Olá,
Outro dia participei de uma reunião cujo objetivo era ajustar a expectativa de um projeto de avaliação organizacional que acabara de fechar em determinada empresa. Éramos 4 participantes, todos executivos de carreira e com pelo menos 30 anos de experiência de mercado e minha expectativa era de que a reunião fosse rápida, quase uma formalidade.
Logo no início da reunião ficou claro que não seria tão simples assim. Cada participante tinha uma expectativa radicalmente diferente sobre os objetivos do projeto e a medida que as opiniões eram compartilhadas, discussões longas e acaloradas se desenrolaram durante cerca de 3 horas. O que era para ser uma reunião curta, de 30 minutos, para cumprir uma formalidade de início de projeto acabou se transformando em um debate tenso e profundo, que redefiniu de forma dramática os objetivos do projeto.
Esse tipo de situação é mais comum do que se possa imaginar. Apesar de parecer frustrante ter que rever os objetivos de um projeto da primeira reunião, é muito melhor do que descobrir isso depois de já ter realizado o projeto completa ou parcialmente. Por esse motivo, sempre faço questão de iniciar os projetos com uma reunião de alinhamento de expectativas.
O Alinhamento de Expectativas é para mim a tarefa mais importante de um projeto, seja ele de curto ou de longo prazo. Não vale a pena fazer qualquer esforço em um projeto antes que todos tenham a certeza do que pode ou não ser feito; dos possíveis resultados que podem ser obtidos; e dos efeitos colaterais que as ações e decisões tomadas durante o projeto poderão gerar.
Para que o Alinhamento de Expectativas seja efetivo é necessário que alguém faça o papel de Viabilizador.
O Viabilizador precisa ser muito hábil e sua atuação exige flexiblidade, rapidez de raciocínio e muita sensibilidade e a sequência do processo de Alinhamento demonstra essa necessidade.
Primeiramente, o viabilizador precisa trazer à tona os desalinhamentos existentes. Ele precisa destampar a panela de pressão que insiste em se apresentar como se não estivesse sofrendo tensão alguma. É preciso ter sensibilidade para perceber pequenos sinais de desconforto e habilidade para fazer com que esses pequenos sinais se transformem em um discurso claro e objetivo, capaz de representar de forma precisa os motivos do desconforto e do desalinhamento.
Uma vez destampada a panela de pressão, o viabilizador precisa lidar com o ruído e com a descompressão causada pelo ato de trazer à tona os desconfortos e desalinhamentos. Nesse momento, o viabilizador atua como um tradutor entre as diversas partes. Ele precisa legitimar o desconforto declarado e fazer com que os outros participantes entendam a importância de lidar com aquele problema. Ao mesmo tempo, ele tem que minimizar o impacto que as declarações de desconforto e desalinhamento costumam causar naqueles que até o momento desconheciam a existência dos mesmos. É comum que pessoas fiquem ofendidas quando desalinhamentos e desconfortos são declarados e evitar que esse tipo de sentimento invalide o trabalho de alinhamento é papel do viabilizador.
Uma vez que os desconfortos e desalinhamentos se tornem explícitos e sejam compreendidos e legitimados por todos, eliminando qualquer tipo de ressentimento, é hora de buscar um novo alinhamento. O viabilizador passa a atuar como um facilitador do consenso, possibilitando que todos sejam capazes de dar suas opiniões e sugestões, auxiliando na comunicação entre as partes, e mantendo o foco no objetivo de obter um consenso/alinhamento.
Alinhar expectativas e objetivos de um projeto é fundamental para o sucesso de um projeto. Sem esse tipo de trabalho prévio, o risco de fracasso é enorme e mesmo quando o sucesso é atingido ele o é de maneira parcial. O próprio desalinhamento inicial se encarrega de fazer com que as avaliações dos participantes sobre os resultados do projeto sejam heterogêneas sendo comum alguns participantes avaliarem o projeto como um grande sucesso e outros considerarem o mesmo projeto como um fracasso estrondoso.
Faça um teste. Avalie os projetos dos quais você participou nos últimos meses ou anos. Quais deles foram considerados grandes sucessos, quais triveram seus resultados defendidos por alguns e questionados por outros ou foram considerados verdadeiros fracassos? Como era o alinhamento das pessoas em torno desses projetos? Algum projeto de sucesso possuia problemas sérios de alinhamento? Algum projeto fracassado possuía alinhamento completo?
Respondendo a essas perguntas você com certeza verá que os projetos de maior sucesso são aqueles onde existe grande alinhamento de expectativas e objetivos das partes envolvidas. Esse alinhamento pode ocorrer no início ou ao longo do projeto, mas ele é realmente mandatório. Se ocorrer no início, muito melhor. Se não tiver ocorrido ainda, melhor que seja AGORA.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e respondê-lo.
Abraços,
Paulo Pinho
sábado, 31 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Uma Mensagem para Felipe Massa
Olá Pessoal,
Hoje é um dia muito triste para todos que gostam de esporte. Presenciamos mais uma demonstração clara de que na Fórmula 1 as regras existem para serem burladas e que a ética passa longe das prioridades de dirigentes e pilotos.
A mensagem cifrada recebida por Felipe Massa no "grande" prêmio da Alemanha para que o mesmo cedesse sua posição ao parceiro da escuderia, Fernando Alonso, deixa a todos os acompanham o esporte a sensação de que a Fórmula 1 não vale a pena ser acompanhada.
É triste ver que as cenas se repetem e nada é feito para mudar. Mais triste ainda é ver pilotos brasileiros envolvidos com esse tipo de jogo sujo ano após ano. Será que a escolha de pilotos brasileiros para escuderias como Ferrari e Benetton têm relacionamento com a expectativa de que somos mais fáceis de sermos corrompidos?
Sei que o dinheiro fala alto, muito alto. Também entendo que o desejo de continuar participando do círculo da Fórmula 1, ainda mais em uma escuderia de ponta, pressiona qualquer piloto a fazer o possível e o impossível para manter-se bem com os dirigentes. Mas será que tudo isso vale mais do que os princípios e os valores de uma pessoa?
Ao Felipe Massa gostaria de deixar uma mensagem.
Se for realmente verdade que você recebeu uma ordem para deixar o Fernando Alonso passar, deixe a cabeça esfriar e depois denuncie toda essa farsa. Com certeza haverá um custo para você e sua carreira, mas será a única maneira de ajudar o esporte que você tanto ama. Além disso, vai lhe tornar um ídolo de fato, que merece ser admirado não somente pelo talento no esporte, mas também pela força de caráter.
Por favor, não deixe que pessoas inescrupulosas usem você nesse jogo sujo. Ao contrário, reaja a toda essa podridão com a energia e a honestidade que você demonstra ter.
Não vale a pena trocar nossos valores e princípios por fama, dinheiro ou poder. Tenha certeza disso.
Paulo Pinho
Hoje é um dia muito triste para todos que gostam de esporte. Presenciamos mais uma demonstração clara de que na Fórmula 1 as regras existem para serem burladas e que a ética passa longe das prioridades de dirigentes e pilotos.
A mensagem cifrada recebida por Felipe Massa no "grande" prêmio da Alemanha para que o mesmo cedesse sua posição ao parceiro da escuderia, Fernando Alonso, deixa a todos os acompanham o esporte a sensação de que a Fórmula 1 não vale a pena ser acompanhada.
É triste ver que as cenas se repetem e nada é feito para mudar. Mais triste ainda é ver pilotos brasileiros envolvidos com esse tipo de jogo sujo ano após ano. Será que a escolha de pilotos brasileiros para escuderias como Ferrari e Benetton têm relacionamento com a expectativa de que somos mais fáceis de sermos corrompidos?
Sei que o dinheiro fala alto, muito alto. Também entendo que o desejo de continuar participando do círculo da Fórmula 1, ainda mais em uma escuderia de ponta, pressiona qualquer piloto a fazer o possível e o impossível para manter-se bem com os dirigentes. Mas será que tudo isso vale mais do que os princípios e os valores de uma pessoa?
Ao Felipe Massa gostaria de deixar uma mensagem.
Se for realmente verdade que você recebeu uma ordem para deixar o Fernando Alonso passar, deixe a cabeça esfriar e depois denuncie toda essa farsa. Com certeza haverá um custo para você e sua carreira, mas será a única maneira de ajudar o esporte que você tanto ama. Além disso, vai lhe tornar um ídolo de fato, que merece ser admirado não somente pelo talento no esporte, mas também pela força de caráter.
Por favor, não deixe que pessoas inescrupulosas usem você nesse jogo sujo. Ao contrário, reaja a toda essa podridão com a energia e a honestidade que você demonstra ter.
Não vale a pena trocar nossos valores e princípios por fama, dinheiro ou poder. Tenha certeza disso.
Paulo Pinho
sábado, 29 de maio de 2010
O Risco de Violar Políticas Corporativas
Olá,
Durante minha vida profissional presenciei inúmeras situações onde as políticas corporativas foram descumpridas. As violações variavam das mais ingênuas até alguns casos bastante graves e na maioria desses casos nada acontecia com as pessoas que transgrediam as regras.
Cansei de ver pessoas que pouco respeitavam as políticas e regras de conduta seguirem carreira de sucesso sem nunca serem ao menos repreendidas. No mesmo período fui testemunha de um punhado de casos onde pretensas violações de políticas ou regras de conduta levaram bons profissionais a serem punidos exemplarmente, perdendo inclusive seus empregos.
