da pessoa ansiosa é reduzido quando ela está ativa e agitada, o que parece bom, mas a agitação excessiva gera mais ansiedade. Quanto mais tentamos aliviar a ansiedade com o trabalho, mas ansiedade geramos em nós mesmos e nos outros.
Diminuir a velocidade me ajuda muito a reduzir a ansiedade. No final, sinto-me mais produtivo e menos cansado quando me permito fazer as coisas um pouco mais devagar.
Se você é uma pessoa agitada, procure reduzir o rítmo de vez em quando. Ande um pouco mais devagar. Coma um pouco mais devagar. Aproveite melhor o tempo observando o que está em volta, se conectando com o meio exterior.
5) Nada de Cobranças.
O ansioso costuma se sentir culpado por se sentir desta maneira e tem uma tendência a culpar os outros por sua ansiedade. É importante repetir para si mesmo que ninguém tem culpa de nada e que os fatos ocorridos ou por ocorrer não são bons nem maus em si. É a interpretação que fazemos deles que os torna nocivos ou benéficos.
Perdoar a si mesmo é muito importante para manter o equilíbrio e reduzir a ansiedade.
Se você comeu um pouco mais do que devia apenas procure comer menos da próxima vez. Nada de se culpar por ter abusado. Esse tipo de pensamento causa mais ansiedade e tem grande potencial de levá-lo a repetir o mesmo comportamento.
Lembre-se que o mais importante é a jornada e não o destino. Estamos neste mundo para evoluir e para aprender e não precisamos provar nada para ninguém.
Lembre-se também que ninguém tem obrigação de nos servir ou ajudar. Nem tampouco temos nós obrigação da ajudar aos outros. Só devemos ajudar se nos sentirmos bem fazendo isso, nunca como uma obrigação.
Bom, fico por aqui com minhas dicas de como reduzir a ansiedade. Se você tiver dicas adicionais ou quiser compartilhar experiências sobre a ansiedade e as formas de reduzí-la, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder suas mensagens.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 14 de dezembro de 2013
Juventude versus Maturidade
Olá,
Hoje gostaria de falar de um tema que tem me feito refletir bastante sobre a forma como a sociedade atual lida com a juventude e com a maturidade quando comparada com tempos atrás.
No tempo de meus pais a sociedade era totalmente dominada pelos mais velhos. O pai era todo poderoso na família, diretores mandavam em gerentes, gerentes em supervisores, supervisores nos operários. Um dos principais fatores para definir o crescimento profissional era a idade e o tempo de experiência. Os mais velhos precisavam ser ouvidos pois tinham vivido mais, aprendido mais e, por isso, eram mais capazes de tomar as decisões corretas.
Minha geração já foi um pouco diferente. Me formei em 1983, época em que a indústria de microcomputadores estava surgindo e onde os principais atores eram rapazes recem saídos das faculdades, com idades em torno dos 20 anos. A velocidade com que o mercado de computadores evoluiu fez com que alguns desses profissionais acumulassem fortunas em menos de 10 anos, tornando-se empresários poderosos com idades em torno dos 30 anos.
Empresas como Microsoft e Apple surgiram neste período. Eram empresas onde a juventude dominava o cenário, o que resultava em comportamentos mais agressivos e ousados, típicos de quem é mais jovem. Esses comportamentos resultavam em empresas mais ágeis, mais propensas a buscar mudanças e a tomar riscos o que as tornou extremamente competitivas e bem sucedidas.
Eu mesmo sou um exemplo deste processo. Contratado aos 24 anos por um startup da área de redes locais no Brasil, me tornei gerente aos 26 anos e aos 30 já era diretor da segunda maior fabricante de microcomputadores do País. Me recordo das reuniões que tinha com os donos das revendedoras de microcomputadores, a maioria deles com idades entre 40 e 50 anos, onde no auge da minha arrogância juvenil tentava demonstrar a eles como deveria ser a estratégia de vendas dessa tecnologia que iria revolucionar a maneira como as empresas iriam funcionar a partir de então.
Mas o mercado não era formado somente de Microsofts e Apples. A grande maioria das empresas continuava a contar com profissionais experientes e mais maduros. Era o anúncio de uma tendência que acabou por se confirmar alguns anos mais tarde.
Mas a juventude também trouxe seus problemas. Mesmo comparando as duas jovens culturas das gigantes do setor de informática, o jeito mais "velho e maduro" de Bill Gates quando comparado ao "jovem e irrreverente" de Steve Jobs, demonstrou superioridade em prazo mais longo. Enquanto a Apple teve crescimento e quedas alucinantes, a Microsoft foi capaz de crescer de maneira extremamente rápida mas sustentável.
Alguns podem argumentar que o próprio Steve Jobs foi capaz de virar a mesa alguns anos mais tarde, mas é importante notar que ele mesmo já não era mais o jovem arrogante que acabou por tropeçar em suas próprias pernas em sua primeira passagem pela Apple.
O sucesso estrondoso de algumas empresas como a Microsoft e a Apple dispertaram para uma realidade importante. A capacidade de inovar, de buscar o diferente é fundamental para manter as organizações competitivas. Ao mesmo tempo, incentivaram uma legião de crianças e adolescentes a tentarem fazer o mesmo, principalmente no setor de tecnologia.
Os anos se passaram e veio a era da internet. O fenômeno mais ou menos isolado dos jovens empreendedores do Vale do Silício se ampliou para vários setores e surgiram jovens visionários de todo tipo. Milhares deles tiveram suas ideias frustradas em poucas semanas, mas alguns casos se tornaram verdadeiros mitos da genialidade da juventude. Casos como napster, ebay, facebook, google, entre outros marcaram a sociedade de forma impressionante.
No mesmo período começou um outro fenômeno que resultou no cenário que estamos vivendo atualmente. Na busca incessante por mais resultados e menor custo, as empresas iniciaram um processo de "aposentar" os profissionais mais maduros (e caros) por outros mais jovens e criativos (e baratos) que fossem capazes de produzir os resultados que as estrelas do mercado estavam produzindo.
Surgem os processos de renovação dos quadros de executivos, os programas de desenvolvimento de novos talentos, os processos de compra de empresas menores e mais modernas, todos movimentos que buscavam a reciclagem dos profissionais que dirigiam as empresas.
O resultado desses dois fenômenos foi que uma grande massa de profissionais competentes e experientes perdeu e ainda perde seus empregos somente por que são considerados ultrapassados, sendo substituídos por uma massa de igual tamanho de jovens talentosos que serão responsáveis por recriar o mundo corporativo.
Passados alguns anos já pudemos presenciar algumas vítimas dessa tendência de substituição da maturidade pela jovialidade. A bolha da internet demonstrou que uma grande parte dos gurus da tecnologia não eram capazes de sustentar seus sonhos, a agresssividade extrema dos jovens do mercado financeiro resultou no desequilíbrio mais grave da economia mundial desde a recessão de 30, muitas empresas quebraram por conta de estratégias repletas de ousadia que não foram capazes de lidar com a dura realidade.
Ao mesmo tempo é interessante notar o perfil dos executivos que tocam as mesmas gigantes que deram origem a todo este movimento. A maioria deles demonstra sinais que denunciam suas idades como rugas, frontes mais avançadas e tons de cinza nos cabelos que ainda possuem. Ainda assim, uma breve conversa com cada um deles deixa claro que continuam sendo profissionais altamente criativos e com energia suficiente para tocar qualquer envergadura de projeto.
Neste contexto, até os startups estão mudando de mãos. Se antes a grande maioria deles eram dominados por jovens recem saídos da faculdade, hoje vemos quarentões e cinquentões criando empreendimentos que soam como ficção científica.
Isso só demonstra que criatividade e capacidade de empreender não tem relação direta com juventude. Pessoas maduras podem ser tão criativas e empreendedoras quanto pessoas jovens, com a vantagem de possuirem muito mais experiência.
Não estou aqui defendendo que os jovens não tenham seu espaço nas corporações. Em vez disso, proponho que eles sejam preparados para serem os grandes executivos do futuro em vez de substituirem os grandes executivos do presente.
Se você tem comentários sobre este ou outro artigo, entre em contato pelo e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em recebê-los.
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje gostaria de falar de um tema que tem me feito refletir bastante sobre a forma como a sociedade atual lida com a juventude e com a maturidade quando comparada com tempos atrás.
No tempo de meus pais a sociedade era totalmente dominada pelos mais velhos. O pai era todo poderoso na família, diretores mandavam em gerentes, gerentes em supervisores, supervisores nos operários. Um dos principais fatores para definir o crescimento profissional era a idade e o tempo de experiência. Os mais velhos precisavam ser ouvidos pois tinham vivido mais, aprendido mais e, por isso, eram mais capazes de tomar as decisões corretas.
Minha geração já foi um pouco diferente. Me formei em 1983, época em que a indústria de microcomputadores estava surgindo e onde os principais atores eram rapazes recem saídos das faculdades, com idades em torno dos 20 anos. A velocidade com que o mercado de computadores evoluiu fez com que alguns desses profissionais acumulassem fortunas em menos de 10 anos, tornando-se empresários poderosos com idades em torno dos 30 anos.
Empresas como Microsoft e Apple surgiram neste período. Eram empresas onde a juventude dominava o cenário, o que resultava em comportamentos mais agressivos e ousados, típicos de quem é mais jovem. Esses comportamentos resultavam em empresas mais ágeis, mais propensas a buscar mudanças e a tomar riscos o que as tornou extremamente competitivas e bem sucedidas.
Eu mesmo sou um exemplo deste processo. Contratado aos 24 anos por um startup da área de redes locais no Brasil, me tornei gerente aos 26 anos e aos 30 já era diretor da segunda maior fabricante de microcomputadores do País. Me recordo das reuniões que tinha com os donos das revendedoras de microcomputadores, a maioria deles com idades entre 40 e 50 anos, onde no auge da minha arrogância juvenil tentava demonstrar a eles como deveria ser a estratégia de vendas dessa tecnologia que iria revolucionar a maneira como as empresas iriam funcionar a partir de então.