Mas o que diferencia o primeiro grupo do segundo?
Minha conclusão foi que o primeiro grupo é formado por profissionais da violação. Pessoas que constroem seu caminho através de transgressões constantes, que pouco se importam com a ética dos negócios e cujos objetivos são sempre obter resultados, custe o que custar. Em geral são profissionais de relacionamento fácil, que encantam seus superiores com resultados inesperados, mas que são temidos por colegas e subordinados pela forma pouco confiável como se relacionam com eles.
Já o segundo grupo é formado por profissionais de boa índole, que procuram fazer o melhor para a organização, e que muitas vezes se sentem amarrados pelas limitações impostas pelas políticas. Depois de sofrerem várias vezes por seguirem regras, muitas vezes incoerentes e improdutivas, resolvem transgredir para facilitar ou viabilizar seu trabalho e pagam caro por fazer isso.
O mais interessante é que os profissionais das trangressões se mantém firmes em suas posições apesar de toda a torcida interna da organização para que eles sejam punidos. Já os profissionais sérios que cometem deslizes são sumariamente punidos e quase nunca chegam a ser defendidos por seus colegas e subordinados, seja por medo, seja por falta de oportunidade.
Violar políticas corporativas e regras de conduta é sempre um erro, seja qual for a intenção da pessoa. Não se pode dizer que as empresas que punem seus profissionais por violarem políticas estejam erradas por isso. Ao contrário, seu erro reside no fato de permitirem um grande número de profissionais inescrupulosos vilarem regras embaixo dos seus narizes e não fazer nada, na maioria das vezes por pura incompetência de seus superiores e pelo medo que colegas e subordinados têm de denunciar esses indivíduos.
Nunca viole uma política. O risco é muito alto para um profissional sério.
Tenha cuidado com a proximidade excessiva com aqueles que violam políticas. Como profissionais inescrupulosos que são, existe um grande risco de que num momento de aperto eles tentem passar toda a responsabilidade para você. E acredite, eles farão isso sem qualquer remorso e de forma tão convincente que você irá parecer o verdadeiro bandido.
Avalie a possibilidade de lutar contra os que violam políticas e quebram regras de conduta com frequência. Lembre-se da frase que diz que o mal vence quando os bons se acomodam. Ela é a mais pura verdade. Pode ser que sua reação tenha consequências negativas em sua carreira na empresa atual, mas vai valer a pena no longo prazo. Acredite.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e responder sua mensagem.
Abraçcos,
Paulo Pinho
Durante minha vida profissional presenciei inúmeras situações onde as políticas corporativas foram descumpridas. As violações variavam das mais ingênuas até alguns casos bastante graves e na maioria desses casos nada acontecia com as pessoas que transgrediam as regras.
Cansei de ver pessoas que pouco respeitavam as políticas e regras de conduta seguirem carreira de sucesso sem nunca serem ao menos repreendidas. No mesmo período fui testemunha de um punhado de casos onde pretensas violações de políticas ou regras de conduta levaram bons profissionais a serem punidos exemplarmente, perdendo inclusive seus empregos.
Mas o que diferencia o primeiro grupo do segundo?
Minha conclusão foi que o primeiro grupo é formado por profissionais da violação. Pessoas que constroem seu caminho através de transgressões constantes, que pouco se importam com a ética dos negócios e cujos objetivos são sempre obter resultados, custe o que custar. Em geral são profissionais de relacionamento fácil, que encantam seus superiores com resultados inesperados, mas que são temidos por colegas e subordinados pela forma pouco confiável como se relacionam com eles.
Já o segundo grupo é formado por profissionais de boa índole, que procuram fazer o melhor para a organização, e que muitas vezes se sentem amarrados pelas limitações impostas pelas políticas. Depois de sofrerem várias vezes por seguirem regras, muitas vezes incoerentes e improdutivas, resolvem transgredir para facilitar ou viabilizar seu trabalho e pagam caro por fazer isso.
O mais interessante é que os profissionais das trangressões se mantém firmes em suas posições apesar de toda a torcida interna da organização para que eles sejam punidos. Já os profissionais sérios que cometem deslizes são sumariamente punidos e quase nunca chegam a ser defendidos por seus colegas e subordinados, seja por medo, seja por falta de oportunidade.
Violar políticas corporativas e regras de conduta é sempre um erro, seja qual for a intenção da pessoa. Não se pode dizer que as empresas que punem seus profissionais por violarem políticas estejam erradas por isso. Ao contrário, seu erro reside no fato de permitirem um grande número de profissionais inescrupulosos vilarem regras embaixo dos seus narizes e não fazer nada, na maioria das vezes por pura incompetência de seus superiores e pelo medo que colegas e subordinados têm de denunciar esses indivíduos.
Nunca viole uma política. O risco é muito alto para um profissional sério.
Tenha cuidado com a proximidade excessiva com aqueles que violam políticas. Como profissionais inescrupulosos que são, existe um grande risco de que num momento de aperto eles tentem passar toda a responsabilidade para você. E acredite, eles farão isso sem qualquer remorso e de forma tão convincente que você irá parecer o verdadeiro bandido.
Avalie a possibilidade de lutar contra os que violam políticas e quebram regras de conduta com frequência. Lembre-se da frase que diz que o mal vence quando os bons se acomodam. Ela é a mais pura verdade. Pode ser que sua reação tenha consequências negativas em sua carreira na empresa atual, mas vai valer a pena no longo prazo. Acredite.
Se você tiver comentários sobre esse ou outro artigo desse blog, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer de ler e responder sua mensagem.
Abraçcos,
Paulo Pinho
domingo, 23 de maio de 2010
O Sucesso e a Capacidade de Aprender
Olá,
Que a vida é um processo de aprendizado contínuo, ninguém duvida. Afinal, quando nascemos não somos capazes de fazer absolutamente nada a não ser chorar, mamar e eliminar os dejetos de nossa alimentação. Dependemos totalmente de nossas mães e com elas iniciamos um processo longo e complexo de aprendizado.
Em poucos anos passamos de seres totalmente dependentes a criaturinhas ativas e cheias de mobilidade e curiosidade. No curto espaço de tempo de 2 a 3 anos aprendemos a nos alimentar, a andar, a falar e e até a identificar as primeiras palavras escritas. Um exemplo maravilhoso da capacidade de aprendizado do ser humano.
A vida continua e entramos na fase escolar. O processo de aprendizado continua acelerado e passamos a dominar conceitos complexos como as estruturas do idioma escrito e a linguagem matemática. Nossa habilidade motora se aprimora a cada dia e é nessa fase que costumam ser formar os grandes atletas do futuro.
Se por um lado temos uma evolução fantástica de aprendizado durante a fase escolar, também é nessa etapa que surgem os primeiros sintomas de um grande mal que vai solapar o sucesso de muita gente no futuro. É mais ou menos nessa época que começamos a acreditar que já sabemos o suficiente e de que todo o novo aprendizado que nos é fornecido não passa de uma tortura cruel a qual nossos pais e professores nos submetem.
Uma característica da vida escolar neutraliza em parte comportamento inadequado de se achar sabedor de tudo. Ao final de cada mês ou bimestre o processo de avaliação de resultados coloca em cheque aqueles que negligenciam a necessidade de buscar o aprendizado, fazendo-os vez por outra enfrentar a realidade de ser necessário estudar e aprender coisas novas.
De qualquer forma, muitos jovens se limitam ao esforço mínimo para passarem de ano e esse comportamento vai aos poucos se tornando a maneira padrão de funcionarem frente a oportunidades novas de aprendizado.
O descaso com o aprendizado escolar é um péssimo sinal para o futuro sucesso de um profissional mas ainda pode ser revertido caso esse jovem desperte o real interesse por alguma área do conhecimento fora do ambiente escolar. Pode ser a música, um hobby ou mesmo algum esporte. Algo que o faça recuperar a vontade de aprender e de se aprimorar.
Infelizmente nos dias atuais vemos muitos jovens passando por suas adolescências e início da vida adulta sem qualquer área de interesse maior. Em vez disso, vivem uma vida consumista, sem ideais e sem significado, onde a importância do aprendizado é quase que totalmente esquecida e os que desejam aprender são taxados de CDFs, NERDS ou outros esteriótipos piores.
Como o acesso ao nível superior e cada vez menos seletivo, esses jovens continuam a se enganar. Eles continuam acreditando que a lei do menor esforço compensa e que o importante é obter o diploma, pouco se importando com o verdadeiro aprendizado.
O resultado desse processo é desastroso. Aos poucos o jovem vai matando sua capacidade de aprender e definindo para si mesmo um futuro medíocre e sem chances de sucesso. O pior de tudo é que ele não nota que perdeu a capacidade de aprendizado e tende a acusar o sistema por suas mazelas e dificuldades de crescimento profissional. Em vez de recuperar o tempo perdido, ele prefere criticar o modo como as coisas funcionam e assumir a arrogante posição de estar sempre certo.
O sucesso duradouro está intimamente ligado a capacidade de aprendizado do indivíduo. Não existe outro caminho e isso precisa ser entendido por todos.