Mas o mercado não era formado somente de Microsofts e Apples. A grande maioria das empresas continuava a contar com profissionais experientes e mais maduros. Era o anúncio de uma tendência que acabou por se confirmar alguns anos mais tarde.
Mas a juventude também trouxe seus problemas. Mesmo comparando as duas jovens culturas das gigantes do setor de informática, o jeito mais "velho e maduro" de Bill Gates quando comparado ao "jovem e irrreverente" de Steve Jobs, demonstrou superioridade em prazo mais longo. Enquanto a Apple teve crescimento e quedas alucinantes, a Microsoft foi capaz de crescer de maneira extremamente rápida mas sustentável.
Alguns podem argumentar que o próprio Steve Jobs foi capaz de virar a mesa alguns anos mais tarde, mas é importante notar que ele mesmo já não era mais o jovem arrogante que acabou por tropeçar em suas próprias pernas em sua primeira passagem pela Apple.
O sucesso estrondoso de algumas empresas como a Microsoft e a Apple dispertaram para uma realidade importante. A capacidade de inovar, de buscar o diferente é fundamental para manter as organizações competitivas. Ao mesmo tempo, incentivaram uma legião de crianças e adolescentes a tentarem fazer o mesmo, principalmente no setor de tecnologia.
Os anos se passaram e veio a era da internet. O fenômeno mais ou menos isolado dos jovens empreendedores do Vale do Silício se ampliou para vários setores e surgiram jovens visionários de todo tipo. Milhares deles tiveram suas ideias frustradas em poucas semanas, mas alguns casos se tornaram verdadeiros mitos da genialidade da juventude. Casos como napster, ebay, facebook, google, entre outros marcaram a sociedade de forma impressionante.
No mesmo período começou um outro fenômeno que resultou no cenário que estamos vivendo atualmente. Na busca incessante por mais resultados e menor custo, as empresas iniciaram um processo de "aposentar" os profissionais mais maduros (e caros) por outros mais jovens e criativos (e baratos) que fossem capazes de produzir os resultados que as estrelas do mercado estavam produzindo.
Surgem os processos de renovação dos quadros de executivos, os programas de desenvolvimento de novos talentos, os processos de compra de empresas menores e mais modernas, todos movimentos que buscavam a reciclagem dos profissionais que dirigiam as empresas.
O resultado desses dois fenômenos foi que uma grande massa de profissionais competentes e experientes perdeu e ainda perde seus empregos somente por que são considerados ultrapassados, sendo substituídos por uma massa de igual tamanho de jovens talentosos que serão responsáveis por recriar o mundo corporativo.
Passados alguns anos já pudemos presenciar algumas vítimas dessa tendência de substituição da maturidade pela jovialidade. A bolha da internet demonstrou que uma grande parte dos gurus da tecnologia não eram capazes de sustentar seus sonhos, a agresssividade extrema dos jovens do mercado financeiro resultou no desequilíbrio mais grave da economia mundial desde a recessão de 30, muitas empresas quebraram por conta de estratégias repletas de ousadia que não foram capazes de lidar com a dura realidade.
Ao mesmo tempo é interessante notar o perfil dos executivos que tocam as mesmas gigantes que deram origem a todo este movimento. A maioria deles demonstra sinais que denunciam suas idades como rugas, frontes mais avançadas e tons de cinza nos cabelos que ainda possuem. Ainda assim, uma breve conversa com cada um deles deixa claro que continuam sendo profissionais altamente criativos e com energia suficiente para tocar qualquer envergadura de projeto.
Neste contexto, até os startups estão mudando de mãos. Se antes a grande maioria deles eram dominados por jovens recem saídos da faculdade, hoje vemos quarentões e cinquentões criando empreendimentos que soam como ficção científica.
Isso só demonstra que criatividade e capacidade de empreender não tem relação direta com juventude. Pessoas maduras podem ser tão criativas e empreendedoras quanto pessoas jovens, com a vantagem de possuirem muito mais experiência.
Não estou aqui defendendo que os jovens não tenham seu espaço nas corporações. Em vez disso, proponho que eles sejam preparados para serem os grandes executivos do futuro em vez de substituirem os grandes executivos do presente.
Se você tem comentários sobre este ou outro artigo, entre em contato pelo e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em recebê-los.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 27 de abril de 2013
Reflexão sobre os Cinquenta Anos
Olá,
Hoje me dei conta que passei dos cinquenta anos e até hoje não havia escrito sobre este tema. Acho que é hora de pagar essa dívida comigo mesmo.
Interessante como ultrapassar os cinquenta anos simboliza muitas coisas na vida da gente.
Aos cinquenta passamos de Meio Século, por si só um marco importante.
Cinquenta faz lembrar metade quando pensamos em porcentagem. Nos faz lembrar que, muito provavelmente, já passamos da metade de nosso período de vida.
Cinquenta é a dezena anterior aos sessenta, associada aos termos aposentadoria e terceira idade.
Cinquenta significa que já vivemos muitos anos, que vimos muitas coisas, que acertamos e erramos várias vezes.
Para a maioria das pessoas cinquenta significa que se você ainda não chegou lá, não chegará mais.
Aos cinquenta você pode parecer velho demais para alguns mas sua energia e vontade de trabalhar continua praticamente a mesma que aos trinta.
Para a maioria, aos cinquenta seu corpo já apresenta os primeiros sinais de envelhecimento. Os olhos já não são os mesmos, os cabelos estão mais brancos, o fôlego já não é o mesmo.
Aos cinquenta nos damos conta de que a contagem é regressiva e de que devemos aproveitar cada momento como se fosse o último.
Não importa se ainda viveremos mais cinquenta anos ou cinquenta minutos, o que importa é a qualidade deste tempo.
Se você, como eu, já passou dos cinquenta, aproveite a vida. Você merece ser recompensado pelos mais de cinquenta anos de vida !!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje me dei conta que passei dos cinquenta anos e até hoje não havia escrito sobre este tema. Acho que é hora de pagar essa dívida comigo mesmo.
Interessante como ultrapassar os cinquenta anos simboliza muitas coisas na vida da gente.
Aos cinquenta passamos de Meio Século, por si só um marco importante.
Cinquenta faz lembrar metade quando pensamos em porcentagem. Nos faz lembrar que, muito provavelmente, já passamos da metade de nosso período de vida.
Cinquenta é a dezena anterior aos sessenta, associada aos termos aposentadoria e terceira idade.
Cinquenta significa que já vivemos muitos anos, que vimos muitas coisas, que acertamos e erramos várias vezes.
Para a maioria das pessoas cinquenta significa que se você ainda não chegou lá, não chegará mais.
Aos cinquenta você pode parecer velho demais para alguns mas sua energia e vontade de trabalhar continua praticamente a mesma que aos trinta.
Para a maioria, aos cinquenta seu corpo já apresenta os primeiros sinais de envelhecimento. Os olhos já não são os mesmos, os cabelos estão mais brancos, o fôlego já não é o mesmo.
Aos cinquenta nos damos conta de que a contagem é regressiva e de que devemos aproveitar cada momento como se fosse o último.
Não importa se ainda viveremos mais cinquenta anos ou cinquenta minutos, o que importa é a qualidade deste tempo.
Se você, como eu, já passou dos cinquenta, aproveite a vida. Você merece ser recompensado pelos mais de cinquenta anos de vida !!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Ambiente Político das Organizações
Olá,
Recentemente recebi um e-mail de um leitor pedindo para escrever sobre o ambiente político nas organizações. Hoje resolvi tecer alguns comentários sobre este tema e espero que seja útil a alguns de vocês.
A política é inerente ao convívio em sociedade. Se temos mais de uma pessoa interagindo entre si elas estarão praticando política, pode acreditar.
Nas corporações não é diferente. Como organizações formadas de pessoas, as corporações são caldeirões de política onde são discutidos os mais variados temas, desde as melhores estratégias a serem seguidas até questões menores como em que lugar deveria estar a mesinha do café.
Cada pessoa tem um conjunto de interesses e prioridades e tem como objetivo principal vê-los atendidos. Se todos compartilhassem exatamente o mesmo conjunto de interesses, seria razoavelmente fácil definir as prioridades das organizações e a maneira de atingir seus objetivos.
Mas não é bem assim que as coisas acontecem... Longe disso, o normal é vermos pessoas de uma mesma organização pensando de maneira diametralmente oposta sobre diversos temas.
Pronto. Está instaurado o processo de disputa política por ideias, reconhecimento, definição de objetivos e maneiras de alcançá-los.
É muito comum que as pessoas vejam a política nas empresas como uma coisa ruim. Talvez pela associação que façam com a política tradicional no governo, tão impregnada de comportamentos inadequados. No entanto, a política em si não é ruim. Ela é essencial para que os conflitos sejam trabalhados de maneira produtiva, para que os consensos sejam obtidos ou, quanto não é possível o consenso, que as decisões sejam tomadas segundo algum critério.
Disputas sadias de ideias, recursos, estratégias e cargos são muito bem vindas nas corporações. Sem elas, criamos ambientes de trabalho sem poder de renovação, fadados a fracasso. Não é ruim que as pessoas disputem espaço nas organizações. Tampouco que existam conflitos e que a política seja utilizada como meio de superar estes conflitos.
Os movimentos políticos começam a ser um problema quando as intenções das pessoas envolvidas não estão alinhadas com os objetivos e valores da organização ou quando o foco das disputas está em questões puramente pessoais, muitas vezes carregadas de rancor e um espírito de revanchismo.