Durante nossas vidas profissionais novos desafios aparecerão a cada dia, exigindo que nos reciclemos e que dominemos novos conhecimentos e metodologias. A cada falha nossa, e elas serão muitas, teremos que entender seus motivos e aprender maneiras de evitar suas repetições. Nosso conhecimento será testado a todo momento e se mostrará insuficiente na maioria das novas situações. A única saída para manter o sucesso será aprender mais de tudo e sobre tudo.
Se você quer realmente ter sucesso abra sua mente para a necessidade de aprender sempre. Posso lhe garantir que é a única maneira de chegar onde você deseja.
Abraços,
Paulo Pinho
Que a vida é um processo de aprendizado contínuo, ninguém duvida. Afinal, quando nascemos não somos capazes de fazer absolutamente nada a não ser chorar, mamar e eliminar os dejetos de nossa alimentação. Dependemos totalmente de nossas mães e com elas iniciamos um processo longo e complexo de aprendizado.
Em poucos anos passamos de seres totalmente dependentes a criaturinhas ativas e cheias de mobilidade e curiosidade. No curto espaço de tempo de 2 a 3 anos aprendemos a nos alimentar, a andar, a falar e e até a identificar as primeiras palavras escritas. Um exemplo maravilhoso da capacidade de aprendizado do ser humano.
A vida continua e entramos na fase escolar. O processo de aprendizado continua acelerado e passamos a dominar conceitos complexos como as estruturas do idioma escrito e a linguagem matemática. Nossa habilidade motora se aprimora a cada dia e é nessa fase que costumam ser formar os grandes atletas do futuro.
Se por um lado temos uma evolução fantástica de aprendizado durante a fase escolar, também é nessa etapa que surgem os primeiros sintomas de um grande mal que vai solapar o sucesso de muita gente no futuro. É mais ou menos nessa época que começamos a acreditar que já sabemos o suficiente e de que todo o novo aprendizado que nos é fornecido não passa de uma tortura cruel a qual nossos pais e professores nos submetem.
Uma característica da vida escolar neutraliza em parte comportamento inadequado de se achar sabedor de tudo. Ao final de cada mês ou bimestre o processo de avaliação de resultados coloca em cheque aqueles que negligenciam a necessidade de buscar o aprendizado, fazendo-os vez por outra enfrentar a realidade de ser necessário estudar e aprender coisas novas.
De qualquer forma, muitos jovens se limitam ao esforço mínimo para passarem de ano e esse comportamento vai aos poucos se tornando a maneira padrão de funcionarem frente a oportunidades novas de aprendizado.
O descaso com o aprendizado escolar é um péssimo sinal para o futuro sucesso de um profissional mas ainda pode ser revertido caso esse jovem desperte o real interesse por alguma área do conhecimento fora do ambiente escolar. Pode ser a música, um hobby ou mesmo algum esporte. Algo que o faça recuperar a vontade de aprender e de se aprimorar.
Infelizmente nos dias atuais vemos muitos jovens passando por suas adolescências e início da vida adulta sem qualquer área de interesse maior. Em vez disso, vivem uma vida consumista, sem ideais e sem significado, onde a importância do aprendizado é quase que totalmente esquecida e os que desejam aprender são taxados de CDFs, NERDS ou outros esteriótipos piores.
Como o acesso ao nível superior e cada vez menos seletivo, esses jovens continuam a se enganar. Eles continuam acreditando que a lei do menor esforço compensa e que o importante é obter o diploma, pouco se importando com o verdadeiro aprendizado.
O resultado desse processo é desastroso. Aos poucos o jovem vai matando sua capacidade de aprender e definindo para si mesmo um futuro medíocre e sem chances de sucesso. O pior de tudo é que ele não nota que perdeu a capacidade de aprendizado e tende a acusar o sistema por suas mazelas e dificuldades de crescimento profissional. Em vez de recuperar o tempo perdido, ele prefere criticar o modo como as coisas funcionam e assumir a arrogante posição de estar sempre certo.
O sucesso duradouro está intimamente ligado a capacidade de aprendizado do indivíduo. Não existe outro caminho e isso precisa ser entendido por todos.
Durante nossas vidas profissionais novos desafios aparecerão a cada dia, exigindo que nos reciclemos e que dominemos novos conhecimentos e metodologias. A cada falha nossa, e elas serão muitas, teremos que entender seus motivos e aprender maneiras de evitar suas repetições. Nosso conhecimento será testado a todo momento e se mostrará insuficiente na maioria das novas situações. A única saída para manter o sucesso será aprender mais de tudo e sobre tudo.
Se você quer realmente ter sucesso abra sua mente para a necessidade de aprender sempre. Posso lhe garantir que é a única maneira de chegar onde você deseja.
Abraços,
Paulo Pinho
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A Importância do Olhar Externo
Olá,
Sempre fui muito reativo à contratação de empresas de consultoria. Minha percepção era de que pessoas de fora não teriam condições de entender melhor o ambiente interno das empresas do que as pessoas que lá estavam há vários anos.
Com o passar dos anos aprendi que minha percepção estava mais relacionada com a incompetência dos consultores com os quais havia trabalhado do que com a função em si e que a convicção que tinha nessa percepção vinha do grande volume de profissionais pilantras com ar de gurus e de estagiários de terno e gravata fingindo serem especialistas que existem nesse mercado de consultoria.
Minha primeira experiência positiva com o segmento de consultoria foi com uma empresa pequena, formada por um pequeno grupo de ex-executivos de grandes empresas e que atuava com programas de desenvolvimento organizacional.
Naquela ocasião era diretor de uma empresa multinacional na área de tecnologia e lembro de ter me sentido incomodado de ser convidado para mais um processo de avaliação 360 graus. Afinal, já havia participado de pelo menos três desses processos e os resultados para a organização tinham sido mínimos, algumas vezes até negativos, com chefes mal preparados descontando sua raiva de serem mal avaliados naqueles que tiveram coragem de dizer a verdade.
Dessa vez foi bem diferente. O trabalho foi feito de maneira mais cautelosa e individual e a maneira como o processo foi conduzido levou aos diretores e gerentes a uma reflexão profunda e duradoura antes mesmo que os resultados das avaliações fossem conhecidos. Era como se fôssemos preparados para o choque que viria a seguir. O resultado é que pela primeira vez me vi realmente orientado a fazer uma reflexão profunda e verdadeira sobre como funcionava e como as pessoas me observavam.
O mais interessante era que os formulários e o mecanismo utilizado eram muito parecidos com os aplicados pelas outras empresas de consultoria. A grande diferença estava na preparação prévia feita pelos consultores e pela qualidade e experiência inegáveis que eles tinham. Sob certo ponto de vista, todo o trabalho funcionou como um grande treinamento para todos nós.
Mais tarde tive a oportunidade de conhecer mais consultores de qualidade em minha vida profissional e passei a admirar esse tipo de profissional e a história de vida que a grande maioria deles possui cujas principais características por mim percebidas são:
1) Foram executivos de sucesso e com atuação em diferentes áreas de diversas organizações.
2) São estudiosos e curiosos. Adoram ouvir o que você tem a dizer.
3) Possuem uma grande habilidade em apresentar suas idéias e adoram compartilhar seus conhecimentos.
4) Normalmente deixaram suas carreiras por vontade própria em busca de maior realização pessoal.
5) Possuem uma energia interna muito grande e trasmitem essa energia por onde passam.
6) Se apresentam como verdadeiros parceiros de quem os contratam e participam ativamente dos projetos.
7) Possuem auto-confiança elevada mas poderam o tempo inteiro sobre os riscos e as dificuldades.
8) Normalmente são empresas pequenas e altamente especializadas.
Mas existe algo que é comum a todos os consultores, sejam eles competentes ou não, e que realmente traz valor a quem os contrata: ele possuem uma visão externa dos problemas, sem estarem impregnados pelos problemas e as angústias de quem está sob a pressão dos fatos.
A possibilidade de nos aconselharmos com alguém que está mais distante e que pode avaliar os problemas de forma neutra e sem pressão faz toda a diferença. Se esse profissional for de alta qualidade e comprometido então, aí os ganhos podem ser enormes.
Como executivo tive a oportunidade de ver grandes transformações ocorrerem viabilizadas pela ajuda de consultores externos. Mais recentemente, atuando pessoalmente como consultor, tenho me realizado muito em ver os efeitos que sou capaz de criar nas organizações onde faço meus trabalhos.
Se você está se sentindo perdido em determinada situação ou tem sérias dúvidas de como guiar sua organização em determinada direção, avalie a possibilidade de contratar um consultor para ajudá-lo. O olhar externo desse profissional, aliado com a experiência de vida que ele possa trazer, tem grandes chances de fazer a diferença.
Mas lembre-se que você está procurando algo muito especial. Alguém que tenha habilidade de entender o problema que você está enfrentando, que tenha recursos suficientes para ajudá-lo a econtrar os melhores caminhos de saída e que esteja disposto a ir mais além do que simplesmente dar palpites e aplicar metodologias enlatadas.
Se você tomar a decisão de contratar um consultor, lembre-se que você está contratando um profissional e não uma empresa e faça questão de conhecer quem irá fazer o trabalho. Você somente será capaz de ouvir conselhos de alguém que lhe passe segurança e em quem você confia, mesmo que ainda não conheça muito bem.