Ainda pior são os movimentos políticos feitos por pessoas sem escrúpulos, cujos objetivos pessoais possuem uma agenda totalmente desconectada dos objetivos da empresa e do código de conduta tácito da organização.
Quando este tipo de "política nociva" acontece é preciso que pessoas com alto poder político na organização detectem a anomalia e tomem as ações devidas. Dizendo de outra maneira, a "política nociva"só pode ser enfrentada com política.
Nem sempre as pessoas de maior escalão são as mais preparadas para detectar e atuar sobre práticas nocivas de política. É muito comum que o tratamento deste tipo de mal tenha que ser feito por pessoas de nível equivalente ou até mesmo inferior aos "infratores". O que define o ator que deverá atuar nestes casos é mais a habilidade e perspicácia política do que o cargo.
A política está aí para ser utilizada como ferramenta de trabalho de qualquer profissional, esteja ele ou não em um cargo executivo. Ela não deve ser tratada como um mal em si, ao contrário, ela é parte inerente do convívio em sociedade e é fundamental para que as organizações funcionem adequadamente.
Não fuja da política de sua organização. Em vez disso, prepare-se para participar dela de forma ativa e intensa. Lembre-se apenas que os princípios e valores devem ser soberanos em todos os seus movimentos políticos.
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
Recentemente recebi um e-mail de um leitor pedindo para escrever sobre o ambiente político nas organizações. Hoje resolvi tecer alguns comentários sobre este tema e espero que seja útil a alguns de vocês.
A política é inerente ao convívio em sociedade. Se temos mais de uma pessoa interagindo entre si elas estarão praticando política, pode acreditar.
Nas corporações não é diferente. Como organizações formadas de pessoas, as corporações são caldeirões de política onde são discutidos os mais variados temas, desde as melhores estratégias a serem seguidas até questões menores como em que lugar deveria estar a mesinha do café.
Cada pessoa tem um conjunto de interesses e prioridades e tem como objetivo principal vê-los atendidos. Se todos compartilhassem exatamente o mesmo conjunto de interesses, seria razoavelmente fácil definir as prioridades das organizações e a maneira de atingir seus objetivos.
Mas não é bem assim que as coisas acontecem... Longe disso, o normal é vermos pessoas de uma mesma organização pensando de maneira diametralmente oposta sobre diversos temas.
Pronto. Está instaurado o processo de disputa política por ideias, reconhecimento, definição de objetivos e maneiras de alcançá-los.
É muito comum que as pessoas vejam a política nas empresas como uma coisa ruim. Talvez pela associação que façam com a política tradicional no governo, tão impregnada de comportamentos inadequados. No entanto, a política em si não é ruim. Ela é essencial para que os conflitos sejam trabalhados de maneira produtiva, para que os consensos sejam obtidos ou, quanto não é possível o consenso, que as decisões sejam tomadas segundo algum critério.
Disputas sadias de ideias, recursos, estratégias e cargos são muito bem vindas nas corporações. Sem elas, criamos ambientes de trabalho sem poder de renovação, fadados a fracasso. Não é ruim que as pessoas disputem espaço nas organizações. Tampouco que existam conflitos e que a política seja utilizada como meio de superar estes conflitos.
Os movimentos políticos começam a ser um problema quando as intenções das pessoas envolvidas não estão alinhadas com os objetivos e valores da organização ou quando o foco das disputas está em questões puramente pessoais, muitas vezes carregadas de rancor e um espírito de revanchismo.
Ainda pior são os movimentos políticos feitos por pessoas sem escrúpulos, cujos objetivos pessoais possuem uma agenda totalmente desconectada dos objetivos da empresa e do código de conduta tácito da organização.
Quando este tipo de "política nociva" acontece é preciso que pessoas com alto poder político na organização detectem a anomalia e tomem as ações devidas. Dizendo de outra maneira, a "política nociva"só pode ser enfrentada com política.
Nem sempre as pessoas de maior escalão são as mais preparadas para detectar e atuar sobre práticas nocivas de política. É muito comum que o tratamento deste tipo de mal tenha que ser feito por pessoas de nível equivalente ou até mesmo inferior aos "infratores". O que define o ator que deverá atuar nestes casos é mais a habilidade e perspicácia política do que o cargo.
A política está aí para ser utilizada como ferramenta de trabalho de qualquer profissional, esteja ele ou não em um cargo executivo. Ela não deve ser tratada como um mal em si, ao contrário, ela é parte inerente do convívio em sociedade e é fundamental para que as organizações funcionem adequadamente.
Não fuja da política de sua organização. Em vez disso, prepare-se para participar dela de forma ativa e intensa. Lembre-se apenas que os princípios e valores devem ser soberanos em todos os seus movimentos políticos.
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 12 de janeiro de 2013
Oração da Serenidade...
Olá,
Neste blog costumo comentar sobre os desafios do mundo corporativo e compartilhar minha reflexões sobre como se comportar nestes casos. Quase sempre meu foco está no enfrentamento das adversidades e na direção de resolver os problemas e corrigir os desvios, mas existem momentos em que a atitude mais sábia é a de reconhecer que mesmo o mais competente dos profissionais possui seus limites e que algumas coisas simplesmente não podem ser mudadas.
Nestes momentos, costumo apelar para a oração abaixo. Sua simplicidade e sabedoria são tão profundas que ela mereceria ser lida por todos antes de cada dia de trabalho.
Abraços,
Paulo Pinho
Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra – vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade.
Neste blog costumo comentar sobre os desafios do mundo corporativo e compartilhar minha reflexões sobre como se comportar nestes casos. Quase sempre meu foco está no enfrentamento das adversidades e na direção de resolver os problemas e corrigir os desvios, mas existem momentos em que a atitude mais sábia é a de reconhecer que mesmo o mais competente dos profissionais possui seus limites e que algumas coisas simplesmente não podem ser mudadas.
Nestes momentos, costumo apelar para a oração abaixo. Sua simplicidade e sabedoria são tão profundas que ela mereceria ser lida por todos antes de cada dia de trabalho.
Abraços,
Paulo Pinho
Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma da outra – vivendo um dia de cada vez, desfrutando um momento de cada vez, aceitando as dificuldades como um caminho para alcançar a paz, considerando o mundo pecador como ele é, e não como gostaria que ele fosse, confiando em Deus para endireitar todas as coisas para que eu possa ser moderadamente feliz nesta vida e sumamente feliz contigo na eternidade.
Olho nos manipuladores...
Olá,
Hoje gostaria de refletir um pouco sobre uma categoria de profissional que se encontra frequentemente nas organizações e que são capazes de destruir carreiras, reputações e até empresas pela maneira ardilosa com que atuam. A eles me referirei como os Manipuladores.
Os Manipuladores agem como se fossem parasitas, drenando a energia de seus hospedeiros em benefício próprio, causando estragos muitas vezes irreparáveis, destruindo pessoas e organizações.
Apesar de serem extremamente danosos às organizações, os Manipuladores são difíceis de serem eliminados. Eles possuem um arsenal de estratégias para se manterem invisíveis, a principal delas sendo a técnica de fazer os outros se desgastarem em nome de suas ideias e intenções. São seres muito ardilosos e inescrupulosos, em geral muito inteligentes e organizados, e por esse motivo frequentemente confundidos com profissionais de extrema competência.
Os Manipuladores utilizam o conhecimento e as ideias dos outros para conseguir seus objetivos. Eles literalmente roubam o trabalho de outras pessoas, atribuindo a eles os louros das vitórias.
Os Manipuladores colocam nos outros a responsabilidade sobre suas falhas. Fazendo com muita habilidade com que outros profissionais pagem o preço de seus erros mais grosseiros.
Um único Manipulador pode prejudicar dezenas de profissionais sérios em uma organização antes de ser notado como tal. Ele pode destruir carreiras, projetos e até organizações inteiras sem mesmo ser notado.
Mas por que é tão difícil detectar um Manipulador?
Primeiro por que não tendo escrúpulos ele é capaz de mentir mesmo tendo a ciência de que irá prejudicar outras pessoas. Seu único objetivo é atingir seus objetivos, custe o que custar.
Segundo por que ele dificilmente atua diretamente. Sua estratégia, ao contrário, é a de fazer com que os outros atuem para atender seus objetivos. Eles só se apresentam como participantes da ideia depois que ela deu certo e não possuem qualquer receio de negarem sua participação quando o resultado não é o esperado.
O Manipulador compartilha o sucesso e distribui o fracasso. Suas estratégias fazem com que eles sejam bem vistos pelo vitoriosos (aqueles que seguiram seus conselhos e ganharam), compartilhando seu sucesso. Ao mesmo tempo, o isolam de suas vítimas (aqueles que seguiram seus conselhos e perderam), evitando situações de fracasso.
Mesmo depois que um Manipulador é detectado leva tempo para que ele seja eliminado de uma organização.
Os primeiros a detectarem os Manipuladores são suas próprias vítimas, que percebendo terem sido prejudicadas tendem a evitar o contato e se isolarem. Dificilmente elas vem a público denunciar a manipulação, seja por vergonha de terem sido manipuladas, seja por saberem que como fracassados seus argumentos serão facilmente derrubados.
Somente depois de muitos estragos, quando o conjunto de vítimas da manipulação cria massa crítica é que o Manipulador começa a perder espaço. Neste momento, sendo inteligente e ardiloso, o Manipulador trata de buscar um de seus antigos aliados e vai em busca de um novo hospedeiro.
Como líderes devemos estar sempre atentos a presença de Manipuladores em nossas organizações. Eles são perigosos e devem ser eliminados assim que detectados.
Se você tem algum comentário sobre este ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em receber seu comentário ou dúvida.
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje gostaria de refletir um pouco sobre uma categoria de profissional que se encontra frequentemente nas organizações e que são capazes de destruir carreiras, reputações e até empresas pela maneira ardilosa com que atuam. A eles me referirei como os Manipuladores.
Os Manipuladores agem como se fossem parasitas, drenando a energia de seus hospedeiros em benefício próprio, causando estragos muitas vezes irreparáveis, destruindo pessoas e organizações.
Apesar de serem extremamente danosos às organizações, os Manipuladores são difíceis de serem eliminados. Eles possuem um arsenal de estratégias para se manterem invisíveis, a principal delas sendo a técnica de fazer os outros se desgastarem em nome de suas ideias e intenções. São seres muito ardilosos e inescrupulosos, em geral muito inteligentes e organizados, e por esse motivo frequentemente confundidos com profissionais de extrema competência.
Os Manipuladores utilizam o conhecimento e as ideias dos outros para conseguir seus objetivos. Eles literalmente roubam o trabalho de outras pessoas, atribuindo a eles os louros das vitórias.
Os Manipuladores colocam nos outros a responsabilidade sobre suas falhas. Fazendo com muita habilidade com que outros profissionais pagem o preço de seus erros mais grosseiros.
Um único Manipulador pode prejudicar dezenas de profissionais sérios em uma organização antes de ser notado como tal. Ele pode destruir carreiras, projetos e até organizações inteiras sem mesmo ser notado.
Mas por que é tão difícil detectar um Manipulador?
Primeiro por que não tendo escrúpulos ele é capaz de mentir mesmo tendo a ciência de que irá prejudicar outras pessoas. Seu único objetivo é atingir seus objetivos, custe o que custar.
Segundo por que ele dificilmente atua diretamente. Sua estratégia, ao contrário, é a de fazer com que os outros atuem para atender seus objetivos. Eles só se apresentam como participantes da ideia depois que ela deu certo e não possuem qualquer receio de negarem sua participação quando o resultado não é o esperado.
O Manipulador compartilha o sucesso e distribui o fracasso. Suas estratégias fazem com que eles sejam bem vistos pelo vitoriosos (aqueles que seguiram seus conselhos e ganharam), compartilhando seu sucesso. Ao mesmo tempo, o isolam de suas vítimas (aqueles que seguiram seus conselhos e perderam), evitando situações de fracasso.
Mesmo depois que um Manipulador é detectado leva tempo para que ele seja eliminado de uma organização.
Os primeiros a detectarem os Manipuladores são suas próprias vítimas, que percebendo terem sido prejudicadas tendem a evitar o contato e se isolarem. Dificilmente elas vem a público denunciar a manipulação, seja por vergonha de terem sido manipuladas, seja por saberem que como fracassados seus argumentos serão facilmente derrubados.
Somente depois de muitos estragos, quando o conjunto de vítimas da manipulação cria massa crítica é que o Manipulador começa a perder espaço. Neste momento, sendo inteligente e ardiloso, o Manipulador trata de buscar um de seus antigos aliados e vai em busca de um novo hospedeiro.
Como líderes devemos estar sempre atentos a presença de Manipuladores em nossas organizações. Eles são perigosos e devem ser eliminados assim que detectados.
Se você tem algum comentário sobre este ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em receber seu comentário ou dúvida.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Um Tributo à Integridade...
Olá Pessoal,
Hoje gostaria de registrar minha homenagem ao exemplo de integridade dado pela Deputada Luiza Erundina ao desistir de sua participação na chapa do PT depois do anúncio da aliança com o PP de Paulo Maluf.
Com esse gesto, Erundina honrou seus compromissos com milhões de eleitores que depositaram sua confiança em várias eleições, inclusive como prefeita de São Paulo. Demonstrou ainda que seus princípios e valores estão acima de seus interesses e anseios pessoais e que a integridade é possível mesmo quando se trata de política.
Passou da hora de cobrarmos de nossos representantes um pouco mais de dignidade e respeito. Precisamos fazer alguma coisa para mudar a situação atual da política brasileira e espero que a decisão de Erundina sirva de inspiração para outros brasileiros, políticos ou não.
É muito triste ver um ex-presidente que sempre afirmou ser contra a direita elitista posar ao lado de uma figura como o Sr. Paulo Maluf em troca de alguns segundos a mais de televisão durante a campanha eleitoral. Esse comportamento reforça a imagem de que vale qualquer coisa para atingir seus objetivos e de que integridade, ética e transparência são atributos dos perdedores.
Para Erundina deixo minha homenagem que tenho certeza é de milhares / milhões de outros brasileiros.
Para Lula e Maluf deixo meu desprezo e a torcida de que suas participações na política brasileira sejam abreviadas ao máximo, de preferência pela vontade popular.
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje gostaria de registrar minha homenagem ao exemplo de integridade dado pela Deputada Luiza Erundina ao desistir de sua participação na chapa do PT depois do anúncio da aliança com o PP de Paulo Maluf.
Com esse gesto, Erundina honrou seus compromissos com milhões de eleitores que depositaram sua confiança em várias eleições, inclusive como prefeita de São Paulo. Demonstrou ainda que seus princípios e valores estão acima de seus interesses e anseios pessoais e que a integridade é possível mesmo quando se trata de política.
Passou da hora de cobrarmos de nossos representantes um pouco mais de dignidade e respeito. Precisamos fazer alguma coisa para mudar a situação atual da política brasileira e espero que a decisão de Erundina sirva de inspiração para outros brasileiros, políticos ou não.
É muito triste ver um ex-presidente que sempre afirmou ser contra a direita elitista posar ao lado de uma figura como o Sr. Paulo Maluf em troca de alguns segundos a mais de televisão durante a campanha eleitoral. Esse comportamento reforça a imagem de que vale qualquer coisa para atingir seus objetivos e de que integridade, ética e transparência são atributos dos perdedores.
Para Erundina deixo minha homenagem que tenho certeza é de milhares / milhões de outros brasileiros.
Para Lula e Maluf deixo meu desprezo e a torcida de que suas participações na política brasileira sejam abreviadas ao máximo, de preferência pela vontade popular.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 16 de junho de 2012
Negociações Perigosas...
Olá,
Hoje gostaria de falar sobre uma prática muito comum entre os profissionais que não estão totalmente satisfeitos com a empresa em que trabalham e buscam oportunidades de crescimento no mercado. Trata-se da estratégia de encontrar uma alternativa de emprego segura e, a partir dessa opção nas mãos, negociar condições melhores na empresa atual.
Com quase trinta anos de experiência no mercado já passei inúmeras vezes pela situação em que fui abordado por candidatos a emprego que se demonstravam insatisfeitos em suas empresas e que pediam uma oportunidade de mudar suas vidas profissionais. Em várias ocasiões decidi dar uma chance a estes profissionais e ofereci uma vaga com melhores condições financeiras e de trabalho. O mais estranho, no entanto, foi detectar que na maioria dos casos onde a iniciativa de mudança vinha do candidato, a conclusão do caso acabava em uma renegociação do profissional com sua empresa atual e a decisão de se manter nela.
Em tese não existe nada de errado nesta forma de negociar. É lícito buscar melhores condições de trabalho, assim como é lícito dar oportunidade a empresa atual a propor uma contra-oferta. Afinal estamos falando de uma relação de compra e venda de serviços, certo?
Não é bem assim...
A relação de trabalho entre uma empresa e seus funcionários é muito mais complexa do que a simples transação de compra e venda de um serviço qualquer. Trata-se de uma relação de longo prazo, onde a confiança e a transparência são fatores importantes e que podem ser abalados neste tipo de negociação.
Por outro lado, "vender-se" a uma empresa e depois desistir da "venda" cria um sentimento bastante negativo no potencial "comprador", que pensava ter fechado negócio e, de repente, se vê na situação de ter perdido seu tempo.
Voltar atrás em uma decisão nunca deixará de ser notado. É uma demonstração de insegurança, de falta de palavra, que ficará marcada tanto na empresa que decide manter o profissional, quanto na empresa que fez a oferta e recebeu a recusa. Esta marca pode ser extremamente prejudicial a sua carreira se você estiver em um mercado relativamente pequeno, onde os vários concorrentes se conhecem e trocam experiências.
Por fim, sempre fica uma dúvida. A empresa que aceitou renegociar as condições o fez por que assumiu ter errado sua avaliação de valor anterior e decidiu corrigir uma distorção ou simplesmente resolveu evitar uma saída abrupta de um profissional importante antes de conseguir um substituto a altura com custos mais atrativos?
Respeito as pessoas que optam por negociar desta maneira, elas têm esse direito. No entanto, considero este tipo de negociação muito perigosa e com maior potencial de dano do que de benefício. Creio que com pequenos ajustes é possível obter muito melhor resultado.
Minhas recomendações para os profissionais são as seguintes:
1) Se você não está satisfeito no seu trabalho, compartilhe suas preocupações com seus superiores.
2) Se nada mudar, procure o mercado e busque as alternativas disponíveis, mas não se comprometa com ninguém antes de ter certeza de qual será sua decisão.
3) Após sua avaliação do mercado e antes de se comprometer com alguma empresa em especial, volte a conversar com seus superiores e avalie se algo mudou.
4) Caso mude, fique em sua empresa e continue investindo nela.
5) Caso não mude, monte seu plano de saída, escolha a melhor opção disponível e firme seu compromisso.
6) Comunique a empresa de sua decisão e não caia na tentação de voltar atrás em sua decisão. Esse tipo de negociação é extremamente perigosa.
Minhas recomendações para os empregadores são as seguintes:
1) Procurem se antecipar aos desconfortos de seus funcionários importantes. Muitas vezes a transparência e a visão de futuro são suficientes para deixar o funcionário mais confortável.
2) Procurem manter a justiça na classificação salarial de seus funcionários. É melhor perder um funcionário para o mercado e manter a equipe do que perder a equipe por um movimento salarial injusto.