Um consultor é uma pessoa mais experiente e com mais conhecimento. Não é uma grande empresa cheia de gente em treinamento e com um monte de formulários e de planilhas que transformam dados em recomendações pré-formatadas. Ao contrário, a consultoria é por definição uma atividade artesanal onde processos e métodos automatizados servem apenas para facilitar o processo de coleta de informações ou de análise das mesmas.
Um último recado. Nunca contrate um consultor para confirmar suas idéias ou apenas para justificar suas decisões pois é pura perda de tempo. Antes de contratar um profissional para fazer um diagnóstico e/ou aconselhá-lo tenha certeza de que você está preparado e aberto para ouvir o que ele tenha a dizer, caso contrário estará jogando dinheiro pela janela e ainda correrá o risco de azedar seu fígado.
Se você tiver comentários a respeito desse e de outros artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Sempre fui muito reativo à contratação de empresas de consultoria. Minha percepção era de que pessoas de fora não teriam condições de entender melhor o ambiente interno das empresas do que as pessoas que lá estavam há vários anos.
Com o passar dos anos aprendi que minha percepção estava mais relacionada com a incompetência dos consultores com os quais havia trabalhado do que com a função em si e que a convicção que tinha nessa percepção vinha do grande volume de profissionais pilantras com ar de gurus e de estagiários de terno e gravata fingindo serem especialistas que existem nesse mercado de consultoria.
Minha primeira experiência positiva com o segmento de consultoria foi com uma empresa pequena, formada por um pequeno grupo de ex-executivos de grandes empresas e que atuava com programas de desenvolvimento organizacional.
Naquela ocasião era diretor de uma empresa multinacional na área de tecnologia e lembro de ter me sentido incomodado de ser convidado para mais um processo de avaliação 360 graus. Afinal, já havia participado de pelo menos três desses processos e os resultados para a organização tinham sido mínimos, algumas vezes até negativos, com chefes mal preparados descontando sua raiva de serem mal avaliados naqueles que tiveram coragem de dizer a verdade.
Dessa vez foi bem diferente. O trabalho foi feito de maneira mais cautelosa e individual e a maneira como o processo foi conduzido levou aos diretores e gerentes a uma reflexão profunda e duradoura antes mesmo que os resultados das avaliações fossem conhecidos. Era como se fôssemos preparados para o choque que viria a seguir. O resultado é que pela primeira vez me vi realmente orientado a fazer uma reflexão profunda e verdadeira sobre como funcionava e como as pessoas me observavam.
O mais interessante era que os formulários e o mecanismo utilizado eram muito parecidos com os aplicados pelas outras empresas de consultoria. A grande diferença estava na preparação prévia feita pelos consultores e pela qualidade e experiência inegáveis que eles tinham. Sob certo ponto de vista, todo o trabalho funcionou como um grande treinamento para todos nós.
Mais tarde tive a oportunidade de conhecer mais consultores de qualidade em minha vida profissional e passei a admirar esse tipo de profissional e a história de vida que a grande maioria deles possui cujas principais características por mim percebidas são:
1) Foram executivos de sucesso e com atuação em diferentes áreas de diversas organizações.
2) São estudiosos e curiosos. Adoram ouvir o que você tem a dizer.
3) Possuem uma grande habilidade em apresentar suas idéias e adoram compartilhar seus conhecimentos.
4) Normalmente deixaram suas carreiras por vontade própria em busca de maior realização pessoal.
5) Possuem uma energia interna muito grande e trasmitem essa energia por onde passam.
6) Se apresentam como verdadeiros parceiros de quem os contratam e participam ativamente dos projetos.
7) Possuem auto-confiança elevada mas poderam o tempo inteiro sobre os riscos e as dificuldades.
8) Normalmente são empresas pequenas e altamente especializadas.
Mas existe algo que é comum a todos os consultores, sejam eles competentes ou não, e que realmente traz valor a quem os contrata: ele possuem uma visão externa dos problemas, sem estarem impregnados pelos problemas e as angústias de quem está sob a pressão dos fatos.
A possibilidade de nos aconselharmos com alguém que está mais distante e que pode avaliar os problemas de forma neutra e sem pressão faz toda a diferença. Se esse profissional for de alta qualidade e comprometido então, aí os ganhos podem ser enormes.
Como executivo tive a oportunidade de ver grandes transformações ocorrerem viabilizadas pela ajuda de consultores externos. Mais recentemente, atuando pessoalmente como consultor, tenho me realizado muito em ver os efeitos que sou capaz de criar nas organizações onde faço meus trabalhos.
Se você está se sentindo perdido em determinada situação ou tem sérias dúvidas de como guiar sua organização em determinada direção, avalie a possibilidade de contratar um consultor para ajudá-lo. O olhar externo desse profissional, aliado com a experiência de vida que ele possa trazer, tem grandes chances de fazer a diferença.
Mas lembre-se que você está procurando algo muito especial. Alguém que tenha habilidade de entender o problema que você está enfrentando, que tenha recursos suficientes para ajudá-lo a econtrar os melhores caminhos de saída e que esteja disposto a ir mais além do que simplesmente dar palpites e aplicar metodologias enlatadas.
Se você tomar a decisão de contratar um consultor, lembre-se que você está contratando um profissional e não uma empresa e faça questão de conhecer quem irá fazer o trabalho. Você somente será capaz de ouvir conselhos de alguém que lhe passe segurança e em quem você confia, mesmo que ainda não conheça muito bem.
Um consultor é uma pessoa mais experiente e com mais conhecimento. Não é uma grande empresa cheia de gente em treinamento e com um monte de formulários e de planilhas que transformam dados em recomendações pré-formatadas. Ao contrário, a consultoria é por definição uma atividade artesanal onde processos e métodos automatizados servem apenas para facilitar o processo de coleta de informações ou de análise das mesmas.
Um último recado. Nunca contrate um consultor para confirmar suas idéias ou apenas para justificar suas decisões pois é pura perda de tempo. Antes de contratar um profissional para fazer um diagnóstico e/ou aconselhá-lo tenha certeza de que você está preparado e aberto para ouvir o que ele tenha a dizer, caso contrário estará jogando dinheiro pela janela e ainda correrá o risco de azedar seu fígado.
Se você tiver comentários a respeito desse e de outros artigo, envie um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei o maior prazer em responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
quarta-feira, 24 de março de 2010
Nossos Diálogos Internos
Olá,
Você provavelmente já se pegou vivenciando um diálogo intenso com alguém somente na imaginação. Você fala, ouve a outra pessoa falando, mas na verdade tudo não passa de uma criação de sua própria mente. Uma criação tão verdadeira que faz com que se tenha a sensação de estar realmente vivendo aquele momento de interação.
É sobre esses momentos, tão frequentes em nosso dia a dia, que gostaria de conversar um pouco.
Os diálogos internos que praticamos todos os dias possuem grande influência na maneira como reagimos aos estímulos externos. Eles muitas vezes servem de ensaio para as situações que ainda vamos viver e nos permitem de maneira segura testar alternativas de reação a essas situações.
Um advogado que se prepara para um julgamento importante repassa centenas de vezes em sua mente trechos do julgamento que ainda não ocorreu. Ele imagina as possíveis linhas de argumentação da defesa e ensaia a forma de reagir a cada uma delas. Ensaia a maneira como se dirigir ao juiz e aos jurados, as palavras que deve usar. Ele repete cada cena várias vezes, como se estivesse treinando em uma academia de ginástica.
O diálogo interno também serve como ferramenta de materialização de um desejo. Pode parecer estranho ou até meio místico, mas existe fundamento científico para essa afirmação. O ato de viver internamente uma determinada cena de maneira repetitiva faz com que nosso subconsciente trabalhe de forma a realizar essa cena em algum momento no futuro e muitas pessoas se utilizam desse artifício como apoio em suas realizações.
Imaginar a cena de aplausos após uma apresentação bem sucedida, ajuda a um apresentador iniciante a se sentir mais seguro e a se preparar para uma apresentação em público. Imaginar a cena de estar subindo no pódium ou de estar ultrapassando os oponentes, ajuda um piloto a se concentrar para uma prova de automobilismo. Imaginar um parto tranquilo ajuda a gestante a ser preparar para a chegada do novo filho.
Mas existem alguns pontos sobre os diálogos internos para os quais devemos estar alertas:
1) Um diálogo interno tanto pode ajudar a realizar uma cena boa quanto uma ruim.
Quando pensamos de forma repetida em possíveis desfechos negativos acabamos nos direcionando para fatos desagrádaveis. Nossa forma de pensar se torna negativa e defensiva e nosso foco sai da direção da solução e se concentra nos aspectos negativos e nos problemas.
Por esse motivo, evite vivenciar cenas negativas a não ser que parecam tão inevitáveis que seja mais positivo se preparar para elas do que buscar outras alternativas.
2) Não se esqueça que nos diálogos internos todas as falas saem de sua própria mente.
Quando exercitamos diálogos internos com outras pessoas, é importante ressaltar que as falas da outra pessoa estão sendo criadas por você mesmo. Isso significa que as reações dessa pessoa são apenas uma criação sua a partir da avaliação que você faz dela.
Nada garante que as reações da pessoa com quem você está interagindo internamente serão as mesmas que você cria naquele momento.
Um bom exercício para neutralizar esse efeito é o de imaginar o mesmo diálogo tentando rever sua avaliação sobre a pessoa com quem você está "dialogando".