3) Só negociem com o profissional se for possível manter a coerência da grade salarial interna da empresa. Caso contrário, os problemas futuros serão muito maiores.
4) Não prometam o que não será possível cumprir. Você estará prejudicando sua empresa e o profissional envolvido.
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, entre em contato no e-mail Paulo.Pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje gostaria de falar sobre uma prática muito comum entre os profissionais que não estão totalmente satisfeitos com a empresa em que trabalham e buscam oportunidades de crescimento no mercado. Trata-se da estratégia de encontrar uma alternativa de emprego segura e, a partir dessa opção nas mãos, negociar condições melhores na empresa atual.
Com quase trinta anos de experiência no mercado já passei inúmeras vezes pela situação em que fui abordado por candidatos a emprego que se demonstravam insatisfeitos em suas empresas e que pediam uma oportunidade de mudar suas vidas profissionais. Em várias ocasiões decidi dar uma chance a estes profissionais e ofereci uma vaga com melhores condições financeiras e de trabalho. O mais estranho, no entanto, foi detectar que na maioria dos casos onde a iniciativa de mudança vinha do candidato, a conclusão do caso acabava em uma renegociação do profissional com sua empresa atual e a decisão de se manter nela.
Em tese não existe nada de errado nesta forma de negociar. É lícito buscar melhores condições de trabalho, assim como é lícito dar oportunidade a empresa atual a propor uma contra-oferta. Afinal estamos falando de uma relação de compra e venda de serviços, certo?
Não é bem assim...
A relação de trabalho entre uma empresa e seus funcionários é muito mais complexa do que a simples transação de compra e venda de um serviço qualquer. Trata-se de uma relação de longo prazo, onde a confiança e a transparência são fatores importantes e que podem ser abalados neste tipo de negociação.
Por outro lado, "vender-se" a uma empresa e depois desistir da "venda" cria um sentimento bastante negativo no potencial "comprador", que pensava ter fechado negócio e, de repente, se vê na situação de ter perdido seu tempo.
Voltar atrás em uma decisão nunca deixará de ser notado. É uma demonstração de insegurança, de falta de palavra, que ficará marcada tanto na empresa que decide manter o profissional, quanto na empresa que fez a oferta e recebeu a recusa. Esta marca pode ser extremamente prejudicial a sua carreira se você estiver em um mercado relativamente pequeno, onde os vários concorrentes se conhecem e trocam experiências.
Por fim, sempre fica uma dúvida. A empresa que aceitou renegociar as condições o fez por que assumiu ter errado sua avaliação de valor anterior e decidiu corrigir uma distorção ou simplesmente resolveu evitar uma saída abrupta de um profissional importante antes de conseguir um substituto a altura com custos mais atrativos?
Respeito as pessoas que optam por negociar desta maneira, elas têm esse direito. No entanto, considero este tipo de negociação muito perigosa e com maior potencial de dano do que de benefício. Creio que com pequenos ajustes é possível obter muito melhor resultado.
Minhas recomendações para os profissionais são as seguintes:
1) Se você não está satisfeito no seu trabalho, compartilhe suas preocupações com seus superiores.
2) Se nada mudar, procure o mercado e busque as alternativas disponíveis, mas não se comprometa com ninguém antes de ter certeza de qual será sua decisão.
3) Após sua avaliação do mercado e antes de se comprometer com alguma empresa em especial, volte a conversar com seus superiores e avalie se algo mudou.
4) Caso mude, fique em sua empresa e continue investindo nela.
5) Caso não mude, monte seu plano de saída, escolha a melhor opção disponível e firme seu compromisso.
6) Comunique a empresa de sua decisão e não caia na tentação de voltar atrás em sua decisão. Esse tipo de negociação é extremamente perigosa.
Minhas recomendações para os empregadores são as seguintes:
1) Procurem se antecipar aos desconfortos de seus funcionários importantes. Muitas vezes a transparência e a visão de futuro são suficientes para deixar o funcionário mais confortável.
2) Procurem manter a justiça na classificação salarial de seus funcionários. É melhor perder um funcionário para o mercado e manter a equipe do que perder a equipe por um movimento salarial injusto.
3) Só negociem com o profissional se for possível manter a coerência da grade salarial interna da empresa. Caso contrário, os problemas futuros serão muito maiores.
4) Não prometam o que não será possível cumprir. Você estará prejudicando sua empresa e o profissional envolvido.
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo, entre em contato no e-mail Paulo.Pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Baixando a Guarda....
Olá,
Durante minhas experiências como Coach tive a oportunidade de encontrar vários comportamentos negativos diferentes, cada um com seus efeitos nocivos ao desempenho profissional. Mas de todos os comportamentos encontrados um dos mais comuns é sem dúvida a atitude reativa.
Profissionais com atitude reativa possuem o "dom" de se desmotivarem, ao mesmo tempo que cansam a todos que estão ao seu redor. Em um paralelo grosseiro estes indivíduos funcionam como crianças pirracentas, que ficam na frente da televisão para atrapalhar quem está assistindo, falam alto perto de quem está falando ao telefone, recusam qualquer tipo de oferta, e assim por diante.
Todos nós temos momentos de atitude reativa. Por vezes, quando nossas expectativas são frustradas e não estamos em um bom dia podemos nos comportar de maneira um pouco mais reativa. Não é bom que ocorra, mas é aceitável.
O problema surge quando ficamos a maior parte do tempo na modalidade reativa. Se há uma reunião, achamos que se trata de perda de tempo. Se alguém sugere um programa de incentivo, achamos que vai desencadear comportamentos competitivos indesejáveis. Se a empresa pretende descontinuar um produto, dizemos que será o maior desastre de todos os tempos.
O profissional que assume uma posição reativa muito frequentemente tem a impressão de que todos estão errados e somente ele vê a verdade e entende o que realmente está acontecendo. A cada divergência entre a opinião dos outros e sua própria, torna-se mais incomodado com a situação, realimentando sua atitude reativa. Por outro lado, os que estão a sua volta perdem a vontade de compartilhar ideias, se retraem no momento de dar sugestões ou simplesmente decidem ir em frente sem envolver a pessoa mais reativa.
Quanto mais reativo você for, mas reativas parecerão as pessoas ao seu redor. Essa é uma dica importante para avaliar o quanto suas divergências com outras pessoas estão associadas a um comportamento excessivamente reativo.
Repare nas pessoas ao seu redor. Elas concordam com você de maneira entusiasmada ou o fazem de maneira tímida, quase que por falta de opção. Em geral, suas conversas com as pessoas são fluídas e agradáveis ou desgastantes e cheias de discordâncias que parecem insolúveis? Você costuma elaborar ideias em conjunto com as outras pessoas ou normalmente se vê na situação em que suas ideias são questionadas pela maioria?
Assumir uma atitude reativa frequentemente pode destruir sua carreira dentro de uma organização. Esse comportamento leva inicialmente ao confronto direto com pessoas que deveriam estar colaborando com você. Com o tempo leva ao isolamento e à sensação de que todos estão contra você. Mais cedo ou mais tarde, uma das partes (profissional ou empresa) toma a decisão de terminar o relacionamento.
Ser reativo é diferente de discordar. É possível discordar sem ser reativo, compartilhando suas opiniões de maneira positiva e com o objetivo de buscar alternativas em conjunto. O fato das pessoas discordarem entre si demonstra que existe diversidade de opiniões e é fundamental para que as organizações se renovem. Mesmo discussões acaloradas podem ser altamente produtivas quando não se perde o objetivo maior de buscar soluções e caminhos alternativos. O problema surge quando o comportamento reativo se instala e as pessoas começam a dizer não somente para demonstrar sua insatisfação.
Se você deseja ter sucesso em sua organização, evite comportamentos reativos a qualquer custo. Eles representam a maneira mais eficiente de fracassar em seus objetivos.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 21 de abril de 2012
Reflexões sobre a Família
Olá,
Você tem muitas críticas a seus familiares? Acha seu pai chato ou teimoso? Sua mãe é meticulosa ou sensível demais? E seus irmãos, são cheios de defeitos?
É hora de refletir um pouco, pois lembre-se que uma boa porção da carga genética e muitas vezes da influência do meio é comum a todos vocês.
Não dá para negar, filho de peixe, peixinho é. Somos uma mistura de nossos pais e herdamos deles estilos de comportamentos como teimosia, agressividade, passividade, compaixão, proatividade, entre outros. Isto ocorre seja pela genética, seja pela longa convivência que temos com eles.
Nossos irmãos, assim como nós, herdaram a mesma carga genética temperada geralmente de maneira diferente, mas ainda assim a mesma carga genética. Em geral, eles também conviveram bastante nossos pais e, acreditem, possuem vários comportamentos muito similares aos nossos.
Um dos nossos maiores objetivos de vida, queiramos ou não, é construirmos nossa própria identidade. Temos uma necessidade intensa de nos identificarmos como únicos, necessidade que se inicia na adolescência e nos acompanha por quase toda a vida.
Para sermos únicos, nossa primeira missão é nos "separarmos" de nossos pais e irmãos. Precisamos ser diferentes deles e, quase sem querer, nos concentramos em identificar nossas diferenças e pouco ou nenhum esforço fazemos para reconhecer as semelhanças.
É na fase mais madura, quando começamos a ver no espelho do banheiro trejeitos e manias de nossos pais e irmãos, que começamos a nos dar conta de como somos parecidos com eles.
Nem sempre é fácil aceitar essa realidade. Afinal, passamos a vida negando sermos parecidos com esses indivíduos e na maioria das vezes nossas diferenças se concentravam nos defeitos que víamos nos mesmos. Como aceitar agora que muitos desses "defeitos" também são nossos? Que as coisas "feias" que vemos em nossos familiares estão tão presentes em nossas vidas quanto nas deles?