Experimente imaginar um diálogo com alguém que você acha explosivo tentando considerá-lo com uma pessoa ponderada. Você pode se surpreender com a sensação que terá a respeito do diálogo.
Em algumas situações, simular o diálogo com outras pessoas tentando rever sua avaliação sobre essas pessoas pode ajudar a resolver conflitos e encontrar soluções realmente criativas.
3) Fuja dos diálogos internos viciados
Existem momento em que nossa mente insiste em fixar sua atenção em diálogos negativos e viciados. O resultado é uma sensação desagrável, que drena nossa energia o nos desvia de objetivos. Nessas situações procure desviar sua atenção.
O mais dificil na tentativa de se livrar de diálogos viciados e tomar consciência de que eles nos fazem mal. É preciso estar alerta a nossos sentimentos e sensações a todo momento para que possamos correlacionar o diálogo negativo com o mal estar que sentimos.
Uma maneira eficiente de se afastar de um diálogo interno viciado, desde que você seja capaz de notar que está sendo capturado por ele, é o de buscar novos focos de atenção. Mude de atividade. Procure algo novo para fazer. Se dê um pouco de prazer inofensivo (no sentido de que não seja um prazer que aprisiona como drogas, bebidas ou coisa parecida).
A não ser pelos pontos de atenção citados, use e abuse dos seus diálogos internos. Eles são uma maravilhosa ferramenta de reflexão e uma maneira simples e eficiente de criar o futuro que desejamos.
O segredo é usá-los sempre de maneira positiva, criando cenas que nos trazem boas sensações momentâneas e que nos ajudam a forma um futuro mais ameno e prazeiroso.
Não deixe de enviar mensagens sobre esse e outros artigos. É partir da interação com vocês que dou continuidade ao trabalho desse blog.
Abs,
PP
Você provavelmente já se pegou vivenciando um diálogo intenso com alguém somente na imaginação. Você fala, ouve a outra pessoa falando, mas na verdade tudo não passa de uma criação de sua própria mente. Uma criação tão verdadeira que faz com que se tenha a sensação de estar realmente vivendo aquele momento de interação.
É sobre esses momentos, tão frequentes em nosso dia a dia, que gostaria de conversar um pouco.
Os diálogos internos que praticamos todos os dias possuem grande influência na maneira como reagimos aos estímulos externos. Eles muitas vezes servem de ensaio para as situações que ainda vamos viver e nos permitem de maneira segura testar alternativas de reação a essas situações.
Um advogado que se prepara para um julgamento importante repassa centenas de vezes em sua mente trechos do julgamento que ainda não ocorreu. Ele imagina as possíveis linhas de argumentação da defesa e ensaia a forma de reagir a cada uma delas. Ensaia a maneira como se dirigir ao juiz e aos jurados, as palavras que deve usar. Ele repete cada cena várias vezes, como se estivesse treinando em uma academia de ginástica.
O diálogo interno também serve como ferramenta de materialização de um desejo. Pode parecer estranho ou até meio místico, mas existe fundamento científico para essa afirmação. O ato de viver internamente uma determinada cena de maneira repetitiva faz com que nosso subconsciente trabalhe de forma a realizar essa cena em algum momento no futuro e muitas pessoas se utilizam desse artifício como apoio em suas realizações.
Imaginar a cena de aplausos após uma apresentação bem sucedida, ajuda a um apresentador iniciante a se sentir mais seguro e a se preparar para uma apresentação em público. Imaginar a cena de estar subindo no pódium ou de estar ultrapassando os oponentes, ajuda um piloto a se concentrar para uma prova de automobilismo. Imaginar um parto tranquilo ajuda a gestante a ser preparar para a chegada do novo filho.
Mas existem alguns pontos sobre os diálogos internos para os quais devemos estar alertas:
1) Um diálogo interno tanto pode ajudar a realizar uma cena boa quanto uma ruim.
Quando pensamos de forma repetida em possíveis desfechos negativos acabamos nos direcionando para fatos desagrádaveis. Nossa forma de pensar se torna negativa e defensiva e nosso foco sai da direção da solução e se concentra nos aspectos negativos e nos problemas.
Por esse motivo, evite vivenciar cenas negativas a não ser que parecam tão inevitáveis que seja mais positivo se preparar para elas do que buscar outras alternativas.
2) Não se esqueça que nos diálogos internos todas as falas saem de sua própria mente.
Quando exercitamos diálogos internos com outras pessoas, é importante ressaltar que as falas da outra pessoa estão sendo criadas por você mesmo. Isso significa que as reações dessa pessoa são apenas uma criação sua a partir da avaliação que você faz dela.
Nada garante que as reações da pessoa com quem você está interagindo internamente serão as mesmas que você cria naquele momento.
Um bom exercício para neutralizar esse efeito é o de imaginar o mesmo diálogo tentando rever sua avaliação sobre a pessoa com quem você está "dialogando".
Experimente imaginar um diálogo com alguém que você acha explosivo tentando considerá-lo com uma pessoa ponderada. Você pode se surpreender com a sensação que terá a respeito do diálogo.
Em algumas situações, simular o diálogo com outras pessoas tentando rever sua avaliação sobre essas pessoas pode ajudar a resolver conflitos e encontrar soluções realmente criativas.
3) Fuja dos diálogos internos viciados
Existem momento em que nossa mente insiste em fixar sua atenção em diálogos negativos e viciados. O resultado é uma sensação desagrável, que drena nossa energia o nos desvia de objetivos. Nessas situações procure desviar sua atenção.
O mais dificil na tentativa de se livrar de diálogos viciados e tomar consciência de que eles nos fazem mal. É preciso estar alerta a nossos sentimentos e sensações a todo momento para que possamos correlacionar o diálogo negativo com o mal estar que sentimos.
Uma maneira eficiente de se afastar de um diálogo interno viciado, desde que você seja capaz de notar que está sendo capturado por ele, é o de buscar novos focos de atenção. Mude de atividade. Procure algo novo para fazer. Se dê um pouco de prazer inofensivo (no sentido de que não seja um prazer que aprisiona como drogas, bebidas ou coisa parecida).
A não ser pelos pontos de atenção citados, use e abuse dos seus diálogos internos. Eles são uma maravilhosa ferramenta de reflexão e uma maneira simples e eficiente de criar o futuro que desejamos.
O segredo é usá-los sempre de maneira positiva, criando cenas que nos trazem boas sensações momentâneas e que nos ajudam a forma um futuro mais ameno e prazeiroso.
Não deixe de enviar mensagens sobre esse e outros artigos. É partir da interação com vocês que dou continuidade ao trabalho desse blog.
Abs,
PP
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Há Males que vêm para o Bem
Olá,
Com certeza você já passou por situações desagradáveis que preferia ter evitado. A perda de um emprego, a decepção com um amigo, a derrota para um concorrente importante são exemplos de situações que dificilmente podem ser vistas como positivas, pelo menos imediatamente após sua ocorrência.
Agora pare e pense um pouco sobre cada uma das situações listadas. Será que elas são realmente tão ruins assim ou podem representar algo de bom, se vistas sob diferente ponto de vista?
Vamos tomar o exemplo de alguém que perde seu emprego numa empresa onde trabalhou por vários anos, que lhe permitiu adquirir boa experiência e acumular significativa quantia em dinheiro. Se essa pessoa aproveita o momento para abrir seu próprio negócio em uma área que tenha relacionamento com a experiência adquirida ao longo dos anos pode ser que venha a ter muito mais sucesso e realização nos anos que se seguem. Nesse caso, aquilo que se inicia como um grande problema pode se transformar apenas em um empurrãozinho necessário para que a pessoa se mova em direção a um futuro mais promissor.
E quanto a perder para um concorrente? Qual o possível valor desse tipo de situação?
Ora... Quando perdemos temos a oportunidade de rever nossas estrratégias e de avaliar a maneira como fazemos as coisas, o que raramente fazemos quando estamos sempre ganhando. Perder um negócio pode representar a oportunidade de buscar novas maneiras de competir no mercado e de reagir às mudanças que ainda não tinham sido notadas ou recebido o valor devido.
Mas e o caso da decepção com um amigo, o que dizer dessa situação?
A decepção com uma pessoa está sempre associada à descoberta de uma característica ou comportamento que não acreditávamos ser possível nesta pessoa. É uma questão de revisão de expectativas, normalmente causada por um evento que desvenda essa característica ou comportamento. Assim sendo, a decepção é apenas uma reação ao descobrimento de algo que não era sabido, o que em si não é bom nem mal. Na verdade, conhecer melhor os comportamentos e características de uma pessoa nos traz a oportunidade de termos um relacionamento mais produtivo e seguro com a mesma.
Pois é... Você deve estar se perguntando se as coisas funcionam realmente da maneira como apresentei nos parágrafos anteriores. Posso lhe garantir que sempre há uma maneira positiva de encarar as adversidades que você enfrenta em sua vida profissional e pessoal, assim como existem diversas maneiras negativas de avaliar os mesmos eventos. A escolha de qual visão adotar depende somente de você mesmo e será fundamental para definir suas ações perante os fatos.
Se você pensar que as coisas "ruins" que acontecem são uma injustiça para com a sua pessoa provavelmente irá seguir um caminho de lamentação e vitimização. Dificilmente terá uma atitude positiva e que explore as oportunidades e o resultado será provavelmente o recebimento de mais notícias ruins.
Se você pensar que há Males que vem para o Bem, irá iniciar um processo de exploração das oportunidades que surgem de cada evento, mesmo que ao princípio ele pareça "ruim". Ao explorar as oportunidades, suas ações serão na busca de soluções em torno do ocorrido e, provavelmente, essa atitude o levará a ter notícias boas em breve.
Mesmo que as notícas boas não venham rapidamente, o que às vezes acontece, uma atitude positiva perante adversidades nos faz diminiur o foco nos problemas e nos concentrarmos mais naquilo que deve ser feito para atingir nossos objetivos. Ficamos mais protegidos contra as mazelas da vida e mais preparados para aproveitar as oportunidades que surjam.
Sempre que você se encontrar em uma situação que pareça ruim, pense na frase que entitula esse artido. Se preferir, dê um passo adiante e reforme a frase para "Todos os males vêm para o bem.". Você vai perceber que as coisas vão parecer melhores e evoluir de forma muito mais agradável.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para o e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
Com certeza você já passou por situações desagradáveis que preferia ter evitado. A perda de um emprego, a decepção com um amigo, a derrota para um concorrente importante são exemplos de situações que dificilmente podem ser vistas como positivas, pelo menos imediatamente após sua ocorrência.
Agora pare e pense um pouco sobre cada uma das situações listadas. Será que elas são realmente tão ruins assim ou podem representar algo de bom, se vistas sob diferente ponto de vista?
Vamos tomar o exemplo de alguém que perde seu emprego numa empresa onde trabalhou por vários anos, que lhe permitiu adquirir boa experiência e acumular significativa quantia em dinheiro. Se essa pessoa aproveita o momento para abrir seu próprio negócio em uma área que tenha relacionamento com a experiência adquirida ao longo dos anos pode ser que venha a ter muito mais sucesso e realização nos anos que se seguem. Nesse caso, aquilo que se inicia como um grande problema pode se transformar apenas em um empurrãozinho necessário para que a pessoa se mova em direção a um futuro mais promissor.
E quanto a perder para um concorrente? Qual o possível valor desse tipo de situação?
Ora... Quando perdemos temos a oportunidade de rever nossas estrratégias e de avaliar a maneira como fazemos as coisas, o que raramente fazemos quando estamos sempre ganhando. Perder um negócio pode representar a oportunidade de buscar novas maneiras de competir no mercado e de reagir às mudanças que ainda não tinham sido notadas ou recebido o valor devido.
Mas e o caso da decepção com um amigo, o que dizer dessa situação?
A decepção com uma pessoa está sempre associada à descoberta de uma característica ou comportamento que não acreditávamos ser possível nesta pessoa. É uma questão de revisão de expectativas, normalmente causada por um evento que desvenda essa característica ou comportamento. Assim sendo, a decepção é apenas uma reação ao descobrimento de algo que não era sabido, o que em si não é bom nem mal. Na verdade, conhecer melhor os comportamentos e características de uma pessoa nos traz a oportunidade de termos um relacionamento mais produtivo e seguro com a mesma.
Pois é... Você deve estar se perguntando se as coisas funcionam realmente da maneira como apresentei nos parágrafos anteriores. Posso lhe garantir que sempre há uma maneira positiva de encarar as adversidades que você enfrenta em sua vida profissional e pessoal, assim como existem diversas maneiras negativas de avaliar os mesmos eventos. A escolha de qual visão adotar depende somente de você mesmo e será fundamental para definir suas ações perante os fatos.
Se você pensar que as coisas "ruins" que acontecem são uma injustiça para com a sua pessoa provavelmente irá seguir um caminho de lamentação e vitimização. Dificilmente terá uma atitude positiva e que explore as oportunidades e o resultado será provavelmente o recebimento de mais notícias ruins.
Se você pensar que há Males que vem para o Bem, irá iniciar um processo de exploração das oportunidades que surgem de cada evento, mesmo que ao princípio ele pareça "ruim". Ao explorar as oportunidades, suas ações serão na busca de soluções em torno do ocorrido e, provavelmente, essa atitude o levará a ter notícias boas em breve.
Mesmo que as notícas boas não venham rapidamente, o que às vezes acontece, uma atitude positiva perante adversidades nos faz diminiur o foco nos problemas e nos concentrarmos mais naquilo que deve ser feito para atingir nossos objetivos. Ficamos mais protegidos contra as mazelas da vida e mais preparados para aproveitar as oportunidades que surjam.
Sempre que você se encontrar em uma situação que pareça ruim, pense na frase que entitula esse artido. Se preferir, dê um passo adiante e reforme a frase para "Todos os males vêm para o bem.". Você vai perceber que as coisas vão parecer melhores e evoluir de forma muito mais agradável.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva para o e-mail paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder sua mensagem.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 27 de dezembro de 2009
A Importância de Persistir
Olá,
Já faz mais de um mês que não escrevo e isso me fez pensar nos projetos que abandonamos durante a vida simplesmente por desviarmos nossa atenção para outras coisas.
No meu caso, passei por um período um pouco mais agitado (bastante trabalho), seguido de uma viagem de mais de 20 dias ao exterior. Sinceramente, nada que impedisse minha dedicação de alguns minutos para escrever sobre algo que me parecesse interessante, mas o suficiente para fazer com que meu blog ficasse mais de um mês sem atualização.
Hoje decidi retomar o processo de construção do blog e espero manter o foco nos próximos meses, mas a verdade é que abandonar um projeto é mais fácil do que se imagina, tenha ele a importância que tiver.
Todos temos exemplos de projetos que julgávamos importantes em algum momento e que abandonamos sem ao menos notarmos, de forma silenciosa e displicente. Acontece com todo mundo e nem sempre representa um problema em si.
Muitas vezes a mudança de foco é mais ou menos consciente, fruto do amadurecimento e do processo de acumulação de experiências. É o caso do menino que sonhava em ser jornaleiro por adorar ler gibis e se transforma em um escritor ou advogado ou o caso da menina que sonhava em ser médica como a mãe mas ao longo do tempo descobre sua vocação para marketing. Esses são exemplos de abandonos mais ou menos naturais, que não representam exemplos de displicência ou falta de perseverância.
Mas o que dizer de planos mais importantes como fazer um curso de pós-graduação em sua área de atuação, visitar os pais pelo menos uma vez ao ano, dedicar pelo menos algumas horas de atenção aos filhos, ou perder aqueles quilinhos que acumulou ao longo dos vinte últimos anos? Qual será o motivo para abandonarmos planos tão essenciais?
A maioria dos planos importantes exigem manutenção contínua ou um esforço maior concentrado por um período de tempo relativamente longo. Um curso de pós-graduação exige um período de sacrifício, onde temos que dividir nosso tempo já escasso com mais uma atividade pesada. Visitar os pais ao menos uma vez ao ano exige planejamento e disciplina e, algumas vezes, abrir mão de outros prazeres ou planos menos importantes. Dedicar ao menos algumas horas de atenção aos filhos exige disciplina e dedicação.
Em todos os casos citados, persistir é ponto chave para manter o rumo. Sem persistência, o risco de nos desviarmos de nossos objetivos e, em última análise, de nossos projetos mais importantes é muito grande. Aos poucos nossos verdadeiros sonhos são substituídos por pequenos projetos improvisados e nossos objetivos maiores dão lugar aos desejos mais imediatos, que nos trazem prazer no curto-prazo mas que nos afastam de nossas reais necessidades.
Manter o foco e persistir em seus objetivos é essencial. Refletir sobre nossas reais necessidades, priorizar nossas ações e ajustar nossos planos conforme as coisas mudam é uma das formas mais eficientes de manter o foco e persistir.
Se queremos algo realmente é preciso pensar sobre como chegar lá, planejar os próximos passos e analisar cada passo dado. Ações que nos afastam de nossos objetivos devem ser reavaliadas e, sempre que possível, eliminadas. Ações que nos aproximam de nossos objetivos devem ser reforçadas e repetidas.
Não espere que tudo aconteça conforme seus planos. Esteja preparado para errar mais do que acertar e para muitas vezes ver seus sonhos se afastarem em vez de se aproximarem. Não temos controle sobre a maioria das variáveis que agem sobre nosso destino e, por isso, temos que aceitar que nossas jornadas não serão fáceis.
Acreditar que é possível chegar lá apesar das dificuldades e persistir em seus objetivos é fundamental para ter sucesso. Sem persistência ficamos sem rumo, buscando sempre o caminho mais curto e menos doloroso. O resultado, a não ser por uma obra do acaso, é desviar-se do caminho traçado e ser levado para qualquer parte.
Se você deseja defnir seu caminho e ser dono de seu destino, aprenda a persistir.
Abraços,
Paulo Pinho
Já faz mais de um mês que não escrevo e isso me fez pensar nos projetos que abandonamos durante a vida simplesmente por desviarmos nossa atenção para outras coisas.
No meu caso, passei por um período um pouco mais agitado (bastante trabalho), seguido de uma viagem de mais de 20 dias ao exterior. Sinceramente, nada que impedisse minha dedicação de alguns minutos para escrever sobre algo que me parecesse interessante, mas o suficiente para fazer com que meu blog ficasse mais de um mês sem atualização.