Pois é... Vale a pena refletir sobre esse tema e tentar antecipar algumas conclusões.
Queiramos ou não, a maior probabilidade é de que sejamos mais parecidos com nossos pais e irmãos do que com qualquer outro modelo que desejemos seguir. É certo que no cômputo geral ainda somos diferentes, o suficiente para sermos indivíduos únicos, mas a semelhança de alguns comportamentos é inquestionável.
Reconhecer os comportamentos similares a nossos familiares em nós mesmos, traz uma oportunidade única de crescimento humano. É como se conquistássemos a dádiva de podermos nos observar de maneira distante, como se estivéssemos olhando para nós mesmos em outra pessoa.
Esse exercício nos permite entender um pouco melhor o efeito de alguns de nossos comportamentos nos outros e a forma como esses comportamentos ajudam ou atrapalham em determinadas situações.
Entendendo as similaridades que temos com nossos familiares, somos capazes de entender um pouco melhor nossos próprios defeitos ou, em alguns casos, reconhecer virtudes antes desconhecidas em nossos pais e irmãos.
Abraços,
Paulo Pinho
Você tem muitas críticas a seus familiares? Acha seu pai chato ou teimoso? Sua mãe é meticulosa ou sensível demais? E seus irmãos, são cheios de defeitos?
É hora de refletir um pouco, pois lembre-se que uma boa porção da carga genética e muitas vezes da influência do meio é comum a todos vocês.
Não dá para negar, filho de peixe, peixinho é. Somos uma mistura de nossos pais e herdamos deles estilos de comportamentos como teimosia, agressividade, passividade, compaixão, proatividade, entre outros. Isto ocorre seja pela genética, seja pela longa convivência que temos com eles.
Nossos irmãos, assim como nós, herdaram a mesma carga genética temperada geralmente de maneira diferente, mas ainda assim a mesma carga genética. Em geral, eles também conviveram bastante nossos pais e, acreditem, possuem vários comportamentos muito similares aos nossos.
Um dos nossos maiores objetivos de vida, queiramos ou não, é construirmos nossa própria identidade. Temos uma necessidade intensa de nos identificarmos como únicos, necessidade que se inicia na adolescência e nos acompanha por quase toda a vida.
Para sermos únicos, nossa primeira missão é nos "separarmos" de nossos pais e irmãos. Precisamos ser diferentes deles e, quase sem querer, nos concentramos em identificar nossas diferenças e pouco ou nenhum esforço fazemos para reconhecer as semelhanças.
É na fase mais madura, quando começamos a ver no espelho do banheiro trejeitos e manias de nossos pais e irmãos, que começamos a nos dar conta de como somos parecidos com eles.
Nem sempre é fácil aceitar essa realidade. Afinal, passamos a vida negando sermos parecidos com esses indivíduos e na maioria das vezes nossas diferenças se concentravam nos defeitos que víamos nos mesmos. Como aceitar agora que muitos desses "defeitos" também são nossos? Que as coisas "feias" que vemos em nossos familiares estão tão presentes em nossas vidas quanto nas deles?
Pois é... Vale a pena refletir sobre esse tema e tentar antecipar algumas conclusões.
Queiramos ou não, a maior probabilidade é de que sejamos mais parecidos com nossos pais e irmãos do que com qualquer outro modelo que desejemos seguir. É certo que no cômputo geral ainda somos diferentes, o suficiente para sermos indivíduos únicos, mas a semelhança de alguns comportamentos é inquestionável.
Reconhecer os comportamentos similares a nossos familiares em nós mesmos, traz uma oportunidade única de crescimento humano. É como se conquistássemos a dádiva de podermos nos observar de maneira distante, como se estivéssemos olhando para nós mesmos em outra pessoa.
Esse exercício nos permite entender um pouco melhor o efeito de alguns de nossos comportamentos nos outros e a forma como esses comportamentos ajudam ou atrapalham em determinadas situações.
Entendendo as similaridades que temos com nossos familiares, somos capazes de entender um pouco melhor nossos próprios defeitos ou, em alguns casos, reconhecer virtudes antes desconhecidas em nossos pais e irmãos.
Abraços,
Paulo Pinho
quarta-feira, 28 de março de 2012
Retornando....
Olá pessoal,
Quase cinco meses se passaram e não escrevi um só artigo. Peço desculpas pela ausência e espero recuperar o tempo perdido nas próximas semanas.
Nos últimos meses estive envolvido em vários projetos e minha atenção se dividiu entre o crescimento de minha empresa e a doença de meu pai, que ficou mais de um mês internado no Dante Pazzanese e que agora se recupera na casa de meu irmão.
Minha ausência neste blog me faz refletir sobre o tema da disciplina.
Apesar de ter utilizado os dois primeiros parágrafos deste artigo para justificar minha longo ausência, a verdade é que eu poderia ter reservado uns 30 minutos por semana para escrever algo. Não fiz por que de alguma maneira me deixei levar pelos acontecimentos e de maneira consciente ou inconsciente, dei menos prioridade a este projeto do que a outros.
O verdadeiro e duradouro sucesso em qualquer atividade depende mais de disciplina e de empenho do que de qualquer outro atributo. Reconhecer esta realidade faz com que tenhamos consciência de que estamos longe, muito longe, de exercer o potencial de geração de trabalho que temos dentro de nós.
Se fossemos capazes de seguir nossos planos de forma disciplinada, seríamos muito mais do que somos em todos os aspectos da vida, pessoal e profissional.
Mas não se martirize. Nós humanos somos assim mesmo, um poço de boas intenções, impregnado de muita preguiça e desordem mental. Somos uma pequena fração do que nosso potencial permitiria que fôssemos.
Ainda assim, o ser humano é um milagre da vida. Um ser capaz de construir cidades, de desenvolver produtos e serviços sofisticados, de ir a lua em um foguete, de criar e utilizar computadores, de criar e de sonhar.
A mensagem de hoje é simples mas suficiente para deixar qualquer um confuso por semanas.
Desfrute das ondas e dos ventos do oceano da vida, deixe-se levar de vez em quando, sem reagir e sentindo cada momento, mas lembre-se da direção que deseja seguir e mantenha a proa de seu barco sempre na direção correta.
Um Abraço,
Paulo Pinho
Quase cinco meses se passaram e não escrevi um só artigo. Peço desculpas pela ausência e espero recuperar o tempo perdido nas próximas semanas.
Nos últimos meses estive envolvido em vários projetos e minha atenção se dividiu entre o crescimento de minha empresa e a doença de meu pai, que ficou mais de um mês internado no Dante Pazzanese e que agora se recupera na casa de meu irmão.
Minha ausência neste blog me faz refletir sobre o tema da disciplina.
Apesar de ter utilizado os dois primeiros parágrafos deste artigo para justificar minha longo ausência, a verdade é que eu poderia ter reservado uns 30 minutos por semana para escrever algo. Não fiz por que de alguma maneira me deixei levar pelos acontecimentos e de maneira consciente ou inconsciente, dei menos prioridade a este projeto do que a outros.
O verdadeiro e duradouro sucesso em qualquer atividade depende mais de disciplina e de empenho do que de qualquer outro atributo. Reconhecer esta realidade faz com que tenhamos consciência de que estamos longe, muito longe, de exercer o potencial de geração de trabalho que temos dentro de nós.
Se fossemos capazes de seguir nossos planos de forma disciplinada, seríamos muito mais do que somos em todos os aspectos da vida, pessoal e profissional.
Mas não se martirize. Nós humanos somos assim mesmo, um poço de boas intenções, impregnado de muita preguiça e desordem mental. Somos uma pequena fração do que nosso potencial permitiria que fôssemos.
Ainda assim, o ser humano é um milagre da vida. Um ser capaz de construir cidades, de desenvolver produtos e serviços sofisticados, de ir a lua em um foguete, de criar e utilizar computadores, de criar e de sonhar.
A mensagem de hoje é simples mas suficiente para deixar qualquer um confuso por semanas.
Desfrute das ondas e dos ventos do oceano da vida, deixe-se levar de vez em quando, sem reagir e sentindo cada momento, mas lembre-se da direção que deseja seguir e mantenha a proa de seu barco sempre na direção correta.
Um Abraço,
Paulo Pinho
domingo, 30 de outubro de 2011
Liderança e Motivação
Olá,
A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?
Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.
A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação para se mover em determinada direção.
Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.
1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.
2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.
3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.
4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.
5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.
6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.
Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.
Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.
O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.
O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.
A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.
Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.
Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abs.
Paulo Pinho
A pedido de um amigo gostaria de falar sobre os temas Liderança e Motivação. Afinal, que tipo de estratégia deve utilizar um líder em sua missão de manter as pessoas motivadas a perseguir um objetivo comum?
Segundo a Wikipedia, Motivação é a condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que gera a ação. Liderança, por outro lado, é definida como o processo de conduzir um grupo de pessoas em determinada direção.
A união destes dos conceitos nos leva a uma definição de liderança da qual gosto muito. Liderança significa criar condições para que as pessoas tenham motivação para se mover em determinada direção.
Mas o que faz as pessoas se sentirem motivadas? Seguem algumas dicas que podem ajudar.
1) As pessoas se motivam a seguir um líder que tenha uma Visão clara e convincente, que aponte para elas um caminho de realização pessoal.
2) As pessoas se motivam a seguir um líder que compartilha as dificuldades e os desafios da jornada com seus liderados. Alguém que vibra e sofre ao lado de cada membro de sua equipe.
3) As pessoas gostam de desafios e se motivam a seguir líderes desafiadores, que as permitam crescer e sentirem-se vencedoras.
4) As pessoas sentem-se inseguras muitas vezes. Por esse motivo, preferem seguir líderes que as suportam sempre que necessário. Líderes que desafiam mas não desamparam e que estão sempre disponíveis para ajudar aos que passam por dificuldades.