Hoje decidi retomar o processo de construção do blog e espero manter o foco nos próximos meses, mas a verdade é que abandonar um projeto é mais fácil do que se imagina, tenha ele a importância que tiver.
Todos temos exemplos de projetos que julgávamos importantes em algum momento e que abandonamos sem ao menos notarmos, de forma silenciosa e displicente. Acontece com todo mundo e nem sempre representa um problema em si.
Muitas vezes a mudança de foco é mais ou menos consciente, fruto do amadurecimento e do processo de acumulação de experiências. É o caso do menino que sonhava em ser jornaleiro por adorar ler gibis e se transforma em um escritor ou advogado ou o caso da menina que sonhava em ser médica como a mãe mas ao longo do tempo descobre sua vocação para marketing. Esses são exemplos de abandonos mais ou menos naturais, que não representam exemplos de displicência ou falta de perseverância.
Mas o que dizer de planos mais importantes como fazer um curso de pós-graduação em sua área de atuação, visitar os pais pelo menos uma vez ao ano, dedicar pelo menos algumas horas de atenção aos filhos, ou perder aqueles quilinhos que acumulou ao longo dos vinte últimos anos? Qual será o motivo para abandonarmos planos tão essenciais?
A maioria dos planos importantes exigem manutenção contínua ou um esforço maior concentrado por um período de tempo relativamente longo. Um curso de pós-graduação exige um período de sacrifício, onde temos que dividir nosso tempo já escasso com mais uma atividade pesada. Visitar os pais ao menos uma vez ao ano exige planejamento e disciplina e, algumas vezes, abrir mão de outros prazeres ou planos menos importantes. Dedicar ao menos algumas horas de atenção aos filhos exige disciplina e dedicação.
Em todos os casos citados, persistir é ponto chave para manter o rumo. Sem persistência, o risco de nos desviarmos de nossos objetivos e, em última análise, de nossos projetos mais importantes é muito grande. Aos poucos nossos verdadeiros sonhos são substituídos por pequenos projetos improvisados e nossos objetivos maiores dão lugar aos desejos mais imediatos, que nos trazem prazer no curto-prazo mas que nos afastam de nossas reais necessidades.
Manter o foco e persistir em seus objetivos é essencial. Refletir sobre nossas reais necessidades, priorizar nossas ações e ajustar nossos planos conforme as coisas mudam é uma das formas mais eficientes de manter o foco e persistir.
Se queremos algo realmente é preciso pensar sobre como chegar lá, planejar os próximos passos e analisar cada passo dado. Ações que nos afastam de nossos objetivos devem ser reavaliadas e, sempre que possível, eliminadas. Ações que nos aproximam de nossos objetivos devem ser reforçadas e repetidas.
Não espere que tudo aconteça conforme seus planos. Esteja preparado para errar mais do que acertar e para muitas vezes ver seus sonhos se afastarem em vez de se aproximarem. Não temos controle sobre a maioria das variáveis que agem sobre nosso destino e, por isso, temos que aceitar que nossas jornadas não serão fáceis.
Acreditar que é possível chegar lá apesar das dificuldades e persistir em seus objetivos é fundamental para ter sucesso. Sem persistência ficamos sem rumo, buscando sempre o caminho mais curto e menos doloroso. O resultado, a não ser por uma obra do acaso, é desviar-se do caminho traçado e ser levado para qualquer parte.
Se você deseja defnir seu caminho e ser dono de seu destino, aprenda a persistir.
Abraços,
Paulo Pinho
domingo, 1 de novembro de 2009
A Carreira de Executivo
Olá,
Tenho recebido vários e-mails pedindo orientação sobre como seguir a carreira de executivo e resolvi esclarecer alguns pontos sobre esse tema.
Ser executivo não trata-se propriamente de uma carreira, mas sim de uma etapa da vida profissional que se caracteriza pela responsabilidade por funções gerenciais. Existem executivos em todas as carreiras e não é preciso fazer um determinado curso superior para ser um executivo.
Para mim, a melhor maneira de ser um executivo de sucesso é ser um profssional dedicado e eficiente em sua área de atuação. Além disso, é importante se interessar pelo funcionamento como um todo da organização e desenvolver habilidades pessoais e interpessoais que facilitem seu relacionamento.
As atividades típicas de um executivo se aproximam muito das formações acadêmicas do tipo Administração de Empresas, mas esse não é o único caminho para ser um executivo. Ao contrário, a maioria dos executivos de sucesso possuem formações mais técnicas relacionadas com o mercado onde atuam. Em grandes Hospitais vemos vários executivos com formação de médico; em empresas de tecnologia é comum enocntrar importantes executivos com formação em engenharia; em instituições financeiras encontramos advogados, engenheiros, médicos e outras formações nada comuns.
Pessoalmente acredito que uma formação técnica em alguma área do conhecimento é muito importante para um grande executivo. Ela pode ser adquirida durante o curso superior (desejável) mas também pode ser adquirida durante o exercício de suas funções profissionais. É isso que explica econtrarmos engenheiros dirigindo instituições financeiras, médicos dirigindo empresas de varejo, advogados dirigindo empresas de tecnologia.
De qualquer forma, o conhecimento mais profundo do negócio é fundamental. Se você pretende ser diretor de sucesso de um grande Hospital é fundamental que saiba como o hospital funciona; quais são as maiores dificuldades e desafios dos médicos, enfermeiros e outras posições da organização; quais são as questões mais importantes que caracterizam um bom atendimento aos pacientes; entre outras particularidades. É muito mais fácil encontrar um(a) médico(a) ou enfermeira(o) que tenha essa visão do que um administrador de empresas.
Mas conhecer a parte técnica do negócio não é suficiente. Para ser um grande executivo é preciso gostar de liderar pessoas e de tomar decisões difíceis. Além disso, é importante adquirir conhecimentos sobre o processo de gestão de empresas, tanto do ponto de vista da estratégia, quanto do ponto de vista administrativo/financeiro. Um excelente médico pode ser um péssimo diretor de hospital se não dominar esses assuntos de forma satisfatória.
Para complementar a formação de profissionais de área técnicas, existem cursos de pós-graduação na área administrativa. Eles podem ser mais ou menos especializados e é importante saber o que realmente se deseja aprender. Existem cursos mais orientados aos processos de gestão da empresa, outros mais relacionados com a gestão de pessoas, outros ainda mais focados nas questões de administração financeira.
Um boa opção de curso são os conhecidos como MBA (Master Business Administration). Eles costumam ser cursos de 2 anos de duração, que possuem programa mais abrangente, abordando praticamente todos os temas relacionados com a gestão estratégica, administrativa e financeira das organizações.
Não recomendo fazer um curso de pós-graduação logo depois da conclusão do nível superior. Acho mais importante gastar um tempo se dedicando somente ao trabalho, aprendendo o máximo possível sobre aquele segmento de mercado. Acho que essa abordagem leva a um crescimento mais acelerado da carreira e permite confirmar o caminho que se pretende seguir na carreira.
Minha recomendação é de que um curso de MBA ou equivalente deve ser feito de dois a cinco anos depois de formado. Isso vai permitir melhor escolha do curso a ser feito, maior absorção da informação que será fornecida durante o curso; e utilização mais imediata dos conhecimentos adquiridos.
Espero que essas dicas possam ajudar alguns de vocês. Se tiverem dúvidas, por favor enviem um e-mail diretamente para paulo.pinho@uol.com.br . Terei muito prazer em respondê-los.
Abraços,
PP
Tenho recebido vários e-mails pedindo orientação sobre como seguir a carreira de executivo e resolvi esclarecer alguns pontos sobre esse tema.
Ser executivo não trata-se propriamente de uma carreira, mas sim de uma etapa da vida profissional que se caracteriza pela responsabilidade por funções gerenciais. Existem executivos em todas as carreiras e não é preciso fazer um determinado curso superior para ser um executivo.
Para mim, a melhor maneira de ser um executivo de sucesso é ser um profssional dedicado e eficiente em sua área de atuação. Além disso, é importante se interessar pelo funcionamento como um todo da organização e desenvolver habilidades pessoais e interpessoais que facilitem seu relacionamento.
As atividades típicas de um executivo se aproximam muito das formações acadêmicas do tipo Administração de Empresas, mas esse não é o único caminho para ser um executivo. Ao contrário, a maioria dos executivos de sucesso possuem formações mais técnicas relacionadas com o mercado onde atuam. Em grandes Hospitais vemos vários executivos com formação de médico; em empresas de tecnologia é comum enocntrar importantes executivos com formação em engenharia; em instituições financeiras encontramos advogados, engenheiros, médicos e outras formações nada comuns.
Pessoalmente acredito que uma formação técnica em alguma área do conhecimento é muito importante para um grande executivo. Ela pode ser adquirida durante o curso superior (desejável) mas também pode ser adquirida durante o exercício de suas funções profissionais. É isso que explica econtrarmos engenheiros dirigindo instituições financeiras, médicos dirigindo empresas de varejo, advogados dirigindo empresas de tecnologia.
De qualquer forma, o conhecimento mais profundo do negócio é fundamental. Se você pretende ser diretor de sucesso de um grande Hospital é fundamental que saiba como o hospital funciona; quais são as maiores dificuldades e desafios dos médicos, enfermeiros e outras posições da organização; quais são as questões mais importantes que caracterizam um bom atendimento aos pacientes; entre outras particularidades. É muito mais fácil encontrar um(a) médico(a) ou enfermeira(o) que tenha essa visão do que um administrador de empresas.