5) As pessoas precisam de reconhecimento e preferem seguir os líderes que sabem apreciar o esforço legítimo e que consideram a justiça um valor muito importante.
6) As pessoas precisam confiar no seu líder. Seja qual for seu estilo de liderança, um líder precisa antes de mais nada inspirar uma confiança inabalável. Se tivermos que escolher o atributo mais importante de um líder, a confiança bateria todos os outros.
Para liderar pessoas em determinada direção é preciso primeiro acreditar estar na direção correta, o que se consegue com uma visão clara e muita convicção. É preciso demonstrar de forma inquestionável que você estará ao lado de sua equipe por toda a jornada, para o bem ou para o mal.
Durante a jornada será preciso desafiar os que demonstrarem insegurança, provando que eles são capazes e dando ajuda quando necessário. Aos que demonstrarem capacidade de reação deve ser dado reconhecimento devido. Aos que fraquejarem, deve ser dada atenção e toda a ajuda que for possível.
O bom líder é justo e confiável. Ele é firme em suas decisões e procura utilizar um conjunto claro e restrito de valores para justificar cada uma delas.
O bom líder reconhece que só é forte se amparado por sua equipe e é solidário com cada um de seus elementos. Ele compartilha as vitórias com a equipe, faz questão de ter sua parte da responsabilidade nas derrotas e é um parceiro extremamente leal em todas as batalhas.
A melhor maneira de fazer com que as pessoas se motivem e atuar como um verdadeiro líder.
Não é fácil ser um bom líder todo o tempo, mas é possível treinar e melhorar a cada dia. Trata-se de uma jornada com uma direção bem definida, mas que se estenderá por toda sua carreira sem que seja possível chegar ao destino final.
Se você tiver comentários ou dúvidas sobre este e outros temas, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em ler e responder sua mensagem.
Abs.
Paulo Pinho
sábado, 22 de outubro de 2011
Reflexões de um Blogueiro...
Olá,
Em meados de 2007, escrevi meu primeiro artigo neste blog. Na época, acreditava que o número de leitores seria muito maior e que, talvez, esse pudesse se tornar um hobby lucrativo. Não foi bem assim...
O tempo foi passando e minha energia para escrever foi reduzindo, passando de uma produção quase diária de artigos para algo em torno de um por mês. Pensei que o blog morreria e que o volume de leitores iria cair a zero. Novamente não foi dessa maneira que as coisas se deram ...
Ano após ano, o volume de leitores de meus artigos continuou crescendo, mesmo com a pequena produção que vinha gerando. Comecei a escrever um pouco mais, com a esperança que eles pudessem atrair ainda mais leitores. Uma vez mais, minhas expectativas foram frustradas...
Meus artigos mais lidos são os mais antigos. Esse que escrevo agora pode levar alguns meses para que seja lido pela primeira vez. Apesar disso, me sinto na obrigação de continuar escrevendo. É como se escrevesse para mim mesmo, na esperança de que surjam respostas a algumas perguntas essenciais que carrego comigo. Uma maneira solitária de pensar sobre coisas importantes da vida, de conversar consigo mesmo, de refletir sobre a razão de ser e de viver.
De vez em quando minha solidão é quebrada por um e-mail. É o aviso de que alguém leu um de meus artigos e foi tocado o suficiente para interagir. Me sinto lisonjeado e feliz e corro para ler e responder o comentário.
Não é sempre que recebo comentários, mas cada um deles vale muito. Por isso peço tanto que as pessoas comentem meus artigos e me passem suas críticas e sugestões.
Depois de quatro anos escrevendo, mais de 120 artigos publicados e modestas 23.000 visitas em meu blog não posso dizer que estou realizado, mas continuo acreditando no valor deste tipo de trabalho e prometo que continuarei a compartilhar com vocês meus pensamentos e reflexões.
Sinceramente não tenho muitas esperanças de que minha audiência cresça muito ou mesmo que os comentários passem a vir em profusão, mas quem sabe não serei surpreendido uma vez mais pelo destino. Quem sabe se as coisas novamente não acontecerão como estou imaginando...
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo deste blog envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
Em meados de 2007, escrevi meu primeiro artigo neste blog. Na época, acreditava que o número de leitores seria muito maior e que, talvez, esse pudesse se tornar um hobby lucrativo. Não foi bem assim...
O tempo foi passando e minha energia para escrever foi reduzindo, passando de uma produção quase diária de artigos para algo em torno de um por mês. Pensei que o blog morreria e que o volume de leitores iria cair a zero. Novamente não foi dessa maneira que as coisas se deram ...
Ano após ano, o volume de leitores de meus artigos continuou crescendo, mesmo com a pequena produção que vinha gerando. Comecei a escrever um pouco mais, com a esperança que eles pudessem atrair ainda mais leitores. Uma vez mais, minhas expectativas foram frustradas...
Meus artigos mais lidos são os mais antigos. Esse que escrevo agora pode levar alguns meses para que seja lido pela primeira vez. Apesar disso, me sinto na obrigação de continuar escrevendo. É como se escrevesse para mim mesmo, na esperança de que surjam respostas a algumas perguntas essenciais que carrego comigo. Uma maneira solitária de pensar sobre coisas importantes da vida, de conversar consigo mesmo, de refletir sobre a razão de ser e de viver.
De vez em quando minha solidão é quebrada por um e-mail. É o aviso de que alguém leu um de meus artigos e foi tocado o suficiente para interagir. Me sinto lisonjeado e feliz e corro para ler e responder o comentário.
Não é sempre que recebo comentários, mas cada um deles vale muito. Por isso peço tanto que as pessoas comentem meus artigos e me passem suas críticas e sugestões.
Depois de quatro anos escrevendo, mais de 120 artigos publicados e modestas 23.000 visitas em meu blog não posso dizer que estou realizado, mas continuo acreditando no valor deste tipo de trabalho e prometo que continuarei a compartilhar com vocês meus pensamentos e reflexões.
Sinceramente não tenho muitas esperanças de que minha audiência cresça muito ou mesmo que os comentários passem a vir em profusão, mas quem sabe não serei surpreendido uma vez mais pelo destino. Quem sabe se as coisas novamente não acontecerão como estou imaginando...
Se você tiver algum comentário sobre este ou outro artigo deste blog envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Uma Homenagem a Steve Jobs
Olá,
Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.
Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.
Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.
Com vocês, o discurso de Steve Jobs:
Hoje gostaria de homenagear um dos mais admirados e brilhantes líderes do mundo dos negócios, que encerrou sua participação no show da vida durante o dia de ontem.
Steve Jobs, uma história de vida no mínimo curiosa, um visionário admirável, um exemplo de sucesso empresarial simplesmente inquestionável.
Minha singela homenagem se resume em publicar seu próprio discurso, feito para uma turma de formandos da Universidade de Stanford, em 2005. Suas palavras demonstram a grandeza desse líder, tão humano e frágil quanto cada um de nós, mas ao mesmo tempo capaz de transformar o mundo como poucos foram.
Com vocês, o discurso de Steve Jobs:
“Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias. A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer.Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior.
Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.” Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade.
E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usadas para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz.
No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir as matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.
Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir.
Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira.
Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida.
Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.
Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia.
Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas – que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro.
Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas.
Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.
Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: “Continue com fome, continue bobo”. Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.
Obrigado.
Steve Jobs”
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Coragem para Mudar ...
Olá,
Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.
Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.
Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.
É preciso ter coragem para mudar, para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.
A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.
Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.
Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.
Todos podemos mudar, é só querer.
Abraços,
Paulo Pinho
Faz alguns meses escrevi sobre o número cada vez maior de profissionais que resolvem mudar suas vidas depois de alcançar o sucesso em suas carreiras como executivos. Pessoas que, como eu, resolveram abandonar uma posição de destaque em grandes empresas para se dedicarem a seus próprios empreendimentos.
Hoje gostaria de falar um pouco do número ainda maior de profissionais que continuam em seus empregos após anos e anos de sofrimento pessoal, fazendo coisas das quais não gostam nem um pouco ou suportando ambientes nada agradáveis para garantir estabilidade financeira ou sustentar estilos de vida.
Sinto muita pena dessas pessoas, pois tenho certeza de que a maioria delas poderia ser muito mais feliz e provavelmente mais bem sucedidas se tomassem a decisão de mudar. Elas não entendem que a produtividade e a criatividade são amigas íntimas da liberdade e da satisfação, que o sucesso financeiro não deve ser objetivo, mas apenas consequência.
É preciso ter coragem para mudar, para abandonar o velho e sair em busca do novo. Coragem para acreditar nos seus próprios sonhos e para investir tempo e energia em busca de novos caminhos e desafios.
A vida é breve e passa muito mais rapidamente do que gostaríamos. Perder metade dela ou mais trabalhando em um emprego que não traz realização e felicidade é um desperdício tremendo, que deve ser evitado. Se você sente que está marcando passo ou que trabalha apenas por obrigação ou por dinheiro, reflita um pouco e veja se não é hora de buscar algo diferente.
Sei que é fácil dizer e difícil de fazer, pois já senti o frio na barriga que é deixar para trás um bom emprego e um bom salário para arriscar um novo caminho. Mas posso garantir que o medo passa e que a felicidade de se sentir realizando suplanta qualquer dificuldade.
Não estou propondo aventuras. Ao contrário, recomendo que os movimentos sejam planejados e cautelosos, sem grandes ousadias ou mudanças drásticas. Mas que sejam firmes e decididos, e que levem à direção pretendida, sem se preocupar demais com os riscos e as perdas.
Todos podemos mudar, é só querer.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 11 de setembro de 2011
Mobilização contra a Corrupção
Olá,
Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.
Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.
Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.
A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.
A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.
Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.
Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.
Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!
Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.
Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.
Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.
A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.
Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
Hoje quero falar um pouco sobre o embrião de mobilização da sociedade que assistimos esta semana. Depois de alguns anos de quase total apatia, presenciamos um sete de Setembro dominado por protestos populares contra um tema tão antigo e tão familiar de todos os brasileiros: a corrupção.
Fico na torcida para que estes ainda tímidos protestos tomem corpo e se transformem em real indignação. Já passou da hora de deixarmos de lado a fama de povo complacente com comportamentos mais do que inaceitáveis. Precisamos nos redimir da triste fama de sermos um país onde tudo tem um jeitinho e onde com dinheiro e poder se consegue qualquer coisa.
Se tivesse que escolher um único ponto para resolver em nosso País, eu escolheria a corrupção sem qualquer dúvida. É ela que alimenta o tráfico de drogas; que deprecia o patrimônio público; que dá chances a quem não merece e tira de quem mais precisa; que enriquece homens e mulheres de pouco caráter e exclui aqueles que possuem real valor.
A corrupção intimida os honestos com ameaças e truculência. No estágio em que se encontra em várias instituições brasileiras é tão forte que faz pessoas de bem se limitarem a serem apenas omissas, sem coragem para denunciar ou mesmo lutar contra ela.
A corrupção existe em todos os níveis e em todos os graus. Negociar 10% de um contrato milionário do governo, sem dúvida é um caso de corrupção. Receber uma mala de dinheiro para facilitar a vida de um presidiário perigoso, também é inegável ato de corrupção. Mas o que dizer de ter que pagar para ser aprovado num exame de direção, ou dar uma cerveja para o guarda de trânsito, ou de dar um trocado para o garçom da festa para ser melhor atendido, ou para o porteiro da boate para entrar sem pagar? Todos são atos de corrupção e precisamos fazer algo para que eles não se repitam.
Protestar me parece um bom começo pois nos ajuda a pensar a respeito. Mas com certeza não é suficiente. É preciso evitar sermos agentes da corrupção, por menor que seja ela. É preciso denunciar os casos que chegamos a conhecer. É preciso lutar para que os casos conhecidos sejam punidos, tratados com rigor.
Ser corrupto é deprimente e deveria despertar sentimentos horríveis a quem é corrompido, mas corromper é tão ruim quanto. Seria pior se não soubéssemos que no estágio de corrupção em que muitas instituições se encontram, a ordem natural da corrupção, em que o corruptor incentiva o corrupto a cometer um crime, se inverte totalmente. Infelizmente vemos muitos casos onde o corrupto intimida e ameaça até convencer cidadãos de bem a cometerem o crime de corromper.
Dê um basta na corrupção que ronda sua vida!!!!!!!
Não dê gorjetas a guardas de trânsito; não pague taxas extras para conseguir serviços públicos; não aceite descontos dados ilicitamente por maus funcionários; não abra mão de seus valores e princípios por coisas tão pequenas.
Se você souber de casos de corrupção, não fique quieto, denuncie. As empresas possuem ouvidorias; os órgãos públicos possuem estruturas de fiscalização; a imprensa pode ajudar; sempre existe um jeito de fazer com que a corrupção seja desmascarada.
Proteste sempre que possível. Escreva sobre este assunto. Fale com seus amigos e parentes. Discuta com energia com aqueles que dizem que não há nada a fazer. É claro que existe muito a fazer e a melhor hora de começar é agora.
A todos os que participaram dos protestos de sete de Setembro, quero dar meus parabéns. Vocês merecem a admiração de todos nós, merecem que todos iniciemos um processo maior de mobilização e de indignação contra a corrupção.
Vamos dar um basta a corrupção !!!!!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Dicas para Lidar com o Estresse
Olá,
O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.
A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.
Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.
Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.
Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.
Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.
É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.
Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.
Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.
Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:
1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.
2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.
3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.
4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos, seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.
5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.
Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
O estresse, a ansiedade e a depressão se apresentam com cada vez mais força na sociedade moderna e de forma ainda mais acentuada na comunidade de executivos. São por muitos consideradas as doenças do século XXI, desbancando as doenças coronarianas, grandes vilãs do século XX.
A agitação das cidades, o excesso de compromissos, as contrariedades no trabalho e nos relacionamentos nos levam a níveis cada vez mais altos de estresse e de ansiedade. Ao longo do dia somos acelerados muito além do recomendável, gerando uma sobrecarga imensa em nossos sistemas vitais. É como se colocássemos uma frágil bicicleta para transitar a mais de 100Km/h em uma auto-estrada. Por algum tempo, talvez ela consiga se manter nesta velocidade, mas é praticamente certo que ocorrerá um grave acidente em pouquíssimo tempo.
Para piorar o quadro, o excesso de carga e velocidade que vivemos é acompanhado por hábitos nada saudáveis e por ausência de outros extremamente importantes à saúde. Comemos mal, dormimos mal, nos exercitamos pouco, damos pouca atenção aos nossos relacionamentos, em resumo, nos comportamos como verdadeiros suicidas.
Reduzir a velocidade da sociedade é possível e tem sido a estratégia adotada por algumas comunidades, principalmente na Europa. Mas trata-se de um processo longo e que não será aplicável em curto prazo na maioria das comunidades em que vivemos.
Tentar reduzir o volume de coisas com as quais lidamos no dia a dia e buscar um ritmo mais lento e menos estressante pode ajudar, mas é preciso entender que o curso das coisas não vai mudar somente por que queremos. Além disso, reduzir o ritmo muitas vezes significa menos promoções, menos dinheiro e menos regalias.
Dependendo do nível de estresse já instalado, pode ser necessário buscar tratamento médico, principalmente se o mesmo já se apresenta acompanhado por sintomas de forte ansiedade e depressão. Neste caso, consultar um psiquiatra ou iniciar uma terapia se faz necessário. Infelizmente, a associação indevida dessas profissões com rótulos como loucura e fraqueza tem evitado que muitas pessoas procurem a ajuda necessária e continuem a correr acima de 100Km/h com suas bicicletas.
É preciso entender que as doenças do cérebro são tão humanas e cotidianas quanto as do coração, do pulmão, do fígado ou do estômago e que os especialistas dessa área são os psiquiatras e os psicólogos. Consultar-se com um psiquiatra NÃO significa que se está ficando louco, ao contrário, demonstra uma lucidez que infelizmente poucos possuem.
Além da busca por ajuda médica, existe um outro caminho que poder ajudar muito e que está totalmente sob nosso controle. É o caminho da busca do equilíbrio de nossos organismos, da instalação de hábitos saudáveis e da eliminação de hábitos negativos.
Atuar sobre nossos hábitos, instalando os positivos e eliminando os negativos é com certeza a maneira mais fácil de lidar com o estresse, a ansiedade e a depressão.
Nem vou tomar o tempo de vocês para falar dos hábitos ruins, dos quais vocês devem se livrar. Vou apenas citar alguns hábitos novos que podem fazer grande diferença em suas vidas:
1) Faça exercícios regularmente - Não importa o tipo de exercício nem a intensidade, mas sim a regularidade. Procure se exercitar pelo menos três vezes por semana por pelo menos 20 minutos a cada vez. Escolha o exercício que lhe dê mais prazer de fazer e não se preocupe demais com a intensidade. Estudos mostram que a intensidade é menos importante do que a regularidade. Além disso, a regularidade vai fazer com que naturalmente você seja capaz de se exercitar por mais tempo e com mais intensidade.
2) Dedique mais horas ao sono - Dormir é fundamental para o ser humano. É durante o sono que nos recuperamos da jornada diária e isso toma tempo. Jornadas de sono de 4 a 6 horas, típicas de muitas pessoas que conhecemos, representam verdadeiras bombas relógio. É preciso dedicar mais tempo ao sono. De 8 a 9 horas por dia é considerado ideal para a maioria das pessoas, mas o mais importante é sentir que o sono foi suficiente para reduzir a velocidade do organismo e recuperar suas energias.
3) Faça exercícios respiratórios diariamente - Principalmente à noite, quando chegar em casa, dedique alguns minutos de seu tempo para desacelerar seu espírito. Exercícios simples de respiração podem ajudar muito. Sente-se confortavelmente em algum lugar tranquilo e procure respirar devagar e profundamente por alguns minutos. De preferência, feche os olhos e pense em algo que lhe transmita paz e segurança. Note como existe uma tensão no ar e como ela se dissipa conforme a respiração entra no ritmo mais lento. Ao longo do dia, quando notar que seu acelerador foi apertado mais do que devia, faça o mesmo exercício e note como ele lhe ajuda a recuperar o equilíbrio.
4) Exercite a compaixão e o amor - Entregue-se ao prazer de admirar uma criança sorrindo, um cachorrinho brincando ou uma árvore florindo. Conecte-se mais com seu parceiro/parceira, com seus filhos, seus pais e amigos. Procure perdoar mais e se perdoe mais. Não se trata de um conselho piegas, o amor é cientificamente comprovado como um grande redutor do estresse. Use e abuse desse remédio milagroso.
5) Alimente-se melhor - Não sou especialista em alimentação, nem você provavelmente é, mas o bom senso seria suficiente na maioria das vezes quando o tema é alimentação. Estamos cansados de saber que devemos comer menos carne, menos gorduras e mais vegetais e frutas. Sabemos que comer demais é ruim para a saúde e que a melhor maneira de se alimentar é em poucas porções em pelo menos 5 refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar). Não vou listar o que devemos ou não comer, você já sabe e se não sabe tem como saber. Apenas reforço que devemos nos alimentar melhor, ponto.
Acredite. Se você conseguir seguir os 5 conselhos acima existe grande probabilidade de que seus sintomas de estresse e ansiedade desapareçam para nunca mais voltar. Tente, vale a pena!!!!!!
Abraços,
Paulo Pinho
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