Mas conhecer a parte técnica do negócio não é suficiente. Para ser um grande executivo é preciso gostar de liderar pessoas e de tomar decisões difíceis. Além disso, é importante adquirir conhecimentos sobre o processo de gestão de empresas, tanto do ponto de vista da estratégia, quanto do ponto de vista administrativo/financeiro. Um excelente médico pode ser um péssimo diretor de hospital se não dominar esses assuntos de forma satisfatória.
Para complementar a formação de profissionais de área técnicas, existem cursos de pós-graduação na área administrativa. Eles podem ser mais ou menos especializados e é importante saber o que realmente se deseja aprender. Existem cursos mais orientados aos processos de gestão da empresa, outros mais relacionados com a gestão de pessoas, outros ainda mais focados nas questões de administração financeira.
Um boa opção de curso são os conhecidos como MBA (Master Business Administration). Eles costumam ser cursos de 2 anos de duração, que possuem programa mais abrangente, abordando praticamente todos os temas relacionados com a gestão estratégica, administrativa e financeira das organizações.
Não recomendo fazer um curso de pós-graduação logo depois da conclusão do nível superior. Acho mais importante gastar um tempo se dedicando somente ao trabalho, aprendendo o máximo possível sobre aquele segmento de mercado. Acho que essa abordagem leva a um crescimento mais acelerado da carreira e permite confirmar o caminho que se pretende seguir na carreira.
Minha recomendação é de que um curso de MBA ou equivalente deve ser feito de dois a cinco anos depois de formado. Isso vai permitir melhor escolha do curso a ser feito, maior absorção da informação que será fornecida durante o curso; e utilização mais imediata dos conhecimentos adquiridos.
Espero que essas dicas possam ajudar alguns de vocês. Se tiverem dúvidas, por favor enviem um e-mail diretamente para paulo.pinho@uol.com.br . Terei muito prazer em respondê-los.
Abraços,
PP
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Reflexões sobre o Risco
Olá,
O risco é parte integrante da vida de todos nós. Nos arriscamos quando atravessamos a rua, quando dirigimos nosso carro, ou até mesmo enquanto dormimos. Estamos sempre sob algum grau de risco, apesar de muitas vezes nem nos darmos conta disso.
Como seres vivos, o maior risco ao qual estamos sujeitos é o de morrer. Ele representa a impossibilidade de uma nova chance (pelo menos nessa vida) e deixa a maioria de nós em estado de sobressalto. Mesmo assim, são inúmeros os casos de pessoas que enfrentam esse risco de maneira rotineira, o que me faz refletir sobre o que as leva a esse tipo de comportamento.
A verdade é que a todo risco conscientemente tomado está associada uma oportunidade relevante identificada pelo tomador do risco.
É a sensação de liberdade e prazer que faz um paraquedista se arriscar em saltos cada vez mais altos. É o prazer de vencer que faz o piloto de corrida se arriscar a 300 Km/h em um carro de Fórmula 1. É a sensação de poder e realização que faz um executivo se arriscar na tomada de decisões.
Quando a oportunidade percebida não vale o risco, ou quando a possibilidade de realização do risco é muito alta, nossa atitude é recuar. Por mais desejoso de aventura que seja um paraquedista, a grande maioria deles jamais pularia em um dia de tempestade. Nem tampouco um piloto de Fórmula 1 mantem a velocidade quando nota que seu carro está sem freios.
Não tomar riscos significa abrir mão de oportunidades. Pessoas que não tomam riscos são pessoas que dificilmente terão sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.
Tomar riscos em demasia em geral leva a grandes ganhos de curto prazo e a grandes fracassos no médio e longo prazo. Pessoas que tomam riscos em demasia costumam ter algum sucesso mas suas carreiras é frequentemente abreviada por um grande fracasso. Na vida pessoal, é comum que elas tenham uma vida mais breve ou cheguem a quebrar financeiramente.
Saber ponderar riscos e oportunidades, fazendo escolhas que maximizem oportunidades, ao mesmo tempo minimizando riscos, é uma arte que marca a maioria das pessoas bem sucedidas.
É claro que existem pessoas que fazem tudo corretamente e mesmo assim perdem tudo numa decisão infeliz. Assim como existem aqueles que arriscam tudo ou nada e mesmo assim conseguem atingir o sucesso. Mas o mais comum é que as pessoas que buscam a maximização da relação oportunidade / risco sejam as que conseguem os melhores resultados.
Um bom começo para aprender a lidar com a relação custo / oportunidade é refletir sobre os dois lados dessa equação sempre que uma decisão precisa ser tomada. Pensar sobre o que podemos ganhar ou perder com cada decisão e qual a probabilidade de termos sucesso ou não, nos faz sentir melhor o peso de nossas decisões.
Com o tempo ganhamos experiência e vamos aprendendo a dosar o peso de cada componente da balança. Se ganhamos mais do que perdemos, reforçamos nossa maneira de ponderar cada parte. Se perdemos mais do que ganhamos, buscamos um novo equilíbrio para a equação, até que comecemos a ganhar novamente.
Uma dica que considero importante é a de avaliar as consequências de perdermos nossa aposta. Se o resultado de um risco confirmado representar uma situação de irreversível ou de consequências muito fortes, esse risco provavelmente não deverá ser tomado, a não ser como última alternativa.
Na próxima vez que você tiver que tomar uma decisão, procure pensar nos riscos e oportunidades associados a ela. Você tem mais a ganhar do que a perder.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder.
PP
O risco é parte integrante da vida de todos nós. Nos arriscamos quando atravessamos a rua, quando dirigimos nosso carro, ou até mesmo enquanto dormimos. Estamos sempre sob algum grau de risco, apesar de muitas vezes nem nos darmos conta disso.
Como seres vivos, o maior risco ao qual estamos sujeitos é o de morrer. Ele representa a impossibilidade de uma nova chance (pelo menos nessa vida) e deixa a maioria de nós em estado de sobressalto. Mesmo assim, são inúmeros os casos de pessoas que enfrentam esse risco de maneira rotineira, o que me faz refletir sobre o que as leva a esse tipo de comportamento.
A verdade é que a todo risco conscientemente tomado está associada uma oportunidade relevante identificada pelo tomador do risco.
É a sensação de liberdade e prazer que faz um paraquedista se arriscar em saltos cada vez mais altos. É o prazer de vencer que faz o piloto de corrida se arriscar a 300 Km/h em um carro de Fórmula 1. É a sensação de poder e realização que faz um executivo se arriscar na tomada de decisões.
Quando a oportunidade percebida não vale o risco, ou quando a possibilidade de realização do risco é muito alta, nossa atitude é recuar. Por mais desejoso de aventura que seja um paraquedista, a grande maioria deles jamais pularia em um dia de tempestade. Nem tampouco um piloto de Fórmula 1 mantem a velocidade quando nota que seu carro está sem freios.
Não tomar riscos significa abrir mão de oportunidades. Pessoas que não tomam riscos são pessoas que dificilmente terão sucesso em suas vidas profissionais e pessoais.
Tomar riscos em demasia em geral leva a grandes ganhos de curto prazo e a grandes fracassos no médio e longo prazo. Pessoas que tomam riscos em demasia costumam ter algum sucesso mas suas carreiras é frequentemente abreviada por um grande fracasso. Na vida pessoal, é comum que elas tenham uma vida mais breve ou cheguem a quebrar financeiramente.
Saber ponderar riscos e oportunidades, fazendo escolhas que maximizem oportunidades, ao mesmo tempo minimizando riscos, é uma arte que marca a maioria das pessoas bem sucedidas.
É claro que existem pessoas que fazem tudo corretamente e mesmo assim perdem tudo numa decisão infeliz. Assim como existem aqueles que arriscam tudo ou nada e mesmo assim conseguem atingir o sucesso. Mas o mais comum é que as pessoas que buscam a maximização da relação oportunidade / risco sejam as que conseguem os melhores resultados.
Um bom começo para aprender a lidar com a relação custo / oportunidade é refletir sobre os dois lados dessa equação sempre que uma decisão precisa ser tomada. Pensar sobre o que podemos ganhar ou perder com cada decisão e qual a probabilidade de termos sucesso ou não, nos faz sentir melhor o peso de nossas decisões.
Com o tempo ganhamos experiência e vamos aprendendo a dosar o peso de cada componente da balança. Se ganhamos mais do que perdemos, reforçamos nossa maneira de ponderar cada parte. Se perdemos mais do que ganhamos, buscamos um novo equilíbrio para a equação, até que comecemos a ganhar novamente.
Uma dica que considero importante é a de avaliar as consequências de perdermos nossa aposta. Se o resultado de um risco confirmado representar uma situação de irreversível ou de consequências muito fortes, esse risco provavelmente não deverá ser tomado, a não ser como última alternativa.
Na próxima vez que você tiver que tomar uma decisão, procure pensar nos riscos e oportunidades associados a ela. Você tem mais a ganhar do que a perder.
Se você tem comentários sobre esse ou outro artigo, escreva um e-mail para paulo.pinho@uol.com.br. Terei muito prazer em ler e responder.
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